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Les enjeux

Dans le document Paris EUROPLACE (Page 36-61)

A quinta atividade produzida recebeu o título de “Compartilhar os saberes da experiência”. Esta possui como objetivo específico “discutir as peculiaridades das imagens enquanto narrativas visuais e as narrativas escritas da experiência vivenciada”.

As atividades dispostas encontram-se delineadas em três momentos de ocorrência, a saber:

No primeiro momento, em sala de aula, cada um dos grupos apresentará as produções narrativo-fotográficas construídas. O objetivo desta exposição centra-se na ampliação das discussões sobre a percepção do meio ambiente e as questões socioambientais.

No segundo momento, após o conjunto de apresentações, o professor poderá problematizar as produções, chamando atenção para a necessidade de reflexão sobre as questões relacionadas aos aspectos socioambientais, estando presentes e envolvendo a escola e seu entorno.

O terceiro momento destina-se à fixação e à exposição do painel narrativo- fotográfico em um espaço escolar, para além da sala de aula, buscando dar amplitude as obras geradas, permitindo novas leituras, seja das imagens fotográficas, seja das narrativas textuais tecidas, ou ainda, destas juntas, possibilitando uma ampliação das/nas reflexões.

Diante ao exposto, obteve-se:

14 Dentro das possibilidades, sugere-se que o professor estimule os educandos a fazerem uso do laboratório de informática para o envio das produções.

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Atividade 5 – Compartilhar os saberes da experiência

Duração estimada: 1 ou 2 aulas de 45 ou 50 minutos. Local: a sala de aula.

Objetivo específico: discutir as peculiaridades das imagens provocadas enquanto narrativas visuais e as narrativas escritas da experiência vivenciada.

Os momentos:

1º momento: A partir do painel narrativo-fotográfico, os grupos irão apresentar suas produções visuais e escritas. Neste momento, os demais educandos poderão problematizar as criações, gerando discussões com o grupo e produzindo novas percepções sobre imagem e narrativa de apresentação.

2º momento: O professor deverá conduzir a uma reflexão geral das produções, destacando a necessária problematização das questões socioambientais presentes na escola e em seu entorno.

3º momento: Exposição do painel narrativo-fotográfico no ambiente escolar (corredores, pátio ou outros), dando visibilidade às produções.

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CONSIDERAÇÕES NÃO-FINAIS PARA FUTURAS DISCUSSÕES

Se o experimento é genérico, a experiência é singular. Se a lógica do experimento produz acordo, consenso ou homogeneidade entre os sujeitos, a lógica da experiência produz diferença, heterogeneidade e pluralidade.

Jorge Larrosa (2002, p.19)

Encerrar um trabalho é sempre desafiador. Assim, não buscamos criar uma conclusão de fechamento, mas sim, um convite à futuras discussões que, a nosso ver, são necessárias e permissivas para novas reflexões.

Para que possamos resgatar o sentido15 de nosso trabalho, retornamos ao

problema de pesquisa constituído: “Tendo como pano de fundo a escola básica, aulas de Biologia e o engendramento destas na busca pela promoção de uma aprendizagem efetiva, enquanto problema de pesquisa, emergiu a seguinte questão norteadora: “O entorno da escola pode ser problematizado na construção desses conhecimentos?”. A partir dela, construímos os seguintes objetivos: 1) Discutir as questões socioambientais e sua relevância na escola básica; 2) Construir uma Sequência Didática atrelada ao ensino de Biologia, levando em conta as possíveis realidades escolares; 3) Refletir sobre a criação imagética a partir da fotografia, voltada a aspectos socioambientais.

Com fins a responder as questões norteadoras que nos guiaram neste trabalho, voltamo-nos a um processo de elaboração de uma Sequência Didática, considerando a necessária discussão de questões socioambientais presentes e ocorridas na escola e em seu entorno.

Compreendemos que a Sequência Didática que apresentamos, intitulada “Percepções socioambientais através da produção de imagens fotográficas”, não contempla integralmente o que consideramos como sendo questões socioambientais, devido à sua amplitude. Todavia, nos permite certo foco e aprofundamento na problematização, discussão e reflexão sobre essa temática.

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Dada sua abertura, é possível que o professor se inspire, a modifique, crie e recrie por meio e a partir da nossa proposta. Optamos por não limitar as possibilidades de uso e (re)construção da Sequência Didática apresentada, justamente por vivenciar a realidade da escola pública, conhecer seus desafios e propostas.

