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Est-ce que le fait pour les notaires d’habiter dans certaines paroisses plutôt que d’autres influence le nombre d’actes pour faits de violence écrits ?

F. Les attestations de bonne et de mauvaise réputation

IV. Les déclarations notariales dans les procès

Para o tratamento dos dados, foi realizado uma análise estatística descritiva utilizando- se o cálculo das médias (x), desvio padrão (dp) e frequência percentual (%). Utilizou-se de estatística inferencial, o qual foi realizado uma regressão linear simples pelo método stepwise com o intuito de identificar o quanto o VO2máx influenciava, em separado, alguns indicadores antropométricos de risco cardiovasculares. Também foi feito um Qui-quadrado, comparando a distribuição percentual de acordo com a classificação do voluntário pré e pós atividades esportivas. Foi utilizado o teste t para amostras independentes e o teste t pareado para verificar diferenças entre as variáveis analisadas. Os dados foram analisados através do programa SPSS para Windows versão 19.0 com nível de significância de 5% (p ≤ 0,005).

4 RESULTADOS

Na Tabela 05 foi possível observar que o grupo experimental mostrou-se, significativamente, diferente do grupo controle, tanto no momento pré quanto no momento pós-intervenção para todas as variáveis relacionadas.

Ao comparar os momentos pré e pós do grupo experimental, não foram encontradas diferenças significativas entre as variáveis massa corporal e PAD. No entanto identifica-se um aumento significativo do VO2máx,* IMC*, seguido da circunferência abdominal* e do percentual de gordura corporal*, observando no grupo experimental uma redução da PAS* com resultados contrários no grupo controle.

Tabela 05. Comparações Inter e Intra grupos (controle e experimental) nos momentos pré e pós intervenção.

Variáveis Momentos Controle p Experimental P

Massa Corporal Pré 44,30 ± 12,12* 0,01 39,25 ± 12,33 0,08 Pós 44,79 ± 12,10* 39,55 ± 11,90 IMC Pré 19,16 ± 3,28* 0,01 18,13 ± 3,64* 0,02 Pós 19,38 ± 3,31* 18,31 ± 3,53* C. Abdominal Pré 66,49 ± 10,63* 0,01 63,42 ± 8,79* 0,01 Pós 66,83 ± 10,55* 64,08 ± 8,52* PAS Pré 110,62 ± 13,05 0,59 101,54 ± 13,72* 0,01 Pós 110,82 ± 12,56 98,15 ± 8,52* PAD Pré 65,05 ± 9,36* 0,01 61,45 ± 7,93 0,48 Pós 69,48 ± 7,55* 61,01 ± 7,31 % de gordura Pré 25,21 ± 06,85* 0,01 19,05 ± 9,40* 0,01 Pós 30,37 ± 9,37* 21,97 ± 10,77* VO2máx Pré 44,12 ± 5,29* 0,01 42,82 ± 5,00* 0,01 Pós 42,82 ± 5,01* 44,42 ± 5,38*

Onde: p= probabilidade referente à comparação pré e pós-treinamento; *  p>0,05 para a comparação entre o grupo controle e o experimental; IMC = índice de massa corporal; C. Abdominal = circunferência abdominal; PAS = pressão arterial sistólica; PAD = pressão arterial diastólica.

A tabela 06 mostra o resultado do VO2máx, o qual foi observado que no grupo experimental, a maioria da amostra se classifica dentro do referencial a fim de obter uma boa saúde antes e depois da intervenção. Em relação ao sexo, o estudo observou que, no início do trabalho, as meninas apresentavam resultados melhores que os meninos, com índices de 25,3% e 35,9% respectivamente, abaixo do recomendável para a saúde.

Verifica-se ainda que, após intervenção os meninos não obtiveram uma melhora significativa nos valores de VO2máx, mas, visualmente, pôde-se observar uma melhora de 60,9% para 73,4% dentro do referencial desejável, enquanto as meninas obtiveram uma

melhora significativa (p≤0,001), ou seja, 25,3% estavam abaixo do referencial no início do estudo e, depois da intervenção, essa porcentagem diminuiu para 15,2%. Quanto ao grupo controle, não foi encontrada nenhuma diferença significativa após os 3 meses de estudo, todavia, ficou demonstrado que a maioria encontrava-se dentro do referencial para uma boa saúde.

