4.3 Analyse qualitative
4.3.2 Le ressenti du bégaiement
Considerando o objetivo, proposto na presente pesquisa, de investigar o comportamento conjunto de uma viga pré-moldada protendida levando em conta o efeito das ligações semi-rígidas, foi possível a obtenção das seguintes considerações:
• A partir dos ensaios realizados na presente pesquisa, foi possível avaliar o comportamento conjunto de uma viga pré-moldada protendida com a presença de ligações semi-rígidas em suas extremidades.
• As medidas de rotações globais (em relação ao solo) nos apoios da viga pré-moldada protendida foram realizadas diretamente através de clinômetros fixados nas laterais da viga e nos eixos dos seus apoios sobre os consolos. As medidas de rotações relativas entre a extremidade da viga e o consolo foram obtidas através de transdutores fixados nos consolos, com pontos de referência na parte inferior da lateral da viga, no trecho do seu apoio sobre o consolo. Dessa forma, também foi possível monitorar se os giros globais na extremidade da viga estavam próximos ou não dos giros relativos entre a viga e o consolo.
• Na presente pesquisa, as medidas de curvatura no trecho central da viga protendida foram realizadas através de extensômetros elétricos de base removível. Com base nos resultados obtidos, esse procedimento foi julgado adequado, principalmente para o caso de uma viga protendida, pois a mesma possui pequenas deformações, podendo causar imprecisões nas leituras realizadas através de transdutores verticais. Assim sendo, pode-se dizer que a utilização dos extensômetros elétricos de base removível mostrou-se adequada para a obtenção de curvatura em vigas com pequenas deformações.
• Os momentos atuantes nas extremidades da viga pré-moldada protendida foram deduzidos por três métodos. No primeiro método, tais momentos foram deduzidos a partir do momento isostático subtraído do momento obtido no meio do vão da viga bi-apoiada, considerando a igualdade da relação entre momento e curvatura para os dois modelos ensaiados (viga bi-apoiada e viga com ligações semi-rígidas). No segundo método, os momentos nas extremidades foram deduzidos a partir dos fatores de restrição à rotação αR determinados através das relações entre as flechas obtidas com o ensaio do modelo BA e as flechas obtidas com o ensaio do modelo SR. No terceiro método, os momentos atuantes nas extremidades da viga foram deduzidos a partir dos fatores de restrição à
rotação αR determinados através das relações entre as rotações da viga bi-apoiada e da viga com ligações semi-rígidas.
• Com a metodologia experimental empregada, foi possível integrar diversas análises teóricas, que permitiram estimar os momentos mobilizados nos apoios e consequentemente avaliar a redistribuição dos momentos, ou seja, o coeficiente de engastamento parcial. A validação desses métodos analíticos permitirá aos engenheiros estimar o comportamento semi-rígido das ligações viga-pilar em estruturas pré-moldadas. Essas equações são baseadas no fator de restrição à rotação, o qual pode ser facilmente incorporado em programas de análise estrutural existentes, fornecendo estimativas mais exatas para flechas em vigas pré-moldadas ou em estruturas semi-rígidas em esqueleto. • Com base nos resultados experimentais obtidos na presente pesquisa, a ligação viga-pilar
estudada apresentou uma rigidez à flexão da ordem de 232711 kN.m/rad para uma carga de projeto referente a um momento elástico de 187 kN.m (E.L.U).
• A viga estudada na presente pesquisa, foi capaz de mobilizar 56% do momento elástico (187 kN.m) considerando a carga de projeto correspondente a 270 kN. Para o momento mobilizado (104,72 kN.m), a ligação apresentou uma rigidez correspondente a 232711 kN.m/rad e através dos resultados obtidos, pôde-se observar que os pilares apresentaram certa rotação. Todavia, pode-se afirmar que considerando a rotação nula dos pilares, a porcentagem de engastamento parcial efetiva da ligação viga-pilar correspondeu a um valor intermediário a 60% e 70%.
• Considerando a carga correspondente ao E.L.U, observou-se que a flecha obtida no ensaio da viga com ligações semi-rígidas correspondeu a 57% da flecha obtida no ensaio da viga bi-apoiada. Pode-se dizer que tal fato ocorre devido a ligação viga-pilar promover a redistribuição dos esforços ao longo da viga, alterando a sua configuração da fissuração. • Com o ensaio do modelo composto por uma viga com ligações semi-rígidas, constatou-se um espalhamento da fissuração ao longo da região da ligação, sendo inicialmente identificada uma fissura na interface entre a viga e o pilar, para uma carga correspondente a 95 kN, sendo que ao alcançar a carga de projeto de 270 kN, essa mesma fissura apresentou uma abertura correspondente a 0,35 mm. Além disso, também foi possível observar o aparecimento de uma fissura distante 35 cm da face do pilar, para a carga de 178 kN, que posteriormente atingiu uma abertura de 0,1 mm para a carga de projeto (270 kN). A terceira principal fissura que pôde ser identificada visualmente, surgiu a uma distância de 75 cm da face do pilar para uma carga de 415 kN. Assim, foi possível
observar a formação da rótula plástica na região da ligação, não havendo a concentração de deformação em uma única fissura.
• Comparando o modelo ensaiado por SOUZA (2006), que utilizou os mesmos elementos de pilares e as mesmas luvas rosqueadas para a fixação das armaduras negativas, pode-se dizer que o grande aumento da rigidez da ligação obtida na presente pesquisa se deve as melhores condições do apoio, que diferentemente da almofada empregada por SOUZA (2006), foi realizado, na presente pesquisa, o preenchimento das interfaces viga-pilar e nichos dos chumbadores com um graute que apresentou um módulo de elasticidade da ordem de 43 GPa. Dessa forma, acredita-se que para o ensaio realizado em SOUZA (2006), o principal fator que proporcionou uma pequena rigidez da ligação, está relacionado com a utilização da almofada para o apoio da viga, que apresentou um reduzido módulo de elasticidade, e não com a utilização das barras rosqueadas.