La recherche en homéopathie
2. La recherche fondamentale
2.2 Les mécanismes d’actions physiques
compartilhamento de conhecimento na construção do conhecimento acadêmico por meio da orientação acadêmica.
A necessidade de informação no início da pesquisa é comum a orientadores e orientandos uma vez que os orientadores necessitam conhecer as expectativas dos alunos sobre o assunto a ser pesquisado e os alunos necessitam ter informações sobre os caminhos mais propícios para desenvolver seu trabalho. Os métodos de compartilhamento do conhecimento ocorrem na forma de diálogo e indicação de leituras, os alunos esperam do orientador o compartilhamento de suas experiências, de seu conhecimento prévio e clareza na transmissão desse conhecimento, bem como observam em reuniões em grupo o compartilhamento do conhecimento de outros integrantes. O uso dessas informações está presente na construção de uma visão crítica dos orientandos, no manuseio de instrumentos em laboratório, em medições de dados e ao escrever a pesquisa e artigos, culminando na criação de novos conhecimentos por meio da dissertação, tese, artigos científicos e know-how6.
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“O conhecimento tácito é o conhecimento pessoal, constituído do know-how subjetivo, dos insights e intuições que uma pessoa tem depois de estar imersa numa atividade por um longo período de tempo” (p. 41). PEREIRA, Frederico Cesar Mafra. O processo de conversão do conhecimento em uma escola de atendimento especializado. Encontros Bibli, Florianópolis,
É unânime entre os orientadores a importância de transmitir as suas experiências pessoais. Entre os orientandos houve concordância de que os orientadores lhes passam, além dos conhecimentos que estão em livros, artigos etc, as experiências pessoais e os conhecimentos deles que ainda não estão formalizados. Os alunos ressaltaram ainda a importância da interferência do orientador e todos afirmaram usar essas informações que são passadas, mesmo que não explicitadas em suas dissertações e teses eles absorvem como experiência de pesquisa.
Tanto orientadores quanto orientandos descreveram que a interação entre eles muda ao longo do tempo e que existem fases diferentes como, por exemplo, no início da pesquisa fase em que há menos contato devido aos alunos estarem ainda ocupados cursando as disciplinas. Nessa fase inicial o orientador encontra o aluno para indicar quais disciplinas ele deve cursar apenas, abrindo-se um hiato que permanecerá até o final dessa etapa inicial. Para os alunos de mestrado, orientador e orientandos acham que é importante a figura do orientador estar mais presente durante todo o desenvolvimento da pesquisa. Já para doutorandos os orientadores julgam que o mais conveniente é que eles os deixem caminhar mais livremente, assim como os alunos consideram que o orientador deve estar presente em momentos de dúvidas, que eles devem ser mais autônomos e ter o orientador como um guia.
A partir das leituras das entrevistas foram definidas as seguintes categorias como aspectos positivos e negativos, mencionados por orientadores e orientandos, que podem afetar/influenciar a orientação, ou seja, fatores que irão moldar as trocas afetivas, profissionais, éticas e sociais durante a orientação, figura 5.
n. 20, p.38-52, 2 sem. 2005. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/ viewFile/1518-2924.2005v10n20p38/303>. Acesso em: 31 out. 2015.
Orientador
FIGURA 4: Orientador: fatores positivos de trocas afetivas, profissionais, éticas e sociais na
orientação. FONTE: Dados de pesquisa. Elaborado pela autora.
Nesta gama de fatores positivos apresentados pelos orientadores como aspectos que fazem fluir a orientação para o bom desempenho do aluno, os termos autonomia, liberdade, independência e experiência podem ser vistos também de forma negativa. Apesar de um sentido positivo comum “autonomia”, “liberdade” e “independência” foram destacados por terem sido termos muito usados pelos orientadores também negativamente: quando o orientando se acha experiente o
Motivação Interesse Experiência Aprendizado Independência Evolução Maturidade Base Conceitual Lealdade Dúvidas Respeito Liberdade Autonomia Empolgação Capacidade Disponibilidade Empenho Dedicação Feedback Trabalho Horizontal Presença Conhecimento Prévio Fatores Positivos
suficiente para não se reportar mais ao orientador e considera o orientador como mero figurante que não tem nada a acrescentá-lo.
A figura 6 apresenta os fatores que os orientadores entendem como negativos e que afetam o decorrer da orientação:
FIGURA 5: Orientador: fatores negativos de trocas afetivas, profissionais, éticas e sociais na
orientação. FONTE: Dados de pesquisa. Elaborado pela autora.
Dentre os fatores apresentados o desequilíbrio emocional foi um dos fatores que mais se destacaram para os orientadores, bem como a dificuldade em lidar com o aluno que fica comprometido emocionalmente durante o transcurso da pós-graduação. É relevante destacar o constrangimento expresso na fala do aluno que se envergonha quando precisa perguntar e tirar dúvidas com o orientador e acaba prejudicando sua evolução enquanto pesquisador.
A figura 7 demonstra os aspectos positivos indicados pelos orientandos e que influenciam a orientação.
Orientando Desequilíbrio Emocional Cobrança Medo Constranger Imediatismo Pressão Angústia Preguiça Fatores Negativos
FIGURA 6: Orientando: fatores positivos de trocas afetivas, profissionais, éticas e sociais na orientação. FONTE: Dados de pesquisa. Elaborado pela autora.
O papel do orientador como guia foi enfatizado por todos os orientandos durante a entrevista como um aspecto que é um diferencial quando realmente é praticado pelo orientador. A experiência é vista como um fator que pode ser positivo para aquele orientador que já exerce a atividade de orientação há muito tempo e que pode ter mais conhecimento para passar ao estudante, assim como a pouca experiência também é entendida como positiva uma vez que, segundo os
Motivação Apoio Psicológico Experiência Presença Apoio Guia Trabalho em Equipe Aprendizado Confiança Evolução Experiência Metas Maturidade Empolgação Tranquilidade Incentivo Afetividade Disposição Estimular Educação Paciência Acreditar Fatores Positivos
orientandos, o orientador com pouca experiência na orientação tem mais entusiasmo e disposição em auxiliar o aluno.
Entre os fatores negativos apresentados pelos orientandos, figura 8, evidencia-se a falta de tempo e a ausência do orientador como aspectos que podem prejudicar bastante a orientação.
FIGURA 7: Orientando: fatores negativos de trocas afetivas, profissionais, éticas e sociais na
orientação. FONTE: Dados de pesquisa. Elaborado pela autora.
As categorias apresentadas pelos orientadores e orientandos influenciam no comportamento e diálogo entre eles, podendo refletir na qualidade da orientação e na qualificação do aluno enquanto pesquisador. É possível afirmar que os pontos negativos que influenciam na orientação, sob o olhar de orientadores e orientandos, são, quantitativamente, são bem menores se comparados aos positivos. A motivação está entre os aspectos positivos que se destacaram muito durante todas as entrevistas tanto de orientadores quanto de alunos.
Arrogância Cobrança Timidez Falta de Tempo Egoísmo Ausência Egocêntrico Desatualização Fatores Negativos