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I. 3.2.2.7 Modèle WSD(T)

I.4 Modélisation thermodynamique des explosifs

I.4.2 Les Equations d’état

dinâmica da atividade turística desenvolvida no litoral do estado do Piauí, precisamente nos municípios de Cajueiro da Praia, Luís Correia, Parnaíba e Ilha Grande. O lugar singular de grande beleza paisagística natural dos 66 km de litoral do Piauí em contraponto aos 240 km de extensão do litoral do Maranhão e os 576 km do litoral do Ceará.

1.3 Território

Uma análise geográfica compreende os conceitos de espaço geográfico e território como indissociáveis, pois o território é formado a partir do espaço. Nesse sentido, através do conceito de território, pressupõe-se avaliar o espaço a partir de relações de poder (DALLABRIDA, 2011, p. 15).

Entende-se que essas relações de poder são desempenhadas pelos sujeitos que produzem o espaço e têm o objetivo de criar territórios, aos quais se denominam de sujeitos territoriais.

Tratando-se de território, Souza (1995) o entende como sendo "(...) definido e delimitado por e a partir de relações de poder" (p. 78). Ainda: "um campo de força, uma teia ou rede de relações sociais a par de sua complexidade interna, define, ao mesmo tempo um limite, uma alteridade: a diferença entre nós e os outros." (p. 86).

Os conflitos e contradições inerentes às sociedades têm íntima relação com a constituição de territórios, pois segundo Souza, "o território está, igualmente, presente em toda a espacialidade social ao menos enquanto o homem também estiver presente" (SOUZA, 1995, p. 96).

1.4 Região

O conceito de região, assim como as demais categorias de análise da Geografia, assumem significados diferentes, de acordo com o método utilizado para sua interpretação. A região natural, por exemplo, é definida por França e Leite (2008) como uma parcela da superfície terrestre, onde é caracterizada pela uniformidade, combinação e integração dos elementos da natureza, ou seja:

[...] a região natural, influenciada pela corrente determinista, que se caracterizava pela uniformidade dos resultados da combinação ou integração em áreas dos elementos da natureza, justificando a

35 exploração dos recursos naturais por interesses econômicos; [...] (FRANÇA e LEITE, 2008, p. 3).

Esse conceito de região considera os aspectos físicos e naturais. Por outro lado, a região geográfica, apesar de não se diferenciar em muitos aspectos da região natural, considera também a participação do homem com relação à natureza. O homem constitui parte ativa da região, conforme se verifica em:

[...]. Segundo essa perspectiva, “possibilista”, as regiões existem como unidades básicas do saber geográfico, não como unidades morfológica e fisicamente pré-constituídas, mas sim como o resultado do trabalho humano em um determinado ambiente (CASTRO, GOMES e CORREIA) 1995, p. 56).

A partir dessas discussões conceituais, surge a Nova Geografia, uma região abstrata, baseada em dados estatísticos quantitativos. Essa região não é concebida por meio de métodos empíricos, mas as intenções do pesquisador é que irão definir os critérios a serem utilizados na divisão regional:

[...]. Em outras palavras, é a técnica estatística que permite revelar as regiões de uma dada porção da superfície da Terra. Nesse sentido, definir regiões passa a ser um problema de aplicação eficiente de estatística: considerando-se os mesmos território, propósitos e técnica estatística, duas divisões regionais deverão apresentar os mesmos resultados, independentemente de terem sido feitas por dois pesquisadores distintos. [...] (CORRÊA, 2007, p. 32-33).

Dessa forma, região no contexto contemporâneo pode e deve ser trabalhada na perspectiva social. A importância dessa categoria para a análise do espaço geográfico, uma vez que regionalizar não significa apenas delimitar áreas, mas verificar quantitativa e qualitativamente de maneira concreta tudo o que constitui e/ou caracteriza uma região.

