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Les interactions levure-levure pendant la fermentation alcoolique

4. Interactions pendant la fermentation alcoolique

4.2. Les interactions levure-levure pendant la fermentation alcoolique

Um resumo apresentado por Kendrick (1998), nos EUA, sobre os cuidados prestados em acolhimento, menciona que melhores resultados educacionais e maior aposta no percurso escolar, geralmente, levam a melhores resultados posteriores de reintegração social. O desempenho escolar dos jovens que saem dos cuidados residenciais é crucial devido ao impacto sobre as suas oportunidades futuras de vida, poi um dos fatores que têm sido identificados como associados com a resiliência é a experiência educacional positiva.

Segundo uma pesquisa americana conduzida por Courtney et al. (2001), a transição para a independência é um momento difícil para os jovens que abandonam o sistema de acolhimento fora de casa, pois verifica-se instabilidade habitacional e situações de desabrigo e alguns são vítimas de violência. São necessários serviços que funcionem como uma rede de segurança na transição e tenham em atenção: habitação, emprego, laços afetivos com as famílias de origem, o envolvimento das famílias nos percursos dos jovens e a continuação dos serviços sociais e médicos iniciados em acolhimento.

Os investigadores britânicos Martin e Jackson (2002), transmitiram que em fase de transição, se identifica a necessidade de manutenção do apoio financeiro e de alojamento todo o ano pois, durante as férias universitárias, não têm a casa dos pais para estarem e destaca-se a importância da resiliência (resistem às pressões e recuperam dos traumas) e, também, a precisão da adequação de políticas e práticas às carências reais destes jovens. A maioria dos jovens deixa o acolhimento com poucas qualificações.

Os pesquisadores dos EUA Propp et al (2003), referem que, muitas vezes, os jovens sentem-se negligenciados, inseguros e despreparados para a vida fora do acolhimento, pois são encorajados a moverem-se em direção à meta de autossuficiência. É necessário enfatizar os valores de interdependência, conexão e colaboração. Os jovens que mantiveram a continuidade das relações com significativos, incluindo irmãos, pais adotivos e pais biológicos, têm melhores resultados de desenvolvimento adulto do que aqueles que não

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tiveram estes suportes. A ênfase da autossuficiência é tão forte que os cuidadores consideram como negativos os pedidos de ajuda dos jovens após terem deixado acolhimento.

Similarmente, a pesquisadora americana Collins (2004), refere que os jovens que saem das unidades de acolhimento institucional são uma população vulnerável a maus resultados no decorrer da sua vida adulta e para alguns jovens, que apresentam múltiplas vulnerabilidades, a autossuficiência completa pode ser um objetivo inadequado. Os jovens que receberam treino de competências em cinco áreas-chave (dinheiro gestão, gestão de crédito, as competências de consumo, educação e emprego) tiveram resultados significativamente melhores para viver de forma independente do que aqueles que não receberam treino nessas áreas.

No campo de ação do estudo encabeçado, nos EUA, por Thomas et al. (2005), é veiculado que a elevada resiliência pode enfraquecer os fatores de risco e reduzir a probabilidades de reentradas no sistema de acolhimento.

Tendo em conta a visão dos cientistas sociais americanos Freundlich e Avery (2006), é importante avaliar a qualidade dos serviços prestados aos jovens quando estes transitam para uma vida independente. Quando têm pouca escolaridade e/ou competências profissionais, habitação insegura, poucos cuidados de saúde ou conexões com adultos de referência, deparam-se com maiores dificuldades. Por vezes passam por situações de desabrigo ou de desemprego. Após saírem alguns voltam, a recorrer aos técnicos de acolhimento o reflete a existência de relações privilegiadas. A falta de conexão com adultos de referência pode ser um fator de dificuldade. Os resultados pós saída devem ser avaliados e a saída deverá ser sustentada. Os primeiros doze meses pós saída são os mais críticos, principalmente no que concerne à eventual falta de habitação. Da avaliação feita melhora-se a programação da intervenção

O investigador britânico Stein (2006), concluiu que entre esta população se verifica a existência de exclusão social e más qualificações educacionais, isto é, níveis mais baixos de participação na educação após os dezasseis anos, maternidade/paternidade precoce, tomada de rumo sem-abrigo, e têm níveis mais elevados de desemprego, comportamentos ofensivos e problemas de saúde mental. Relativamente à existência de resiliência, há diferenças nos resultados que os jovens apresentam pois uns “ultrapassam”, outros

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“sobrevivem” e outros tornam-se “vítimas” (p. 8). A resiliência prende-se com três aspetos: a

qualidade dos serviços prestados; a transição para fora do acolhimento, apoio recebido após a saída. Verificam-se percursos profissionais inexistentes ou descontínuos; dependência de subsídios; problemas com a justiça; problemas de saúde mental e solidão. Usualmente, as famílias são ausentes ou problemáticas e não apoiantes. Os jovens com melhores resultados nesta fase têm uma forte ligação com um membro da família e com um parceiro ou com um membro da família do parceiro ou com um cuidador.

