MATERIELS ET MÉTHODES
IV. Analyse statistique :
1. Echographie cervicale :
1.4. Le système Thyroid Imaging and Reporting Data System (TIRADS) :
Neste cenário, foi considerada como vegetação predominante, aquela correspondente aos biomas presentes na bacia. Observa-se também, que apenas dois biomas foram considerados na simulação, uma vez que até a seção de controle final, há apenas os biomas Mata Atlântica e Cerrado, enquanto que o bioma do tipo Caatinga encontra-se na porção mais a jusante daquele ponto.
Nota-se também, que nas áreas anteriormente ocupadas por estes biomas, restam apenas fragmentos, principalmente no que tange à existência de remanescentes de Mata Atlântica, sendo essa situação em virtude dos processos de colonização, ocupação e extrativismo vegetal na bacia.
Analisando-se a bacia do rio Paraopeba, tem-se um valor médio da curva número de 53,4, com predominância do valor igual a 43,47, enquanto que em termos de sub-bacia, a sub- bacia referente à Ponte Nova do Paraopeba tem um valor médio de 55,65 com a CN-II predominante de 43,47, enquanto que para a área a jusante deste ponto de controle, tem-se um valor médio de curva número igual a 50,22 com o valor predominante de 44,97. Embora esses valores médios e predominantes possam ser maiores que alguns cenários anteriores, destacam-se a homogeneidade dos mesmos, proporcionado por apenas dois tipos de uso do solo.
Destaca-se também, uma maior oferta de água nos dois pontos analisados, o que pode ser atribuído à infiltração de água no solo proporcionada pela cobertura vegetal, que reduz de forma considerada o escoamento superficial, sendo que em Porto do Mesquita, em termos de vazões médias, um aumento mais perceptível em relação à curva de permanência calibrada pelo modelo SWAT.
Em termos de escoamento superficial anual médio, considerando a bacia até sua seção de controle em Porto do Mesquita, foi em torno de 54,16 mm de água, enquanto a bacia em seu cenário atual gerou 207,26 mm,valor esse 3,82 vezes maior em comparação com o cenário primitivo. Já para a seção de controle em Ponte Nova do Paraopeba, o valor referente ao
escoamento superficial considerando apenas Mata Atlântica foi de 23 mm contra 39,57mm estimados pelo cenário atual.
Essa redução do escoamento superficial apresentado vai de acordo com as constatações de LINHARES (2006), que em seu estudo, concluiu que a remoção de florestas diminui os processos de interceptação e de infiltração, gerando uma resposta rápida nos valores do escoamento superficial e de VIOLA (2008) que verificou que a implantação de eucalipto em uma bacia na região do alto rio Grande, resultou em uma diminuição de 9,36% no escoamento superficial quando em 50% de área de pastagem e em 12,66% quando a conversão foi em 100% da área.
Para produção de água, o cenário primitivo também foi superior, com uma produção anual média de 529,98 mm contra 501,81 mm do cenário atual em Porto do Mesquita e de 693,6 mm contra 590,03 mm do cenário atual em Ponte Nova do Paraopeba.
Essa análise, no entanto, evidencia a dificuldade de detecção de alterações no uso do solo pelo monitoramento hidrológico, uma vez que substituições na cobertura vegetal ocorrem gradualmente ao longo do tempo e espaço, produzindo impactos em magnitudes dificilmente perceptíveis da variabilidade natural que afeta o regime fluvial, reforçando a importância da aplicação de modelos matemáticos na simulação de impactos oriundos de alterações no uso do solo (VIOLA, 2008).
Em termos de evapotranspiração, esse cenário apresentou um comportamento diferente do esperado, quando se aborda os efeitos do reflorestamento em bacias hidrográficas. Em Ponte Nova do Paraopeba, onde o predomínio é do bioma Mata Atlântica, o valor estimado foi de 584,7 mm, mostrando um pequeno acréscimo quando comparado ao valor do cenário atual, que foi de 581,4. Em relação à evapotranspiração em Porto do Mesquita, o valor encontrado foi de 790,9 mm, sendo este valor, maior apenas daquele estimado para o cenário atual, que é de 737,2 mm.
Uma possível explicação para esse decréscimo em relação aos cenários simulados de 2014 a 2029 está na homogeneidade da bacia nos cenários primitivos. Nos demais cenários, havia a presença de áreas urbanizadas e diferentes tipos de cobertura vegetal, compondo assim um cenário mais heterogêneo e, portanto, difícil de atribuir o aumento a uma
Ressalta-se neste trabalho, que a influência da CN2 nos parâmetros hidrológicos também foi observada em outros estudos, conduzidos por MARCHIORO (2008), GREEN e GRIENSVEN (2008), CONFESOR et al. (2007), KIM et al. (2007), LENHART et al. (2002), dentre outros autores.
Na Figura 39, tem-se o comportamento da bacia nos dois pontos analisados, em termos de curva de permanência, onde se pode visualizar o aumento das vazões médias da bacia, com uma diferença maior em termos de oferta hídrica em Porto do Mesquita (Figura 38b).
Figura 39 – Curvas de permanência considerando o cenário primitivo em Ponte Nova do Paraopeba (a) e em Porto do Mesquita (b).
10 100 1000 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 V az ão m éd ia d iá ri a (m ³/ s)
Permanência (% do tempo) Q calibradaQ primitivo
a) 10 100 1000 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 V az ão m éd ia d iá ri a (m ³/ s)
Permanência (% do tempo) Q calibradaQ primitivo b)
Peterson e Hamlett (1998) apud Marchioro (2008) confirmam essa tendência da maior sensibilidade do modelo SWAT à variação da CN2, uma vez que a mesma apresenta forte relação entre as variáveis do solo com a vegetação, refletindo o potencial de escoamento superficial que pode ser ocasionado a partir do evento de precipitação.
Embora haja o indicativo da influência da CN2 no balanço hidrológico do SWAT, KANNAN et al. (2007) estudando a bacia do rio Sharnbrook no Reino Unido, não encontraram tal relação, pois os componentes do modelo não se mostraram sensíveis à modificação da CN2, devido à sua atualização em cada simulação, alterando o conteúdo de água no perfil do solo.
Essa atualização nos valores da CN2 em cada simulação realizada a partir da introdução de um novo shape ou MDE também foi notada neste trabalho, pois, quando foram introduzidos novos mapas para a realização dos cenários estudados, foi necessário ajustar manualmente a curva número II de cada tipo de uso e ocupação do solo.