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Les conférences et les échanges

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A apreensão do conteúdo, a partir da observação, possibilitou uma seleção intencional de jogos e brincadeiras utilizados pela professora do 1º ano do Ensino Fundamental I da Escola Estadual Professora Normélia de Araújo Melo no município de São Cristóvão/SE, os quais foi possível analisar como se efetiva o processo de alfabetização pela iniciação da leitura e da escrita, por meio de diferentes recursos didáticos, entre eles, os jogos e as brincadeiras.

A professora levou os estudantes ao pátio porque a escola realizou a apresentação de uma peça teatral sobre a consciência negra. Após retornarem à sala, a professora organizou uma roda de conversa com base na história contada, a fim de consolidar os sentidos que a peça teatral pretendeu abordar. Para tanto, foi elaborada algumas perguntas para serem respondidas em um contexto de promoção do debate oral, uma vez que o objetivo dessa atividade era levar os estudantes refletirem sobre abolição, capoeira e quilombo.

Ao término do debate, a professora fez um bingo com as palavras originadas da África. Foram colocadas no quadro, palavras de origem africana para que os alunos fizessem a leitura e escolhessem seis delas para compor a cartela do bingo. Todos receberam uma caneta na hora da escrita para não apagar quando fizesse o sorteio. A professora trouxe um pote com as palavras que foram escritas no quadro para sortear e, à medida que anunciava as palavras os alunos marcavam um X. De comum acordo, o que acertasse todas as palavras em primeiro lugar receberia um brinde.

As habilidades requisitadas para o jogo foi a de conhecer e identificar as influências africanas nas matrizes estéticas e culturais da cultura brasileira, sergipana e local, bem como conhecer e aprender a valorizar a cultura africana, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos as diferentes linguagens.

Os momentos de desenvolvimento da atividade não foram rígidos, a duração de tempo foi de acordo com o nível de aprendizagem dos alunos e o processo de avaliação da atividade se deu nas relações dinâmicas de sala de aula. A pretensão não era fazer uma avaliação

quantitativa, mas de avaliar o processo de aprendizagem dos estudantes. Kensy (2001), afirma que essa relação dinâmica no processo de avaliação é importante uma vez que os alunos participam diretamente, cuja competência não cabe apenas à opinião do professor, mas ao desempenho dos alunos.

O bingo foi uma forma lúdica de fixar as palavras originadas da África e o conteúdo da peça teatral sobre a questão da consciência negra. Os jogos no processo de alfabetização são de extrema importância, pois estão ligados com os perfis dos estudantes. Sendo assim, o caderno 4 do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC diz que “Os jogos de alfabetização podem favorecer tanto a compreensão da natureza e do funcionamento do sistema de escrita alfabética quanto a consolidação do processo de alfabetização.” (BRASIL, 2015 p.60).

Essa professora usa jogos nas suas práticas pedagógicas, bem como elabora jogos com os alunos, dentre os quais: bingo de números, bingo das palavras, tangram, dama, dominó, quebra cabeça, jogo da memória entre outros. Todas as atividades ajudam no processo de aprendizagem da criança, então os jogos são extremamente importantes, ajuda a criança a pensar, a desenvolver problema de forma diferenciadas. De acordo com o caderno 4 do PNAIC “[...] é preciso encontrar jogos que desafiem as crianças em seus conhecimentos sobre a escrita e que contribuam sem deixa-las tensas.” (BRASIL, 2015 p. 76).

A avaliação da aprendizagem proposta pela professora alcançou os objetivos propostos, porque ela tanto trabalhou com a consciência semântica como com a consciência fonológica do texto dramatizado e das palavras de origem africana. Percebeu, que os estudantes estavam iniciados no processo de escrita ortográfica e somente 4 estudantes, ainda estavam no processo relacional da representação gráfica, uma vez que trocou capoeira por capuera; liberdade por libedadi.

Uma outra atividade observada foi uma brincadeira que a professora realizou com seus alunos para trabalhar o conteúdo Coleta Seletiva, de forma contextualizada. Um grupo de alunos era chamado por vez para pôr o lixo no lugar correto. O tempo foi cronometrado e anotado no quadro. O primeiro grupo levou um minuto e houve apenas um erro. Após todos os grupos fazerem a seleção do lixo, a professora iniciou a verificação dos comandos certos e errados, trabalhado os números ordinais e cardinais, quem fez mais ou menos pontos, quem ficou em primeiro e segundo lugar e se estavam em ordem crescente ou decrescente. Um fator importante é de a professora brincar e intermediar a brincadeira com seus alunos.