1.5 Paisagem

Já a noção de paisagem tem sido, para os geógrafos e cientistas de outras áreas (biólogos, agrônomos, ecólogos, arquitetos, entre outros), o ponto de partida para o entendimento das complexas relações entre o homem e a natureza, buscando, através dela, uma compreensão global da natureza, bem como possibilita

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projeções de uso, gestão de espaço e planejamento territorial. De acordo com essa premissa, “paisagem é o conjunto de formas, em um dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre o homem e a natureza. Ou, ainda, a paisagem se dá como conjunto de objetos concretos” (SANTOS, 1988).

Nesse sentido, pode-se conceber que a paisagem constitui-se como resultado do estabelecimento de uma inter-relação entre a esfera natural e a humana, na medida em que a natureza é percebida e apropriada pelo homem, que historicamente constitui o reflexo dessa organização.

Inicialmente, o embate acerca da conceituação da paisagem deu-se na dicotomia estabelecida pelos geógrafos que a diferenciavam entre paisagem natural e paisagem cultural. “A paisagem natural refere-se aos elementos combinados de geologia, geomorfologia, vegetação, rios e lagos, enquanto a paisagem cultural, humanizada, inclui todas as modificações feitas pelo homem, como nos espaços urbano e rural” (SANTOS, 1998).

Por outro lado, o geógrafo norte-americano Carl Sauer destaca:

Não podemos formar uma ideia de paisagem a não ser em termos de suas relações associadas ao tempo, bem como suas relações vinculadas com o espaço. Ela está em um processo constante de desenvolvimento ou dissolução e substituição. Assim, no sentido corológico, a alteração da área modificada pelo homem e sua apropriação para o uso são de importância fundamental. A área anterior à atividade humana é representada por um conjunto de fatos morfológicos. As formas que o homem introduziu são um outro conjunto (SAUER, 1998, p. 42).

Na visão de Sauer (1925), essa premissa sugere uma separação de paisagem natural e cultural, pois identifica o homem como agente transformador da natureza, vislumbrando na sua ação duas naturezas: uma anterior e outra posterior à ação humana. Dessa forma, a paisagem é concebida como uma representação cultural.

Para a Sociologia e a Economia, a paisagem é a base do meio físico, onde o homem em coletividade a utiliza, ou não, e a transforma, segundo diferentes critérios. Para a Botânica e a Ecologia, a paisagem significa um conjunto de

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organismos em um meio físico, cujas propriedades podem ser exemplificadas segundo leis e modelos, com ajuda das ciências físicas e ou biológicas.

A paisagem não se cria de uma só vez, mas por acréscimos, substituições; a lógica pela qual se fez um objeto no passado era a lógica da produção daquele momento. Conforme Milton Santos (1998), paisagem “é uma escrita sobre a outra, é um conjunto de objetos que têm idades diferentes, é uma herança de muitos diferentes momentos. A cidade é essa heterogeneidade de formas, mas subordinada a um movimento global.”

Segundo Morin (2009), a configuração da paisagem depende dos elementos, relações, atributos, entradas (inputs) e saídas do sistema (output) considerando uma análise espaço-temporal.

Para Rodriguez (2010), a análise se baseia no conceito de paisagem com um “todo sistêmico” em que se combinam a natureza, a economia, a sociedade e a cultura, em um amplo contexto de inúmeras variáveis que buscam representar a relação da natureza como um sistema e dela com o homem. Os sistemas formadores da paisagem são complexos e exigem uma multiplicidade de classificações que podem, segundo o autor, enquadrar-se perfeitamente em três princípios básicos de análise: o genético, o estrutural sistêmico e o histórico, que se fundem numa classificação complexa.

Considerando que o turismo é uma atividade que envolve deslocamento no espaço e presença de políticas públicas para viabilizar este deslocamento, os conceitos discutidos a partir deste momento, nesta Tese, têm como objetivo despertar para a importância de uma base teórica no campo do entendimento do turismo, tais como: litoral e praia, turismo e turismo sustentável, desenvolvimento sustentável e políticas públicas.