4. Les applications hybrides
4.3 Les acteurs principaux
Metodologias diferenciadas que atendam aos interesses do aluno e proporcionem o seu envolvimento nas atividades ainda são necessárias em sala de aula. Para que se tornem recorrentes nas práticas diárias do professor é necessário que busquemos, cada vez mais, qualificação para nos atualizarmos diante das mudanças que ocorrem no contexto educacional e social. É importante que nós professor assumamos o perfil de pesquisador para que nossas aulas sejam cada vez mais adequadas às necessidades reais de sala de aula, ou seja, fundamentadas com teorias que sustentem nossas práticas, para que possamos atuar de forma mais eficaz possível.
Quando a pesquisa é produzida pelo professor titular da turma, caracteriza-se como pesquisa-ação (GIL, 2010), porém, esta pesquisa tem caráter de pesquisa- participante, uma vez que nós pesquisadoras não somos professoras titulares dos sujeitos dessa pesquisa, portanto, desenvolvemos nossas ações junto à professora titular da turma de modo a contribuir para a prática de sala de aula de forma colaborativa:
As origens da pesquisa participante estão, portanto, na ação educativa. Sua principal influência encontra-se nos trabalhos de Paulo Freire relativos à educação popular. Seu método de alfabetização a partir da leitura do alfabetizando de seu próprio contexto sócio-histórico é que proporcionou as bases da pesquisa participante. (GIL, 2010, p. 43).
Desse modo, esse tipo de pesquisa atende ao propósito de contribuir para a educação básica da rede pública, embora o foco não seja no processo de alfabetização nas séries iniciais – conforme Gil (2010) foi o que deu origem a esse tipo de pesquisa – entende-se, portanto, que mesmo após as séries iniciais, ainda há necessidade de alfabetizar o aluno do ensino fundamental no que tange a sua competência leitora e de produção textual em língua materna, principalmente no 6º ano que é o momento em que o aluno adentra a uma nova dinâmica de estudo em que passa a ter mais disciplinas e deixa de ter um único professor regente da turma,
além de estar exposto a uma variedade maior de textos, de modo que lhe cabem maiores exigências no campo da leitura e da escrita.
Por isso, planejamos uma sequência de atividades que em ação conjunta, possibilitam ao aluno desenvolver suas competência de leitura e escrita do gênero HQ estimulado pelo uso do software HagáQuê, de modo que tenha assegurado uma dinâmica de estudos lúdica e gradativa, conforme módulos de leitura, de escrita e de divulgação do gênero. (LOPES-ROSSI, 2008), etapas descritas na seção 5, referente à metodologia desenvolvida nesta pesquisa. Os métodos pautados na visão do educando submerso em seu contexto social, dialoga com as práticas de multiletramento, conforme se pode observar:
Trabalhar com o multiletramento partindo das culturas de referência do alunado implica a imersão em letramentos críticos que requerem análise, critério, uma metalinguagem, para chegar a propostas de produção transformada, que implicam agência por parte do alunado. (MOURA; ROJO, 2012, p.8-9).
As atividades realizadas com os alunos precisam estar vinculadas à realidade sócio-histórica em que vivem, de modo a resultar em sua própria interação com o mundo para que sejam construídos sentidos mediante um contexto real, econômico, social e cultural. É muito importante que tais atividades ganhem caráter científico, isto pode ocorrer por meio de ações dos professores sintetizadas, analisadas e publicadas para que não se percam no tempo e no espaço de forma que se disseminem no campo da educação e contribua para o processo de ensino e aprendizagem, como um protótipo para que professores da área possam repensar tais práticas e adequá-las a cada contexto de sala:
Nesse sentido é que os chamo assim de protótipos, ou seja, estruturas flexíveis ou vazadas que permitem modificações por parte daquelas que queiram utilizá-las em outros contextos que não o das propostas iniciais. (MOURA; ROJO, 2012, p. 8).
Ao se pensar em ensino da língua, automaticamente, atribui-se esta função ao professor, porém o aluno também faz parte deste processo e quando se fala em aprendizagem é como se só o aluno aprendesse. É importante considerar que professores também aprendem nesse processo, por isso professores e alunos estão diretamente ligados no que tange à prática de ensino aprendizagem, seja sob uma perspectiva de ensinar ou de aprender; é comum que em uma pesquisa, as ações sejam alteradas, acrescidas de outras ações que venham a complementar ou até mesmo substituir outras, porém todas de muita importância para a pesquisa.
Efetivar uma pesquisa de campo no contexto educacional requer do professor pesquisador muitas manobras no sistema educacional, o currículo, muitas das vezes não oferece espaço para projetos longos, segundo os PCN (BRASIL, 1998) deve-se trabalhar o gênero nas aulas de língua portuguesa por um bimestre, porém o que notamos em campo é que os conteúdos voltados para a gramática não dão espaços para esse trabalho contextualizado. Os alunos também não estão acostumados com essa dinâmica de projetos, de modo que estranham as atividades oferecidas por meio de projeto pedagógico de leitura e escrita de gênero discursivo (LOPES- ROSSI, 2008).
A princípio teríamos disponibilidade para trabalhar juntamente com a professora regente de sala de aula de LP, conforme ocorre com a pesquisa do tipo participante (GIL, 2010), porém a professora disponibilizou para esta ação apenas seis aula, o que se configurou como insuficiente para desenvolver as atividades de intervenção. Necessitamos, portanto, negociar com professores de outras disciplinas, vez ou outra para ceder a aula, bem como adequar a metodologia, conforme exposto na seção seguinte.
No decorrer da pesquisa, ainda tivemos problemas de logísticas referente ao uso de recursos tecnológicos, pois o estado oferece laboratórios de informática na educação básica, porém na escola locus desta pesquisa haviam computadores, porém não havia internet, o que dificultou a instalação do software nas máquinas e o aprimoramento do texto, o qual necessitava deste recurso, porém adequações foram feitas, uma vez que, faz parte também do trabalho do professor criar e recriar situações adequadas para o processo de ensino-aprendizagem diante das adversidade cotidianas.
Dessa forma, concluímos que não é fácil para o professor da educação básica desenvolver esse perfil de professor pesquisador, porém não é impossível. Cabe a cada professor assumir tal postura e atuar ao encontro das problemáticas encontradas em sala que são das mais variadas, para atribuir mais qualidade ao seu trabalho e oferecer melhores condições para os alunos.