De acordo com um estudo australiano, realizado por Cashmore et al. (2007), poucos jovens continuam a estudar após deixarem o sistema de acolhimento e poucos têm trabalho a tempo inteiro, pois apresentam dificuldade em fazerem a transição para o mercado de trabalho. Por outro lado, também têm dificuldade em terem conexões familiares de suporte que os ajudem a lidar com a falta de emprego. Muitos têm empregos indiferenciados, mal renumerados e precários e experimentam a maternidade/paternidade precocemente. Quanto mais estável e seguro é o percurso em acolhimento, quantos mais anos de escolaridade completam, melhor se encontram 4-5 anos depois de deixarem o acolhimento.

Tendo em consideração uma investigação sueca liderada por Vinnerljung e Sallnäs (2008), ao deixarem a institucionalização, as mulheres têm melhores resultados do que os homens, independentemente das razões que conduziram ao acolhimento. É manifesta a existência de problemas de saúde mental e de maternidade/paternidade precoce. Verifica- se a hospitalização em unidades de saúde mental e comportamentos criminais (prisão). Apresentam níveis educacionais baixos quando deixam o acolhimento. Os indivíduos que foram acolhidos em idade adolescente são os que manifestam os piores resultados pois tornam-se pais precocemente. Existe um elevado nível de mortalidade entre esta população. A pesquisa na Austrália, levada a cabo por Raymond e Heseltine (2008), transmite que os jovens que transitam dos cuidados residenciais para uma vida independente assumem responsabilidades mais cedo do que os jovens que se encontram em família. Quando confrontados com uma construção ambígua como a idade adulta, prontamente os jovens se socorreram dos seus cuidadores como sendo as referências para fornecerem clareza sobre a natureza deste papel. Deixam o acolhimento precocemente com pouco apoio adulto e podem experimentar exclusão social. Os resultados da vida destas c/j são

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pobres. Têm oportunidades restritas se resolverem retornar ao acolhimento, ou seja, se o processo de vida independente se verificar problemático.

No âmbito da pesquisa comandada por Jones (2008), nos Estados Unidos, apreendemos que posteriormente, demonstram dificuldades em se reintegrarem socialmente (muitos deixam o acolhimento sem terem emprego pelo que não têm rendimentos estáveis). Algumas das famílias podem ter sido incapazes de criar os filhos, enquanto eles eram mais pequenos, mas mais tarde amadureceram e estabilizaram e conseguem satisfazer as necessidades dos jovens adultos. A maioria dos jovens que não estudavam tinha empregos não qualificados e precários. A maior parte já havia tido pelo menos uma conexão com o mundo adulto através da escola, casamento, trabalho no primeiro ano após deixar o acolhimento. Os jovens sem faculdade ou formação profissional enfrentam dificuldades consideráveis no mercado de trabalho. São pouco propensos a estudarem no ensino superior. Muitos regressam a casa dos pais de onde haviam sido retirados devido a se depararem com dificuldades. Alguns jovens continuam a frequentar a escola após a saída do acolhimento.

A investigação canadiana concretizada por Marquis et al. (2008), refere que em fase de transição, algumas c/j retornam ao acolhimento após terem deixado o sistema.

Os investigadores israelitas Grupper e Mero-Jaffe (2008), consideram que os programas que trabalham com os pais com o objetivo de capacitá-los e melhorar as competências, vão tornar mais fácil para as crianças encontrar o seu lugar na família depois de abandonarem o acolhimento.

Para Griffith et al. (2009), num trabalho de investigação sobre a realidade americana, é referido que muitas vezes os objetivos do acolhimento contemplam a reunificação familiar e a reintegração nas escolas e nas comunidades de origem. Frequentemente os ganhos conseguidos sob cuidados não são mantidos após a saída e, por vezes, as saídas resultam em novas colocações institucionais. É importante o desenvolvimento e a implementação de cuidados pós-acolhimento para auxiliarem na transição para a reintegração familiar (expetativas e riscos das configurações sociofamiliares). As raparigas têm mais comportamentos negativos do que os rapazes na altura da admissão mas fazem maiores ganhos durante o acolhimento o que lhes permite estar tão bem quanto os rapazes na altura de deixarem o acolhimento.

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Os pesquisadores Forrester et al. (2009), ajudam a traçar a situação sobre esta temática na Inglaterra e no Pais de Gales, referenciando que tem de haver um foco contínuo no que acontece depois do acolhimento. Para a maioria das crianças a transição para a idade adulta é gradual, com apoio contínuo por muitos anos, dito de outra forma, as famílias são para toda a vida, não apenas para a infância (é a natureza aberta, flexível e amorosa do compromisso que é tão essencial).

