2 Les différentes méthodes
2.1 La contraception œstroprogestative
2.1.2 Le patch œstroprogestatif
A correlação entre a capacidade de retenção de água da planície de inundação e o nível d’água atingido pelas inundações (altura com relação ao nível da calçada) relatadas na porção de jusante da bacia hidrográfica do Córrego da Mooca, propõe identificar se há relação entre a supressão da planície de inundação, consequentemente a diminuição de sua capacidade de retenção de água, e o aumento do nível atingido pelas águas nos eventos de inundação.
Para essa correlação foram identificadas a área original da planície de inundação na porção de jusante da bacia estudada (Figura 65), que corresponde a 22,8% do total da planície da bacia, e as áreas remanescentes identificadas segundo os mapas de uso do solo. Foram consideradas como remanescentes as áreas verdes inseridas na planície de inundação, e que não sofreram intervenção pela urbanização nos anos anteriores.
Figura 65 – Localização da planície inundação na porção de jusante da bacia hidrográfica do Córrego da Mooca.
Também foi calculada a capacidade de retenção de água para cada ano, ou seja, o volume que a planície preservada seria capaz de armazenar. O cálculo considerou a área da planície de inundação multiplicada pela altura de 1 m, ou seja, 1 m² apresenta a capacidade de armazenar 1 m³.
Diante da falta de referências e dados na literatura, considera-se que essa estimativa proposta por Moroz – Caccia Gouveia (2010) e utilizada em outros estudos, subestima a capacidade de retenção do volume de poros das formações superficiais da planície em uma condição original, dessa forma, se essas variáveis fossem levadas em consideração a capacidade de retenção da planície de inundação deveria ser maior
O Quadro 14 a seguir apresenta os resultados obtidos.
Original 1952 1962 1972 1994 2008
Área (m²) 425.498,2 52.807,4 13.543,6 0 0 0
Volume (m³) 425.498,2 52.807,4 13.543,6 0 0 0
Supressão (%) 0 87,6 96,8 100 100 100
Quadro 14 - Área e capacidade de retenção da planície de inundação na porção de jusante da bacia hidrográfica do Córrego da Mooca, da condição original até 2008.
Org.: Bárbara Berges.
Para a identificação do nível d’água foram considerados os eventos de inundação que ocorreram na porção de jusante da bacia hidrográfica e aqueles em que a altura atingida pela água foi relatada na reportagem, resultando no total de 35 eventos.
Os dados foram agrupados por décadas. No entanto, já em 1972 a planície de inundação na porção de jusante da bacia estava completamente suprimida pela urbanização, dessa forma, não houve variação do indicador morfológico planície de inundação nos anos seguintes.
No período de 1971 até 2011 ocorreram inundações na porção de jusante da bacia hidrográfica em que os níveis d’água variaram entre 0,5 e 3 m. Dentro desse intervalo principais alturas relatadas pelas reportagens foram de 0,5 e 1 m em relação ao nível da calçada. O Quadro 15, na página a seguir, apresenta por década o número de eventos inundação que atingiram os níveis d’água relatados. É
importante considerar que todos os eventos identificados ocorreram em áreas em que a morfologia original corresponde à planície de inundação.
Nível d’água (m) relatado na reportagem
Número de eventos de inundação, por décadas
1970 1980 1990 2000 0,5 1 5 3 2 1 2 4 3 9 1,5 1 - 1 1 2 - - - 2 3 - - - 1
Quadro 15 - Nível d’água atingindo pelos eventos de inundação relatados na porção de jusante da bacia hidrográfica do Córrego da Mooca, por décadas*.
* A década de 1970 abrange os anos de 1971 a 1979, e a década de 2000 abrange os anos de 2000 a 2011. Org.: Bárbara Berges.
Os dados apresentados no Quadro 15 demonstram que houve uma tendência de aumento do nível d’água alcançado pelas inundações ao longo de 40 anos. Na década de 2000 foram registrados 9 eventos em que a água atingiu 1 m, o que equivale a soma dos eventos que atingiram essa altura nas décadas anteriores. Outro dado relevante é que somente na década de 2000 foram registrados eventos em que o nível d’água ultrapassou 1,5 m.
Embora a planície de inundação tenha sido suprimida na porção de jusante da bacia hidrográfica do Córrego da Mooca já na década de 1970, é importante considerar que as intervenções antrópicas ao longo da bacia, como o aumento da impermeabilização e a canalização dos rios, são fatores que devem ser considerados diante da tendência de aumento do nível d’água alcançado pelas inundações.
Ao estabelecer a correlação entre as taxas de impermeabilização e o número de eventos com nível d’água de 1 m ou mais, ao longo das décadas, apresentada no Gráfico 12 (na página a seguir), observa-se a relação positiva entre o aumento da taxa de impermeabilização e a elevação no número de eventos.
Não foi possível estabelecer a relação entre a capacidade de retenção de água da planície de inundação e o nível d’água atingido pelas inundações, pois os
eventos identificados abrangem uma série temporal sistematizada a partir de 1971, período em que se identificou a total supressão da planície de inundação na porção de jusante e, consequentemente, foi anulado seu potencial de armazenamento.
A correlação poderia ser estabelecida se os jornais abrangessem as décadas de 1950 e 1960, período no qual ainda havia áreas remanescentes da planície de inundação na porção de jusante. Com todos os relatos sistematizados dos eventos de inundação ocorridos nessas décadas seria possível identificar se com a supressão da planície de inundação, ao longo dos anos, ocorreu o aumento do nível atingido pelas águas.
Gráfico 12 - Correlação entre as taxas de impermeabilização e o número de eventos de inundação em que o nível d’água atingiu 1 m ou mais na porção de jusante da bacia hidrográfica do Córrego da Mooca.
* A década de 1970 abrange os anos de 1971 a 1979, e a década de 2000 abrange os anos de 2000 a 2011. Org.: Bárbara Berges.
No entanto, é possível fazer uma simples análise sobre as consequências da supressão da planície de inundação. Considerando a condição original de retenção de água da planície na porção de jusante da bacia hidrográfica do Córrego da Mooca, calculada com base no nível d’água de 1 m, e os eventos que atingiram a altura de até 1 m, poderíamos considerar que se a capacidade de armazenamento da planície tivesse sido preservada 82,9% dos eventos de inundação, em que o nível d’água foi identificado, não teriam ocorrido.
Essa análise demonstra que grande parte dos eventos de inundação ocorre em áreas e atingem alturas que não ultrapassam os limites indicados pela morfologia original. Esses eventos estão mais relacionados à urbanização de áreas sujeitas naturalmente à inundação, do que aos eventos extremos de precipitação.
T ax a de imp er meabil iz aç ão (%) Nº d e ev ent o s d e i n u n d aç ão
4.3.6. Vazão média diária do Rio Tamanduateí x nível d’água atingido pelas