Assim, consideramos para esta produção o entendimento de que, por mais que se discuta na escola questões voltadas à educação ambiental e à sustentabilidade, relacionando os aspectos socioambientais, pouco se constitui como prática efetiva. O reducionismo observado, detido somente nos problemas ambientais, acaba por desassociar o ser humano do contexto do ambiente, situando-o como um sujeito à parte.

Nos permitimos afirmar que o entorno da escola, compreendido como o que a rodeia, inserida dentro de uma comunidade com características próprias, pode propiciar vivências únicas de aprendizagens. Para isso, é necessário um movimento de desapego à forma clássica e cartesiana de se ensinar Biologia – ou qualquer outra disciplina que compõe o currículo escolar –; se trata da construção de um conjunto de

práticas outras que favoreçam e disparem uma maior percepção socioambiental.

Concebe-se como imperativa a relação entre questões socioambientais e o processo de educação formal, relacionando os pontos que envolvem o ambiente em que o indivíduo se encontra e a prática social desempenhada por este. Tal relação é desafiadora e, ainda assim, possível. Demanda-se aí a construção de novos saberes que privilegiem um estudo socioambiental relacionado ao local no qual os estudantes encontram-se inseridos, partindo da sua realidade enquanto sujeitos sociais ativos e com potencial construtivo.

Dessa forma, encontramos na produção e (re)leitura de imagens fotográficas produzidas pelos educandos, a possibilidade de ampliação das percepções sobre a relação entre ser humano e ambiente que ocupa, buscando não o dissociar enquanto produto do meio ambiente, mas considerá-lo como parte desse meio.

O papel exercido pelas tecnologias e seu uso nas questões de ensino- aprendizagem cada vez mais mostram-se como viáveis e necessários. Não se trata mais da restrição de seu uso, mas sim, reinventar possibilidades de atividades de ação

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que o aparato tecnológico está incorporado na prática dos educandos, talvez não para práticas educacionais, mas com potencial para essas.

O registro fotográfico por meio de selfies é um indício do quão convidativa a produção de imagens fotográficas se mostra. Grande parte dos professores, em tempos atuais e nas escolas em geral, já devem ter presenciado um momento de captura fotográfica por parte de seus educandos. As imagens se intensificaram como uma forma de narrativa, constituindo o que chamamos de narrativa imagética.

A percepção socioambiental nos pareceu latente em relação às outras temáticas. Ela nos permite discutir a participação do ser humano no ambiente do qual faz parte, situando-o neste, não como um agente externo, mas como um ator de modificação do meio em que vive.

Encontramos como uma possibilidade a construção de uma Sequência Didática que engendrasse educando, questões socioambientais, escola, entorno, e que permitisse um processo de sensibilização e percepção do ambiente do qual faz parte.

Não partimos do entendimento das Sequências Didáticas como técnicas de ensino, mas sim, como uma possibilidade de criação e transformação entre as disciplinas constituídas historicamente e os conteúdos produzidos. Se do contrário fosse, estaríamos seguindo a vertente tradicional, compartimentando e restringindo saberes que, ao nosso ver, podem ser trabalhados de uma forma mais ampla, conforme nossa proposta.

Dessa forma, gostaríamos de deixar alguns dos diversos questionamentos que foram gerados ao longo deste trabalho, não como uma forma de finalização, mas um convite à uma prática de reflexão, sendo: Como ocorre a produção de sentidos voltados aos aspectos socioambientais a partir das imagens fotográficas? As imagens fotográficas podem ser (de)codificadas ou constituem-se como verdades invioláveis, indício de ocorrência de um fato?

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Apêndice I UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE BIOLOGIA

ALAN HENRIQUE DE MELO MATOS

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: PERCEPÇÕES SOCIOAMBIENTAIS ATRAVÉS DA PRODUÇÃO DE IMAGENS FOTOGRÁFICAS

CAMPINAS 2019

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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ... 75 SEQUÊNCIA DIDÁTICA: PERCEPÇÕES SOCIOAMBIENTAIS ATRAVÉS DA PRODUÇÃO DE IMAGENS FOTOGRÁFICAS ... 77 Público destinado ... 77 Componente Curricular ... 77 Problematização... ... 77 Justificativa... ... 77 Objetivo Geral... ... 77 Conteúdos e Habilidades... ... 78 O Conjunto de Atividades... ... 78 ATIVIDADE 1 – PENSAR O AMBIENTE: UMA INTRODUÇÃO ... 79

