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Les exigences du système

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Llodrà-Riera, Martínez-Ruiz, Jiménez-Zarco, & Izquierdo-yusta (2015) mencionam a Internet como uma das principais fontes de informação no desenvolvimento da imagem dos destinos pois torna possível a publicação de conteúdos pelos agentes da oferta e de opiniões dos consumidores acerca da experiência no destino, que ficam disponíveis online e podem ser acedidas por qualquer pessoa.

Considerando a natureza intangível dos produtos turísticos, os materiais promocionais tornam-se fundamentais para dar a conhecer o produto e são utilizados para desenvolver ou alterar a imagem do destino (Tasci & Gartner, 2007). Contudo, a imagem projetada pelos destinos não é a única fonte de informação responsável no processo de formação da imagem

Capítulo 3 – A Imagem dos Destinos Turísticos

percebida pelos indivíduos. Beerli & Martín (2004); Gartner (1994); Tasci & Gartner (2007) referem diferentes tipos de imagens baseadas nas diversas fontes de informação: imagens orgânicas, induzidas e autónomas.

AGENTES DE MODIFICAÇÃO DA IMAGEM CREDIBILIDADE PENETRAÇÃO NO MERCADO CUSTOS PARA O DESTINO “Overt included i” (meios

tradicionais de publicidade – ex: brochuras, tv, rádio)

Baixa Alta Elevados

“Overt included ii” (informação

recebida de operadores turísticos, agências de viagens)

Média Média Indiretos

“Covert included i” Baixa/Média Alta Elevados

“Covert included ii” Média Média Médio

Autónomos (noticias e cultura

popular: documentários, reportagens, filmes, programas

televisivos

Alta Média/Alta Indiretos

Orgânico não solicitado

(informação não solicitada recebida de amigos e familiares)

Média Baixa Indiretos

Orgânico solicitado (informação

solicitada recebida por amigos e familiares)

Alta Baixa Indiretos

Orgânico (visita ao destino) Alta - Indiretos

Tabela 3.2 – A formação da imagem. Fonte: Gartner (1994).

3.5.1.2.1. Orgânicas

De acordo com Gartner (1994), os agentes responsáveis pela formação da imagem orgânica consistem em fontes de informação não comerciais, tais como o Word-of-Mouth (opiniões de amigos e familiares) e, após a escolha do destino, a experiência vivida influenciam a imagem percebida pelo individuo.

No contexto do Word-of-Mouth (WOM), vários autores mencionam a importância desta fonte de informação no desenvolvimento de perceções acerca dos destinos (Chi & Qu, 2008; Jalilvand, Samiei, Dini, & Manzari, 2012). Chi & Qu (2008) identificam as recomendações feitas a amigos e/ou a familiares como fonte de informação fundamental a que os indivíduos podem ter acesso antes da visita no destino, mencionando que os potenciais visitantes

consideram estas recomendações mais credíveis do que outros tipos de fontes de informação (nomeadamente os materiais promocionais divulgados pelos agentes dos

Comunicação a que se tem assistido nas últimas décadas, Jalilvand, Samiei, Dini, & Manzari (2012) mencionam que o Word-of-Mouth eletrónico (eWOM) se refere a opiniões

negativas/positivas dos potenciais e/ou atuais consumidores acerca de um produto ou uma empresa que estão disponíveis na internet e que podem ser acedidas pelos indivíduos

e pelas instituições.

A experiência turística vivida no destino, referida também como uma fonte de informação primária, é também responsável pelas imagens orgânicas, na medida em que o individuo se desloca para o território para usufruir dos serviços oferecidos no destino e o respetivo grau de satisfação pode modificar a imagem formada antes da experiência (Beerli & Martín, 2004; Tasci & Gartner, 2007).

As fontes de informação responsáveis pela formação de imagens orgânicas, ao contrário do que se verifica nas imagens induzidas, não são controladas pelo destino e portanto os indivíduos consideram as opiniões de amigos/familiares fontes bastante credíveis, tal como apresenta a tabela 3.2.

3.5.1.2.2. Induzidas

Relativamente aos agentes da imagem induzida, Gartner (1994) identifica os meios

tradicionais de publicidade, tais como a televisão, a rádio, brochuras e materiais

promocionais; a informação fornecida pelas agências de viagens e pelos operadores

turísticos e também a promoção feita por personalidades reconhecidas, como forma de

tornar mais credível a mensagem que se pretende transmitir ao consumidor, como as principais fontes de informação responsáveis pela formação de imagens induzidas.

Tasci & Gartner (2007) referem que, tendo em conta a intangibilidade dos destinos, os materiais promocionais apresentam um papel importante antes do individuo realizar a visita pois criam conhecimento e geram interesse acerca do produto. Assim, estas atividades de marketing desenvolvidas pelos destinos, através de elementos visuais, são utilizadas como meio de estabelecer, reforçar ou modificar a imagem de um destino.

Capítulo 3 – A Imagem dos Destinos Turísticos

Em suma, pode concluir-se que nesta categoria se incluem as estratégias de marketing

desenvolvidas pelos agentes do destino, no contexto da imagem projetada, com o

objetivo de influenciar o consumidor a visitar esse território.

3.5.1.2.3. Autónomas

Os agentes autónomos referidos por Gartner (1994) consistem em produções

independentes que fazem referência ao destino, nomeadamente reportagens, documentários, filmes e notícias.

Estas produções independentes são consideradas bastante influentes no desenvolvimento da imagem pelo facto de atingirem um maior número de pessoas e de transmitirem conhecimentos não controlados pelos agentes do destino, o que pode conduzir à modificação das perceções acerca do destino (Tasci & Gartner, 2007). Neste sentido, tal como as orgânicas, as fontes de informação autónomas têm muita influência no processo de formação da imagem pois são consideradas pelos indivíduos como as mais credíveis (tabela 3.2). No âmbito das fontes de informação, Baloglu (2000) menciona que as fontes de informação influenciam a componente cognitiva da imagem mas não afeta as avaliações afetivas (sentimentos) acerca do destino. Tendo em conta a diversidade do tipo de fontes de informação a que o individuo pode ter acesso para se informar acerca do destino é evidente a subjetividade no desenvolvimento da imagem percebida, uma vez que nem todas as pessoas têm acesso aos mesmos conteúdos e as suas características intrínsecas (fatores pessoais) afetam a interpretação dos estímulos externos (fontes de informação).

O presente tópico permitiu compreender o processo de formação da imagem e os seus determinantes, mais concretamente as características intrínsecas dos indivíduos e a diversidade de fontes de informação a que estes têm acesso para adquirirem conhecimento acerca do destino. Na secção seguinte serão abordadas, com mais pormenor, as implicações que a imagem percebida pelos indivíduos tem no comportamento do consumidor, nomeadamente no processo de seleção e de escolha do destino; durante a visita e na pós- visita (influência na satisfação e nas intenções futuras).

3.6. A INFLUÊNCIA DA IMAGEM PERCEBIDA NO COMPORTAMENTO DO

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