Tabela 6. Distribuição percentual quanto à classificação para o VO2máx nos grupos controle e experimental.

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO EXPERIMENTO

MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Abaixo do referencial 31,3 18,1* 35,90 20,30 25,30 15,2* Dentro do referencial 61,2 65,6 60,90 73,4* 61,60 55,60 Acima do referencial 7,5 16,3* 3,10 6,3* 13,10 29,3* TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO CONTROLE

MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Abaixo do referencial 20,6 20,6 25,00 22,90 16,30 18,40 Dentro do referencial 71,1 69,1 68,80 68,80 73,50 69,40 Acima do referencial 8,2 10,3 6,30 8,30 10,20 12,20 TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 *= p≤0,005.

A tabela 07 apresenta os resultados relativos à presença de obesidade abdominal nos grupo experimental e controle nas fases pré e pós intervenção. Constatando que, na classificação geral, a maioria da amostra se encontrava com o percentil abaixo de 75 no pré e pós-intervenção. Assim, quando analisados os fatores de risco antropométricos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, foi possível constatar, no início do estudo do grupo experimental, que 82,8% da amostra apresentou baixo risco para desenvolvimento de problemas cardiovasculares, embora tenha sido encontrados índices de 17,2% e 15,2% acima do percentil 75, respectivamente na amostra masculina e feminina. No grupo controle constatou que a CC não apresentou alterações significativas nas suas classificações.

Tabela 7. Distribuição percentual quanto à classificação da CC nos grupos Controle e Experimental.

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO EXPERIMENTO

MASCULINO FEMININO

Pré Pós Pré Pós Pré Pós

Abaixo do percentil 75 83,7 84,6 82,80 84,40 84,80 84,80 Acima do percentil 75 16,3 15,4 17,20 15,60 15,20 15,20

TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO CONTROLE

MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Abaixo do percentil 75 76,3 76,3 83,30 83,30 69,40 69,40 Acima do percentil 75 23,7 23,7 16,70 16,70 30,60 30,60 TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 *= p ≤ 0,005.

Na tabela 08, é possível ver os resultados quanto à PA. O estudo teve como resultados para o grupo experimental 7,9% da amostra geral com a classificação de pré- hipertenso e, após a intervenção de atividades esportivas, houve uma melhora significativa. Quando analisados quanto ao sexo, o estudo mostrou que os meninos estão com probabilidade de adquirir uma doença cardiovascular maior que as meninas. Depois da intervenção, o estudo constatou uma melhora significativa na diminuição dessa probabilidade, ou seja, houve um aumento da pressão normal em ambos os sexos, reduziu o números de pré-hipertensos e desapareceu os portadores de hipertensos. Já para o grupo controle, o estudo constatou um aumento da PA após os 03 meses, sendo maior nos meninos.

Tabela 8. Distribuição percentual quanto à classificação da PA nos grupos Controle e Experimental

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO EXPERIMENTO

MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Normal 89,9 98,2* 88,30 97,7* 91,90 99,00 Pré-hipertenso 7,9 1,8* 7,80 2,3* 8,10 1,0* Estágio 1 0,9 -- 1,60 -- -- -- Estágio 2 1,3 -- 2,30 -- -- -- TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO CONTROLE

MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Normal 77,3 73,0 70,80 66,30 83,70 84,60 Pré-hipertenso 17,5 27,0 20,80 33,80 14,30 19,40 Estágio 1 3,1 -- 6,30 -- -- -- Estágio 2 2,1 -- 2,10 -- 2,00 -- TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 *= p ≤ 0,005.

A tabela 09 apresenta os resultados do IMC. Para o grupo experimental, o estudo verificou na classificação geral que 17,2% da amostra se encontra fora do referencial para se ter uma boa saúde e, após a intervenção, obteve uma diminuição para 15,9%. Quando analisados quanto ao sexo, as meninas estão com um índice de sobrepeso e obesidade maior que os meninos. Depois da intervenção, não houve diferença significativa, mas, visualmente, pôde-se observar uma diminuição do IMC tanto masculino quanto feminino. Para o grupo controle, a variável IMC sofreu um aumento de 23,7% para 25,8% de sobrepeso e obesidade na classificação geral, e quando comparados quanto ao sexo, os meninos tiveram um aumento de 25,00% para 29,20% e as meninas na classificação acima do referencial manteve-se inalterada.

