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CHAPITRE 2 : MOYENS EXPERIMENTAUX ET METHODOLOGIE

1. LE MINI-KALAMAZOO

programa que abordava temas da academia e culturais, e o UPDATE, que transmitia aos telespectadores as novidades do mundo tecnológico. Os Serviços de Audiovisuais tinham um

37 papel muito importante nestes quatros projetos: a realização. Estes programas eram sempre gravados no estúdio e editados pelos técnicos.

A minha principal função era sobretudo na assistência de realização ao jornal universitário. Durante o decorrer do jornal ficava responsável por lançar as VTS, parte técnica da peça, ou então pelo som do estúdio, mediante as necessidades do direto.

O direto era sempre vivido com muita ansiedade e “adrenalina”, pois era visível um esforço de toda a equipa para que tudo corresse bem, sem falhas nem enganos, por isso considero-o como o ponto alto do estágio.

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5.4 – Filmagem

“Uma boa imagem vale mais do que mil palavras”, diz-nos o provérbio, e eu não podia estar mais de acordo. Uma boa filmagem é um elemento primordial em qualquer vídeo e durante o estágio aprendi várias técnicas que se adequam a cada tipo de trabalho. É, no entanto, fundamental conciliar uma boa imagem com o texto, para que não aconteçam situações em que as palavras dizem uma coisa e as imagens mostram outra, o repórter de imagem possui assim a seu cargo “a tarefa de captar a imagem e o som, sempre em estreita ligação com o jornalista” (Simão 2007: 21).

O enquadramento é um elemento essencial no ato de filmar: define-se pelo campo visual capturado pela objetiva da câmara, a que chamamos de plano. Para sabermos determinar qual o melhor plano para cada tipo de trabalho, temos que ter em atenção três critérios: o ambiente, a ação e a expressão (cf. Simão 2007: 13). Dentro dos planos de ambiente, integra-se o plano muito geral, que é utilizado apenas para mostrar essencialmente o ambiente, em que o elemento humano quase não é visível, e o plano geral, em que, apesar de o ambiente continuar a ser o aspeto central, o elemento humano já é notório. Dos planos de ação fazem parte o plano geral médio, onde o ser humano é o ponto central da imagem, surgindo sempre completo; o plano americano, que corta o elemento humano pelo meio da coxa; e o plano médio, talvez o mais utilizado, é cortado pela cintura. Nos planos de expressão, temos o plano próximo, que privilegia a expressão facial e é cortado um pouco abaixo das axilas; o grande plano, que mostra apenas para cima dos ombros; o muito grande plano, que é cortado pela zona do queixo; e o plano detalhe, que foca apenas parte de um corpo, aumentando a carga emotiva da imagem. É essencial conhecer muito bem estes planos, pois quando se está a filmar, a qualquer momento pode ser necessário pô-los em prática.

Existem ainda alguns cuidados a ter no posicionamento da câmara: nunca filmar contra o sol, que deve estar nas costas do repórter de imagem, nunca utilizar como fundo uma superfície envidraçada ou branca, não colocar o entrevistado diretamente debaixo duma lâmpada e evitar sítios com pouca luz (cf. Sousa e Aroso 2003: 93-103).

Durante o estágio trabalhei com as handycam, câmaras quase automáticas no seu manuseamento, com as quais a minha principal preocupação se centrava na captura de imagens, mas tive também a oportunidade de utilizar as câmaras profissionais, que implicam um maior cuidado e técnica. Não é de todo fácil trabalhar com elas e não me era permitido

39 utilizá-las sem a presença de um técnico, no entanto fiquei com muitas noções que considero essenciais para a minha vida profissional (cf. Simão 2007: 23-24).

Na maioria das vezes filmei peças jornalísticas para o jornal universitário – entre elas, destaco uma peça sobre uma conferência o que era muito usual, outra sobre um projeto inovador e ainda um falso direto.

