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Les différents types d'asservissement visuel

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Orientation de l'instrument chirurgical par asservissement visuel 20

4.2 Bref aperçu sur les asservissements visuels

4.2.1 Les différents types d'asservissement visuel

Primeiramente, como conceito de fonte, entendo que é algo, por um lado, que brota espontaneamente, naturalmente e, por outro lado, algo que é construído artificialmente. De

8 A Teoria do Capital Humano considera que a ascensão social é possível por meio do esforço e mérito

individual. Deste modo, desconsidera as desigualdades de classe, gênero ou raça presentes na sociedade capitalista. Para a classe trabalhadora, a possibilidade de ampliação da renda e de ascensão social torna-se resultado do esforço individual dos mais capacitados e dos mais aptos ou daqueles que possuem um grau de escolarização mais elevado.

acordo com o Dicionário de Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, o vocábulo fonte significa:

Fonte. S.f. 1. Nascente de água. 2. Bica de onde corre água potável para uso doméstico, etc. 3. O depósito para onde corre. [Dim. irreg.: fontainha, fontícula.] 4. Pia batismal. 5. Fig. Aquilo que origina ou produz; origem, causa. 6. Fig. Procedência, proveniência, origem. 7. Fig. O texto original de uma obra [...] (FERREIRA, 1988, p. 303).

No caso de fontes históricas, Saviani destaca que: “[...] evidentemente não se poderia falar em fontes naturais, já que todas as fontes históricas, por definição, são construídas, isto é, são produções humanas [...]” (SAVIANI, 2004, p. 5).

O conhecimento que produzimos a respeito da história brota de fontes (registros, testemunhos), mas estas não são as fontes de origem dos fenômenos históricos. Não são delas que brota e flui a história. Apenas os conhecimentos que produzimos a respeito da história é que se apóiam nelas (id., Ib., p. 5-6).

Saviani destaca, assim, que as fontes são o ponto de origem, a base e o ponto de apoio para a produção historiográfica que nos permite atingir o conhecimento da história (id., ib., p. 9).

Sendo as fontes históricas produções humanas, torna-se importante a relação que se estabelece entre o pesquisador e o objeto da pesquisa. Relação esta mediada pela atitude de busca, de desvendar o que não se sabe, ou o que se sabe parcialmente, de procurar o que ainda não está explicado e, neste processo, o contato com os dados e o modo como o pesquisador os indaga são fundamentais.

As fontes testemunham o mundo dos homens em suas relações com outros homens e com a natureza, produzindo e reproduzindo suas condições de existência. Os homens sempre produziram artefatos, documentos, testemunhos, entre outros, enfim, fontes que ajudam a entender o mundo dos homens e suas relações. Estas fontes, estes registros históricos, são instrumentos que aproximam o pesquisador de seu objeto de estudo. Portanto, ao pesquisador cabe definir claramente o que deseja estudar e, assim, buscar o tipo de fonte que o ajude a reconstruir o objeto de investigação.

Lombardi salienta que:

[...] é preciso destacar que o historiador elege, organiza e interpreta suas fontes em conformidade com suas opções metodológicas e teóricas. Nesse aspecto, creio que tanto ontem como hoje o privilegiamento de um único tipo de fonte não seja o caminho metodológico mais adequado no fazer científico do historiador. Em outras palavras, não se deve a princípio excluir nenhum

tipo de fonte, pois a diversificação pode revelar aspectos e características diferenciadas das relações do homem, quer sejam com outros homens ou com o meio em que vive (LOMBARDI, 2004, p. 158).

Fontes da pesquisa histórica influenciaram a pesquisa histórica em educação e, a partir desta, a pesquisa histórica de instituições escolares. A ampliação dos conhecimentos históricos proporcionou considerável aumento e diversificação quantitativa e qualitativa da pesquisa educacional. O próprio conceito de fonte em pesquisas educacionais se alargou. A diversidade de fontes compreendendo documentos escritos, relatos orais e imagens tornou-se fundamental na pesquisa educacional, especialmente pela riqueza que a complementaridade entre as mesmas pôde permitir.

Documentos oficiais; legislação; arquivos institucionais públicos e privados; cartas; anotações pessoais; dados estatísticos; produção bibliográfica; pinturas; fotografias; cadernos de alunos; história de vida; memórias docentes e discentes (entrevistas) etc., ou seja, fontes primárias e secundárias, permitiram um desvendamento maior do objeto estudado por tornar possível a apreensão de múltiplas facetas e visões dos sujeitos neles envolvidos.

