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3. MISE EN PLACE DE L’OUTIL DE CATALOGAGE DES DONNEES

3.2. Solutions envisagées – GeoNetwork –

3.2.1. Les outils de catalogage

Os professores entrevistados levantaram várias questões sobre as mudanças ocorridas no ensino. Suas falas nos revelaram as críticas, as expectativas e sugestões em relação as inovações no sistema educacional que vivenciam.

a) A Inovações Atuais no Ensino

Dos relatos dos vinte professores entrevistados, supomos que, cinco não compreendem e muito menos aceitam as mudanças que acontecem no Ensino, mas anseiam por modificações melhores. Queixam-se da falta de reprovação; do aluno não comparecer a recuperação e passar e o professor se sente desvalorizado perante os alunos; como avaliar adequadamente com classes superlotadas, além disso, o Governo quer fazer contenção de gastos e mantém o aluno por menos tempo na escola sem se preocupar com uma formação adequada e de qualidade. Dois destes professores salientaram que a educação vai virar um caos e que o ensino caminha para o pior, sem perspectivas de melhora. Necessitam de mais informações sobre as mudanças que ocorrem no ensino e de apoio para superarem os problemas da realidade escolar.

“(...) Às vezes ele é convocado para recuperação e ele não vem, não comparece a recuperação, ele não é reprovado, não sei, não consigo aceitar isso. Se o aluno está defasado mesmo no conteúdo ele precisa ser reprovado, eu acho que deveria ser mais coerente (...). (...) acho que daqui para frente vai ficar pior (...). (...) eu sou a favor do ensino de antigamente, do antigo do jeito que era, cobrava tudo e se o aluno não conseguisse, se ele não se recuperasse naquele prazo de janeiro ele teria que fazer de novo (...). Hoje não, o aluno ficou de recuperação (...) ele não comparece e é aprovado e a gente fica sem moral também, eles falam na nossa cara, o aluno fala assim: “ mas fulano não compareceu eu vim na recuperação não fiz nada e passei, fulano não compareceu e também passou”(...).” (Prof.02)

“(...) você viu que um dia você já teve as suas compensações, sabe e agora são muito poucas as compensações que você tem para começar do salário até... (...) o Governo se propôs a pagar oito anos de escola para o aluno, só! Não é? (...). Eles não querem o aluno repetente. Então ele quer mesmo que o aluno saiba o básico, com o resto não interessa. Aí, ele o resto, ele vai jogar o aluno pro mundo, sabe. Então eu acho que tinha que existir assim, um meio termo entre isso, sabe entre o passar de ano e o não passar porque senão, nós estamos caminhando para o caos da educação. A educação vai virar um caos.” (Prof.09)

“(...) tornar o aluno crítico. O aluno nunca será crítico porque o professor não é crítico. Então o que não volta mais, segundo dizem a reprovação acabou, essa divisão por ciclos vai ser mantida, então tudo isso que a gente tá vendo no ensino é daqui para o pior, não tem perspectiva de melhora porque a avaliação da maneira como eles querem, para começar ela não poderia nunca ser feita em salas superlotadas (...). (...) o Governo pode criar a nomenclatura que for, pode criar o projeto que for... se não há adesão do professorado, não vira. Então tudo o que vem da Secretaria da Educação vem errado, vem torto, o professor faz tudo danado (...) as mais novas inovações no momento, é sala ambiente (...) aprovação automática, ensino por ciclos (...). (...) a inovação ela pede somente uma coisa, ela pede uma estratégia diferenciada (...). (...) se o professor não acredita e não domina, não resolve pra nada, pra nada.” (Prof.14)

Um professor pede uma reformulação total no ensino e também aumento de salário, pois não dá mais para se sentir desvalorizado até na parte financeira.

“Precisamos de uma reformulação total. (...) aumento de salário, todos nós estamos precisando urgente, com sete anos que nós não temos aumento de salário, com isto nós estamos perdendo o estímulo como eu também e é muito desagradável a gente se sentir desvalorizada até nessa parte financeira (...).” (Prof. 04)

Um outro professor acredita que a escola precisaria ter mais autonomia em relação à impunidade. Na sua opinião, os livros oferecidos pelo Governo beneficia as famílias dos alunos.

