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LIMITES DE L’IRM

Dans le document POUR L'OBTENTION DU DOCTORAT EN MÉDECINE (Page 121-130)

4. APPORT DE L’IRM

4.2. LIMITES DE L’IRM

Conforme Martins (2011) sabe-se que hoje está cada vez mais fundamentada a tendência mundial em valorizar e adotar a atividade física regular como fator coadjuvante na recuperação, manutenção e/ou promoção da saúde, tanto pela necessidade crescente, quando pela escassez de alternativas.

A atividade física regular reduz o risco dos indivíduos em desenvolver diversas doenças crônicas, principalmente as cardiovasculares. Nahas (2013, p. 146) sintetiza o que as pesquisas mostram a respeito do que um estilo de vida ativo pode fazer:

• Reduzir o risco de mortes prematuras;

• Reduzir o risco de mortes por doenças cardíacas;

• Reduzir o risco de desenvolver diabetes;

• Reduzir o risco de desenvolver hipertensão;

• Ajudar no controle da pressão arterial em pessoas hipertensas;

• Reduzir a sensação de depressão e ansiedade;

• Manter a autonomia e independência do idoso;

• Auxiliar no desenvolvimento e manutenção de ossos, músculos e

articulações saudáveis;

• Ajudar os indivíduos a manter a força muscular e o equilíbrio;

• Promover o bem-estar psicológico e a autoestima.

Evidências comprovam que atividades físicas moderadas realizadas na maioria dos dias da semana (5x ou mais), já são suficientes para promover a saúde e prevenir doenças. Para Nahas (2013) realizar 150 minutos semanais de atividades físicas moderadas pode reduzir o risco de reduzir o risco de doença coronariana em 30%, o risco de diabetes em 27% e de câncer em 21% a 25%.

Sharkey (1998) afirma que o estilo de vida ativo é um importante determinante para a saúde das pessoas uma vez que funciona como um imã atraindo comportamentos saudáveis e eliminando comportamentos negativos tais como: habito de fumar, álcool, alimentação desequilibrada, inatividade física influenciando sua QV no trabalho.

Nos dias atuais tornou-se urgente a necessidade de se combater especialmente o sedentarismo, pois é um fator que compromete a QV do ser humano. O sedentarismo se tornou uma epidemia em sociedades industrializadas. Nahas (2013) aponta que cerca de 60% dos adultos em países desenvolvidos e no Brasil não praticam atividades físicas regulares necessárias para produzir benefícios à saúde, devido a pratica insuficiente de atividades físicas no lazer e o aumento do comportamento sedentário nas atividades domésticas e laborais.

Como se pode notar, os benefícios da prática de atividade física associados à saúde e ao bem-estar, assim como riscos do aparecimento disfunções orgânicas relacionadas ao sedentarismo, são amplamente apresentados e discutidos na literatura.

Para Domingues et al (2004) o sedentarismo é considerado um problema mundial de saúde. A falta de informação de como se exercitar, as finalidades de cada exercício, as limitações de alguns grupos populacionais e percepções distorcidas em relação aos benefícios do movimento são consideradas os maiores fatores que levam à inatividade física.

Porém, apesar de que vários estudos terem demonstrado a importância da atividade física para a saúde e da divulgação através da mídia desses benefícios, muitas pessoas ainda parecem desinteressados nos efeitos da prática de atividades físicas regulares.

Para Nahas (2013, p. 11),

Pesquisas na área do comportamento humano revelam que o conhecimento sobre uma determinada questão, como o fumo ou a prática de exercícios, está relacionado com a atitude de uma pessoa diante dessa questão. Atitudes positivas em relação à atividade física podem ser influenciadas por um melhor conhecimento sobre os benefícios da mesma. Partindo disso, é de fundamental importância que os profissionais da saúde informarem a população sobre o porquê escolher um estilo de vida ativo.

No entanto, Nahas (2013) ressalta ainda que apenas informação não garante mudanças no comportamento. Para ele, a informação deve estar associada a reais oportunidades para a prática, deve haver também apoio social. Além disso, o processo de promoção da saúde envolve politicas publicas que apoiem essa causa, além de programas comunitários e institucionais precisam ser levadas em conta na promoção de estilos de vida ativos e saudáveis.

A motivação para a prática de atividades físicas regulares resulta de uma complexa interação das variáveis psicológicas, sociais, ambientais e genéticas. Nahas (2013, p. 14) aponta alguns fatores dificultam a modificação comportamental, que podem ser:

O conhecimento, a atitude, as experiências anteriores, o apoio social de familiares e amigos, a disponibilidade de espaços e instalações, as barreiras percebidas pelas pessoas (falta de tempo, distancia até o local de prática, falta de recursos financeiros, entre outras) e as normas sociais (leis, regras e regulamentos).

