• Aucun résultat trouvé

PARTIE 1 : INTRODUCTION

2 La réalité virtuelle et son utilisation dans l’évaluation des difficultés de navigation et de

2.1 La Réalité Virtuelle

2.1.6 Présentation des outils virtuels utilisés dans cette thèse

2.1.6.1 Le supermarché virtuel VAP-S (Virtual Action Planning-Supermarket)

A classificação do Observatório Europeu das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) assentava, unicamente, no número de trabalhadores, diferenciando as empresas, simplesmente, em Micro (de 0 a 9 trabalhadores), Pequenas (de 10 a 99 trabalhadores), Média (de 100 a 499 trabalhadores) e Grandes (com 500 e mais trabalhadores) (Caetano, 2003:154). No entanto, recentemente de acordo com a Legislação da EU14:

 Microempresa, têm até 10 trabalhadores, volume de negócios anual ou balanço total anual não excede 2 milhões de euros;

 Pequenas Empresas empregam menos de 50 trabalhadores, cujo volume de negócios anual ou balanço total anual não excede 10 milhões de euros

14 Site http://europa.eu.Recomendação 2003/361/CE da Comissão, de 6 de Maio de 2003, relativa à definição

 A categoria de micro, pequenas e médias empresas (PME) é constituída por empresas que empregam menos de 250 pessoas e cujo volume de negócios anual não excede 50 milhões de euros ou cujo balanço total anual não excede 43 milhões de euros.

Segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apresentados pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI)15, existiam em Portugal em 2005, 296.928 PME´s classificadas de acordo com a ―definição europeia‖, que empregavam 2.084.535 pessoas, com uma média de 7 trabalhadores e 573,6 mil euros de volume de negócios por empresa. No entanto, as micro e pequenas empresas representam a esmagadora maioria do tecido empresarial nacional (97,3%). A importância deste conjunto de empresas manifesta-se, naturalmente no emprego, e de uma forma mais ténue, no volume de negócios, já que micro e pequenas empresas geram 55,2% do emprego e realizam 35,3% do volume de negócios nacional. Assim, as PME realizam um volume de negócios de 170,3 mil milhões de euros no panorama nacional.

―No mundo do negócio, pequenos e micro negócios formam uma maioria absoluta mundial. Na Europa, 99.8 por cento das empresas privadas são pequenas e médias empresas (PMEs). Além disso, 90 por cento destas PMEs são micro negócios com menos de dez empregados. Um típico negócio europeu é um micro negócio que emprega três pessoas.‖ (Komppula e Reijonen, 2007: 689). ―Fora da Europa as microempresas revelam, igualmente, a capacidade de criar postos de trabalho em todos os sectores de actividade, demonstrando que as empresas mais pequenas são mais flexíveis na adaptação à conjuntura económica, incluído a estrutura da Nova Economia, e capazes de funcionar com êxito em ambientes empresariais menos atraentes para as empresas maiores.‖ A chave para o crescimento económico de um negócio e sua sobrevivência, é a capacidade de adaptação a um mercado em mudança rápida (Caetano, 2003:154).

A criação de microempresas, ajuda na conclusão de objectivos de desenvolvimento económico-social. Este tecido micro empresarial é fundamental para a criação de emprego e de rendimentos para os habitantes dessas localidades, assim como para o alargamento mais equilibrado do progresso técnico e do crescimento económico (Caetano, 2003). Por

isto mesmo, a ênfase dada ao estudo das pequenas e microempresas tem vindo a crescer (Komppula e Reijonen, 2007:689).

Por outro lado, o ritmo da mudança na economia tem acelerado, e a extensão de tempo das operações em todos os campos do negócio encurtou geralmente. Por exemplo, de acordo com Julien (1996, citado por Nummela et al., 2004:51), a concorrência crescente em mercados de consumidores significa que os produtos alcançam a extremidade de seu ciclo de vida muito mais rapidamente, facto que realça, por sua vez, a volatilidade do produto. Adicionalmente, as empresas devem, constantemente, procurar novos mercados a fim de alargar o ciclo de vida dos seus produtos (Nummela et al., 2004:51).

As microempresas constituem um elemento incentivador do crescimento económico, dado que, pelas suas características especiais, demonstram um grande potencial no que se refere um uso mais produtivo e eficiente dos recursos, no reforço da concorrência, na criação de emprego, no desenvolvimento do território e na coesão social (Caetano, 2003:157). Por outro lado as microempresas cumprem uma função social de extrema importância, pois têm a vantagem de possibilitar a retenção de jovens no espaço rural, dando a possibilidade de revitalização das aldeias com a intervenção de factores de nível individual e colectivo. Genericamente, estas empresas caracterizam-se por (Caetano, 2003:157):

a) Relações de proximidade geográfica e informalidade;

b) Origem do financiamento (poupanças individuais e /ou familiares); c) Debilidade financeira consequente da dimensão;

d) Carências de formação e de informação; e) Diferenças de produtividade;

f) Problemas de marketing e de comercialização;

g) Carências de serviços produtivos no território onde estão localizadas.

―Para reforçar a competitividade destas empresas foi ainda recomendado que a qualidade e quantidade de serviços de apoio às microempresas deviam ser melhoradas. Estes serviços devem contribuir para promover a instrução e a formação profissional, combater a vulnerabilidade frente a mercados potenciais, reforçar a gestão e estrutura e, criar redes locais e externas de comercialização e de aprendizagem, através do

relacionamento entre microempresas.‖ (Caetano, 2003: 157). Tenha-se presente que maioritariamente, ―as microempresas recém-criadas, empregam menos de 5 pessoas, e em média, durante os primeiros 5 anos, o número de trabalhadores em empresas novas não aumenta‖ (Lanniello, 1999:11). Além disto, a taxa de falências destas novas empresas continua a ser muito elevada. Porém, naquelas que sobrevivem, o emprego tende a aumentar. Contudo, o ciclo de vida destas empresas (nascimento, crescimento e encerramento) concorre para um processo de aprendizagem colectiva (Caetano, 2003:157).

Também as PME são cruciais para a dinâmica económica, conseguindo ser responsáveis por uma grande parcela do emprego e do produto interno bruto, na generalidade dos países europeus. Relativamente à renovação de empresas, sua expansão e contracção, a maior irrequietude envolve as empresas mais pequenas que têm uma maior flexibilidade e empreendedorismo, tornando-se decisivas no desenvolvimento económico do país (OEFP, 2000:35).