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4-Les dérivés thiacalix[4]arènes

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CHAPITRE I: ETUDE BIBLIOGRAPHIQUE

I- 4-Les dérivés thiacalix[4]arènes

Nesta parte são descritas as duas fases desta pesquisa, denominadas Fase 1 e Fase 2. O objetivo é apresentar em dois momentos distintos a metodologia utilizada para a análise dos materiais e das contribuições dos sujeitos de pesquisa como participantes de grupos focais e memoriais descritivos.

Para essa etapa do trabalho buscou-se apoio de teóricos que tratam do tipo de pesquisa que será descrito nessa metodologia. Os referenciais teóricos são muito variados quando tratam dos tipos de pesquisas possíveis, evidenciando a multiplicidade de formas e as diversas concepções acerca da pesquisa qualitativa.

A primeira fase deste trabalho (denominada Fase 1) trata de uma análise documental em que foram utilizados como material de estudo os projetos de pesquisa construídos pelos estudantes entre os anos de 2009 e 2013. Nessa fase estão descritas as principais questões do processo analítico a que foram submetidos os trabalhos de pesquisa dos estudantes.

Na segunda fase, foi realizada uma pesquisa qualitativa (denominada Fase 2), em que se utilizou coleta de dados com sujeitos de pesquisa, sendo 15 sujeitos na modalidade de grupos focais presenciais e outros nove sujeitos na modalidade memoriais descritivos. Os relatórios dos grupos focais foram posteriormente transcritos de áudio para texto e, e, depois disso, tanto os relatórios de grupos focais quanto os memoriais descritivos foram submetidos à Análise Textual Discursiva de acordo com Moraes e Galiazzi (2014).

Essa pesquisa foi considerada como um estudo de caso, cuja compreensão nos remete as atividades de pesquisa profissional. Assim, o estudo de caso possibilita a própria aprendizagem ao investigar aspectos científicos em situações em que se realizam atividades com os projetos de pesquisa no colégio. O estudo de caso permite utilizar as narrativas dos estudantes participantes que vivenciaram a pesquisa cujos significados desejam-se compreender.

O presente estudo foi constituído pela participação dos sujeitos dessa pesquisa, os quais realizaram projetos de investigação no colégio durante o curso técnico. A pesquisa que se desenvolveu para compor essa tese é do tipo qualitativo, segundo as concepções de Lüdke e André (1986), constituindo-se um estudo de caso.

No próximo tópico, estão descritos os principais aspectos da pesquisa qualitativa na concepção dos principais teóricos utilizados nesta pesquisa.

4.1.1 A pesquisa qualitativa

Definiu-se essa pesquisa como pesquisa qualitativa, que possibilita compreender a metodologia utilizada, o significado dos dados coletados e utilizar os resultados em diferentes contextos na educação em Ciências. Esse modelo de pesquisa permite analisar os fatos ocorridos, os contextos vividos e as reflexões sobre as atividades realizadas.

Segundo Moraes e Galiazzi (2014 p. 11):

Pesquisas qualitativas têm cada vez mais sido utilizadas de análises textuais. Seja partindo de textos já existentes, seja produzindo o material de análise a partir de entrevistas e observações, a pesquisa qualitativa pretende aprofundar a compreensão dos fenômenos que investiga a partir de uma análise rigorosa e criteriosa desse tipo de informação, isto é, não pretende testar hipóteses para comprová-las ou refutá-las ao final da pesquisa; a intenção é a compreensão.

Nesse sentido, a pesquisa qualitativa é a mais adequada para o presente estudo, pois se deseja compreender a importância da atividade e os demais significados que ela propiciou aos estudantes durante a sua realização. A pesquisa qualitativa apresenta um grande número de elementos, sendo mais rica por apresentar mais detalhamento dos processos e dos resultados, mas não possibilita generalizações.