A primeira foi uma palestra no auditório do Geociências sobre a “Aplicação de micro- organismos na indústria farmacêutica”. Com vista à preparação da peça, acompanhei a jornalista Paula Silva ao local e recolhi imagens do público e da oradora, filmei as entrevistas dos intervenientes e no final o vivo da jornalista. (Apêndice 2)

Na segunda peça jornalística, segui os mesmos procedimentos que na primeira. Neste caso o local era o GAIVA e tinha por objetivo dar conta da criação de uma incubadora de empresas na UTAD. Como se tratava de uma notícia sobre um projeto e não havia muitas imagens devido ao facto de o mesmo ainda não se encontrar em funcionamento, optei por recolher algumas imagens do exterior e do ambiente, para ser mais fácil pintar a peça (ou seja, utilizar imagens para expor na peça, quando estamos a proferir a voz-off). (Apêndice 3)

O falso direto consistiu na recolha de imagens antes do Jornal Universitário ir para o ar e editar as mesmas de maneira a parecer que estavam a ser emitidas no momento. Dirigi-me para o edifício do Engenharias I com a jornalista Andreia Nunes para filmar uma entrevista ao presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional, que se encontrava a apresentar essa mesma Fundação aos alunos interessados. Depois de recolhida a entrevista, dirigi-me de imediato para os Serviços de Audiovisuais para editar o falso direto, que entrava no alinhamento do Jornal Universitário do mesmo dia. (Apêndice 4)

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5.5 – Edição de vídeo

São vários os programas que se podem utilizar para edição de vídeo. A nível profissional utilizam-se, entre outros, o Final Cut, apenas para Mackintosh, o AVID, um programa muito parecido na sua lógica de funcionamento com o Premiere Pro, o Clip Edit da

Sony, um programa muito simples e com poucas opções, e o Premiere Pro (cf. Simão 2007:

46). Nos Serviços de Audiovisuais utiliza-se o Premiere Pro da Adobe e o Final Cut. Trabalhei frequentemente com o primeiro para editar peças jornalísticas, ganhando assim prática na área da edição.

Quando criava um projeto no Premiere Pro, tinha sempre o cuidado de criar uma nova pasta específica para esse projeto, colocando dentro da mesma todos os elementos que ia utilizar, para que o programa reconhecesse todos os ficheiros. Depois de clicar em “New

Project”, inseria as configurações em “DV-PAL Standar 48KHz”, pois todas as peças para a

UTAD TV eram assim configuradas, e por fim na mesma janela dava um nome ao projeto e selecionava a localização da pasta com todos os ficheiros.

Em baixo, temos um exemplo da disposição geral dos elementos do Premiere Pro.

41 O primeiro passo para editar uma peça é selecionar os vivos e manter de imediato o som sincronizado, as imagens de pintura adequadas e preparar a voz off. Estando estes três elementos prontos, é só juntar os vivos, a voz off e pintar a peça com as imagens de pintura relacionadas com o texto. É importante deixar sempre cinco segundos sem áudio no início e no fim da peça, para que esta seja transmitida sem problemas.

Depois de o trabalho estar terminado, renderizamos a peça, ou seja, o indicador da área a ser exportada está com a cor vermelha e deve ficar verde, bastando carregar na tecla

enter para iniciar o processo, pois caso isso não aconteça a peça não será bem exportada.

Concluída a renderização, exportamos a peça, colocamo-la na pasta do projeto e confirmamos se o formato está em “MICROSOFT DV AVI”, concluindo assim o trabalho. Os oráculos, com os nomes dos oradores, do jornalista e do repórter de imagem, eram colocados pelo chefe dos Serviços de Audiovisuais.

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5.6 – Participação na UTAD TV como jornalista

O Jornal Universitário é sem dúvida um laboratório de jornalismo televisivo e colaborar nele como jornalista só me trouxe vantagens para o meu futuro profissional na área da televisão, por isso ao longo do estágio participei nas reuniões de redação e sempre que necessário voluntariava-me para fazer alguma peça jornalística. Passo a apresentar as peças que realizei durante a minha participação na UTAD TV.

A primeira peça que realizei foi sobre a tomada de posse dos órgãos sociais da Associação Académica da UTAD. As imagens já tinham sido recolhidas por um técnico dos Serviços, pois este tipo de acontecimento fica sempre registado no arquivo da Universidade, por isso primeiro analisei e selecionei as imagens que pretendia, tal como os vivos, de seguida gravei a voz off e editei a peça. A mesma iria servir de introdução ao convidado presente no estúdio do Jornal Universitário, que era o Presidente da Associação Académica, Patrick Freitas. (Apêndice 5)

“Ser Cientista por um dia com as mãos nas partículas” é um tema de uma ação de divulgação direcionada aos alunos do secundário, que se realizou na UTAD. Dirigi-me ao auditório das Ciências Florestais e assisti à palestra, tirando alguns apontamentos para poder colocar questões aos oradores. Depois de recolhidas as imagens e entrevistas, dirigi-me aos Serviços de Audiovisuais para editar a peça. (Apêndice 6)