“(...) A escola precisa ter mais autonomia com relação à impunidade. Essa impunidade precisam acabar para ter autoridade (...). Uma outra coisa boa que eu acho interessante na escola é... os livros oferecidos pelo Governo e eu acho isso muito bom é a ajuda nos problemas de casa, né, na parte financeira de não tá comprando o livro todo o ano (...).” (Prof. 05)

Para outro professor não há necessidade de mudanças e sim retomar um pouco do ensino tradicional e alfabetizar os alunos que estão no Ciclo-II do ensino fundamental. Se a situação atual no ensino não mudar, não sabe até quando vai conseguir agüentar.

“(...) o desejo de mudança que eu coloco é mudar a situação porque não dá mais para você trabalhar dessa forma porque eu não sei até quando que eu vou ter forças físicas que eu vou ter esse pulso firme (...). (...) só que ela faz aquilo que ela acredita, né e que ela acha que dá resultado no momento (...). (...) Nós temos que resgatar um pouco do tradicional (...) inovações, nós temos que resgatar a alfabetização. Esse aluno, ele tem que ser alfabetizado. Ele tem que aprender a ler (...) eles não escrevem ...um aluno de 6ª série (...). (...) porque nós não temos que buscar nada. Nós temos que resgatar, nós temos que buscar, de novo não tem nada. (...) O que tem de novo é a violência, valores deturpados (...).” (Prof. 06)

Por outro lado, um professor relatou que a educação precisava ser modificada, pois não dava mais para ficar no tradicional. Mas por outro lado, entra em contradição, quando solicita que o aluno seja avaliado e reprovado caso não domine a matéria.

“Eu acho assim que a educação, a forma de ensinar, tudo bem tinha que mudar, não poderia mais ficar naquela forma tradicional, tem que inovar (...) propor novas experiências, novas atividades não pode ficar no tradicional que era antes, aquela decoreba, estudar questionários que iam cair na prova. (...) só que tem que ter uma avaliação, eu acredito que tenha que ter uma avaliação, tem que medir, tem que medir o conhecimento deste aluno. Se ele não sabe tem que reprovar mesmo.” (Prof. 17)

Dois outros professores até consideram que as mudanças que ocorrem na educação até visam melhoras no ensino, mas se o Governo não fizer mais investimentos financeiros no ensino, se o docente não for preparado, se não houver estudos e respaldo no trabalho fica inviável por em prática as inovações.

“(...) o Estado sempre tem gente trabalhando para isso... para que haja uma melhora no ensino, tudo isso para que os alunos tenham uma boa base, mas eu acho que o Governo aplica muito pouco dinheiro na Educação e falta reciclagem, uma reciclagem bem prática para os professores também, eu acho que falta um pouco isso. (...) falta também curso de reciclagem. Então eu acho isso para funcionar melhor e a gente vai percebendo que falta uma série de coisas para desenvolver um bom trabalho, para a gente aplicar, muitos alunos na classe, falta de material, a falta de reciclagem, então isso aí são as dificuldades que a gente encontra para fazer mudança na Educação.” (Prof.03)

Para um outro professor as mudanças atuais que ocorreram no ensino são as melhores que tiveram até agora, mas se o professor não estudar, não conhecê-las ou

interpretá-las inadequadamente vai ser muito difícil por em prática as inovações atuais.

“(...) são as melhores mudanças que eu conheço que eu já estudei são as de hoje, apesar dos professores falarem mal da progressão continuada (...) eu acho que se a gente conhecer a fundo como é a estrutura desse Ensino Atual ele tem condição de se tornar o melhor até agora. (...) senão vai ficar uma coisa solta e jogada como foi durante muito tempo (...). Eu acho que está melhor, do que eu já trabalhei e do que eu estudo, já vi como aconteceu. (...) eu vou usar o exemplo da Progressão Continuada se ela for mal interpretada, as Inovações do Ensino que estão no Parâmetros que está na nova LDB, se ela for mal interpretada ela não vai virar. Eu acho que você tem que ter conhecimento da teoria desse novo ensino (...) você tem que conhecer tudo isso para saber o que você está fazendo (...). (...) as Inovações do Ensino que está acontecendo agora, toda essa parte teórica não pode virar um construtivismo e sendo feita, feita, feita sem parar para estudar, entendeu? tem que estudar o que tem que ser feito e aplicar na sua realidade. Agora não pode ser moda esse novo ensino, esse Ensino Atual não pode virar moda, igual foi o Construtivismo (...).” (Prof.01)

Um outro professor pede ajuda para dar suas aulas. Acredita que o ensino precisa ser reestruturado e preparar melhor o jovem. É favorável as inovações no ensino, mas não sabe se irão trazer bons resultados.