Tabela 9. Distribuição percentual quanto à classificação do IMC nos grupos Experimental e Controle

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO EXPERIMENTO

MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Abaixo do referencial 22,9 18,9 18,80 15,60 28,30 23,20 Dentro do referencial 59,9 65,2 64,80 69,50 53,50 59,60 Acima do referencial 17,2 15,9 16,40 14,80 18,20 17,20 TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO CONTROLE

MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Abaixo do referencial 12,4 9,3 8,30 4,20 16,30 14,30 Dentro do referencial 63,9 64,9 66,70 66,70 61,20 63,30 Acima do referencial 23,7 25,8 25,00 29,20 22,40 22,40 TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 *= p ≤ 0,005.

A tabela 10 apresenta os resultados do percentual de gordura, o qual ficou constatado que mesmo com a prática esportiva tanto o grupo experimental quanto o grupo controle, as crianças e adolescentes, aumentaram o seu percentual de gordura. Com base nos resultados, o estudo pôde constatar que as crianças e adolescentes, que fizeram uso de uma prática esportiva, conseguiram diminuir o risco de doenças cardiovasculares, e crianças e adolescentes que não praticaram atividade física como o grupo controle, tenderam a aumentar esse risco.

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO EXPERIMENTO MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Muito baixo 8,4 1,3 3,10 0,80 14,20 10,0 * Baixo 18,1 11,5 22,70 11,70 9,10 8,10 Normal 36,6 51,1* 35,20 49,20 35,40 30,5* Mod.alto 17,2 10,1 9,40 12,50 24,30 29,10 Alto 8,8 11,5* 11,70 11,70 5,10 6,1 Muito alto 11,0 14,5 18,00 14,10 12,00 16,2* TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00

CLASSIFICAÇÃO GERAL GRUPO CONTROLE

MASCULINO FEMININO Pré Pós Pré Pós Pré Pós Muito baixo -- -- -- -- -- -- Baixo 3,1 -- 4,20 -- 2,00 -- Normal 29,9 15,5 25,00 24,60 34,70 30,30 Mod.alto 39,2 34,7 29,20 27,10 49,00 42,40 Alto 14,4 30,9* 16,70 23,3* 12,20 18,6* Muito alto 13,4 18,9* 25,00 25,00 2,00 8,7* TOTAL 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 *= p ≤ 0,005.

O estudo, agora, apresentará os resultados relacionados a influência das práticas esportivas no VO2máx,*. A tabela 11 mostra que o VO2máx,* melhorou de forma significativa em todas as modalidades oferecidas, constatando uma influência positiva na classificação VO2máx,*. acima do referencial esperado para uma boa saúde. O VO2máx,* aumentou de 11,50% para 19,2%, na modalidade atletismo, de 6,50% para 15,6%, na modalidade natação e de 4,80% para 14,3%, na modalidade judô.

Tabela 11: Classificações do VO2máx,*. por modalidades esportivas

CLASSIFICAÇÃO ATLETISMO NATAÇÃO JUDÔ

Antes Depois Antes Depois Antes Depois Abaixo do referencial 34,60% 26,9%* 30,50% 15,6%* 28,60% 14,3%* Dentro do referencial 53,80% 53,80% 63,00% 68,80% 66,70% 71,40% Acima do referencial 11,50% 19,2%* 6,50% 15,6%* 4,80% 14,3%* TOTAL 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% *p ≤0,021 para o atletismo, p ≤0,000 natação, p ≤0,025 judô.

A fim de explicar a influência do VO2máx sobre alguns fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, realizou-se uma análise de regressão linear simples (Tabelas 12, 13, 14 e 15) para verificar quanto o VO2máx. tinha capacidade de explicar

as variáveis circunferência da cintura, PA, IMC e %G pré e pós-treinamento.

