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Les coûts partiels : variables ou directs

Dans le document DCG 11 (Page 173-177)

As paredes de alvenaria sem função estrutural são o sistema construtivo mais utilizado em Portugal para a execução de paredes de fachada e divisórias, de tal forma que se estima que os trabalhos de alvenaria, incluindo os respectivos revestimentos, representam cerca de 13 a 17% do valor total da construção [2]

Estas têm tido uma atenção crescente nos últimos anos, no entanto ainda não existe um estudo muito aprofundando da evolução das soluções de paredes de alvenaria em Portugal. Esta subvalorização do papel das alvenarias estende-se na actividade de projecto à actividade de construção, incluindo o sector da produção de materiais e acessórios [1].

2.1.1.EVOLUÇÃO DAS PAREDES DE ALVENARIA

As paredes de alvenaria utilizadas na construção em Portugal evoluíram durante o ultimo século, sendo que esta evolução se deu significativamente, tendo em consideração a lentidão e inércia habituais no domínio da construção, nas décadas de 70 e 90.

No que respeita às paredes de fachada, estas desenvolveram-se em diferentes níveis [

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:  Introdução de novos materiais;

 Modificação das características dos materiais existentes;

 Aligeiramento global da paredes, acompanhando o aligeiramento da construção;  Alterações tecnológicas, no que diz respeito à filosofia da concepção;

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 Introdução de materiais com funções complementares;  Introdução de acessórios/componentes complementares;  Introdução de novos tipos de revestimentos;

 Evolução/alteração de revestimentos tradicionais.

A figura abaixo representada procura demonstra a evolução das paredes de alvenaria exteriores em Portugal.

Fig 2.1. – Evolução das paredes de alvenaria exterior em Portugal [3].

Desta forma, a evolução das paredes de alvenaria de fachada evoluem da seguinte da forma:  Parede simples de tijolo maciço ou perfurado e espessas;

 Paredes de pedra com pano interior de tijolo furado e eventual caixa-de-ar;  Paredes duplas de tijolo furado com um pano espesso;

 Paredes duplas de tijolo furado com panos de espessura média ou reduzida

 Paredes duplas de tijolo furado com isolamento térmico preenchendo total ou parcialmente a caixa-de-ar;

 Paredes simples de tijolo furado com isolamento térmico pelo exterior.

Assim, as alterações/evolução das paredes de alvenaria exteriores tiveram sempre subjacente a intenção de reduzir custos (das paredes em si e consequentemente das estruturas de suporte), de aumentar a produtividade e de melhorar o desempenho funcional destas, com particular cuidado no que diz respeito á resistência mecânica, resistência à acção da água e ao comportamento higrométrico [1].

Actualmente, as soluções mais correntes para as paredes exteriores de alvenaria são [4]:

 Paredes duplas a revestir, realizadas a partir de alvenaria de tijolo cerâmico de furação horizontal, não ultrapassando a parede mais espessa 15 cm. O isolamento térmico é executado com placas de poliestireno ou com poliuretano projectado, preenchendo parcialmente a caixa- de-ar. Normalmente, estas paredes são pouco cuidadas em termos de projecto e execução, apresentando assim sistemáticos vícios, nomeadamente ao nível da ligação à estrutura, no

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número de ligadores entre panos, na drenagem da caixa-de-ar, na fixação e no posicionamento do isolamento térmico e redução de pontes térmicas;

 Paredes duplas, com o pano exterior à vista, executadas em alvenaria de tijolo cerâmico maciço de furação horizontal ou ainda de blocos de betão. O pano interior é normalmente realizado por alvenaria de tijolo cerâmico de furação horizontal com 11 cm ou 15 cm, no máximo. Geralmente a estanquidade à água da face exterior do pano interior é melhorada através de um barramento ou pintura, e em alguns casos armado com rede de fibra de vidro. O isolamento térmico é realizado da mesma forma referida anteriormente. Para drenagem da caixa-de-ar são executados orifícios na parte inferior da parede;

 As paredes duplas de alvenaria de blocos de betão têm utilização reduzida. São geralmente utilizadas quando se pretende tirar partido estrutural da alvenaria, sendo esta confinada por elementos de betão levemente armado. Nesta solução o pano interior é, correntemente, em alvenaria de tijolos cerâmicos de furação horizontal:

 As paredes simples têm vindo a ser utilizadas com mais frequência, no entanto esta solução é ainda reduzida. Nesta solução, normalmente são utilizados blocos de betão e a estanquidade à água e o isolamento térmico e acústico são solucionados com recurso à aplicação, na face exterior, do sistema ETICS. Este sistema é constituído por placas de poliestireno expandido, coladas ao suporte e revestidas por um reboco fino, de ligante sintético em emulsão aquosa para misturar com cimento Portland e armado com malha de fibra de vidro, sendo o acabamento executado com um revestimento plástico.

2.1.2.VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS ALVENARIAS

A evolução tem sempre inerente a procura da melhoria do desempenho das paredes, no entanto desta pode resultar por vezes, de forma quase inevitável, algumas desvantagens ou disfunções originado desta forma novas anomalias e novos desafios de melhoria. [2].

2.1.2.1Vantagens

Resumidamente pode-se apresentar como vantagens desta solução construtiva, o seguinte:

 Bom desempenho funcional, nomeadamente no que diz respeito a isolamento térmico e acústico, estanquidade à água, resistência ao fogo e resistência mecânica;

 Durabilidade superior à de qualquer outro material (superior a 1000 anos dos elementos cerâmicos, e superior a 100 anos das argamassas);

 O fabrico dos elementos é fácil e de baixo custo;

 A sua produção não é poluente e possui um custo energético relativamente baixo e quando demolidas podem ser 100% reutilizáveis;

 Fácil produção e manuseamento, dada a baixa massa por unidade e formato paralelepipédico;  Socialmente são de maior aceitação pelo utente e pela sociedade, sendo actualmente a primeira

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2.1.2.2Desvantagens

Como desvantagens, podem-se apontar:

 Necessidade de mão-de-obra especializada para a sua execução;  Baixa produtividade na execução (elevado consumo de mão-de-obra);  Domínio técnico centrado na mão-de-obra executora;

 Elevada massa por unidade de superfície;

 Necessidade de revestimentos adicionais para ter textura lisa [5].

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