“ (...) acima da Direção (...) que viesse um apoio maior para que a gente pudesse conduzir melhor a matéria (...). Eu tenho uma opinião geral o ensino no país tem que ser reestruturado, ele tem que ser mais eficiente, preparar melhor o jovem. A minha opinião é que deveria haver uma reestruturação melhor no ensino, no país. As inovações do Ensino Atual são bem recebidas, porém quais serão suas conseqüências para o jovem de amanhã no Ensino Superior, na Escola Profissionalizante, no Mercado de Trabalho. (...) Agora essas Inovações do Ensino Atual mesmo colocadas em prática darão bons frutos amanhã? Vamos esperar para ver né?... ver o que acontece.” (Prof.07)

Para outro professor, as mudanças não podem vir para negar toda a experiência construída no cotidiano da escola. As teorias, as práticas escolares já existentes na educação não serviram mais pra nada quando o Construtivismo foi inserido nas escolas, como se elas não tivessem sido boas. Na sua opinião ainda, não adianta quererem que o professor ponha em prática as mudanças no ensino, se realmente não pensarem no contexto escolar com um todo. É necessário que o professor reflita sobre as mudanças que são inseridas na escola.

“(...) mas não sou moderninha e eu não sou dessas que aceitam qualquer teoria e já aplico definitivamente, não!. (...) inclusive dentro da Faculdade este Estruturalismo, Construtivi...ismo, tototo... todos os ismos raramente existem, há coisas positivas, mas não para anular aquilo que já toda a vida, toda a experiência foi feita, aprovada e foi positiva (...) mas eu não abraço nada que me dão sem sentar e sem pensar (...) "ah! acabou Construtivismo,

vamos jogar tudo fora e vamos começar com outra coisa"(...). O Construtivismo eles fizeram isso (...) esquecemos tudo o que aprendemos nas teorias passadas, vamos só fazer o Construtivismo. (...) eu só sei, eu só sinto que só se fala em Construtivismo, Construtivismo que eu escuto. (...) não adianta vir com Construtivismo, com Parâmetros Curriculares, com Inovações, tudo isso, se não tem um lugar que você possa aplicar, sem ver a escola no conjunto, os professores (...) se você não conseguir aplicar, não adianta fazer e é o que nós estamos sentindo. ” (Prof. 08)

Para um outro professor as mudanças que ocorrem no ensino não trouxeram novidades alguma, pois a escola já fazia esses trabalhos há bastante tempo.

“(...) uma dessas resoluções que aí saem como se aquilo fosse a última novidade... “não, agora as coisas vão ser diferentes”. Sabe... puxa vida, já se trabalhava com isso há muito tempo, já se falava disso há tanto tempo, o que é que tem de novo? (...) mas você fala, nossa isso já era feito não tem novidade nisso. Então eu fico meio espantada. Como eu disse quando eu li aqui Inovações do Ensino Atual veio na minha cabeça os Parâmetros Curriculares Nacionais porque é o assunto do momento porque é isto que se discute porque é isso que tem que permear o seu plano de trabalho, mas eu não acho que isso seja novidade (...). Então eu coloquei que se há Inovações no Ensino Atual eu ainda desconheço (...) se tem alguma inovação eu estou por fora, não sei o que é, pode até ter, eu não estou sabendo, eu coloquei o que que há de novo? Progressão continuada que também não acho grande novidade nisso porque aqui na escola nós tínhamos na época que eu trabalhava foi uma invenção nossa um tal de conceito único. (...) esse esquema atual para mim ele é ultrapassadíssimo (...) eu não acho que tenham inovações, se tiver eu preciso ser informada.” (Prof. 12)

Um professor relatou que por mais que as pessoas pedem mudanças no ensino, as situações não melhoram.

“(...) todo mundo não tem muita criatividade. Todo mundo quer que mude o ensino, mas mudar por onde, massificou com o computador, ficou pior, na minha opinião ficou pior (...).” (Prof.15)

Um outro professor considera que algumas mudanças podem ajudar os alunos em determinadas situações.