Na Tabela 12, está apresentado o poder de explicação do VO2máx,* para a variável circunferência de cintura, nos momentos pré e pós-treinamento. Foi possível observar que, analisando de forma geral (todos os avaliados, independente da modalidade praticada), o VO2máx,* não apresentou poder de explicação. Quando os dados colhidos foram estratificados em grupos, de acordo com a prática esportiva praticada, foi possível perceber que os praticantes de atletismo têm, no período pós-treinamento, 13,2% (R2) de poder de explicação do VO2máx,* sobre a circunferência de cintura. Como a equação de regressão está negativa, entende-se que quanto maior o VO2máx,* para estes jovens, menores são os valores de circunferência de cintura. Todavia, a equação tem seu poder de estimativa desconsiderado devido ao grande erro padrão de estimativa gerado.

Tabela 12. Análise de regressão linear simples, verificando quanto o VO2máx tem a capacidade de explicar a circunferência da cintura pré e pós-treinamento.

R R2 Equação EPE p Geral Pré 0,171 0,029 76,252 - 0,300 (VO2) 4,975 0,115 Pós 0,191 0,037 77,503 - 0,302 (VO2) 4,628 0,103 Atletismo Pré 0,239 0,057 78,432 - 0,331 (VO2) 8,108 0,088 Pós 0,364 0,132 84,165 - 0,443 (VO2) 7,068 0,008* Natação Pré 0,153 0,024 75,711 - 0,297 (VO2) 6,710 0,058 Pós 0,110 0,012 72,421 - 0,197 (VO2) 6,489 0,173 Judô Pré 0,039 0,002 67,839 - 0,081 (VO2) 20,380 0,865 Pós 0,095 0,009 73,796 – 0,170 (VO2) 18,299 0,683 Controle Pré 0,287 0,082 92,684 - 0,591 (VO2) 9,036 0,004* Pós 0,269 0,072 90,569 - 0,549 (VO2) 8,788 0,008* Onde: r= coeficiente de correlação; R2= coeficiente de determinação; EPE= erro padrão de estimativa; p= probabilidade.

Para o grupo controle, ainda na Tabela 12, também foram calculadas equações de regressão que se mostraram significativas, ainda que de forma inversa entre as variáveis VO2máx,* e circunferência de cintura, tanto para o momento pré quanto pós-treinamento, porém com erros padrões de estimativas ainda maiores. Apesar do baixo poder de explicação, foi possível perceber que nas crianças e adolescentes sedentários há uma constância da relação entre essas variáveis. Contudo, é importante perceber que nas crianças e adolescentes treinadas, o VO2máx,* x., de uma forma geral, não tem influência sobre a circunferência de cintura, porque as crianças e adolescentes não apresentavam grande heterogeneidade de circunferências ou de VO2máx,*.

do VO2máx, estimado sobre a PA dos avaliados. Na modalidade natação, o VO2máx estimado foi capaz de explicar, de forma significativa, a PA nos momentos pré e pós-treinamento, com um poder de explicação de aproximadamente 3%. Apesar do baixo valor de correlação, houve uma associação inversa de tal modo que quanto maior o VO2máx apresentado, menor foi a PA, ressaltando que as crianças e adolescentes bem condicionados aerobicamente têm uma maior chance de apresentarem menores valores de pressão arterial.

Tabela 13. Análise de regressão linear simples, verificando quanto o VO2máx tem o poder de explicar a PA pré e pós-treinamento. R R2 Equação EPE P Geral Pré 0,170 0,029 72,957 - 0,269 (VO2) 4,486 0,104 Pós 0,132 0,017 68,977 - 0,171(VO2) 4,010 0,090 Atletismo Pré 0,100 0,010 66,982 - 0,115 (VO2) 6,914 0,480 Pós 0,005 0,000 62,841 + 0,005 (VO2) 6,306 0,970 Natação Pré 0,189 0,036 75,891 - 0,344 (VO2) 6,276 0,019* Pós 0,162 0,026 71,816 - 0,255 (VO2) 5,689 0,045* Judô Pré 0,279 0,078 82,193 - 0,469 (VO2) 15,743 0,221 Pós 0,303 0,092 77,231 – 0,377 (VO2) 12,153 0,181 Controle Pré 0,059 0,003 69,756 - 0,106 (VO2) 8,290 0,569 Pós 0,017 0,000 70,571 – 0,025 (VO2) 6,531 0,867 Onde: r= coeficiente de correlação; R2= coeficiente de determinação; EPE= erro padrão de estimativa; p= probabilidade.