Segundo Stake (2011, p. 21), “a ciência é uma compilação de ótimas explicações sobre as coisas em várias áreas do conhecimento, desde a Química até a compreensão sobre as culturas”. Ainda segundo o autor, a “pesquisa é quantitativa em muitas formas, mas cada uma das divisões da ciência possui um lado qualitativo, e a pesquisa quando qualitativa significa que seu raciocínio se baseia principalmente na percepção e na compreensão humana”. E continua: “[...] a diferença entre os métodos de pesquisa quantitativa e qualitativa é mais uma questão de ênfase do que seus limites” (STAKE, 2011, p. 29).

Para a compreensão dos significados de uma pesquisa qualitativa é necessária a utilização de metodologias qualitativas, ou seja, metodologias que não pretendem testar teorias e generalizar teses, mas compreender como as relações de trabalho com pesquisa podem significar aprendizagem e construção de conceitos de ciência na cultura dos estudantes.

A análise visando compreender significados pode ser realizada tomando por base os critérios de análise textual descritiva, classificando os textos em unidades de sentido. Segundo Bodgan (1994, p. 50), “o significado do processo é de vital importância na pesquisa qualitativa”. Bodgan (1994) e Stake (2011) apresentam concepções de fundamentação da pesquisa qualitativa que se adequam mais a este estudo de caso. Segundo Stake (2011, p. 21):

A ciência nos indica como tudo funciona, e se constitui numa compilação de explicações sobre o funcionamento das coisas em geral desde a Química até as culturas. A pesquisa científica é quantitativa em muitas formas onde o raciocínio se baseia nas medições e análises estatísticas. Mas cada uma das Ciências possui seu lado qualitativo em que a experiência pessoal e intuição caminham juntas para aperfeiçoar a teoria e experimento. Na pesquisa qualitativa significa que seu raciocínio se baseia principalmente na percepção e na compreensão humana.

A importância da pesquisa qualitativa reside em identificar e compreender os fenômenos e os fatos ocorridos, propiciando um detalhamento do funcionamento, das implicações e das compreensões dos assuntos estudados. Por esse motivo, acredita-se que a pesquisa qualitativa seja a escolha adequada para a identificação das repercussões da pesquisa na vida profissional e pessoal dos sujeitos estudados aqui.

Ainda segundo Stake (2011, p. 21), é importante destacar que, no lado qualitativo da ciência, estão presentes “a experiência pessoal, a intuição e o ceticismo”. Essas três questões trabalham juntas para o aperfeiçoamento de teorias e experimentos.

Ainda que o pensamento qualitativo seja o mais apropriado para o presente estudo − o qual investiga as vivências com a utilização de pesquisa como atividade numa competência de um curso de Química –, é importante destacar que, segundo Stake, “o pensamento científico é uma mescla dos pensamentos qualitativo e quantitativo, onde a pesquisa é investigação, um estudo deliberado em busca da compreensão” (STAKE, 2011, p. 21).

De acordo com o autor, o estudo qualitativo parte da experiência, além de ser empírico e estar relacionado, diretamente, com a pesquisa que está sendo realizada. Recomenda-se centrar a atenção nas observações que os estudantes fazem, levando em consideração “mais o que eles veem do que o que sentem” (STAKE, 2011, p. 25), buscando um depoimento espontâneo, natural, e evitando a manipulação dos dados.

A pesquisa qualitativa possui a característica de se fixar nos significados das atividades a partir de diferentes pontos de vista. Desse modo, o estudo qualitativo é interpretativo, sendo os relatórios e as descobertas frutos de interações entre os sujeitos e o pesquisador. Quando Stake (2011, p. 41) analisa a essência da pesquisa qualitativa, afirma que

ela é marcada por uma rica descrição de ações pessoais e ambientes complexos, e é conhecida pela integridade de seu pensamento, não existindo uma única forma de pensamento qualitativo, mas uma grande variedade de formas, o que lhe permite ser interpretativa e baseada em experiências.

Bodgan (1994, p. 50), que também teoriza sobre a pesquisa qualitativa, observa que “na investigação qualitativa, o significado do processo é de vital importância, e permite compreender a importância de cada fase do procedimento, assim como suas consequências e seus desdobramentos”. Segundo Chizzotti (2003, p. 16):

[...] existem diferentes orientações filosóficas e tendências epistemológicas sob o abrigo qualitativo, advogando os mais variados métodos de pesquisa, como entrevista, observação participante, história de vida, testemunho, análise do discurso, estudo de caso e qualificam a pesquisa como pesquisa clínica, pesquisa participativa, etnografia, pesquisa participante, pesquisa- ação, teoria engendrada (grounded theory), estudos culturais etc.