“(...) na outra escola eu já vi algumas provas de reclassificação, em alguns casos eu acho que até é válido para aquele pessoal que vem muito do interior, para não começar na primeira série, já é adulto nesses casos eu acho que... mas o aluno que faz a reclassificação só por uma questão de idade, eu já tive experiências de alunos aqui nesta escola mesmo e não funcionou também (...).” (Prof. 16)

Para um outro professor as mudanças ocorrem no ensino, mas questiona até que ponto elas são novas. Na sua opinião ainda, será que as pessoas que fazem parte

deste processo querem estas mudanças. Os professores não são preparados para as transformações no ensino.

“(...) então precisamos realmente de certos parâmetros porque você colocar estas inovações e até que ponto elas são tão novas assim também é uma coisa para se pensar, será que as pessoas estão querendo isso? estão preparadas para isso? Será que eu estou querendo tanto quanto, eu estou aqui me questionando, este novo será que não vai chocar? As inovações estão pegando as pessoas de calças curtas, o pessoal está pelado, por falta de formação do professor, a formação da pessoa, do ser humano.” (Prof.18)

Um professor se sente perdido e inconformado com a atual situação do ensino, pois não sabe os benefícios que as mudanças trouxeram para a escola. A situação está muito difícil.

“Eu não sei quais são as inovações do ensino atual. Quais foram as que tiveram? Eu acho que viraram tudo de ponta-cabeça. Têm pessoas que chegam para nós e falam assim: “você não pode comparar o ensino da sua época com o ensino de hoje porque é diferente, os alunos são diferentes”. Mas eu não sei... eu não consigo entender o que aconteceu na escola, eu estou perdidinha, eu não sei se eu estou, eu acho que eu devo estar errada. Se o sistema é esse eu não consigo entender muito bem o que está acontecendo, eu acho que o erro está em mim (...). Agora inovações eu não sei te falar, devem ter havido muitas, mas eu não sei se elas trouxeram benefícios, na minha opinião não trouxeram nenhum.” (Prof. 19)

Para um outro professor as mudanças foram ótimas. Existe uma liberdade maior de ensinar, pode-se avaliar de várias formas, a merenda melhorou e as crianças não precisam mais comprar os livros didáticos.

“As inovações para mim foram ótimas, tudo tem seus pontos positivos e negativos. Eu achei muito boa essa liberdade, um pouco mais de liberdade para ensinar o aluno. Então hoje já está mais aberto, assim no sentido ele pode....você pode fazer vários tipos de prova, é mapa, é o caderno, são atividades que eles trazem de casa, é tanta coisa que eles se envolvem que não é mais só aquela prova horrorosa que você tremia junto com os alunos, eu chegava a ficar suada junto com os alunos, de nervoso, de ficar vendo eles fazendo aquela prova, eu quem ficava nervosa de ver o sofrimento deles. As crianças para comprarem o livro era um sacrifício, tinha criança que conseguia comprar o livro no meio do ano, hoje eles dão o livro para a criança (...). (...) a merenda que era péssima, hoje está melhor...” (Prof. 20)

b) A Progressão Continuada

Dos vinte professores entrevistados, quinze falaram da Progressão Continuada, uma das mudanças que ocorreu há algum tempo no ensino. Esta medida além de não ter agradado, parece ter chocado os professores da rede pública estadual.

Nove professores não concordam com esta mudança, estão descontentes e revoltados. A progressão continuada é definida como falta de cobrança; falta de reprovação; o aluno passa sem saber ler e escrever e além disso, é confundida com promoção automática ou aprovação automática Quanto às conseqüências desta, trouxe prejuízos à aprendizagem dos alunos; a disciplina piorou; o aluno não tem mais interesse em aprender; o professor se sente desrespeitado, desmoralizado e desvalorizado perante os alunos; a relação professor - aluno não é mais a mesma e o ensino e a aprendizagem piorou. Supomos que os professores têm dificuldades para compreender a progressão continuada e não foram preparados para as mudanças que esta medida exige.