No caso da pesquisa histórica de instituições escolares (cujos estudos partem de perspectivas mais circunscritas) reflete-se uma nova tendência que procura contrapor e até superar a generalidade de estudos em educação que não conseguiam ultrapassar as formulações teóricas.

Neste sentido, faz-se importante pesquisar aspectos do cotidiano escolar como forma e uso do tempo e do espaço, disciplinas escolares, histórias individuais, utilizando fontes as mais diversas como cadernos escolares, livros de época, diários, fotografias e impressos, relatos e memórias e, ultimamente, de novos instrumentos ofertados pela tecnologia da informática e comunicação como é o caso da internet.

De acordo com Lombardi:

Esses novos instrumentos tornaram possível a rápida consulta a sofisticados bancos de dados de bibliotecas, arquivos e centros de documentação de todo o mundo. Para além da mera consulta, também é possível acessar (via internet) uma grande quantidade de fontes (documentos, iconográficas, audiovisuais etc.) disponibilizadas por fidedignas instituições depositárias. [...] Não se objetiva, porém, mistificar e/ou superestimar o uso das novas tecnologias, mas indicar que são importantes instrumentos auxiliares do homem no desenvolvimento de seu trabalho, inclusive do cientista em sua faina de continuamente pesquisar os mais diferentes aspectos de tudo o que seja passível de conhecimento, crescentemente otimizando a utilização de suas forças físicas, mentais e intelectuais (2004, p. 159).

Por fim, a preservação de fontes para pesquisa histórica não deve estar atenta somente à guarda de documentos físicos. Deve-se ter claro também da importância de preservação de informações guardadas em meios virtuais e, conseqüentemente, da preservação dos instrumentos que permitam sua leitura. De nada adiantará preservar as fontes eletrônicas se, ao mesmo tempo, não forem preservadas as máquinas que permitem sua leitura.

Para a composição desta Tese, as fontes que deram sustentação para a viabilidade da pesquisa foram as seguintes:

• Centro de Memória da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto: Neste local, encontrei diversas fontes como: documentos (leis, processos, ofícios, pareceres, decretos, diários oficiais, atas de reuniões, termos de doações, etc.), jornais, livros, revistas, anais, relatórios, fotografias, plantas, discursos, entrevistas, cadernos de presença dos alunos das primeiras turmas, cartas, telegramas, agendas, currículos dos primeiros professores, mensagens radiofônicas etc.

Este Centro de Memória se encontra dentro do campus da FMRP na Fazenda Monte Alegre num prédio adaptado e provisório porém, há tempo está instalado neste local, e não oferece as condições adequadas para armazenamento de todo material histórico elencado, pois o mesmo sofre constantes infiltrações, tem mofo e é bastante empoeirado.

Figura 1 - Uma das salas do Centro de Memória da FMRP Fonte: Acervo Particular: Marcelo José Araújo

• Biblioteca do Hospital das Clínicas no (CEAPS) Centro de Educação e Aperfeiçoamento Profissional em Saúde: Esta Biblioteca que se encontra dentro do HC da FMRP foi organizada pelo Professor Ulysses Garzella Meneghelli. Nela encontrei tudo muito

bem organizado em um espaço pequeno e climatizado. Repleta de livros e revistas sobre medicina, o que me interessou, no entanto, foram vários recortes de jornais e de revistas e alguns discursos dos professores paraninfos das primeiras turmas, organizados em pastas.

• Centro Acadêmico Rocha Lima (CARL): Localizado no campus próximo ao HC foram encontrados, principalmente, o jornal O Esteto de publicação do próprio Centro Acadêmico e, além disso, recortes de jornais e documentos a respeito da Liga de Combate a Moléstia de Chagas. Estes jornais e os documentos estavam acondicionados em arquivos metálicos, porém desorganizados e empoeirados.

• Arquivo Histórico da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto: localizado na cidade, em uma casa adaptada, foram encontrados vários jornais da época da criação, instalação e dos primeiros anos da FMRP acondicionados em grandes cadernos. Os principais jornais encontrados foram: “Diário da Manhã”, “Diário de Notícias”, “Folha da Manhã”, “A Cidade”, “A Tribuna”, “A Tarde”, “Diário da Noite”, “Última Hora” e o “Diário”.

