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Les défaillances dans la machine asynchrone

Em relação à questão do acesso à assistência estudantil, a ouvidora da UnB relatou que houve um movimento de otimização do processo, no sentido de a assistência estudantil já estar disponível para o aluno cotista no momento da matrícula. Esse mapeamento permite o acesso à carteira estudantil e ao RU.

A ouvidora da UnB salientou que independentemente do sistema de seleção, o problema maior está no repasse de verbas para a assistência estudantil. Para ela, em princípio, o problema não está nos critérios impostos para seleção dos cotistas e sim na falta de verba.

A ouvidora da UnB ressaltou que a Ouvidoria é um espaço de cooperação, que procura trabalhar em conjunto com o DAC, e por conseguinte com a DDS.

Sobre os estudantes indígenas, a ouvidora lembrou que a bolsa do convênio com a Funai, no valor de 900 reais, não é suficiente para que o aluno pague o aluguel, a alimentação, os livros e todas as questões provenientes desse aluno na Universidade. Outra questão relatada é que o estudante só pode receber essa bolsa por até 6 anos de curso, porém o curso de medicina tem no mínimo 6 anos. A ouvidora reforça que o processo não está sendo implementado de acordo com a realidade. Isso fica evidente na fala “se você avaliar bem, a gente está trazendo um aluno e indiretamente dizendo que ele tem que ser o melhor aluno do curso de medicina, porque se você ficar um semestre para trás, reprovar uma disciplina, você perde a bolsa”. Ela lembrou que, muitas vezes, são alunos que abdicaram das

famílias para morar em Brasília, então, não possuem suporte ou provavelmente não é o suporte ideal.

A Ouvidora da UnB disse que é preciso pensar em questões como alimentação, transporte, moradia, material didático, estrutura de educação que o aluno recebeu anteriormente, até a chegada dele à UnB. Ela ainda falou que a partir disso podemos entrar em outras questões, como acolhimento psicopedagógico, psicossocial, a questão da estrutura familiar, dos amigos, ou seja, questões que perpassam os muros da Universidade, mas que estão inseridas na Universidade e no relacionamento acadêmico com esse aluno.

Sobre questões relacionadas à participação, a ouvidora da UnB relatou que a UnB apresenta um viés participativo desde sua origem. Segundo ela, o espaço de discussão está posto na história da UnB, e o papel e a estrutura da Universidade seguem esse viés participativo, com políticas sendo discutidas nos conselhos das unidades, no conselho administrativo e no Consuni. Ainda segundo ela, a UnB vivencia de fato uma gestão participativa.

A ouvidora da UnB se mostrou a favor da gestão participativa na Universidade, mesmo que haja algumas questões que tragam um pouco mais de morosidade em relação a implementação. Para ela, acaba sendo uma atitude mais responsável, uma escolha mais definitiva do ponto de vista da responsabilização.

Na visão da ouvidora da UnB, os estudantes podem contribuir muito para os programas porque são o foco da assistência estudantil. Para ela, deve-se construir os programas juntamente com os estudantes. Isso fica claro na fala “a participação do aluno é fundamental. Eles entendem a política por dentro. Eles sabem como funciona a Casa do Estudante, como funciona o RU, o que é o RU, a comida do RU, sabe se a questão do vale-livro funciona ou não, sabe se a bolsa permanência de, por exemplo, 530 reais, para além da Casa do estudante, seria o valor adequado para pagar o aluguel, se é possível ou não”.

Para a ouvidora da UnB, os processos de inclusão social acabam se transferindo, de alguma forma, para dentro das relações sociais no espaço universitário. Ela disse ainda que dentro da Universidade existe aquele estudante que, em função dos estudos, abdica de trabalhar, mas precisa de condições financeiras mínimas, como transporte, alimentação, livros, materiais, moradia e sobrevivência.

Sobre a comunicação, a ouvidora da UnB deixou claro que a Ouvidoria não faz predileção entre os estudantes. Segundo ela, o espaço de comunicação é para todos os alunos, além dos cotistas. Sobre o processo de comunicação com o estudante, ela relatou que os canais de comunicação são: o acolhimento presencial, o contato telefônico, a mídia impressa (cartazes e folders), os sistemas informatizados, o e-mail institucional e telefone.

Em relação às questões de saúde mental, a ouvidora relatou que a Ouvidoria da UnB já chegou a ter, em uma semana, o acolhimento de três casos de ideação suicida.

Quanto à política, a ouvidora da UnB disse vivenciar a existência de um novo olhar, objeto das políticas públicas nas duas últimas décadas, que é a ampliação das universidades federais, a expansão dos serviços e a ampliação de vagas e, por conseguinte o acesso à Universidade por parte de muitos. De acordo com ela, as universidades públicas vêm passando por cortes de verbas que refletirão no quantitativo de bolsas. Para ela, isso reflete a política de reconhecimento da educação no país.

A ouvidora da UnB ressaltou que a Ouvidoria tem as funções de acolher; encaminhar com celeridade; abrir o espaço da transparência, do controle, da participação social; e fazer parte efetivamente da política, seja nos conselhos que participa, mostrando as dificuldades e pensando em como resolver questões pertinentes.

Relativo às bolsas, a ouvidora da UnB disse que é preciso saber se a bolsa não é paga ao aluno porque houve corte de verbas do Governo Federal ou por morosidade do sistema ou de alguma área que precisa melhorar.

Em relação a gestão participativa, a ouvidora da UnB salientou que, cada vez mais, é preciso trabalhar com responsabilização: “o servidor precisa entender que não está fazendo um favor e sim a obrigação de servir ao público e isso implica em mudança de cultura. Mudar a cultura de 3.200 servidores técnicos-administrativos, 2.600 professores, para o olhar de que nós somos prestadores de serviços públicos, é o grande desafio”.

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