Antes de realizar a brincadeira houve todo um trabalho em sala de aula para que os alunos pudessem desenvolver habilidades para identificar, descrever e comparar de que

materiais foram feitos os diferentes objetos do cotidiano, investigando e discutindo a origem da fonte da matéria-prima, os modos como são descartados no ambiente e como podem ser usados de forma mais consciente, bem como a importância do processo próprio de reciclagem.

O processo de avaliação se deu em todas as situações de aprendizagem oferecidas, o dialogar com o aluno, o ouvir, a sua expressão, capacidade de concentração e produção. Hoffman (2012) considera importante na avaliação um olhar reflexivo sobre a criança e suas variadas ideias.

Outra brincadeira proposta pela professora com o objetivo de trabalhar algum conteúdo matemático foi a das bandeiras: a azul foi escolhida como aquela que representava o cálculo correto e a laranja o errado. Haviam plaquinhas com contas de adição e o resultado, os alunos pensavam ou faziam conta de cabeça e levantavam a bandeira laranja ou azul. Os que erravam eram eliminados. As habilidades requisitadas foram de realizar cálculos de forma exata, utilizando as diferentes estratégias, em especial usando o raciocínio uma vez que os alunos estavam sendo requisitados a estudar tabuada.

O bingo, a brincadeira de separação do lixo e as bandeirinhas azuis e laranjas são apenas três exemplos da importância de se trabalhar os jogos no processo de alfabetização. Avaliar o aluno somente através da produção escrita é minimizar o desenvolvimento de outras potencialidades cognitivas uma vez que as ferramentas lúdicas são importantes na ampliação do conhecimento dos alunos.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Este trabalho com base na abordagem qualitativa e da técnica de observação, foi realizada durante os meses de novembro e dezembro de 2018, meses finais do ano letivo, a fim de registrar as práticas pedagógicas da professora do 1° ano do ensino fundamental em que compreende a interlocução com os alunos, a didática, o conteúdo pedagógico, recursos didáticos, etc.

Buscou-se compreender o universo vivido por 01 (uma) professora e 19 (dezenove) alunos que utilizavam dos jogos e brincadeiras como um recurso interativo, lúdico, acolhedor, enriquecedor em situações que podem ser experimentadas por todos os alunos, no intento de desenvolver suas potencialidades.

No período de observação, percebeu-se que a professora utilizava jogos e brincadeiras na turma de 1º ano do Ensino Fundamental I, logo o que a investigação constatou vem de encontro a ideia de que há uma ruptura do recurso de jogos e brincadeiras no nível de ensino

investigado. A conformação de pesquisas anteriores se justifica a posição individualizada da professora, objeto da pesquisa, e não como prática institucionalizada de uma cultura escolar nas redes públicas do Estado de Sergipe.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nas práticas pedagógicas dos professores os jogos deveriam ser bastante utilizados uma vez que se percorre um importante caminho de inclusão, partindo da conscientização de que as práticas a todo instante precisam ser reformuladas para alcançar êxito.

As mudanças de atitudes por parte do professor devem se ajustar as necessidades dos alunos, visando o seu desenvolvimento, a aprendizagem. Porém, é necessária a formação continuada do professor, contribuindo no empoderamento profissional, que ele possa obter respostas para as complexidades que se apresentam no cotidiano.

Percebeu-se que ao trabalhar com jogos e brincadeiras, com intencionalidade e planejamento, a professora, além de propiciar momentos de espontaneidade, interação e cooperação, fez com que as crianças participassem do processo de avaliação de forma leve, propiciando também subsídios para avaliar o desenvolvimento das crianças frente aos conteúdos trabalhados, além de analisar como está ocorrendo o processo de aprendizagem dos estudantes.

Ficou claro diante dos resultados obtidos, que é possível utilizar o jogo como instrumento didático-pedagógico para alfabetizar os estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental na busca incessante por uma aprendizagem de qualidade. Portanto é fundamental determinar bem as regras e direcionar o jogo com o conteúdo que se quer avaliar.

REFERÊNCIAS

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Avaliação: olhar sensível às aprendizagens Salvador/BA, 15 a 17 de maio de 2019

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AVALIAÇÃO EXTERNA: INFLUÊNCIAS E RELACÕES NO ENSINO E

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