• Arquivo Geral da Reitoria da USP em São Paulo: Local onde foram encontrados vários documentos referentes a criação, a instalação provisória e definitiva da FMRP, a doações de terras, a contratação dos primeiros professores e dos primeiros funcionários, telegramas e cartas entre a Diretoria da FMRP e a Reitoria da USP e, além disso, vários recortes de jornais.

• Instituto de Estudos Brasileiros da USP em São Paulo (IEB-USP): Neste local foram encontrados as seguintes leis: Lei n° 161, de 24 de setembro de 1948 que dispôs sobre a criação de estabelecimentos de ensino superior em cidades do interior do estado de São Paulo; Lei n° 1.467, de 26 de dezembro de 1951 que dispôs sobre organização e finalidades da FMRP; e Lei n° 2.029, de 24 de dezembro de 1952 que autorizou a cessão a Universidade de São Paulo do uso de parte do imóvel onde funcionava a Escola Prática de Agricultura de Ribeirão Preto.

• Assembléia Legislativa do estado de São Paulo (ALESP): Foram realizadas pesquisas no Acervo Histórico, onde foram encontrados e transcritos à mão (por não poder tirar cópia) vários discursos do Deputado Miguel Petrilli, representante de São Carlos e do Deputado Luís

Augusto Gomes de Mattos representante de Ribeirão Preto, quando estavam na tribuna da Câmara discursando a respeito da criação de instituições de ensino superior em suas cidades; pesquisa na Biblioteca Geral; pesquisa em gabinetes; e pesquisa na Secretaria Geral Parlamentar onde foram encontrados e tirado cópia na íntegra dos Projetos de Leis n° 10 do Deputado Miguel Petrilli acerca da criação de uma Universidade em São Carlos e do Projeto de Lei n° 37 do Deputado Luís Augusto Gomes de Mattos acerca da criação de uma Faculdade de Medicina em Ribeirão Preto.

• Arquivo Central do Sistema de Arquivos da UNICAMP (SIARQ): Local onde foram encontrados vários recortes de jornais a respeito da criação, instalação e dos primeiros anos da FMRP, documentos a respeito da criação e construção do Hospital das Clínicas da FMRP e cartas e telegramas enviados e recebidos pelo Professor Zeferino Vaz.

• Entrevistas: Optei pela modalidade semi-estruturada devido à maior flexibilidade que possibilita para o relato do entrevistado e para a interpretação e análise do pesquisador. Ao todo foram dez pessoas entrevistadas entre, ex-alunos, professor e funcionário.

Por meio do roteiro de entrevistas (verificar Apêndice em caderno separado) procurei destacar as histórias de vida dos entrevistados, partindo de informações relativas à família; à escolaridade; à inserção na carreira profissional; e ao relato da história da FMRP em seus anos iniciais por aqueles que vivenciaram este momento. Desta forma, os principais núcleos temáticos do roteiro constituíram no seguinte:

¾ Origem Social: Abrangeu a vida e a família do entrevistado, ou seja, qual a ascendência, escolaridade e formas de lazer dos entrevistados e de seus pais; números de irmãos e local de nascimento na fratia; local de moradia; influência da família na escolha da profissão; amigos que cursavam faculdades etc.;

¾ Percurso Escolar: Abrangeu a vida escolar do entrevistado como, por exemplo, em que tipo de escola primária e secundária estudou (pública ou particular); porque escolheu a FMRP para estudar; como era o vestibular da FMRP; se precisou trabalhar enquanto estudava; se havia amigos na turma que precisavam trabalhar; qual o perfil social da turma; se houve amigos que não se formaram etc.;

¾ Inserção Profissional: procurou destacar o período pós-escolar, isto é, saber o porquê da opção por determinada área profissional, como: o consultório, a pesquisa, o hospital etc.;

além disso, saber se o entrevistado se sente realizado com que faz; o que distingue o médico formado pela FMRP dos médicos formados por outras instituições etc.;

¾ 2ª Parte da Entrevista: nesta parte procurei saber do entrevistado se ele se recordava dos anos iniciais da FMRP e se poderia relatar a história desta Instituição.

Em síntese, os depoimentos são focalizados em três momentos principais: antes da escola, durante o período escolar e após a formatura. O quarto momento busca, dentro do possível, complementar os três primeiros.