Segundo Martins (2000) o interesse em motivar as pessoas à adesão ao estilo de vida ativo, fez com que estudos sobre comportamento ganhassem espaço e atenção considerável no âmbito da Educação Física. Reconhece-se atualmente que entender claramente o comportamento, as teorias comportamentais e os processos de mudança de comportamento são fundamentais para o sucesso de qualquer programa de promoção da saúde.

Observa-se que muitas das teorias formais e modelos teóricos têm sido atualmente utilizadas em pesquisas sobre intervenções para a promoção da saúde através da atividade física. Entre eles, Martins (2001) aponta: Modelo de crença e saúde, Teoria do Comportamento Planejado, Modelos ecológicos, entre outros.

Mas, na última década o Modelo Transteórico, ou o Modelo dos Estágios de mudança tem sido efetivo nos programas de mudança de comportamento, incluindo o controle de peso, o desenvolvimento de hábitos saudáveis e a adoção de um estilo de vida ativo. Conforme Nahas (2013) este modelo descreve a mudança de comportamento como um processo, onde as pessoas progridem através de cinco fases, ou estágios de mudança, a medida que avaliam a informação e a importância da mudança em questão para as suas vidas, se comprometendo em tomar atitudes,

fortalecendo suas intenção de mudar, e progredindo no sentido de atingir a meta em alterar um comportamento especifico.

Para compreender melhor este modelo teórico, é necessário entender os cinco estágios de mudança descritos a seguir. Para essa descrição dos estágios serão utilizadas as seguintes referencias bibliográficas: Nahas (2013, p.161), Martins (2011, p.110) e Lima (2004, p.59). Os estágios de mudança de comportamento, seguindo estes autores, são:

1. Pré-contemplação: é o estagio em que o individuo não tem intenção de mudar o comportamento num futuro próximo. Eles acham que não precisam mudar, mesmo que familiares, amigos ou colegas percebam o mau comportamento. Quando admitem participar de um programa de mudança, é devido a pressão alheia, e quando esta pressão cessa, cessa também a modificação da atitude, voltando aos antigos hábitos. É o estagio onde se encontram as maiores resistências as mudanças.

2. Contemplação: O individuo começa a considerar a necessidade de mudar o comportamento num futuro próximo. Porem não se comprometeu com a tomada de ação efetiva. As pessoas normalmente passam longos períodos neste estagio, ate anos, sabendo que é importante praticar atividades físicas, sem no entanto faze-lo. Aqui, a percepção de barreias e facilitados e o apio de familiares e amigos são fundamentais.

3. Preparação: A pessoa toma a decisão de mudar o seu comportamento, planejando e pensando em estratégias para mudar seu comportamento nos próximos meses. É um estagio onde a intervenção é importante, pois deve-se trabalhar para sedimentar a opção pela prática.

4. Ação: Nesta fase o individuo põe em pratica se plano de mudança de comportamento e começa a agir de maneira consciente na direção do novo comportamento. As mudanças no comportamento e no estilo de vida são nítidas e correspondem as recomendações atuais das praticas de atividades físicas. Nesta fase deve haver compromisso, tempo e esforça, pois a suscetibilidade de recaídas é grande.

5. Manutenção: é o estagio final de mudança de comportamento, o novo comportamento já é incorporado a rotina pessoal. Nesta fase é importante desenvolver estratégias para a prevenção de recaídas. Neste estágio os indivíduos

já adotaram um estilo de vida ativo, mas devem se esforçar para não abandonar a modificação do comportamento alcançado.

Martins (2011) afirma que os processos de mudanças são estratégias, atividades realizadas pelos indivíduos que modifiquem suas experiências a fim de modificar seu comportamento, e fazendo que ele avance para o próximo estagio de mudança. Em geral, os processos utilizados nos estágios de mudanças iniciais são estímulos a reflexão e a sensibilização, e as mudanças no estilo de vida são mais utilizadas em estágios posteriores.

Para Nahas (2013) é importante ressaltar que é no estágio de ação que são necessários mais processos de mudança, pois é o estágio menos estável e mais suscetível a recaídas. Para o autor, é necessário que em todos os estágios se aumente a percepção dos benefícios da atividade física, para diminuir a percepção de barreiras para a prática de atividade física.

A adoção de estratégias de motivação para a promoção da saúde e pela pratica de atividades físicas é uma possibilidade de consolidar o compromisso do trabalhador com a instituição e elevar a qualidade dos seus serviços.

A GL é um meio de motivar os trabalhadores a aderirem um estilo de vida ativo. A GL nas empresas pode e deve trazer informações que podem modificar o nível de conhecimento e a QVT, através de palestras, folders, jornais internos, cartazes, cursos, entre outros.

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