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Dans le document Protocole Zigbee (Page 5-10)

Comparando-se as áreas dos cômodos da Planta Tipo das Unidades Verticalizadas com a tabela 12, observamos que as áreas projetadas para os dormitórios (6,8m2 e 5,8m2) e sala (9,15m2) são menores do que todos os indicadores estabelecidos. A área do sanitário (2,60m2) está dentro da faixa sugerida pelo IPT (2,50) e CDHU (2) (2,88m2), acima apenas de SILVA (2,40m2) e abaixo das demais. A área da cozinha (5,10m2) está acima da indicada

por SILVA (3,57m2) e CDHU básico (4,87m2) e abaixo das demais. A área de serviço (5,38m2) é equivalente à indicada por BOUERI (5,40m2) e acima de todas as outras.

A adequação dos moradores das Unidades Verticalizadas à unidade habitacional implicou em ampliações e reformas construtivas no sentido de adaptar as moradias às necessidades espaciais e funcionais de cada família. Observa-se que existe uma

predominância de intervenções no sentido da ampliação para uso do mesmo núcleo familiar. Neste caso, ampliou-se verticalmente, construiu-se quartos e às vezes também

sanitário no pavimento superior, deixando no pavimento inferior a sala, o sanitário, a cozinha e a área de serviço. As áreas resultantes destas intervenções estão demonstradas na tabela 13: Tabela 13 - Ampliação da tipologia verticalizada

Área em m² dos cômodos da habitação Unidades

Verticalizadas Dorm. 1 Dorm. 2 Dorm. 3 Sala Coz. Banh A.S.

Planta Tipo 6,84 5,85 - 9,15 5,10 2,60 5,38 c/ 2 quartos A 13,34 9,51 - 16,35 10,06 3,62 5,38 B 7,02- 6,87 5,87 16,35 11,15 2,60 4,69 C 11,28 3,44 3,10 16,35 11,66 (sanit.sup.) 2,60/4,03 4,81 c/ 3quartos D 11,07 4,42 4,34 16,35 5,87 2,60/2,60 (sanit.sup.) 5,38 c/ 1 quarto E 7,99 - - 13,65 5,98 2,70 28,66

Fonte: organizada pela autora, 2004.

O exemplo A (ver fig. 16, resid. 9) trata da ampliação vertical com a construção de dois quartos no pavimento superior e a ampliação do sanitário, resultando nas áreas acima relacionadas, para uma família de 4 moradores (pai, mãe e 2 filhos). Analisando-as comparativamente com indicadores nacionais e internacionais para habitação de interesse social, as áreas resultantes deste exemplo encontram-se de acordo com os maiores valores da tabela, possibilitando para estes moradores uma boa adequação espacial, resultando numa densidade final de 14,56 m²/morador, de acordo com a indicação de BLACHÉRE (14 m² úteis/morador), para qualidade de vida “regular”, e acima dos demais índices de densidade. Os exemplos B, C e D tratam da ampliação vertical com três quartos no pavimento superior. No exemplo B as áreas dos 3 quartos são inferiores aos estabelecidos como mínimo na tabela 12. Na verdade, a realização da ampliação das unidades habitacionais sem

orientação técnica vai implicar em espaços mal divididos, nestes casos ocorrendo perda de

área com a circulação para os quartos (ver fig. 16, resid. 8).

No exemplo C os moradores ainda não concluíram a construção, porém identificamos alguns problemas de ventilação no pavimento térreo, pois levantaram parede fechando a área de serviço, o que prejudica a ventilação e a iluminação natural do sanitário e da cozinha, além de impossibilitar o cruzamento dos ventos no interior da casa (ver fig. 16, resid. 10). A moradora lava roupas para fora, por isso a previsão de duas varandas no pavimento superior, que estão sendo utilizadas para estender roupas. O sanitário superior e o primeiro quarto também encontram-se sem janelas. As áreas resultantes deste exemplo para o segundo e terceiro quartos são inferiores ao mínimo permitido em todos os indicadores da tabela 12. As demais áreas estão dentro do indicado.