“(...) quando não tinha essa Progressão Continuada era melhor o aluno tinha mais interesse, gostava de aprender (...). Eu acho que com esta Progressão Continuada, faz uns três anos a coisa degringolou tudo a partir daí a coisa piorou (...). A Progressão Continuada (...) antes dela era melhor, percebo que esta progressão continuada ela trouxe muitas mudanças no sistema educacional, mas ela trouxe uma grande desestruturação em relação à aprendizagem dos alunos. Eu achei porque o aluno ele vê que não tem assim aquela reprovação, não tem muita cobrança (...). (...) então eu acho que progressão continuada aí não foi uma coisa boa, eu não eu achei, trouxe um grande prejuízo para os alunos (...). (...) a progressão trouxe mudanças para pior (...) nada reprova mais (...) eu sou totalmente contra mesmo (...).” (Prof.02)

“(...) e a escola com essa promoção automática, esse aluno vai chegar até o colegial. Eles estão pegando esse certificado do Ensino Médio sem saber, sem saber.... e o que é que tem de inovação?.” (Prof.06)

“Então a aprovação automática foi um desânimo para o professor, foi um desânimo para o aluno. O aluno passa o ano inteiro sem vir à escola, chega em janeiro ele freqüenta, ele é aprovado.” (Prof.14)

“Eu acho um horror essa progressão (...) até que me provem ao contrário, eu acho que não está funcionando. A gente que está em contato direto com o aluno percebe que não está funcionando em nada está ajudando o aluno. O problema não vai ficar na escola, o problema vai ser lá fora quando eles forem enfrentarem o mercado de trabalho (...). Então eu não concordo, não concordo, eu acho que o nível de disciplina piorou muito porque eles sabem que eles passam, tem aluno que mal vem o ano todo e chega em janeiro e vem um dia e passa, passa, quer dizer que moral que nós professores temos? que moral hoje a escola tem? Eu não sei o que deveria acontecer para mudar isso.... a coisa tá assim a gente pergunta aquele aluno baba? Não! então ele passa. Eu até hoje não me convenço com essa questão da progressão (...).” (Prof. 17)

“(...) a progressão continuada... eu acho que foi um dos fatores que contribuíram para fazer com que a educação chegasse aonde está porque eu acho que a questão de não se ter notas o professor não tem o que cobrar do aluno, o que você vai cobrar do aluno? Não que eu acho que a nota seja uma ameaça para o aluno, mas é um objetivo que ele tinha para atingir, ele fazia as coisas dele, estudava porque... a grande maioria gostava de ter uma nota boa, agora você não tem nota. O aluno pode ter faltas, ele sabe até quantas ele pode ter por ano e

se ele não estourar em faltas ele passa, mesmo ficando o ano todo sem fazer nada e o que é pior é que eles falam tudo isso para nós, eles falam assim: “eu fico sem fazer nada e depois venho aqui em janeiro e passo como todo mundo, então eu tenho que aproveitar”. Eles falam desta forma. Então eles aproveitam o ano inteiro fazendo bagunça e aí em janeiro eles vêm, às vezes nem vêm e passam.” (Prof.19)

Dois professores acreditam que se a Progressão Continuada fosse seguida como realmente ela tem que ser, poderia funcionar. Na opinião de um destes professores, proposições como a recuperação paralela e o reforço deveriam acompanhar a Progressão Continuada, mas não ocorrem. O docente precisaria entender que com esta mudança o aluno deveria ser promovido com conteúdo, por isso que é necessário conhecer, estudar melhor para utilizada.

“Então quando fala em Progressão Continuada todo mundo fica assustado e acha que é ir passando, passando e passando e não é exatamente isso. Então por isso que eu falo conhecer melhor para ser aplicado de maneira certa. (...) O correto da Progressão Continuada que está nos Parâmetros é existir realmente a Progressão Continuada, o aluno não ser retido, mas ele não ser retido porque ele chegou a competência que ele precisava para passar, só que para chegar nessa competência ele teve um respaldo de uma recuperação paralela, de um reforço (...) para que no final do ano ele seja promovido sim, mas promovido com conteúdo, com conhecimento de causa e não simplesmente promovido por promovido porque ele não pode ficar retido e essa recuperação paralela não está acontecendo.” (Prof. 01)

Um professor não vivenciou na prática de sala de aula a progressão continuada, só ouviu falar pelos outros professores que não a aprovaram.

“(...) essa Progressão Continuada que eu não sei direito o que é isso, eu vou pegar agora

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