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Les membres du Conseil et de ses commissions

Dans le document Rapport annuel de gestion 2001-2002 - CSE (Page 32-37)

3. Ressources humaines et financières

3.1 Les membres du Conseil et de ses commissions

Segundo GOMES et al. (2009), um processo de decisão envolve a escolha entre, no mínimo, duas alternativas para a solução de um problema que terá consequências para o futuro, podendo ser: imediato, de curto prazo, longo prazo ou a combinação entre as anteriores.

Para a tomada de decisão, a análise de cenários se faz necessária para avaliação de alternativas possíveis de serem implementadas de acordo com diferentes estratégias envolvidas na decorrência de sua aplicação. Como a elaboração de estratégias é, em sua essência, um processo que envolve consequências em várias áreas, elas devem ser avaliadas em diferentes e complexas áreas, tais como: tecnologias, humanas, sociais, econômicas, jurídicas, políticas e institucionais, que muitas vezes tratam de fatores tanto qualitativos (que dependem do julgamento do tomador de decisão) quanto quantitativos (que podem ser expressos em unidades de medida monetária, peso, volume, entre outros), segundo GOMES et al. (2009).

Após as etapas de dimensionamento da frota necessária para movimentação da massa planejada a cada ano, estimativa dos custos operacionais e estratificação destes para melhor analise e comparativo dos cenários, cabe ao tomador de decisão à escolha do cenário mais economicamente viável, considerando e ponderando os riscos de cada alternativa, como mudanças no cenário externo, possíveis perdas de produção no período de transição entre um processo e outro, erros de planejamento que possam acarretar aumento dos custos de produção, entre outros. É de extrema importância identificar, mensurar e analisar todos os riscos envolvidos na mudança de qualquer processo produtivo, para que se possam tomar as devidas ações mitigadoras.

A Tabela 18 e a Figura 11 apresentam o resumo dos custos operacionais próprios, totais e unitários, estes comparados ao custo unitário da contratada que é o balizador para tomada de decisão.

Os dados de custos da Tabela 18 estão com base no cumprimento do plano de produção inicial, o qual, através dos cenários apresentados e considerando as premissas do plano, foi mantido conforme representado na Tabela 2.

Tabela 18 – Comparativo de custos unitários para cada cenário de produção para os anos de 2013 a 2015.

2013

CUSTOS Custos totais Custo unitário próprio

(R$/t) Custo unitário contratada (R$/t) Mão de obra R$ 7.226.109 R$ 1,22 - Manutenção R$ 1.512.000 R$ 0,25 - Amortização R$ 2.520.000 R$ 0,42 - Outros* R$ 562.905 R$ 0,09 - TOTAL R$ 11.821.015 R$ 1,99 R$ 2,61 2014

CUSTOS Custos totais Custo unitário próprio

(R$/t) Custo unitário contratada (R$/t) Mão de obra R$ 7.731.937 R$ 1,37 - Manutenção R$ 2.268.000 R$ 0,40 - Amortização R$ 2.520.000 R$ 0,45 - Outros* R$ 625.997 R$ 0,11 - TOTAL R$ 13.145.934 R$ 2,34 R$ 2,87 2015

CUSTOS Custos totais Custo unitário próprio

(R$/t) Custo unitário contratada (R$/t) Mão de obra R$ 8.273.173 R$ 1,56 - Manutenção R$ 3.024.000 R$ 0,57 - Amortização R$ 2.520.000 R$ 0,48 - Outros* R$ 690.859 R$ 0,13 - TOTAL R$ 14.508.031 R$ 2,74 R$ 3,16

* Contingência de 5% com custos diversos

Segundo GOMES et al. (2009), na maioria dos casos, os processos de tomada de decisão têm como referencial os custos e ganhos monetários das alternativas avaliadas. Após o desenvolvimento, quantificação e comparação de custos para as alternativas de se assumir ou não as operações de movimentação de material na mina a céu aberto, cabe ao gestor, agente tomador de decisão, a análise das alternativas, riscos envolvidos em cada uma delas, e consequentemente a escolha da melhor alternativa e melhor estratégia para a empresa.

6 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

O presente estudo demonstrou o dimensionamento de uma frota de carregamento e transporte para uma mineração a céu aberto utilizando indicadores de produção com concomitante análise do comportamento dos custos total e unitário com a variação do tamanho da frota e volume de produção.

A análise do comportamento dos custos com a variação do volume de produção para faixas de capacidade produtiva da frota propiciou uma visão mais abrangente do dimensionamento de frotas de carregamento e transporte em uma mineração a céu aberto. Dimensionamento este que foi o objetivo geral do trabalho, alcançado através da conclusão dos objetivos específicos, os quais se têm os resultados comentados a seguir.

A partir do estudo na literatura atual e verificação prática através do estudo de caso sobre a questão da seleção de equipamentos de carregamento e transporte para mineração, foi constatada sua grande relevância nos custos de produção em operações de mineração, que para o caso em questão, os custos de carregamento e transporte representam em torno de 66% dos custos totais considerados.

