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LES LUMIÈRES ET LE DÉVELoPPEMENT DES SCIENCES

Dans le document Enseigner l histoiregéographie (Page 82-85)

“A mudança do modelo assistencial ocorre a partir da reorganização do processo de trabalho ” (Brasil, 1997, p. 19). O PSF parte de uma critica ao atual modelo, que tem as

ações e saberes centralizados no saber do médico. O PSF propõe um novo modelo de operar o trabalho em saúde. A alternativa foi estruturar o trabalho da assistência a partir de

“(...) equipes multiprofissionais (...)” (Brasil, 1997). Seguramente os profissionais que

atuam dentro deste programa percebem onde está o problema do modelo em que estão atuando, que provavelmente seja no processo de trabalho. Por vários motivos, inclusive por limitação ideológica do próprio grupo, pela forma com que foram formados (médico e enfermeiro), acabam fatalmente c«itrando-se na produção de procedimentos: não tenho

mais vagas para consulta, e pouco na produção de cuidados. Isto pode ser evitado com

os ACS os seguirão, atuando de acordo com os processos de decisão que ocorrem no ato da “produção da saúde”.

Para obter novos resultados deve-se implementar novos fazeres, novas práticas que devem materializar-se como tecnologias de trabalho (...)” (Almeida, 1995). Estas

tecnologias devem ser compreendidas como o conjunto de conhecimentos aphcados na produção do cuidado ou da assistência No caso específico da equipe do PSF pode-se pensar em “(...) recursos técnicos ou técnicas e estruturas (...)” (Almeida, 1995). Este conhecimento diluiu-se n a experiência e modo fezer de cada profissional de saúde no momento em que executa o seu trabalho, ou na produção de relações. Buscar no espaço de trabalho, da produção de serviços de saúde, o lugar onde existe a matriz do conhecimento e a forma para potencializá-los, é essencial. Alcançar este estágio só pode ser concebido por política institucional que propicie que a trabalhador potaicializar ao máximo, suas capacidades de trabalho para resolver os problemas de saúde.

Segundo Almeida (1995, p. 59) “(...) tecnologias de trabalho não devem ser

relegadas a um plano secundário porque possuem relevância no modelo assistencial que queremos seguir e que produzem serviços de saúde que, por conseguinte, tem o poder de definir a capacidade de absorção da demanda, resolver problemas de forma efetiva, definir custos dos serviços. Nesta questão devemos considerar que o trabalho centrado no médico é determinado pelo uso de tecnologias que o toma não apenas de alto custo bem como pouco rfôolutivo, pondo o procedimoito como foco de atenção. Esta linha metodológica se contrapõe ao que é recomendado pelo programa, que atribui o

cuidado à saúde a uma equipe multidisciplinar” (Brasil, 1997, p. 11). A nosso ver não

restam muitas alternativas aos que militam neste programa; poderiam ignorar tudo o que é prescritivo e manter a lógica atual e correr os riscos, aceitar o que vem prescrito no pacote do programa desviando o foco de atenção que é o compromisso com o usuário e implementar novos conhecimentos ou poder-se-ia ignorar parcialmente as orientações advindas do programa e dedicar-se de forma mais criativa na melhoria das condições de vida da comunidade. Ao trabalhar exclusivamente com a comunidade corre-se certo risco, por que todos nós fomos formados para usufiiiir alguma ferramenta para a execução do trabalho. Optando-se para o trabalho exclusivo na comunidade significaria o abandono de parte das ferramentas utihzadas para a execução do serviço de saúde. Ignorar qualquer tipo

de prescrição ou receita neste caso é bastante complexo. Porque o PSF vem com receita do nível central.

Além das tecnologias de trabalho, o PSF deve funcionar como uma “(...) porta de

entrada para o sistema de Saúde” (Brasil, 1997, p. 11). Neste caso todo o Município deve

assumir a mesma política Já que, presumivelmente, teríamos dificuldade em oferecer uma formação adequada a todos os gestores de saúde, faz-se necessário uma reformulação dos currículos para a formação dos recursos humanos, ou seja, dos técnicos que irão implementar tais atividades. Urge adequar conteúdos escolares para que possam garantir a qualidade da atenção, apesar das dificuldades econômicas existentes. Tudo isso porque a obtenção de um serviço de qualidade é alcançado quando os recursos humanos estão suficientemente qualificados, sejam médicos, enfermeiros ou Agentes Comunitários de Saúde. O modelo de saúde cubano resolveu o problema da formação dos recursos humanos quando a “(...) gerência na formação dos recursos humanos fo i assumida pelo Ministério

da Saúde Pública ” (Ares, 1999, p.38). Neste caso, todos atuam dentro do mesmo modelo,

procurando melhorar o resultado final. A “(...) eficácia, a efetividade de qualquer modelo

depende de muitas coisas, mas quando se dispõe de recursos humanos qualificados, teremos, seguramente, um percentual elevado de capacidade resolutiva dos problemas de saúde evidenciados na população” (Almeida, 1995, p.87).

Independaitemente da filosofia adotada, o que é desejado, com o PSF, é que ele possa reestruturar o Sistema de Saúde. Este programa, também poderia adotar, em sua poHtica, “(...) a designação de responsabilidade (...)” como é chamada em Cuba e no Reino Unido (Brasil, 1999), isto é, quem é responsável pelo que ou p or quem. No caso brasileiro, da área da saúde e também de outros setores públicos, a impunidade é indiscutível e ninguém é responsabilizado pelo erro. A atribuição de responsabilidade passaria a ser um elemento central quando se pensa num sistema. Seria uma boa maneira de reverter o quadro de iniqüidade no setor saúde. Outra maneira de responsabilizar pessoas ou entidades é na área do ensino. O Brasil é extremamente dicotomizado em relação ao seu ensino na área da saúde, ou seja “(■■■) quase todos os hospitais de ensino

não pertencem ao setor público de saúde, mas ao setor educativo que tem pouca responsabilidade sobre a saúde e form a seus profissionais para realizarem procedimentos e incentiva as especializações não atuando como co-gestores do setor saúde ” (Almeida,

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