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Les librairies Javascript de Bootstrap

De acordo com Muller, Haslwanter e Dayton (1997), o envolvimento participatório na fase de elaboração é importante para a autoestima do usuário e pode ser um fator determinante de sucesso na criação da interface. Segundo os autores, deve-se considerar nesta fase, três tipos de envolvimento: o informativo, quando o usuário é uma das fontes de informação; o consultivo, quando ele é consultado para emitir opiniões e transmitir informações sobre as decisões definidas no projeto; e o participatório, que é considerado o estágio mais elevado do envolvimento, onde é realizada a transferência do poder decisório para o usuário, tanto na validação quanto na exploração e definição das características da futura interface.

No entanto, a interação ”com” o usuário é mais ampla que sua simples interação como fonte de dados que podem ser obtidas através de questionários ou através do registro das violações heurísticas. Considera-se nesta fase o envolvimento participatório do usuário final.

A Figura 9 demonstra como a fase de elaboração é proposta neste trabalho. Nesta fase, sugere-se aplicar o DP junto a um grupo de usuários que atenda preferencialmente pessoas ligadas as personas e considerando as principais dificuldades de interação obtidas na Fase de Pesquisa. No contexto da interação multimodal, deve-se levantar junto a cada persona como cada interação pode ser apropriada para eles.

Figura 9 – Fase de Elaboração da proposta de design de interação

Fonte: (RUBIN; CHISNEL, 2008). Adaptado pelo autor

Para efetuar o DP junto aos usuários da terceira idade, a primeira etapa é reuní-los e conscientizá-los que a colaboração deles durante todo o processo de desenvolvimento será fundamental para prover as informações necessárias para a equipe de desenvolvimento, aprimorando a qualidade do sistema, já que espera-se a combinação de diferentes níveis de conhecimento e de dificuldades das personas durante o processo de DP.

Embora a técnica de DP já esteja bastante difundida entre designers e desenvol- vedores, ela poderá gerar riscos ao projeto (BONACIN, 2004), já que o envolvimento

esse problema, esta abordagem sugere que o designer tenha conhecimento prévio das características técnicas da plataforma alvo e opte pela adoção de elementos de apoio para a prototipação de baixa fidelidade com o objetivo de reduzir a barreira entre o designer e o usuário final.

Podem ser utilizados a maquete do ambiente que deve considerar os elementos de interação conhecidos obtidos a partir das características técnicas da plataforma alvo e da inspeção comparativa dos produtos semelhantes. Sugere-se também a utilização de marcadores da interação multimodal, representada através de signos que representem a interação multimodal, estimulando os participantes a identificar interações multimodais no protótipo.

A construção de protótipos de baixa fidelidade em papel é uma técnica com uma grande aceitação devido à sua simplicidade, ao seu baixo custo e por ser bastante efetiva (PREECE; ROGERS; SHARP, 2002). Esta técnica consiste no esboço de telas e objetos de interação (ícones, botões, etc.) em papéis no tamanho real esperado para cada interface. Durante a reunião presencial pode ser apresentado um esboço da interface principal ou propor a criação de uma interface do zero aos usuários que representam as personas e é sugerida uma tarefa típica para ser executada pelos participantes (a sugestão inicial da interface pode ser obtida a partir da inspeção comparativa dos produtos semelhantes e da coleta exploratória). Cada participante (ou grupo de participantes, dependendo da forma como estes forem divididos), deverão elaborar com os elementos da prototipação de baixa fidelidade as interfaces desejadas. A partir desta sugestão, deve-se provocar os participantes a sugerirem novas interfaces ou formas de interação multimodal (voz, gestos, etc.) utilizando os protótipos de baixa fidelidade. Nesta etapa é importante categorizar cada grupo ou usuário a sua respectiva persona levantada na fase de pesquisa, permitindo validar as personas posteriormente.

A adoção do protótipo em papel é sugerida nesta proposta por ser muito simples e rápido para ser confeccionado, estando totalmente ao alcance do grupo de usuários proposto. Esta técnica, por facilitar refinamentos sucessivos em maior número e até a exploração concomitante de alternativas de projeto para cada persona levantada, pretende contribuir positivamente para a qualidade do projeto das interfaces dos usuários.

O planejamento da observação do DP é uma etapa importante do processo. A fonte de coleta de dados pode ser obtida a partir da gravação em vídeo, áudio ou o registro fotográfico dos diferentes protótipos de baixa fidelidade criados pelas personas. Por fim, após a execução do DP e coleta dos resultados, deve-se analisar os diferentes protótipos

propostos o que possibilitará entender ou ratificar a diferença de interação entre as personas levantadas.

A etapa final desta fase é efetuar o merge ou mesclagem por personas das interfaces propostas. Essa etapa nada mais é que verificar o que é comum e o que é complementado entre as diferentes interfaces propostas. É importante analisar cuidadosamente cada interface procurando encontrar padrões entre elas. A disposição dos elementos de interação e as diferentes interações multimodais propostas mais citadas devem ser anotadas e se possível reproduzidos em um novo protótipo de baixa fidelidade para ser discutido junto ao grupo de usuários procurando conciliar eventuais interesses muito diversificados. O resultado final dessa análise será o protótipo participativo por persona.

A fase de Elaboração desta proposta de interação ”para” e ”com” o usuário da terceira idade está resumida da seguinte forma:

• Artefatos de Entrada: Inspeção comparativa dos produtos semelhantes, coleta explo- ratória, personas de interação e as características técnicas da plataforma alvo. • Atividades: preparação da reunião do DP, identificando as principais tarefas obtidas

através da inspeção comparativa e das personas, desenvolvimento dos artefatos de apoio e o planejamento da forma de observação.

• Artefatos de Saída: protótipos participativos por persona e a verificação das personas de interação.