Partie II - Analyse des sources anciennes
II. 1.2- Les flottes et les machines de guerre
Para proceder à construção da Intervenção Psicomotora foi necessário analisar todo o conteúdo das entrevistas ao pormenor, bem como proceder à leitura bibliográfica sobre o envelhecimento, de modo a construir os objetivos em que intervir. Após examinadas todas as entrevistas, foram formulados os objetivos gerais e específicos da intervenção.
Assim, com base nos três domínios de intervenção psicomotora (Psicomotor, Relacional e Emocional), foram formulados os objetivos da intervenção.
Relativamente ao domínio Psicomotor:
Tabela 4 - Objetivos da intervenção, estratégias e mediadores
B. Promover a qualidade de vida; No que respeita ao domínio Relacional:
C. Estimular as relações interpessoais; Relativamente ao domínio Emocional:
D. Promover a autoestima e a autoconfiança; E. Melhorar a estabilidade emocional e afetiva.
A partir destes objetivos gerais foram formulados os seguintes objetivos específicos: A.1. Estimular o (re) conhecimento de si próprio;
A.2. Promover o autoconhecimento das capacidades corporais; B.1. Estimular a autonomização das atividades de vida diária; C.1. Diminuir momentos de solidão, abandono, isolamento; D.1. Reconhecer valores e competências;
E.1. Promover o diálogo e a expressão de emoções.
Para além destes objetivos, foram também definidas as estratégias e os mediadores para a intervenção propriamente dita, como demonstrado na tabela seguinte (tabela 4):
Esta intervenção encontra-se direcionada a todos os objetivos, com vista a integrar uma contemplação geral aquando da realização das sessões, ou seja, apesar de cada atividade possuir determinados objetivos específicos, estes encontram-se intimamente ligados aos objetivos da intervenção propriamente ditos.
Pretende-se que a intervenção psicomotora tenha um caráter relacional, onde ocorra a inserção do inconsciente na prática, fazendo com que haja uma divergência no olhar para as relações terapêuticas, empáticas ou as relações apenas destinadas à observação da expulsão das emoções internalizadas através da adoção de diferentes posturas (Branco, 2010). Esta prática centra-se na relação, mais especificamente no conteúdo simbólico inerente a esta, a parte afetivo-emocional ligada ao princípio do prazer/desprazer (Vieira, Batista, & Lapierre, 2005).
Seguidamente e com vista à realização da intervenção psicomotora propriamente dita, efetuaram-se duas sessões de psicomotricidade semanais com a duração aproximada de uma hora, tendo sido realizadas um total de 20 sessões psicomotoras. As sessões realizaram-se na sala de Psicomotricidade da instituição1 e foram organizadas em alguns momentos distintos: a conversa inicial, a atividade de quebra-gelo (correspondente também à ativação dos segmentos corporais), a sessão propriamente dita e, por fim, a atividade de retorno à calma e a conversa final.
A conversa inicial foi constituída por um momento de diálogo sobre o estado emocional e físico de cada um, um momento de análise e de ligação com o grupo e, por fim foram registados os estados de humor com recurso a auxiliadores de perceção de si. Este último registo mostrou-se crucial para este momento da conversa inicial, devido à dificuldade observada na perceção de si, aquando do decorrer das sessões. Foi inicialmente entregue uma escala de faces adaptada, em que, neste caso, integrava o nível físico e o nível emocional. No entanto, considerou-se que informava pouco sobre o bem-estar geral dos participantes, restringindo-se apenas a um elemento informativo. Seguidamente, tentou-se a implementação do diferencial semântico, em que se demonstrou mais completo, referindo-se a características físicas e emocionais, onde os participantes podiam colocar uma cruz (X) num dos níveis de 1 a 5 consoante o seu estado de humor (tabela 5).
Tabela 5 - Diferenciador semântico Como me sinto agora…
1 2 3 4 5
Alegre Triste
Bem-disposto Maldisposto
Motivado Desmotivado
Descontraído Preocupado
Sem dores físicas Com dores físicas Outro:
1 A sala de psicomotricidade é uma sala adaptada pela psicomotricista, onde existem materiais diversos. É um
No que remete à atividade de quebra-gelo/ativação dos segmentos corporais, esta teve como objetivos a integração dos participantes na sessão, o conhecimento do grupo e a relação entre ele, o que ao longo do tempo foi mudando, pois o grupo já se encontrava formado e possuía uma relação entre si. Apesar de ser alterado o objetivo primordial desta atividade, esta etapa na sessão continua a ser pertinente, de modo a que haja uma integração e dedicação na sessão, servindo de separação exterior/interior. Foram realizadas atividades cujos objetivos específicos se encontram relacionados com a estimulação da comunicação e das relações interpessoais, bem como a estimulação da criatividade, o autoconhecimento e a perceção de si.
