Étude bibliographique
IV. Les antibiotiques 1. Définition et propriétés
A inversão da ordenação banal, nao marcada, abrese ã realiza
ção de valores expressivos, sendo, pois semanticamente motivada.
.133.
Poder-se-ã encarar a menor força i n t e g r a t i v a revelada na adjec- tivação por FAJR sob uma outra Optica. Ao TR (projectado quer por opção se-
mântica do l o c u t o r , quer por pressão c o - t e x t u a l , quer pela própria r e a l i z a - ção formal do Predicado a integrar) corresponde sempre um dado percurso de- r i v a t i v o , um carácter derivado da unidade funcional resultante do TR.
Refere-se esse percurso d e r i v a t i v o (ou esse carácter de deriva- £ão) a dois aspectos complementares: por um lado, o TR ocasiona a subj-orde- naçao de uma dada categoria formal (substantivo, SN, EN), que se vê a c t u a l i
z a d a n u m HHg] m a 1 s b a i x o que aquele que naturalmente lhe corresponde; por
outro lado, essa sub-ordenação prolonga-se pelo facto de essas unidades o r i - ginariamente afectadas por uma visão de não dependência semântica (caso do substantivo, do SN e do EN, quando sintacticamente independente) se verem pro jectadas em dependência semântica, logo, se verem marcadas por uma visão de dependência semântica (que como, se v i u , ê t í p i c a do adjectivador e se artj_ cuia a sua condição de suscitador de um suporte sobre que se a p l i q u e ) .
Ora, justamente, este percurso d e r i v a t i v o (ou este carácter d e r i - vado da unidade funcional resultante) abranda ou torna menos imediata a cone- xão do FA com o seu suporte. Sendo assim, â condição não derivada do FANAT
corresponde uma naturalmente mais directa ou imediata conexão i n t e g r a t i v a . Poderei, pois, sublinhar que a integração f o r t e (que a r t i c u l e i dj_ rectamente â estruturação homogénea do SN) é prolongada ou ampliada pelo facto de o FA se r e a l i z a r aqui sistematicamente como adjectivo (FAN A T).
0 FANAT e m i n c i'dê i c i a directa sobre o seu suporte pode, de um modo
9e r a 1» antepor-se-lhe ou pospor-se-lhe ^4) . Em termos de crono-logia. a que se
pode r e f e r i r o processo i n t e g r a t i v o , a antepôsição do FANAT à sua base repre
senta o grau máximo do desenvolvimento daquele processo. Â esquematização in troduzida acima (ver 2 - 2 . 1 . ) convirá, p o i s , j u n t a r este momento específico do processo i n t e g r a t i v o :
.134.
EN: esta cidade ê bonita
i — i i - i
Base
integração
Predicado
" + esta bonita cidade esta cidade bonita
esta cidade que é bonita ... esta cidade, que é bonita, ..
Uma conexão particularmente reforçada tem, pois, lugar entre
FANAT a n t eP °s t 0 e a s u a b a s e d e incidência (Ver, adiante, 2-2.3.3.).
A circunstância de o FA em incidência directa sobre a sua base se realizar regularmente em FANAJ ocasiona a explicitação de conexões em
acordos referidos a semas genéricos do classema e ainda aos taxemas de gené- ro e número. A recorrência semi ca por esta via instituída é factor actuante na coesão do SN (ver adiante 2-2.2.2.).
3. Em sentido inverso ao assinalado nas alíneas do número precedente, mitigando ou abrandando, portanto, o genericamente forte grau de integração correspondente ã estruturação homogénea do SN, actuam factores particulares, que articulo ainda ao princípio da incidência.
Referem-se estes factores basicamente ã circunstância de o adjectj_ vo, ele próprio, se constituir em pólo de incidência no interior do SN.
A compresença de incidências diversas no seio de uma mesma unida- de sintagmãtica projectara necessariamente uma pluralidade de pólos ã roda dos quais gravitam os termos constituintes; a direcção eventualmente antagónica da incidência afecta inequivocamente a força coesiva global da unidade.
No caso de EANAT incidente directamente sobre a sua base, um cer-
.135.
( i ) Numa p r i m e i r a , o adjectivo recebe como adjunto um q u a n t i f i c a d o r . Aquele i n s t i t u i - s e , pois, em pólo de incidência: a incidência secundária as- sim projectada no seio do SN afecta a incidência própria do adjectivo sobre o seu suporte. Por outro lado, quando o adjectivo se constrói em posposição ã sua base, o q u a n t i f i c a d o r , inscrevendo-se entre ambos, mediatiza a j u x t a - posição - o que c o n s t i t u i um novo f a c t o r de abrandamento da força conecto- r a , dado d e s t r u i r a contiguidade imediata do adjectivo com o substantivo so bre que incide.