O critério de escolha pautou-se da seguinte forma: tendo em vista que, no período proposto para esta pesquisa, ou seja, de 1948 a 1975, se formaram 1.456 médicos, mesmo selecionando 5% deste total teriam de ser entrevistadas aproximadamente 73 pessoas, portanto, um número elevado que praticamente tornaria a pesquisa inexeqüível. Por isso, a escolha dos entrevistados ocorreu da seguinte forma:

Primeiramente foram selecionados alguns professores da FMRP. São eles:

¾ Professor Fábio Leite Vichi, formado na FMRP em 1962 (6ª Turma) especializou-se em Cardiologia. Tornou-se professor e pesquisador com dedicação exclusiva na FMRP. Após aposentar-se abriu uma clínica médica em Ribeirão Preto passando a atender pacientes particulares. Além disso, é um historiador da FMRP tendo dois livros publicados comemorativos aos quarenta e aos cinqüenta anos respectivamente da FMRP. Prof. Fábio foi selecionado, principalmente, por causa de suas publicações;

¾ Professor Ulysses Garzella Meneghelli, formado na FMRP em 1960 (4ª Turma) especializou-se em Gastroenterologia. Tornou-se professor e pesquisador com dedicação exclusiva na FMRP. Dedica-se somente ao ensino, à pesquisa e ao atendimento a pacientes (clínica civil) no HC como funcionário da USP devido a dedicação exclusiva. Além disso, sua escolha ocorreu por ter sido o responsável pela criação de uma Biblioteca de História da Medicina dentro do HCFMRP. Prof. Ulysses foi indicado por uma estagiária que prestava serviços ao Centro de Memória da FMRP;

¾ Professor Joaquim Coutinho Netto, formado na FMRP em 1972 (16ª Turma) tornou-se professor e pesquisador na FMRP, dedicando-se em tempo integral ao ensino e à pesquisa. Pelo fato de iniciar com certa brevidade ao ensino e à pesquisa, não concluiu a residência médica, contudo, obteve título de Pós-Doutoramento em Neuroquímica em

Londres. Prof. Coutinho foi indicado por uma amiga em comum residente em Ribeirão Preto que, na época, exercia cargo de Secretária de Educação do município;

Professor José Eduardo Dutra de Oliveira, estudou medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e se especializou na área de alimentação e nutrição. Foi contratado para trabalhar na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto sendo um dos primeiros professores a lecionar para a primeira turma de alunos. Na FMRP, foi, entre 1979 e 1983, Diretor da Faculdade de Medicina, Presidente do Conselho Deliberativo do Hospital das Clínicas e Coordenador do campus da USP. Também foi Diretor da Faculdade de Medicina de Botucatu e idealizador do curso de medicina da UNAERP na cidade de Ribeirão Preto. Prof. Dutra foi indicado pelo Prof. Fábio L. Vichi por ter sido um dos primeiros professores a lecionar na FMRP e por ter sido Diretor desta Instituição de Ensino.

Os ex-alunos da FMRP selecionados foram:

¾ Drª Lilia Köberle e Prof. Roland Köberle, ela, formada na FMRP em 1965 (9ª Turma), especializou-se em Endocrinologia e não quis seguir a carreira de docência e de pesquisa optando por atender pacientes em clínica particular e em órgãos públicos na cidade de São Carlos-SP. Sua escolha ocorreu pelo fato de ser do sexo feminino num universo (principalmente nos anos iniciais) hegemonicamente masculino. Além disso, outro motivo de sua escolha foi devido ao seu sobrenome (Köberle) remeter à hipótese de ser parente do Professor Fritz Köberle que lecionou nos primeiros anos da FMRP. Hipótese confirmada, pois Drª Lilia é nora do Professor Fritz Köberle. Seu marido, o Professor Roland Köberle, leciona Física na USP de São Carlos e, mesmo não sendo um ex-aluno da FMRP, também participou da entrevista, contribuindo com ricas informações acerca dos primeiros tempos da FMRP e de sua chegada ainda criança acompanhando seus pais a Ribeirão Preto;

¾ Dr. Joaquim Portugal da Silva, formou-se na FMRP em 1971 (15ª Turma) especializando-se em Urologia. Não quis seguir a carreira de docência e de pesquisa optando por trabalhar no serviço médico público na cidade de São Carlos-SP e no atendimento a pacientes em sua clínica particular. Dr. Portugal foi selecionado por ser bastante conhecido em São Carlos-SP e por ter optado pela clínica atendendo pacientes e não se dedicando ao ensino e à pesquisa;