Apesar de ter se encontrado um baixo poder de explicação do VO2máx sobre a circunferência de cintura (modalidade atletismo), para o IMC, a explicação foi ainda menor, conseguindo predizer apenas 8,5% das variações desse índice na mesma modalidade, também, no período pós-treinamento. Deve-se levar em consideração a fragilidade do IMC por não ser capaz de estratificar a composição corporal das crianças e adolescentes. Conforme mostra a tabela 14.

Tabela 14. Análise de regressão linear simples, verificando quanto o VO2máx tem a capacidade de explicar o IMC pré e pós-treinamento. R R2 Equação EPE p Geral Pré 0,145 0,021 22,644 - 0,105 (VO2) 2,070 0,048 Pós 0,189 0,036 23,801 - 0,124 (VO2) 1,917 0,043 Atletismo Pré 0,177 0,031 22,633 - 0,096 (VO2) 3,224 0,209 Pós 0,292 0,085 24,671 - 0,140 (VO2) 2,843 0,035* Natação Pré 0,135 0,018 22,496 - 0,109 (VO2) 2,815 0,096 Pós 0,150 0,023 23,000 - 0,112 (VO2) 2,691 0,063 Judô Pré 0,112 0,013 23,569 - 0,093 (VO2) 8,188 0,627 Pós 0,102 0,010 23,287 – 0,074 (VO2) 7,396 0,661 Controle Pré 0,149 0,022 23,372 - 0,095 (VO2) 2,880 0,145 Pós 0,113 0,013 22,508 – 0,071 (VO2) 6,531 0,272 Onde: r= coeficiente de correlação; R2= coeficiente de determinação; EPE= erro padrão de estimativa; p= probabilidade.

Na Tabela 15, estão apresentados os resultados referentes ao poder de explicação do VO2máx sobre o %G. No período pós-treinamento, o VO2máx foi capaz de predizer, de forma significativa, o %G todas das crianças e adolescentes em todas as práticas esportivas. Chama- se a atenção para o fato de que o maior poder de explicação foi para a modalidade judô, em que houve, aproximadamente, 17% de influência do VO2máx sobre o %G, embora o erro padrão de estimativa também fosse grande, de 18,873. Isto implica dizer que quanto maior o VO2máx, menor o %G das crianças e adolescentes.

Tabela 15. Análise de regressão linear simples, entre o VO2máx e o %G corporal pré e pós-treinamento.

R R2 Equação EPE P Geral Pré 0,104 0,011 27,975 - 0,196 (VO2) 5,369 0,118 Pós 0,217 0,047 41,232 - 0,434 (VO2) 5,820 0,001* Atletismo Pré 0,267 0,071 31,098 - 0,335 (VO2) 7,290 0,001 Pós 0,296 0,088 35,529 - 0,405 (VO2) 8,133 0,001* Natação Pré 0,085 0,007 27,453 - 0,183 (VO2) 7,487 0,292 Pós 0,182 0,033 40,671 - 0,423 (VO2) 8,354 0,024* Judô Pré 0,051 0,003 22,570 - 0,087 (VO2) 17,022 0,827 Pós 0,411 0,169 65,461 – 0,829 (VO2) 18,873 0,050* Controle Pré 0,010 0,000 24,631 + 0,013 (VO2) 6,080 0,923 Pós 0,088 0,008 37,290 – 0,158 (VO2) 9,383 0,390

5 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Estudos desenvolvidos por Borehan et al. (2001) envolvendo 1015 escolares de 12 a 15 anos, e Ruiz et al. (2007) com 873 escolares entre 9 a 10 anos, encontraram relação inversa entre o VO2máx. nos riscos de DCV como pode ser observado, também, no presente estudo.

No estudo de Stabelini Neto (2008), realizado com 128 meninas e 121 meninos, com idades entre 12 e 16 anos, constatou que existe relação direta entre IMC, CC e VO2máx,* com hipertensão arterial. Dessa maneira, pode-se afirmar que altos níveis de VO2máx,* durante a infância e adolescência estão relacionados à menor predisposição dos fatores DCV.