Comparem-se:
uma bonita cidade
uma mui to bonita
i i _
l 1
uma cidade * bonita
uma cidade muito * bonita 2 1
(ii) Numa segunda possibilidade, o adjectivo recebe um adjunto restri- tivo, realizado em elemento introduzido por relator:
homem admirável quanto ã_ capacidade de trabalho
animal forte das pernas
A articulação do adjectivo a este elemento restritivo afrouxa de algum modo a força coesiva que o liga ao seu suporte (a complexidade maior ou menor deste adjunto restritivo, que comportará incidências específicas e eventualmente diversificadas, será outro factor a considerar).
.136.
( i i i ) Finalmente, o adjectivo i n s t i t u i s e em pólo de incidência espe c í f i c a por virtude de t r a n s i t i v i d a d e que eventualmente comporte (5) . A i n
completude semântica que corresponde ao sema genérico [+ t r a n s i t i v i d a d e ] o r i e n ta o adjectivo fortemente para o seu complementador, afectando poressavia a articulação do FA a sua base ^ '. (Também aqui a maior ou menor complexi dade da estruturação do complementador do adjectivo prolonga a mitigação da força conectora do FA ã sua base):
professor contente ► com as suas lições
2
jovem marcado ► pelo desemprego
2
4. Do exposto nos números anteriores resultará uma primeira matizaçao da integração genericamente forte que fiz corresponder ã estruturação homoge nea do SN: estruturação + ■ * * ■ • * homogénea do SN anteposição do FA integração f o r t e presença de incidências no seio do FA t r a n s i t i v i d a d e do adjec t i v o mediatização f í s i c a da i n c i d ê n c i a por adjunto do adjectivo (por ex. q u a n t i f i c a d o r )
complexidade interna dos adjuntos ou complementa dores do a d j e c t i v o t r a n s i t i v i d a d e da base da adjectivação (ver no ta 5.)
.137.
2-2.2. Dependência - continuidade semânticas
2-2.2.1. Dependência semântica
1. A incidência envolve sempre um fenómeno de dependência semântica e semântico-sintãctica. 0 FA é regularmente afectado por uma visão de dependên- cia semântica, pois pressupõe necessariamente uma base sobre que se aplica - como jã anotei acima.
2. Esta dependência básica do FA em relação ã sua base substantivai prolonga-se por outros aspectos: o polo substantivai sobre que incide ins- titui-se em fonte de conexões semânticas e agente determinador da combina- tória semãntico-sintãctica.
a.
Não raro as "propriedades" a que o FA dá expressão são n a t u r a l - mente compreendidas na configuração sémica da base s u b s t a n t i v a i ; numa outra perspectiva, d i r - s e - ã que não raro o FA enuncia propriedades "inerentes" ao designado pelo substantivo. Configura-se, então, uma adjectivação inerente ou localizada no domínio da inerência do designado na base s u b s t a n t i v a l . A redundância assim i n s t i t u í d a i f a c t o r de reforço da coesão Subst x FA, e abre-se ã manifestação de valores expressivos:
a neve f r i a a lebre veloz
Cabe no domínio da adjectivação inerente a expressão de "proprie dades" sÕcio-culturalmente dependentes, atribuídas regularmente a um dado designado:
as ovelhas mansas a raposa matreira a lua maviosa
.138.
Trata-se, pois, aqui da referencia explícita de "propriedades" "implicadas" na configuração semântica do substantivo.
Uma forte dependência liga o FA a sua base substantivai nos ca- sos em que os lexemas respectivos se interligam por solidariedade léxica * '
nariz aquilino mulher c coelha jrãvida cheia prenhe
0 substantivo sobre que se aplica um FA.,»T impõe acordos semân-
ticos referidos quer aos semas genéricos do classema dos termos envolvidos quer ainda aos taxemas de género e número.