Os jornalistas portugueses Silva e Vieira (2009), elucidam-nos sobre o conceito e o funcionamento das residências de autonomização. Estas, são espaços que visam acompanhar e promover a transição de jovens, com dezasseis ou mais anos, para uma vida social autónoma através de um treino de competências pessoais e sociais, fornecendo-lhes instrumentos para a sua autonomização plena, ao nível da formação escolar/profissional, emprego, habitação (art.º 45 da LPCJP). Os princípios orientadores das residências de autonomização, que assentam na especificidade de cada jovem, são: a participação ativa do jovem; a formação pessoal e social do jovem; o projeto de autonomização individual; o envolvimento dos parceiros. Nestas residências são desenvolvidas estratégias e mecanismos de participação e empowerment, de valorização e reconhecimento da sua individualidade, de interesses, de motivações, de expectativas, para que, através de um processo de autorreflexão, consigam perceber que eles são autores e atores da sua própria história.

Os autores americanos Spencer et al. (2010), apontaram que ao deixarem as unidades residenciais são jovens com múltiplas vulnerabilidades e o mentoring pode potenciar o sucesso da transição para uma vida independente e bem-sucedida/produtiva. Para além da importância do mentoring (individual) é necessária uma intervenção sistémica (políticas sociais adequadas). É necessário assegurar, na transição, a existência de habitação, cuidados de saúde, emprego e educação, para que o sucesso da transição seja sustentado. O

mentoring não deve substituir políticas de enquadramento.

No âmbito do estudo conduzido por Southwell e Fraser (2010), é-nos comunicado que a Austrália tem uma taxa elevada de desinstitucionalização. Os jovens que tiveram menor número de colocações, após a saída do acolhimento contactaram maior número de vezes os profissionais que haviam cuidado deles.

O autor húngaro Rácz (2010), aponta que os jovens adultos que tiveram colocações estáveis e que também tiveram prestadores de cuidados apoiantes e motivantes,

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demonstram melhores resultados escolares. As disfuncionalidades sistémicas (mudanças de colocação, de escolas, de pares, de cuidados, de motivação, de afastamento dos pais biológicos, etc.) culminam em resultados que dificultam aos jovens adultos a resolução de problemas quotidianos ou de maior significância nas suas vidas.

O exame efetuado pela pesquisadora americana Avery (2011), referencia que os jovens que são alvo de programas de competências surgem despreparados para a vida social porque sofrem de alguns deficits (cognitivos, emocionais sociais). Os jovens devem continuar a ser apoiados após os dezoito anos de idade porque precisam de múltiplos suportes em dimensões variadas. Os programas de treino de competências para uma vida independente são pouco eficazes na fase de pós-institucionalização porque os seus pares fazem esse treino no interior de uma relação familiar contínua e não têm uma duração limitada. A verdadeira independência é uma meta inviável para a maioria dos jovens. O enfoque deve ser colocado em várias questões: como interagir com os outros, como estabelecer relações duradouras, pedir ajuda quando necessário, e aceitar o amor e apoio quando oferecido.

Outro estudo sobre a realidade australiana, produzido por Creed et al. (2011), explica que quando deixam os cuidados, expõem resultados pobres: taxa elevada de sem- abrigo; problemas com a justiça, abuso de substâncias; dificuldades de relacionamento; problemas de saúde mental; emprego precário e desemprego; necessidade de subsídios económicos. Não contam com o apoio dos pais os quais têm expectativas reduzidas em relação aos filhos. Muitas vezes não são alvo de uma preparação adequada às suas necessidades na fase de transição para fora dos cuidados residenciais no sentido de iniciarem uma vida independente. Apresentam altos níveis de mobilidade habitacional.

Para o pesquisador canadiano Gharabaghi (2011), os jovens institucionalizados apresentam dificuldades na transição para a vida adulta e para fora dos cuidados residenciais, sendo que podem tornar-se sem-abrigo ou regressar às famílias de origem, o que poderá compreender riscos elevados. Frequentemente, deparam-se com desemprego ou dificuldades em conseguir emprego, muitas vezes precário, o que inclui sérios riscos sociais, tais com a maternidade/paternidade precoce. O sucesso escolar é importante para virem a ter uma melhor qualidade de vida e reintegração social. A generalidade apresenta fracos resultados e problemas comportamentais e dificuldades de adaptação social, o que se traduz numa fraca preparação para uma vida autónoma.

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A partir do ponto de vista do pesquisador americano Robinson et al. (2012), as crianças que retornam às famílias demonstram dificuldades cognitivas e não recebem os cuidados referentes às razões que motivaram o seu acolhimento. As reunificações falham devido à utilização limitada de serviços terapêuticos, às competências parentais pobres, ao ambiente físico e emocional desconfortável e aos meios socioeconómicos degradados, pois são c/j com maior necessidade de apoio educacional e dos pais

Em consonância com outros estudos, a autora australiana Mendes (2012), menciona que os jovens pós-institucionalizados constituem um grupo socialmente vulnerável e desfavorecido: deficits sociais, na saúde e na educação. A Austrália criou programas de acompanhamento à transição dos jovens. Os jovens identificaram algumas necessidades práticas que poderão auxiliar no processo de transição: restabelecimento de relações familiares; aquisição de carta de condução; acesso aos transportes públicos; lidar com questões legais; outros desafios do quotidiano. Muitos jovens retornam às famílias, uns com mais sucesso do que outros.

4. A Casa Pia de Lisboa como laboratório de educação: o acolhimento de crianças

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