Introdução à Atividade 1... ... 79 Composição da Atividade 1 ... ... 79 ATIVIDADE 2 – SENTIR O AMBIENTE: A SAÍDA À CAMPO ... 81 Introdução à Atividade 2... ... 81 Composição da Atividade 2 ... ... 81 ATIVIDADE 3 – CAPTAR O AMBIENTE POR MEIO DA LENTE FOTOGRÁFICA 83 Introdução à Atividade 3... ... 83 Composição da Atividade 3 ... ... 83 ATIVIDADE 4 – PROBLEMATIZAR AS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS ... 85 Introdução à Atividade 4... ... 85 Composição da Atividade 4 ... ... 86 ATIVIDADE 5 – COMPARTILHAR OS SABERES DA EXPERIÊNCIA ... 87 Introdução à Atividade 4... ... 87 Composição da Atividade 4 ... ... 87 NOSSA EXPECTATIVA COM A SEQUÊNCIA DIDÁTICA PROPOSTA ... 89 ANEXO I ... 91 ANEXO II ... 92

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APRESENTAÇÃO

Discutir Educação Ambiental em uma perspectiva Socioambiental não é tarefa fácil. É necessário que se considere que a Educação Ambiental não pode caminhar solitária, desvinculada das demais áreas de conhecimento. Se assim for, essa mais alienará do que permitirá a formação de cidadãos críticos, principalmente em relação ao espaço-tempo que ocupam em tempos de globalização e avanço da sociedade do consumo.

É importante ressaltar que a Educação Socioambiental, conforme nos lembra Silva16 (2011) “(...) é uma categoria analítica que permite compreender

contextos espaciais, urbanos e rurais em que a destruição ambiental implica em destruição das camadas sociais mais desfavorecidas”. Assim, a questão ambiental não deve ser deixada de lado, caminhando sozinha.

Partindo dessas considerações e de várias outras que seguem a mesma linha, tidas como fundamentais, propomos a realização de um conjunto de atividades desencadeadas, constituindo uma Sequência Didática, que aqui apresentaremos com o objetivo de permitir um olhar outro, ampliando as discussões sobre a Educação Ambiental, mais especificamente ao que tange às questões socioambientais.

Como uma forma disparadora de sentidos, buscou-se certa apropriação no campo de estudo das Imagens, no que diz respeito à produção de Imagens Fotográficas e sua análise.

Assim, como dispositivo metodológico, foi construída uma Sequência Didática que se apresenta, dividida em cinco atividades, sendo:

Atividade 1 – Pensar o ambiente: uma introdução; Atividade 2 – Sentir o ambiente: a saída a campo;

Atividade 3 – Captar o ambiente por meio da lente fotográfica; Atividade 4 – Problematizar as questões socioambientais; Atividade 5 – Compartilhar os saberes da experiência.

16 SILVA, C. A. Educação socioambiental na escola: algumas experiências do cotidiano à luz da metodologia de ensino da cartografia da ação social. Rio de Janeiro: Consequência, 2011.

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Buscamos destacar nas atividades apresentadas, a relevância do trabalho com questões que permeiam a escola e seu entorno, e que, por vezes, são pouco exploradas no ensino de Biologia.

A produção de imagens fotográficas, e um olhar através destas, poderá despertar o interesse dos educandos, levando-os à percepções outras, para além do conteúdo biológico, à exemplo de se enxergar enquanto parte do ambiente que ocupa, problematizando sua relação com este.

O trabalho em grupo proposto nas atividades poderá ser propício à explicitação das subjetividades, criando certa intersubjetividade, ampliando as interações entre os membros do grupo, visando um entendimento mais profundo sobre as percepções socioambientais.

Reverberar essa produção por meio de um painel narrativo-fotográfico na escola visa uma forma de aproximar a comunidade escolar para a reflexão sobre o tema.

Esperamos que este material possa ser utilizado e auxilie na discussão das questões Socioambientais tanto na escola, quanto fora dela.

Atenciosamente, Alan Henrique de Melo Matos e Ana de Medeiros Arnt Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas

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SEQUÊNCIA DIDÁTICA: PERCEPÇÕES SOCIOAMBIENTAIS ATRAVÉS DA PRODUÇÃO DE IMAGENS FOTOGRÁFICAS

Público destinado: Educandos do Ensino Médio

Componente Curricular: Biologia17

Problematização

Considerando a escola e seu entorno, é possível percepcionar, refletir e retratar os problemas sociais, políticos, econômicos e ambientais utilizando imagens? Como essas imagens podem ser apresentadas?

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