Tal sublinha o carácter propriamente de relacionação daqueles traços sémicos do semema do morfema lexical do adjectivo e das categorias de género e número manifestadas em morfema gramatical próprio, em contraste com a Tndole diversa que a idênticos traços e categorias se reconhece no substajn tivo: neste, eles cumulam um carácter de relação com o de instrumento de apre- ensão linguística do designado, estando, pois, directamente envol vidos na de- nominação dos "objectos"; ao contrário, no adjectivo, eles remetem, não para o que é por ele denotado, antes para o que é designado pelo substantivo a que se aplica e que necessariamente pressupõe. Traços sémicos do adjectivo, tais como [+ Humano], [+ Animado] ... [+ Masculinol, [+ Feminino], [+ Singular]
[+ Plural] valem como instrumento de conexão sintagmãtica (via acordos), não como elementos de designação. Tal configura uma dimensão do estatuto de depen- dência semântica do FANAT em relação ao substantivo sobre que incide.
.139.
d.
O FA constitui, no seio do SN, uma extensão da sua base de inci- dência, isto é, do núcleo do sintagma.
Na sua qualidade de extensor homos intagmático da sua base4 o FA
é, no quadro do EN em que o SN se inscreve (como functema nominal - FN) um elemento homofuncional com o seu suporte; esta sujeição do FA ã função de- sempenhada pela sua base de incidência traduz igualmente a subordinação, a dependência do FA em relação ao seu suporte.
Refiro aqui função ao papel semãntico-funcional que cabe ao SN(FN) no quadro da configuração semãntico-funcional do EN. Respeita, então, função quer ao papel de Base do EN ou de Predicado do EN, quer ainda ao papel actan- cial a que é afectado todo o FN. Não explorarei agora esta dimensão funcional do FN, pois dela terei de me ocupar demoradamente na análise da coesão quer do sintagma verbal quer do EN quer mesmo do texto.
0 que importa, portanto, agora reter e que o FA, enquanto termo constituinte do SN, comunga do papel funcional que, no EN, este sintagma (co- mo FN) preenche especificamente.
e.
Nem todos os elementos substantivais suportam uma incidência d i - recta de FA. Ou s e j a , nem sempre é possível a realização de FAwflT em inciden-
cia directa no seio do SN v '.
Este condicionamento imposto pelo elemento substantivai (centro do SN) ê também índice de dependência do FA, dependência essa que atinge agora a própria realização formal do FA, o modo da sua incidência sobre a base, e até a sua colocação em anteposição I posposição ã mesma.
( i ) Quando a base substantivai de FAN„T é um elemento de natureza gra
matical (não l e x i c a l ) , a articulação do adjectivo é mediatizada por demarcador (9) _ _
fonico v ' ( i n s t i t u i n d o - s e , p o i s , nao uma construção a t r i b u t i v a , antes uma
.140.
eu, abaixo-assinado, declaro . . . ( s u b s t i t u t o
funcional )
_e1e, atento, não se deixou convencer ( s u b s t i t u t o
l e x i c a l )
algo» inesperado, aconteceu, então . . ( s u b s t i t u t o
l e x i c a l )
( i i ) Para além da construção apositiva a que dá lugar a cone- x o do s u b s t i t u t o l e x i c a l algo com FANAT, uma o u t r a , a t r i b u t i v a , é p o s s í v e l ;
configura-se, então, sempre uma incidência i n d i r e c t a , marcada pelo r e l a t o r .de, que introduz o FA.
W
algo, inesperado, aconteceu, então
algo de inesperado aconteceu, então ..
0 mesmo acontece quando a base substantivai surge realizada nou- tros substitutos lexicais genéricos (por ex, nada):
nada de inesperado aconteceu, então ...
(iii) Nos casos em que a base do SN é realizada em substantivo próprio, o condicionamento da articulação de FANAT atinge a sua posição: a
anteposição é regularmente a única possibilidade de construção do FAN A T em
incidência directa:
o irreverente João
.141.
(Algumas adjectivaçoes por FANAT em incidência directa sobre
substantivo próprio suscitam condições contextuais e s p e c í f i c a s , nomeadamen te aquelas em que se desenhe um contraste:
A Lisboa polTtica não Ó a Lisboa r e a l ) .
2-2.2.2. Continuidade semântica
1. Alguns aspectos concernentes ã continuidade semântica i n s t i t u í d a no seio do SN entre a sua base e o FANAT ficaram j i dispersos na análise de d i -
mensões da estruturação do SN articuladas ao p r i n c í p i o da incidênciae ao da dependência semântica: dada a íntima i n t e r l i g a ç ã o , desde o i n í c i o assinalada, entre estes aspectos, nem sempre é possível i s o l a - l o s convenientemente.