O momento que se segue, aquando do plano de sessão, remete-se para a sessão propriamente dita, que é constituída por duas atividades com caraterísticas diferentes, mas que se complementam. Estas atividades servem para complementar as anteriores, tendo uma maior duração e prevê-se uma maior dedicação nas mesmas.
Em jeito de término de sessão, tem-se a atividade de retorno à calma que, geralmente, está associada a uma atividade de relaxação, onde se pretende que os participantes estimulem a noção do corpo, aumentem a amplitude dos movimentos, promovam o autoconhecimento e fomentem a relaxação.
Para finalizar, a conversa final, em que é questionado aos participantes as maiores dificuldades, a atividade mais prazerosa e questionada a existência de algum comentário sobre a sessão que acabámos de vivenciar. Aqui é esperado um momento de partilha, de conversa e de entrega de modo a compreender quais as atividades que despertaram maior interesse, algumas sugestões de alterações para a próxima sessão, entre outras. É neste momento que é entregue o diferenciador semântico final que, apesar de ter os mesmos objetivos do inicial, tem o intuito de elucidar de um modo mais detalhado e concreto as alterações sentidas com o decorrer da sessão.
No plano de sessão (tabela 6), para além dos itens respetivos aos momentos descritos anteriormente, têm-se diferentes categorias de organização da sessão. Estas categorias estão relacionadas com a descrição da atividade a realizar, de um modo resumido, concreto e elucidativo da atividade propriamente dita; os objetivos operacionais, ou seja, os objetivos que se pretende alcançar com a realização da atividade; as estratégias possíveis de utilizar com vista à melhoria da performance e melhorar a vivência na atividade escolhida; o material necessário; o tempo planeado para a duração de cada atividade (o que, neste caso, é meramente indicativo pois as alterações e as adaptações em
cada atividade são constantes, fazendo com que o tempo dedicado para cada momento dependa do olhar do psicomotricista sobre o estado dos participantes (o entusiasmo, o interesse, o cansaço, etc.)); tendo por fim também uma parcela dedicada às observações, onde são descritas algumas caraterísticas pertinentes da atividade, pormenores a ter em conta no decorrer da sessão, por exemplo.
Tabela 6 - Plano de Sessão (modelo)
Atividade Descrição Objetivos
Operacionais
Estratégias Material Tempo Observações
Conversa Inicial Quebra-Gelo Sessão Propriamente Dita Retorno à Calma Conversa Final
Todas as sessões psicomotoras foram construídas segundo o plano de sessão previamente indicado. Importante ressalvar que, após a realização da sessão, procedeu-se à construção de um relatório/reflexão psicomotora, onde se encontra registado um resumo das atividades da sessão, fazendo-se acompanhar por uma reflexão exaustiva de todos os detalhes do decorrer da mesma. Todos os momentos são abrangidos sem deixar de parte as reflexões iniciais e finais sobre a sessão. É, assim, a partir dos relatórios, que se torna
possível refletir sobre o enquadramento da sessão, alterações para um melhor rendimento, atividades em que é necessário maior enfoque, compreender o feedback das atividades mais prazerosas bem como o decorrer de toda a intervenção. Encontra-se em anexo o relatório de três sessões, a título de exemplo (anexo V).
É possível verificar, ao longo dos planeamentos, que as sessões são delineadas conforme a integração dos participantes nas diversas atividades, aumentando a dificuldade e a exigência ao longo do decorrer das sessões. Como tal, apresentamos seguidamente um modelo da sessão 1, 10 e 19 seguido de uma análise dos mesmos de modo a identificar as diferenças no planeamento entre si. É de notar que foram escolhidas estas 3 sessões devido a corresponderem, respetivamente, a um planeamento inicial, médio e final. No entanto, não foi considerado o plano da sessão 20 devido a ter uma estrutura igual ao referente à primeira sessão, com intuito de comparar o desempenho dos participantes.