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LES MANIPULATIONS DE L’IDENTITÉ ET DE LA MÉMOIRE

dos problemas relacionados com a redução fenomenológica e admitiu que, mesmo no nível mais profundo, a consciência está em ação no mundo dos significados socialmente e culturalmente fundamentados. Outros fenomenólogos, tais como Heidegger e Merleau-Ponty, insistiram que a “epoche” (redução fenomenológica) não deve ser pensada como uma retirada total do mundo em um tipo de subjetividade absoluta, mas sim em mudar a nossa maneira de ver o mundo, em "reaprender a olhar para o mundo” com uma atitude de “maravilha para com o mundo”. MERLEAU-PONTY, Maurice (1962) - Phenomenology of Perception. London : Routledge (páginas 15 e 23), <https://wiki.brown.edu/confluence/download/attachments/73535007/Phenomenology+of+Perception. pdf>. Acesso em Abril de 2013.

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MERLEAU-PONTY, Maurice (1962) - Phenomenology of Perception. London : Routledge (página 14), <https://wiki.brown.edu/confluence/download/attachments/73535007/Phenomenology+of+Perception. pdf>. Acesso em Abril de 2013.

29 Idem, (página 56).

30 Ontologia (do grego ontos "ente" e logoi, "ciência do ser") é a parte da metafísica que trata da

natureza, realidade e existência dos entes . A ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Embora haja uma especificação quanto ao uso do termo, a filosofia Contemporânea entende que Metafísica e Ontologia são, na maior parte das vezes, sinônimos, muito embora a metafísica seja o estudo do ser e dos seus princípios gerais e primeiros, sendo portanto, mais ampla que o escopo da ontologia, <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ontologia>. Acesso em Março de 2013.

31 “Being-in-the-world”, é um neologismo da terminologia heideggeriana. Martin Heidegger encontrou-se

a necessidade de introduzir uma série de neologismos e vocabulário adaptado são usados para descrever várias atitudes em relação as coisas do mundo. Para Heidegger, essas "atitudes" são antes, ou seja, mais básico do que, as várias ciências dos itens individuais do mundo. A própria ciência é uma atitude, uma que tenta uma espécie de investigação neutra. Ser-no-mundo é a substituição de Heidegger para termos como sujeito, objeto, consciência e mundo. Para ele, a divisão das coisas em sujeito / objeto, como encontramos na tradição ocidental e até mesmo em nossa língua, devem ser superados, como é indicado pela estrutura de raiz de Husserl e conceito de Brentano de intencionalidade, ou seja, que toda consciência é consciência de alguma coisa, que não há consciência, como tal, cortado de um objeto (seja a questão de um pensamento ou de uma perceção). Nem existem objetos sem alguma contemplação consciência ou estar envolvido com eles, <https://en.wikipedia.org/wiki/Heideggerian_terminology>. Acesso em Março de 2013.

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que o “mundo” é, na verdade, uma parte da existência humana (“Dasein”32), logo o mundo humano será sempre um mundo vivido, um mundo da vida33. Na fenomenologia, a ontologia e

a epistemologia34 estão intimamente interligadas, afirmando Heidegger que não são duas

disciplinas diferentes mas sim, que entre outras pertencem a filosofia, caracterizando a própria filosofia, o objeto e o seu procedimento. No plano ontológico, a fenomenologia reconhece o carácter fundamental do mundo da vida, implicando que na epistemologia em que a questão do sentido é mais importante, tal como na vida real o horizonte é o último de todas as atividades cognitivas. A nível epistemológico, a experiência vivida (“Erlebnis”35) é a principal fonte de conhecimento, não intuitiva, uma vez que parte do mundo da vida que é levado em conta. Um aspeto importante no mundo da vida é o mergulhar na perspetiva do outro pois a análise qualitativa começa com a pressuposição de que as perspetivas dos outros são significativas, cognoscíveis e possíveis de serem explicitadas. Metodologicamente,

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“Dasein” (neologismo da terminologia heideggeriana) é a ideia que Heidegger tem de ser humano, baseado nesta condição cuja identidade é a própria história. É uma visão muito peculiar de homem, por ser diferente das visões tradicionais. Ela situa o homem num comprometimento com sua identidade como um processo em construção. Então, o homem não tem uma identidade, ele passa a sua vida construindo a pessoa que finalmente acaba sendo, e só acaba sendo no momento que ele morre. Por isso, Heidegger vai dizer queo “Dasein” é ser-para-morte, porque ele é aquele ente que só chega a ser ele mesmo no momento que ele não é mais. Outro ponto importante para compreendermos o conceito “Dasein” refere-se à forma como ele se situa no mundo. O homem está lançado em uma posição extremamente angustiante: quando ele olha para frente, existe a indeterminação do futuro, pois ele não sabe o que vai ser. Ele torce, atua, constrói e orienta o futuro, mas esse futuro está indeterminado. Quando ele olha para trás, o que ele vê está totalmente determinado enquanto conjunto de acontecimentos, mas o significado daquilo que foi está em suspenso, porque a cada novo passo, a cada novo elemento, a totalidade da história de vida desse homem se transforma. Futuro e passado se apresentam, então, de uma forma totalmente indeterminada – o futuro com relação ao facto, o passado com relação aos significados. Essa posição do homem o deixa desamparado, pois diferente de todos os entes do mundo que já são alguma coisa, o “Dasein” ainda vai ser, e essa é a tradução do termo “Ek-sistere”, que significa “vindo-a-ser”, porque quando o “Dasein” constrói a sua identidade na sua história, e essa história está em processo, esse “Dasein” não chegou no lugar em que os entes todos já estão, porque eles todos são, o homem existe. “Dasein – Uma visão heideggeriana do Homem” (2009), por Anna Paula Rodrigues Mariano (Psicóloga e Psicoterapeuta Existencial),

<http://www.espacocuidar.com.br/psicologia/artigos/dasein-%E2%80%93-um-visao-heideggeriana-do-

homem-2>. Acesso em Março de 2013.

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MERLEAU-PONTY, Maurice (1962) - Phenomenology of Perception. London : Routledge (página 6), <https://wiki.brown.edu/confluence/download/attachments/73535007/Phenomenology+of+Perception. pdf>. Acesso em Abril de 2013.

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Epistemologia (do grego ἐπιστήμη [episteme] - ciência; λόγος [logos] - estudo de), também chamada de teoria do conhecimento, é o ramo da filosofia que trata da natureza, das origens e da validade do conhecimento, <http://pt.wikipedia.org/wiki/Epistemologia>. Acesso em Março de 2013.

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Gadamer considera importante diferenciar os termos da língua alemã “Erlebnis” e “Erfahrung” para o termo experiência. “Erlebnis” seria a experiência imediata e vivida na qualidade de realidade unitária e “Erfahrung” seria a experiência refletida, a experiência científica. GADAMER, H.G. (2004) [1960]. Truth and Method. London and New York: Continuum (página 56).

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dependendo da abordagem adotada, os fenomenólogos concentram-se tanto em uma descrição da experiência humana como na duração da interpretação dos seus significados36.

1.2 | QUADRO FENOMENOLÓGICO: UMA PRÁTICA ORIENTADA PARA O