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LE PROJET D’ECOLE

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Não há uma fórmula específica para diagnosticar o dé- ficit de atenção em uma criança. Levando em consideração, que muitas vezes são tarjadas de desinteressadas quando na verdade não conseguem se concentrar em suas atividades ou brincadeiras. Principalmente se exigirem esforço e tempo,

a criança nem demostra interesse e acaba não fazendo nem participando das mesmas.

A família é o primeiro meio social que tende a perceber a falta de atenção da criança. Seja na impaciência durante ta- refas longas ou que exija esforço mental. Seja da falta de aten- ção ao fazer os deveres de casa. Ou ainda, para lembrar-se de recados ou coisas que deveria fazer. Algumas vezes pode ser chamada de cabeça de vento, mas na verdade possui tanta informação em sua mente que não consegue organizá-las.

Os relatos da família tornam-se muito importantes, pois podem preencher lacunas e direcionar caminhos ao psi- copedagogo. Mas é no contexto escolar que a criança terá um olhar mais especializado, primeiro quando a professora de- tecta características específicas de uma possível dificuldade de aprendizagem. Não há interesse nas atividades, é muito devagar para copiar do quadro, sempre se distrai por fatores externos, são algumas das reclamações frequentes feitas pela professora.

Em seguida, quando a criança é atendida pelo psicope- dagogo da escola, quando essa tem ou então a mãe é acon- selhada ou encaminhada a levá-la ao psicopedagogo clínico que:

irá fazer uma análise da situação do aluno para poder diagnosticar os problemas e suas causas. Ele levanta hipótese através da análise de sinto- mas que o indivíduo apresenta, ouvindo a sua queixa, a queixa da família e da escola. (MORAES, 2010, p. 3).

A partir das informações coletadas com pais/responsá- veis e professores, o psicopedagogo pode presumir causas/ justificativas dos sintomas relatados, assim como formular estratégias para um diagnóstico preciso, que leve na elabo- ração de atividades e jogos a serem aplicadas junto à criança.

A entrevista com a família é muito importante, pois infor- mações de como foi à gravidez; se foi desejada ou não; par- to normal ou cesariana; se mamou e com que idade deixou; se engatinhou; com que idade andou e falou; se os pais eram presentes nessa fase.

Essas informações, entre outras, são muito importan- tes para o processo diagnóstico da criança que só podem ser relatadas pela família que esteve presente durante seu desen- volvimento motor, cognitivo e social. Não que os relatos da criança sejam inválidos, só que é preciso informações mais precisas e específicas, e que muitas das vezes ela não lembra e talvez sejam cruciais para todo o tratamento, desde o diag- nóstico até a intervenção.

É de extrema relevância detectarmos, através do diagnóstico, o momento da vida da criança em que se iniciam os problemas de aprendizagem. Do ponto de vista da intervenção, faz muita dife- rença constatarmos que as dificuldades de apren- dizagem se iniciam com o ingresso na escola, pois pode ser um forte indício de que a problemática tinha como causa fatores intra-escolares (BOSSA, 2000, p. 101).

Assim como cada criança tem seu diagnóstico e inter- venção apropriados, o psicopedagogo também utiliza técni- cas que ele acredite serem mais adequadas para ela e sua re- alidade. Alguns testes (piagetiano) e entrevistas (anamnese) tornam-se quase que obrigatórios por sua eficácia e garantia, outros são opcionais ou podem ser adaptado de acordo com cada caso. Levando em consideração tanto seu meio social como atual desenvolvimento cognitivo. Trata-se de uma in- vestigação minuciosa da criança e sua vida.

Alguns dos recursos que podem ser utilizados pelo psico- pedagogo são os Testes Projetivos; Provas de nível pensamen-

to (Piaget); Testes psicomotores; Avaliação do nível pedagógico (nível de escolaridade); Desenho da família; Teste HTP (casa, árvore e pessoa); Desenho da figura humana; Lateralidade, en- tre tantos outros que são de uso exclusivo dos psicólogos. Mas nada impede o desenvolvimento de atividades diferenciadas, mas que possibilitem colher às mesmas informações.

Seria adequado que além do atendimento com o psico- pedagogo a criança fosse encaminhada também ao neurope- diatra, psicólogo e fonoaudiólogo, para que fossem descarta- das ou detectadas possíveis causas dos sintomas vivenciados pela criança, tanto na vida familiar, escolar e social. Quando há uma equipe interdisciplinar, as chances da criança em ter uma vida pacífica com o déficit de atenção, são bem maiores e até o próprio diagnóstico é mais rápido.

Outro recurso que pode e deve ser utilizado pelo psico- pedagogo são os jogos, que podem ser cognitivos e/ou pedagó- gicos dependendo das características apresentadas por cada criança. Considerando que ela pode manifestar seus desejos e até momentos vividos de forma totalmente inconsciente. Além de envolver situações-problemas com regras e desafios específicos que terão de ser solucionados, possibilitando ob- servar as atitudes dela frente aos problemas. Durante os jogos, as crianças passam pela experiência de explorar, perguntar e refletir sobre sua realidade e cotidiano, além do desenvolvi- mento motor e criativo tende a desenvolver-se social e psico- logicamente. Nas palavras de Vygotsky (2007, p. 118):

O brinquedo cria na criança uma nova forma de desejos. Ensina-a a desejar, relacionando seus desejos a um “eu” fictício, ao seu papel no jogo e suas regras. Dessa maneira, as maiores aqui- sições de uma criança são conseguidas no brin- quedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade.

Toda a experiência que a criança adquiriu durante os jogos, tanto com o objeto pessoa ou com o próprio brinquedo, lhe servirá de base para toda a sua vida em sociedade, desde seu desenvolvimento infantil até suas relações na fase adul- ta. Nenhuma vivencia é perdida ou esquecida quando essa é adquirida durantes jogos ou brincadeiras, principalmente si envolver interações com o meio e outras crianças.

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