Corroborando com os achados do presente estudo, em que se constatou que quanto maior o VO2máx,*., menores são os valores de CC, IMC e PA. Reforçando esses achados, o estudo de Freitas et al. (2012) adverte que a elevação da PA, em fase púbere, pode ser determinante para a instalação da patologia hipertensiva em adultos, principalmente seguida da associação dos valores aumentados de IMC.

Analisando isoladamente a variável VO2máx entre os sexos, foi identificado que antes da intervenção as meninas apresentavam uma melhor classificação do VO2máx que os meninos, e, quando incrementada a prática regular de atividade física, elas também apresentaram melhores respostas de VO2máx que as meninos. Esses resultados vem de encontro com o explicado por Mcardle, Katch e Katch ( 2008) que os meninos são melhores que as meninas devido ao volume da massa muscular nos meninos ser maior que nas meninas e o percentual de gordura das meninas ser superior ao dos meninos.

Após 3 meses de prática esportiva, o estudo constatou que houve melhoras significativas nos níveis de VO2máx das crianças e adolescentes, participantes do grupo experimental. E que, as meninas apresentaram, depois da intervenção níveis de VO2máx maiores que os meninos, o contrario dos achados por Silva e Petroski (2007) que relatam também valores de VO2máx superiores entre meninos quando comparados com as meninas. Outro estudo que foi de encontro com os resultados da presente pesquisa, foi o estudo de Silva et al. (2010), ao estudarem 461 crianças e adolescentes carirenses, de escolas públicas e privadas, constataram que, em relação à aptidão cardiorrespiratória, os meninos apresentaram desempenho superior às meninas.

Nascimento, Pereira e Glaner (2010) ao analisarem o percentual gordura e VO2máx em 118 meninos e 151 meninas entre 10 e 11 anos, constataram que 70,6% da amostra apresentou um VO2máx. baixo, sendo esse índice, maior no sexo masculino com 86,4% enquanto que as meninas, 58,3% apresentaram um VO2máx. baixo. Já quanto ao percentual

gordura, os meninos também apresentaram um índice maior que as meninas, de 26,3% para 22,5%. Portanto, uma proporção expressiva de escolares está exposta as DCV relacionadas ao baixo VO2máx e a inadequados valores de percentual gordura. Esses achados se divergem do presente estudo, o qual, as meninas se encontram melhores no VO2máx que os meninos, apesar de neste estudo, a maioria dos escolares se encontrarem dentro do referencial e que ambos os sexos se encontram com um percentual expressivo no aumento do percentual de gordura, tanto no início quanto no final do estudo.

Dumith et al. (2012) realizaram um estudo transversal com 52 adultos jovens saudáveis, com o objetivo de estimar o VO2máx e investigar fatores associados em universitários. Constatou-se, nesse estudo, uma associação inversa significativa entre o VO2 máx ,circunferência da cintura e percentual de gordura para ambos os sexos, reforçando as evidência de que o VO2 máx está fortemente associado a uma composição corporal mais favorável. Embora o estudo de Dumith tenha sido realizado com universitários, o presente trabalho traz resultados similares, pois constatou que quanto maior o VO2máx. nas crianças e adolescentes, menores foram os valores de circunferência de cintura.

Ronque et al. (2010), analisando a relação entre VO2máx e indicadores de adiposidade corporal em 78 adolescentes de ambos os sexos, encontrou correlações negativas, moderadas e estatisticamente significativas entre os indicadores de aptidão cardiorrespiratória e de adiposidade corporal para ambos os sexos, com exceção do índice de massa corpórea. Ou seja, os adolescentes com maior VO2máx apresentaram, sistematicamente, valores mais baixos de gordura corporal em relação a seus pares com baixa aptidão. Já o presente estudo, embora tenha encontrado resultados similares, em que as crianças e adolescentes com maior VO2máx menor foi % de gordura, apresentou um erro padrão de estimativa grande.