A continuidade semântica apresenta-se também basicamente como
uma decorrência da incidência ou a ela fortemente associada: o domínio do cen t r o polarizador substantivai impõe a participação por parte do FA de alguns dos traços da sua configuração semi ca ou a projecção de modo p a r t i c u l a r da incidência, cumulativamente com o condicionamento da realização formal e do modo de articulação do FA. A continuidade semântica, c o n s t i t u t i v a de unida- de sintagmática, d i s t r i b u i - s e assim pela recorrência semi ca e pelo condicio- namento do FA nos aspectos acima considerados.
2. No caso da adjectivação realizada por FANAT em incidência directa
sobre uma base substantivai (no quadro da estruturação homogénea do SN, de que me venho ocupando), a projecção de continuidade semântica revela-se de forma c l a r a .
a.
P a r t i c u l a r evidência desta continuidade semântica c o n s t i t u i o j á assinalado caracter homofuncional do FA com o seu suporte.
.142.
Do mesmo modo, configuram continuidade semântica os aspectos focados nas alíneas a, b e c do número a n t e r i o r . Como se r e f e r i u , os semas genéricos do classema do a d j e c t i v o (ou, mais rigorosamente, do morfema l e - xical do a d j e c t i v o ) , embora estando envolvidos na configuração da substância do_significado desta categoria de l e x i a s , estão basicamente orientados para a relacionação sintagmãtica; neste papel se esgotam os taxemas de género e numero manifestados no morfema gramatical que se reúne ao morfema l e x i c a l do a d j e c t i v o , surgindo aqui como "variáveis dependentes" dos mesmos taxemas comportados pela base substantivai de incidência.
Estas recorrências semi cas (isossemias) - visivelmente instaura doras de redundância - soldam fortemente os termos em combinação.
b.
A necessária salvaguarda de isossemias referidas aos traços genê-
r i c o s d o substantivo e do a d j e c t i v o em combinação no seio de SN desencadeia
"transformações metassimicas" (transferências de i s o t o p i a ) , sempre quê não ha j a conveniência " o r i g i n á r i a " entre os classemas daqueles termos.
A este propósito, reconhecer-se-ã que, â p a r t i d a , qualquer adje^ t i v o estará apto a combinar-se com qualquer substantivo. Se assim e, poder-se- -ã conceber os classemas, mais do que l i m i t a t i v o s ou r e s t r i t i v o s de co-ocorrên- cias, como verdadeiros Tndices da projecção de interpretações particulares do complexo subst x adjectivo (como de qualquer outro complexo de termos em combi_ nação).
De qualquer modo, o que interessa agora focar é que a presença de transferencias i s o t ó p i c a s , que, como a s s i n a l e i , salvaguardam isossemias r e f e - ridas a traços genéricos, determina uma matização na f o r t e coesão c a r a c t e r í s -
t i c a d a estruturação homogénea do SN. Direi que a projecção de transferências
isotópicas ocasiona uma integração derivada, a opor a uma integração primária, propria da ausência de processos metassémicos. índice deste carácter derivado
(a que faço corresponder um abrandamento da força coesiva, i n t e g r a t i v a ) r e s i - de na apreensão menos pronta ou menos imediata pelo receptor das conexões sé- micas, da continuidade semântica instaurada entre substantivo e a d j e c t i v o . Ha- verá, pois, então, lugar a um mais "longo" processo i n t e r p r e t a t i v o por parte do receptor, que terá de "repor" a compatibilidade semântica entre os termos em combinação
.143.
Outras matizações da força integrativa advirão do maior ou menor âmbito dos processos metassemicos, isto e, são uma função do número, mais ou me nos elevado, dos semas genéricos envolvidos. A banalização (pelo uso corrente) da combinatória deste tipo actuara" em sentido contrário, mitigando a saliên- cia da "originária" incompatibilidade semântica entre o substantivo e o adjec- tivo.
Darei um exemplo trivial. Confrontem-se:
(i) indivTduo alegre (ii) cão alegre
(iii ) arvore alegre
Reterei de cada um dos termos apenas dois dos semas genéricos en volvidos na combinatória:
(i)
+ Animado + Humano + Animado + Humano indivíduo alegre (ii) + Animado - Humano + Animado - Humanocao
alegreNesta combinatória apenas é afectado ou envolvido em processo me- tasémico o sema [+ Humano] do adjectivo.
(iii) Animado - Humano
Animado - Humano
.144.
Nesta combinatória são afectados ou envolvidos em processo metas- semico os dois semas considerados. A transferencia isotópica é, pois, aqui mais pronunciada. Ao maior número de semas envolvidos corresponderá", pois, um maior abrandamento da força integrativa que reúne os termos em combinação - - de acordo com o acima estabelecido.