Chapitre 5. TRACER, LE SENS DU TRAIT 124
5.2 LA GENESE DU TRAIT 131
5.2.4 Lecture d'un diagramme de classes 136
Conforme mencionado no item 2.2, que discutiu a metodologia da pesquisa, foram aplicados questionários aos jovens estudantes do 1º ano do Ensino Médio na escola investigada. Por meio dos questionários pôde-se conhecer melhor o perfil desses jovens e os resultados serão discutidos neste primeiro momento de análise. Foram aplicados e analisados 134 questionários (79 moças e 55 rapazes), incluindo os que vivem próximo e distantes da escola.
No perfil geral desses jovens, observa-se que a grande maioria (86%) está na faixa etária de 15 a 16 anos, 10% possuem de 17 a 18 anos, 3% têm mais de 18 anos, e apenas 1% não informou a idade. A maioria dos jovens não possui atraso no processo de escolarização, conforme foi estabelecido pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, pois o acesso ao Ensino Médio pode ocorrer a partir dos 15 anos. Acredita-se que os 13% de jovens que possuem mais de 17 anos sejam os que tiveram alguma reprovação na trajetória escolar ou casos de interrupção dos estudos, conforme será demostrado.
Grande parte desses jovens (84%) não trabalha, e apenas 16% deles afirmaram trabalhar para ajudar nas despesas de casa, normalmente, são trabalhos informais com carga horária de meio dia.
Em relação à família, foram identificados diferentes arranjos familiares, prevalecendo aqueles em que os jovens moram com a mãe, pai e irmãos, em famílias nucleares (65 casos), o que equivale a 48,5% dos casos. Os demais arranjos variam entre 9,7% dos jovens que moram com a mãe e irmãos (13 casos); onde 9,7% moram com pai e irmãos (13 casos); em que 6,7% com pai e mãe (9 casos); e os demais, 25,3%, com pai e madrasta, mãe e padrasto, avós, tios e primos em famílias extensivas (34 casos). Apenas um jovem relatou ter a presença de um amigo compartilhando moradia.
Em relação ao número de integrantes da família, 79 jovens (59%) afirmaram morar com quatro a cinco pessoas; 27 (20,1%) dos jovens com até três pessoas; 19 (14,2%) com mais de cinco pessoas; e 9 (6,7%) jovens afirmaram morar com apenas mais duas pessoas. Através desta análise, percebe-se que grande parte dos jovens tem o quadro familiar composto por mais de quatro pessoas, sendo consideradas famílias com mais de quatro pessoas, que, em muitos casos, contam com a presença dos pais, irmãos, avós, tios e primos compartilhando o domicílio. Desses 134 jovens, 117 (87%) possui irmãos, 5% não responderam e 8% não possuem irmãos. Dos 117, o que equivale a 87% de jovens que possuem irmãos, 72% afirmaram que
eles ainda estudam; sendo que os demais, 22,2%, responderam que têm irmãos, mas que eles não estudam; e 6% não possuem irmãos, podendo essa variação ser decorrente da evasão da escola ou devido ao fato de já terem concluído os estudos. Dos 117 jovens que possuem irmãos, 60% relataram possuir de um a dois irmãos; 20% jovens possuem de três a cinco irmãos; e 10% mais de cinco irmãos; apenas 10% não possuem irmãos e seis não responderam.
Gráfico 2 – Número de irmãos mencionados pelos jovens estudantes do 1º ano do Ensino
Médio em uma escola pública de Cachoeira do Campo (2015)
Fonte: Elaborado pela autora
A escolaridade dos familiares (pai e mãe) foi mensurada a partir dos questionários preenchidos pelos estudantes e variam, na maioria dos casos, entre o Ensino Fundamental e Médio. Neste sentido, observa-se que a maioria dos jovens respondeu que seu pai possui escolaridade em nível fundamental incompleto, sendo poucos os que tiveram a longevidade escolar para além do Ensino Médio, conforme demonstrado no Gráfico 4.