Campos et al. (2010), com o objetivo de analisar o efeito de quatro semanas de pré- temporada sobre os parâmetros de VO2máx e % de gordura corporal em 16 atletas de futsal da categoria infantil, concluiu que as quatro semanas de temporada foram suficientes para modificar o VO2máx, porém o % de gordura não. Mesmo o percentual de gordura não tendo se modificado, houve redução na espessura das dobras cutâneas suprailíaca, tricipital e medial da perna. No estudo de Silva (2010), com duração de12 semanas em adolescentes com excesso de peso, e cujo objetivo também foi o de verificar o efeito de um programa de exercício físico na composição corporal, no perfil lipídico e no VO2máx., verificou uma melhora na composição corporal, % de gordura e aumento no VO2max. Conclui-se, assim, que os programas de exercício físico de intensidade elevada podem diminuir o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares na idade adulta. Esses achados vêm corroborar

com o presente estudo no qual as crianças e adolescentes que obtiveram intervenção com práticas esportivas, utilizando de treinamentos aeróbicos, obtiveram uma melhora significativa no VO2máx, porém não houve uma melhora no % de gordura.

O presente estudo constatou que as crianças e adolescentes, analisadas do grupo experimental, no geral, foram classificadas em 10,8% da amostra como pré-hipertensos e 1,5% como hipertensos, no estágio I e no estágio II, o que corrobora com o estudo de Freitas et al. (2012) que encontrou 22,3% indivíduos com índices pressóricos acima dos padrões de normalidade, concordando também com o estudo de Ramos e Barros (2005) em que a prevalência foi de 22% de adolescentes com hipertensão e 13,3% com pré-hipertensão.

Para Freitas et al. (2012), em sua amostra, observou que 9,8% apresentaram percentil 75 para o IMC, indicando, assim, a alta potencialidade para o surgimento de obesidade abdominal. E o estudo de Cavalcanti et al. (2010) que tiveram como objetivo determinar a prevalência e verificar se indicadores de atividade física e hábitos alimentares estão associados à ocorrência de obesidade abdominal em 4.138 adolescentes, constatou que a prática de atividades física esteve significativamente associada à ocorrência de obesidade abdominal, sendo maior no sexo feminino, esse achado vem reforçar os resultados encontrados no presente estudo o qual constatou que as crianças que não praticam atividade física (grupo controle) apresentaram maior gordura abdominal que as crianças e adolescentes do grupo experimental, identificando que as meninas apresentam superioridade no que diz respeito ao acúmulo de gordura abdominal em relação aos meninos.

De acordo com o estudo de Yasunaka (2010), cujo propósito foi o de analisar a influência do VO2máx no %G e CC em adolescentes obesos, com idades entre 11 e 17 anos, concluiu que os adolescentes obesos com um nível elevado de VO2máx apresentaram melhores resultados na composição corporal. Esses achados corroboram com os resultados do presente estudo, constatando que no período pós-treinamento o VO2máx foi capaz de predizer, de forma significativa, o %G de todos os grupos fisicamente ativos, independente da prática esportiva realizada, ou seja, quanto maior o VO2máx, menor o %G do indivíduo.

6 CONCLUSÃO

O estudo concluiu que a maioria da amostra foi classificada com um VO2máx normal e com a intervenção das práticas esportivas, o VO2máx teve uma melhora significativa em ambos os sexos e em todas as práticas esportivas.

Ao analisar a presença de riscos de DCV na amostra geral do grupo experimental, o estudo concluiu que para a circunferência da cintura, 16,3% da amostra no início do estudo tinha risco de desenvolver DCV, 10,8% da amostra foi classificada como pré-hipertenso, 19,1%, encontrava-se com sobrepeso e obesos, e 17,2% no percentual de gordura, se encontra moderadamente elevada. Após as intervenções com as práticas esportivas, os riscos de DCV diminuíram em todas as variáveis, com exceção do %G.

Quando comparados os riscos cardiovasculares entre os sexos, o estudo mostrou que os meninos estão com a probabilidade de adquirir doença cardiovascular maior que as meninas na CC e PA. Já os riscos cardiovasculares IMC e %G a probabilidade de adquirir doença cardiovascular foi maior nas meninas.

Quanto a influência do VO2máx sobre os fatores de riscos cardiovasculares, ficou constatado uma significativa influência sobre a circunferência da cintura apresentando maior explicação pós-treinamento, na modalidade atletismo. Quanto a pressão arterial, a explicação do VO2máx foi maior na modalidade de natação, com diferença significativa antes e pós- intervenção. Já para o risco cardiovascular IMC, o VO2máx teve pouca explicação na