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LE VENT

Dans le document La ventilation et l'énergie (Page 121-129)

Na ementa da primeira disciplina específica BIM5 oferecida para alunos de pós-

graduação no Brasil, o Prof. Dr. Eduardo Toledo Santos ressalta os motivos que tornam indispensáveis a compreensão dos conceitos fundamentais de BIM:

Assim, a formação adequada de recursos humanos com a compreensão dos conceitos fundamentais desta tecnologia é essencial não só para sua adoção pelo mercado, bem como para os desenvolvimentos que serão necessários para sua adaptação às peculiaridades da construção nacional (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2009, p.2, grifo nosso)

Um dos principais benefícios que BIM proporciona é a possibilidade de um processo de projeto e construção mais integrado, conforme ressaltam Eastman et al. (2008a, p.1): “When adopted well, BIM facilitates a more integrated design and construction process that results in better quality buildings at lower cost and reduced project duration6”.

A principal motivação para a adoção de BIM é a sua ligação a várias aplicações e tecnologias que dão suporte a diferentes propósitos em empreendimentos do setor da construção, tais como: modelagem 3D, visualização, desenhos para construção/fabricação, simulações de energia, análises de engenharia, orçamentos, planejamento das etapas da obra, revisões de construtibilidade, detecção de interferências, integração e gerenciamento de facilidades (AHN; CHO; LEE, 2013).

Além disso, BIM dá suporte para a colaboração entre os agentes de uma equipe de projeto. Contudo, esta integração só é possível se todos os membros da equipe de projeto puderem trocar, livremente, os dados do modelo, através de

4 O precursor de dramáticas mudanças de processo (tradução da autora). 5 Modelagem da Informação da Construção (PCC5113).

6 Quando implementado adequadamente, BIM propicia um processo de projeto e construção mais

integrado que resulta em edificações de melhor qualidade e custo mais baixo, em menor tempo (tradução da autora).

diferentes aplicações e plataformas. Young, Jones e Bernstein (2007, p.4) denominam esta capacidade de ‘interoperabilidade’: “If all members of a build team can freely exchange data across different applications and platforms, every member of the team can better integrate the project delivery7”.

Existem, hoje, diferentes definições para a expressão Modelagem da Informação da Construção, pois se nota que cada autor tem uma percepção de BIM. Algumas decisões importantes são tomadas de acordo com esta percepção, e se BIM está sendo entendido apenas como uma nova ferramenta, as mudanças, no setor educacional, terão menor probabilidade de acontecer. Em relação a isto, Denzer e Hedges (2008, p.6) levantam uma preocupação:

Historically, NAAB and ABET have never imposed prescriptive requirements with regard to specific software platforms, nor have they set clear expectations about computing skills. […] Therefore if BIM is seen simply as a ‘new tool’, it can be expected that the accrediting bodies will have little interest in mandating its use8 (DENZER; HEDGES, 2008, p.6).

De fato, muitos profissionais veem BIM apenas como uma ferramenta e/ou como um modelo digital do edifício. Ao analisar várias definições de BIM, Ayres Filho (2009), Santos (2009) e Mandhar e Mandhar (2013) concluíram que BIM tem sido compreendido como: (a) processo/tecnologia (nova forma de trabalhar); (b) produto ou modelo digital; (c) ferramentas (software) e (d) inteligência.

Para Eastman (2007), BIM significa um ‘processo’ que tem por base o modelo digital do edifício. Para Succar (2008, p. 357) BIM significa uma interação de processos, políticas e tecnologias: “BIM is a set of interacting policies, processes

7 Se todos os membros de uma equipe de projeto/construção podem trocar dados livremente

através de diferentes aplicações e plataformas, cada membro da equipe pode participar melhor do desenvolvimento do empreendimento (tradução da autora).

8 Historicamente, NAAB e ABET não têm imposto exigências em relação a plataformas

específicas de software, nem mesmo expectativas claras sobre habilidades em computação. [...] Portanto, se a BIM é vista, simplesmente, como uma ‘nova ferramenta’, pode-se esperar que órgãos de certificação terão pouco interesse em impor seu uso (tradução da autora).

and technologies, generating a methodology to manage the essential building design and project data in digital format throughout the building's life-cycle9”. Nesta Tese, são formuladas as seguintes definições para BIM - como processo e como modelo respectivamente:

‘Modelagem da Informação da Construção é uma nova abordagem metodológica para processos de negócios, que envolve projeto, construção, gerenciamento e manutenção de edificações. Quando implementada de forma plena, todos os agentes envolvidos podem acessar, ao mesmo tempo, informações sobre o escopo de projeto, cronogramas e orçamentos, que são de alta qualidade, confiáveis, integrados e totalmente coordenados’.

‘Um Modelo da Informação da Construção é uma representação digital 3D e paramétrica das características físicas e funcionais de uma edificação. Por ser baseado em padrões abertos de interoperabilidade, ele serve como um recurso de compartilhamento de informações sobre uma edificação, portanto, constitui base confiável para a tomada de decisão pelos agentes envolvidos, durante todo o ciclo de vida da mesma’.

Para conceituar ‘Educação BIM’, adotamos a seguinte definição:

‘O esforço para ensinar/aprender conceitos e usos de BIM, assim como, para desenvolver/adquirir habilidades que permitam a capacitação profissional em atividades relacionadas a projetos BIM. A Educação BIM acadêmica fundamenta-se na provisão e entrega estruturada de um grau ou certificado’.

1.3 Objetivos

Com a realização desta pesquisa, pretendemos alcançar os seguintes objetivos:

1.3.1 Objetivo Geral

9 BIM é um grupo de políticas, processos e tecnologias, que, ao serem interligados, requerem

uma metodologia para gerenciar os principais dados do empreendimento e do projeto do edifício, em formato digital, ao longo de seu ciclo de vida (tradução da autora).

Propor uma forma para introduzir BIM no currículo de cursos tradicionais de Arquitetura e de Engenharia Civil no Brasil, como uma contribuição para a formação do projetista.

1.3.2 Objetivos específicos

Discutir, a partir da literatura especializada, as áreas do currículo em que BIM pode ser introduzido. Classificar tipos de colaboração que podem ser ensinados aos alunos utilizando BIM; os obstáculos que, possivelmente, deverão ser superados; as estratégias que podem ser adotadas para superar os obstáculos; e os níveis de proficiência em BIM, que, em cada caso, podem ser alcançados.

Identificar, a partir de literatura especializada e anúncios de empregos, que tipos de funções BIM existem e quais são os campos de atuação profissional que exercem estas funções. Em particular, delinear o perfil de um competente Gerente BIM, a partir da definição de suas funções, responsabilidades e competências, e comparar com o perfil de um Gestor de Projetos.

Analisar um currículo de Engenharia Civil e um currículo de Arquitetura e Urbanismo de uma universidade pública brasileira para identificar disciplinas com potencial para a introdução de BIM, e investigar as percepções dos professores dessas disciplinas quanto à introdução de BIM no currículo desses dois cursos.

Propor, de modo sistematizado, a partir de uma discussão sobre o papel dos agentes no fluxo de trabalho BIM, e de uma análise dos currículos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, um instrumento para auxiliar professores a implementar BIM em suas disciplinas e revisar seu conteúdo com profissionais da área.

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