¾ Dr. Segundo Amarille Salezzi Fiorani, formou-se na FMRP em 1960 (4ª Turma) especializando-se em Urologia. Optou pela docência como professor contratado na FMRP, pelo consultório particular dentro da Santa Casa de Araraquara-SP e pela docência numa Faculdade particular em Catanduva-SP. Doutorou-se como professor (no modelo antigo) pela UNICAMP. Dr. Fiorani foi selecionado por indicação do Dr. Portugal e por residir e clinicar em Araraquara-SP, ou seja, revelando que a FMRP lançou médicos para várias cidades do estado de São Paulo e principalmente da região de Ribeirão Preto, além disso, pelo fato do Dr. Fiorani ter se dedicado a clínica civil e a docência em instituição particular;

¾ Dr. Geraldo Ferreira Borges Júnior, formou-se na FMRP em 1968 (12ª Turma), especializando-se em Urologia. Não quis seguir a carreira de docência e de pesquisa optando pela clínica civil atendendo pacientes na Santa Casa de Piracicaba-SP e em sua clínica particular. Dr. Geraldo foi selecionado por indicação do Dr. Portugal e por residir e clinicar em Piracicaba-SP, ou seja, novamente revelando que a FMRP lançou médicos para várias cidades do estado de São Paulo e principalmente da região;

¾ Dr. José Agustin Carrasco Mandeville, formou-se na FMRP em 1971 (15ª Turma) especializando-se em Cardiologia. Não optou pela carreira de docência e de pesquisa e sim pela clinica civil atendendo pacientes no serviço público de Rio Claro-SP, na Penitenciária da cidade e em seu consultório particular. Dr. José Agustin foi indicado pelo Dr. Portugal devido o fato de ser estrangeiro – panamenho – tendo estudado na FMRP por convênio. Além disso, da mesma forma que os dois entrevistados anteriores, por residir e clinicar em Rio Claro-SP, revela que a FMRP lançou médicos para várias cidades do estado de São Paulo e principalmente da região.

A funcionária selecionada foi:

¾ Dona Luísa Mamede, com 85 anos de idade, vivenciou todo o processo de instalação e consolidação da FMRP. Funcionária na Fazenda Monte Alegre, Dona Luísa presenciou sua falência e a viu se transformar de uma grande fazenda produtora de café em uma Escola Prática de Agricultura (EPA). Posteriormente, assim como havia presenciado a falência da Fazenda Monte Alegre, Dona Luísa presenciou o fechamento da Escola Prática de Agricultura onde ela havia trabalhado durante seus anos de existência. Em 1952, Dona Luísa assistiu a instalação da FMRP, onde passou a trabalhar e a conviver com alunos e professores durante

vários anos. Por ter vivenciado todo este processo histórico, Dona Luísa foi de grande importância para a pesquisa. Sua escolha ocorreu por indicação de uma professora da FMRP.

De forma geral, os critérios básicos que nortearam a escolha dos entrevistados resumem-se a cinco, ou seja: formandos das primeiras turmas (entre 1948 e 1975), acessibilidade, disponibilidade, lucidez e vontade de falar.

A princípio o número de entrevistados não me pareceu reduzido. A razão desta afirmativa está no fato de cada entrevistado reportar-se aos demais formandos com dados e informações que indicam serem histórias de vida comuns aos médicos formados na FMRP neste período.

Não optei por aplicar questionários porque percebi, ao agendar as entrevistas, o quanto é difícil ter acesso aos ex-alunos da FMRP. Além de informações obtidas que vários destes 1.456 médicos terem se dispersado, indo trabalhar em outros países, outros estados e outros municípios, obtive informações também que alguns faleceram e de que todos, de forma geral, são pessoas ocupadas.

Para conseguir as dez entrevistas entrei em contato com 23 ex-alunos e, destes, 13 não aceitaram conceder entrevista justificando falta de tempo, desisteresse pelo assunto, indisponibilidade etc.

A título de exemplo, um cardiologista de São Carlos, formado nos primeiros anos da FMRP, prometeu-me ceder entrevista, mas todas as vezes que eu o procurei (um total de seis vezes) sua secretaria dizia que ele iria entrar em contato e isto nunca ocorreu.

Portanto, esses são alguns fatores que me fizeram desistir de aplicar questionários, pois, ou eu aplicasse questionário universal (a todos ex-alunos), ou não o faria. Para mim, a qualidade dos dados para essa empreitada era primordial.

• Internet: pesquisa em vários sites como, por exemplo:

LACERDA, A. L. Retratos do Brasil: uma coleção do Rockefeller Archive Center. Disponível

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