Com o objetivo de considerar diferentes sistemas de carregamento e transporte na mineração foram comentados os métodos mais comumente utilizados atualmente. Ao analisar suas vantagens e desvantagens percebe-se que não existe um método que pode ser considerado o mais adequado para todas as situações. O sistema de carregamento e transporte a ser utilizado deve ser aquele que mais se adequa às condições técnicas e econômicas de cada mina.

O estudo e análise dos métodos e conceitos fundamentais da seleção de equipamentos, dimensionamento de frotas e estimação dos custos de operação presentes na literatura atual, foram base para o entendimento e aplicação prática dos principais conceitos e técnicas relacionados ao dimensionamento de frotas e estimativas dos custos de produção. Todavia, das diversas técnicas e conceitos para dimensionamento de frota presentes na literatura, neste trabalho foi utilizado o dimensionamento de frota por indicadores de produção, que se bem utilizados geram resultados com um bom nível de aderência à realidade da operação.

O estudo de caso teve como objetivo verificar a viabilidade de “primarização” das operações de uma mina a céu aberto. E possibilitou a visualização das aplicações práticas dos conceitos fundamentais apresentados na fundamentação teórica, demonstrando a viabilidade de se trabalhar teoria e prática concomitantemente.

Para aplicação dos conceitos fundamentais com objetivo de se estimar as capacidades produtivas das frotas, bem como analisar o comportamento da produção e custos envolvidos, foi criada uma planilha de cálculo, apresentada nos Anexos, que possibilitou estimar: o número de unidades de transporte necessário para operar com uma unidade de carga e para um determinado ciclo; o número de unidades de transporte que deverão ser adicionados ou retirados do sistema se as distâncias variarem; o tempo de viagem dos caminhões para permitir análises comparativas; as produtividades das frotas e os custos operacionais.

Com a utilização dos conceitos fundamentais implementados na planilha de cálculo desenvolvida chegou-se a uma frota ótima de carregamento e transporte para as massas programadas, composta por nove caminhões basculantes para transporte do material e duas escavadeiras hidráulicas para o carregamento.

Após o dimensionamento da frota de carregamento e transporte através dos indicadores de produção foi feita a estimação dos custos de produção para cada atividade, utilizando o método de custeio por atividade (ABC - Activity Based Costing) e análise do comportamento destes com a variação do volume de produção. Essa variação do volume de produção e custos para os cenários propostos foram comparados ao cenário com operações pela empresa terceirizada com o objetivo de se verificar a partir de que volume de produção os custos específicos, e consequentemente os custos totais, seriam menores que o preço médio por tonelada, cobrados pela contratada para movimentação na mina a céu aberto em estudo. Onde se verificou que para movimentações de massa superiores a ordem de 2.200.000 toneladas por ano os custos operacionais próprios são menores que os custos com a empresa contratada.

Com o comparativo dos custos e cenários de produção foi constatado que para o cenário de nove caminhões e duas escavadeiras, dimensionado através dos indicadores

de produção, resultou também, dentre os cenários de operação própria, um menor custo unitário para faixa de produção programada, demonstrando assim que a frota ótima dimensionada pelos indicadores de produção também é a frota de menor custo unitário de produção para o caso. Comparados os custos do cenário ótimo de produção com operações próprias ao cenário de produção terceirizado, os custos unitários próprio ficaram em média 19% abaixo para os três anos analisados. Fato que comprovou a viabilidade econômica de a empresa mineradora estudada assumir as operações da mina a céu aberto, que atualmente são executadas por uma empresa prestadora de serviços contratada.

Entretanto após o desenvolvimento, quantificação e comparação dos cenários de produção e seus respectivos custos de operação, cabe ao tomador de decisão, a análise das alternativas, riscos envolvidos em cada uma delas, e consequentemente a escolha da alternativa mais viável para a empresa.

O método de análise do tamanho de frota ótimo proposto por esse estudo é aplicável a quaisquer frotas de carregamento e transporte, independente do seu porte e volume de produção, bastando alterar os valores das variáveis imputadas nos cálculos para o dimensionamento da frota e estimação dos custos, diferentes para cada mina.

Recomenda-se para trabalhos futuros, juntamente com o dimensionamento de frotas e seleção de equipamentos, a análise aprofundada dos riscos envolvidos, e como mitiga-los, no projeto e/ou mudança de sistemas de produção em mineração.

O presente trabalho demonstrou e recomenda a utilização da análise dos custos operacionais na otimização do tamanho de frotas de carregamento e transporte, em que, a partir do que foi exposto, pode-se concluir que o número ótimo de equipamentos na frota é o equilíbrio entre produtividade e custos, ou seja, a frota ótima não é necessariamente a que resulta em maior produção, mas sim a que tenha a melhor relação custo-produção.

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ANEXOS

ANEXO I – Planilha de cálculo da produtividade e composição de ciclo

ANEXO IV – Planilha de cálculo da composição de custos

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