O exemplo D é um caso de ampliação vertical de uma unidade superior localizada no Jardim Candeal (ver fig. 17, resid. 204). As áreas dos quartos de 4,42m2 e 4,32m2 estão abaixo da área mínima para o segundo e terceiro quartos que é de 6,94m2 (CDHU-2), as áreas dos outros cômodos encontram correspondência na tabela 12.

O exemplo E, também localizado no Conjunto Jardim Candeal, consiste numa ampliação que adequou o pavimento térreo para funcionamento de restaurante e construiu no pavimento superior a residência da família (ver fig. 17, resid. 102). Este morador teve a possibilidade de ampliar o pavimento superior no espaço horizontal apropriando-se de área de recuo até o muro do prédio vizinho. Este é um exemplo atípico, tanto pelo uso, quanto pela solução do pavimento superior, que resultou em uma construção com área total de 71,45 m², contando com a área de quintal, que tem a maior parte coberta por telha translúcida. No entanto as áreas estão mal distribuídas, principalmente para uma família de 4 pessoas, pois construiu-se apenas 1 quarto de 7,99 m², onde dorme o casal, os filhos dormindo na sala, com uma área de 13,65m2. A cozinha está mal localizada, funcionando como área de chegada e de circulação, que dá acesso aos outros ambientes da casa; a área de 5,98m2 está dentro do indicado na tabela 12, porém existe perda por ser uma área de circulação o que a torna pequena. Os moradores passaram a utilizar a área coberta do quintal como apoio das atividades da cozinha e da lavanderia. O sanitário da casa foi construído no quintal, porém não possui janela. Este quintal possui um duto de exaustão oriundo da cozinha do restaurante do pavimento térreo, que, com a construção da laje superior estendendo-se até o muro do vizinho, prejudicou a ventilação e a iluminação natural da área dos fundos do pavimento térreo.

4.1.2.2. Unidades Escalonadas

As unidades escalonadas destacam-se em alguns itens da pesquisa pela insatisfação acentuada. Verifica-se esta insatisfação nas seguintes modalidades pesquisadas: tamanho da cozinha (38,46%), distância da casa em relação à dos vizinhos (53,84%), ampliação do imóvel (53,84%), adaptação da casa ao uso do idoso (53,84%), adaptação da casa ao uso do deficiente físico (61,53%).

A ampliação do imóvel é um problema que os moradores das unidades escalonadas enfrentam, 53,84% dos moradores estão insatisfeitos pois as possibilidades de ampliação limitam-se apenas ao espaço horizontal reduzido. Quanto à ampliação vertical, existe limitação, pois sobre aproximadamente 50% da área total construiu-se outra unidade habitacional, restando os outros 50% para ampliação. Porém isso é proibido a fim de evitar a descaracterização da fachada original e garantir a conservação da estética do Conjunto, localizado em frente à Escola de Música PRACATUM, constituindo-se em um “cartão de visita” do Candeal Pequeno.

“A gente não pode fazer uma casa em cima, tem que pintar da mesma cor. Não pode fazer nada diferente, não pode mudar. Porque dizem

que é ponto turístico” (Marialva de Jesus Oliveira, moradora do Zé

Botinha, casa 12).

Nas unidades escalonadas, devido às limitações quanto à ampliação vertical, os moradores fizeram poucas intervenções construtivas em suas residências: Das 13 unidades pesquisadas, 62% fizeram alguma alteração. Das intervenções realizadas podemos destacar:

• Construção de parede separando a sala da cozinha (46%).

• Construção de cobertura na área de serviço para ser usada como cozinha (23%).

• Criação de cobertura na frente da casa, que marca o acesso e ao mesmo tempo protege da incidência do sol e da chuva (7,6%).

• Divisão do primeiro quarto em dois quartos (7,6%).

• Acesso do primeiro quarto para o exterior, neste quarto mora a família de uma filha da proprietária. As duas famílias dividem o sanitário que tem porta para o quarto e para a sala de estar (7,6%).

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