Gráfico 3 – Nível de escolaridade alcançado pelo pai, de acordo com relatos
dos jovens estudantes do 1º ano do Ensino Médio em uma escola pública de Cachoeira do Campo (2015)
Fonte: Elaborado pela autora
As profissões mais mencionadas do pai foram: 26,11% atuando como operadores/motoristas (35 casos), 14,2% como operários em construção civil (19 casos), 6% fazem trabalhos informais (8 casos), 4,5% são funcionários de comércio (6 casos), 3,8% são trabalhadores rurais (5 casos), 3% são mecânicos (4 casos), 2,25% fazem serviços administrativos (3 casos), 1,5% são frentistas (2 casos), 3% fazem segurança privada (4 casos), dentre outras profissões com nível médio. Foram encontrados apenas 3 casos de pais que atuam como comerciantes/empresários, o que equivale a 2,25% dos pais.
Em relação à escolaridade das mães, foi constatado que 41,8% delas possuem a escolaridade de Ensino Fundamental incompleto (56 casos); 23,12% têm Ensino Médio completo (31 casos); 8,2 % têm Ensino Médio incompleto (11 casos); 3,75% possuem Ensino Fundamental completo (5 casos); e, sobre 23,14%, não foi informada a escolaridade. A maioria, assim como os pais, não atingiu além do nível médio.
Percebe-se, na análise dos questionários, que as mães estudaram mais que os pais, destacando 11 mães com Ensino Superior completo (8,2%) e um caso com Ensino Superior incompleto (0,75%). Por outro lado, observa-se que 103 mães (77%) estudaram até, no máximo, o Ensino Médio.
É interessante ressaltar que se encontrou um número expressivo de jovens (39 casos, correspondendo a 29% da amostra) que não souberam classificar a escolaridade de seus pais. Com relação à escolaridade das mães, apenas 19 não souberam responder. As representações referentes à escolaridade das mães estão expressas no gráfico a seguir.
Gráfico 4 – Nível de escolaridade alcançado pela mãe, de acordo com relatos
dos jovens estudantes do 1º ano do Ensino Médio em uma escola pública de Cachoeira do Campo (2015)
Fonte: Elaborado pela autora
As profissões das mães mais mencionadas foram as de empregada doméstica (23), funcionária de comércio (16), auxiliar (12), trabalhos informais (11), educação (10), serviços administrativos (7), empresárias comerciantes (4), motorista (3), executiva (2), aposentada (1), segurança privada (1), “do lar” (sem remuneração) (26), além das 18 cujos filhos não souberam ou não quiseram responder.
Na renda familiar geral, foi observado que 13% dos jovens possuem uma renda familiar menor que um salário mínimo, 10% entre um e dois salários mínimos e 51% entre dois e três salários mínimos, normalmente para garantir o sustento de uma composição familiar de mais de quatro pessoas, como foi mencionado anteriormente. Observa-se que 74% das famílias possuem renda familiar de até três salários mínimos, para garantir o sustento familiar, os demais (13%) não souberam responder a questão. Por último, apenas 13% dos jovens afirmaram possuir uma renda maior entre quatro e seis salários mínimos, conforme demonstrado no gráfico abaixo:
Gráfico 5 – Renda familiar média mencionada pelos jovens estudantes do Ensino Médio de
uma escola pública de Cachoeira do Campo (2015)
Fonte: Elaborado pela autora
Os dados relativos à renda, escolaridade e profissão dos pais demonstram que a maioria dessas famílias encontra-se em situação de vulnerabilidade, seja em relação à distância (mobilidade), acesso à informação e situação econômica. Apenas 18 jovens (13%) responderam que a renda familiar ultrapassa quatro salários mínimos, 18 (13%) não souberam responder, e os demais (74%) possuem a renda familiar de menos de um salário mínimo a três salários mínimos, representando uma parcela significativa.
Desses jovens, 30 (3%) afirmaram receber algum auxilio financeiro de programas do governo, e 16% não souberam responder. Apesar de haver muitos casos em que a renda familiar é baixa em relação ao número de pessoas no domicílio, a grande maioria, 95 famílias (71% dos casos), não recebe nenhum auxílio financeiro externo.