Segundo Bodgan (1994, p. 21), na abordagem qualitativa nada pode ser considerado trivial, pois todos os dados apresentam potencial para a construção de informação que permita estabelecer uma compreensão mais esclarecedora do objeto de estudo. Ainda o mesmo autor diz que o pesquisador “coloca constantemente questões como: Por que é que estas carteiras estão arrumadas desta maneira? Por que é que algumas salas estão decoradas com gravuras e outras não?” (BODGAN, 1994, p. 48), ou seja, a descrição funciona bem como método de recolha de dados quando se pretende que nenhum detalhe escape à compreensão.

Na investigação qualitativa, de acordo com Bodgan, deve-se dar maior ênfase ao processo, e não tanto aos resultados. “Como as pessoas negociam significados”? “Que atividades ou acontecimentos pretende-se estudar”? Num ensino integrado nas escolas, deve- se, segundo o mesmo autor, “investigar primeiro as atitudes dos professores com os estudantes e, depois, como tais interações eram traduzidas nas interações diárias” (BODGAN, 1994, p. 49).

Assim, numa pesquisa classificada como qualitativa, analisam-se os dados de forma indutiva, “não se recolhendo dados nem provas com a finalidade de confirmar hipóteses construídas anteriormente. Desse modo, não se preestabelecem as questões importantes antes de efetuar a investigação” (BODGAN, 1994, p. 50).

A opção pela pesquisa qualitativa visou compreender os significados que as atividades com projetos de pesquisa promoveram na formação integral dos estudantes e em que medida

contribuíram para a qualificação profissional ou para a formação cultural dos estudantes, sendo fator motivador para a continuidade de seus estudos.

As atividades realizadas neste estudo estão divididas em duas fases denominadas Fase 1 e Fase 2. A seguir apresentam-se os materiais utilizados na Fase 1 e os sujeitos da Fase 2, para os grupos focais e memoriais descritivos, bem como os detalhes dos procedimentos realizados nas duas fases e os critérios de seleção dos materiais e dos sujeitos.

4.1.2 O estudo de caso

Essa pesquisa foi considerada como estudo de caso, cuja compreensão nos remete a um caso único com a finalidade de compreender os significados que as atividades de pesquisa possibilitaram aos estudantes na sua formação cultural e profissional.

De acordo com Flick (2013, p. 75), “o objetivo dos estudos de caso é a descrição ou reconstrução dos casos, onde o termo caso é entendido como algo mais amplo, como o uso de pessoas, ou instituição, como tema de uma análise de caso”. Ainda de acordo com Flick (2013, p.159), “o estudo de caso é importante para ilustrar um estudo comparativo para destacar vínculos entre os diferentes temas estudados na pesquisa”.

Assim o estudo de caso nos permite utilizar as narrativas dos estudantes participantes que vivenciaram atividades pesquisa e cujos significados desejou-se compreender.

Outros autores, como Lüdke e André (1986), consideram o “estudo de caso como estratégia de pesquisa simples e específica ou complexa e abstrata e deve ser bem delimitado, semelhante a outros, mas é também distinto, pois tem um interesse próprio, único, particular e representa um potencial na educação”.

No presente caso, esse estudo assume características narrativas por meio da participação dos sujeitos dessa pesquisa, os quais realizaram projetos de investigação no colégio técnico de nível médio. Para compreender os significados das atividades utilizaram-se grupos focais e memoriais descritivos. Assim, o estudo de caso possibilita analisar um caso único, num certo contexto, com o objetivo de compreender as repercussões das atividades de educação científica na formação dos estudantes.

As duas fases da pesquisa − Fase 1 (avaliação dos projetos realizados) e Fase 2 (memoriais descritivos e grupos focais) – onde visou compreender significados.

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