A Portugal Telecom encontrava-se na UTAD para apresentar o programa Trainees PT aos alunos da academia transmontana com o objetivo de atrair jovens com elevado potencial para trabalhar nas empresas do grupo PT. Esta apresentação decorreu na Aula Magna, local para onde me dirigi, para assistir à mesma e falar com algum responsável pelo programa. No final, consegui entrevistar a responsável pelo projeto e de imediato segui para os Audiovisuais para editar a peça, quando reparei que a entrevista não tinha som devido a um problema com o microfone. Tive que remediar com as imagens que tinha recolhido e editei a peça apenas com voz off, tornando-se complicado, visto que a duração deveria ser no mínimo de um minuto e meio. Este erro serviu assim de exemplo para futuras peças, pois devemos sempre confirmar no terreno se os vivos ficaram em bom estado. (Apêndice 7)

A Associação Internacional de Estudantes de Agricultura, em parceria com a Associação Portuguesa de Engenheiros Zootécnicos e com a UTAD realizou as segundas

43 jornadas de equinicultura, que decorreram durante dois dias no campus da Universidade. No primeiro dia, foram discutidos os aspetos mais importantes da equinicultura por vários oradores; no segundo dia, realizou-se uma demonstração de várias modalidades, desde o ensino à equitação. Uma vez que não consegui recolher declarações dos oradores, marquei uma entrevista com um membro da organização, Rui Dias, que se disponibilizou de imediato a fazer o balanço das jornadas, e por fim gravei o vivo final. (Apêndice 8)

“Estórias Republicadas: impressões que fazem história” é o tema de uma exposição realizada na sala de exposições da Biblioteca Central da UTAD. Retratava a imprensa da Universidade de Coimbra, no âmbito da comemoração do primeiro centenário da República Portuguesa. Recolhi imagens da exposição e coloquei algumas perguntas à responsável pela sala de exposições, Gina Santos, concluindo a peça com o vivo final. (Apêndice 9)

Os vinte e cinco anos da rádio Universidade FM não podiam passar ao lado na UTAD TV, por isso coube a mim a tarefa de realizar a peça sobre este acontecimento. No âmbito das comemorações, esteve patente uma exposição no Museu do Som e da Imagem com fotografias do primeiro estúdio da rádio, dos primeiros equipamentos e de alguns momentos mais marcantes, da qual recolhi imagens. Na redação da Universidade FM tive a oportunidade de entrevistar o diretor Luís Mendonça, que fez o balanço dos últimos vinte e cinco anos e focou ainda as dificuldades para o futuro da rádio, e consegui ainda algumas fotografias do jantar comemorativo com os antigos colaboradores, funcionários e pessoas ligadas ao percurso da rádio, completando assim a peça. (Apêndice 10)

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5.7 – Diário de imprensa

O Diário de imprensa consistiu num programa concebido pelo professor João Simão que diariamente mostrava os destaques da imprensa nacional, regional e da UTAD na página do Facebook da UTAD TV. Era apresentado por duas alunas da licenciatura em Ciências da Comunicação, que mais tarde desistiram do mesmo por motivos que desconheço. Como o programa deixou de ser emitido, eu e a minha colega de estágio vimos nele uma boa oportunidade de pôr em prática os nossos conhecimentos na área televisiva. Depois de falar com o professor João Simão, decidimos retomar o programa, ficando a nosso cargo a apresentação, filmagem e edição do Diário de imprensa.

Quando fazia a apresentação do programa, o primeiro passo era pesquisar na Internet as capas dos jornais diários que achava mais importantes, bem como os acontecimentos que se iriam realizar na Universidade, e redigia o texto com base nos seus destaques, depois tentava memorizar grande parte do texto para no momento da gravação não estar sempre a olhar para o papel.

No primeiro diário que gravei, estava um pouco nervosa, pois nunca tinha feito nada do género, mas à medida que ia fazendo os seguintes já estava mais à vontade e noto uma melhoria de diário para diário quando os visualizo. Há, todavia, vários aspetos que tenho de melhorar, como a colocação da voz e a ausência de sotaque, pois são aspetos essenciais na área da televisão, mas foi sem dúvida um trabalho que gostei de fazer e levo assim mais uma experiência que considero valiosa para a minha vida profissional. (Apêndice 11)

De seguida apresento dois exemplos de diários de imprensa que realizei durante o estágio.

Diário 1

“Olá, bom dia, sejam bem-vindos a mais um diário.

Hoje, o jornal Público tem como principal destaque ‘Empréstimo de curto prazo de Bruxelas está a ser estudado para uma emergência’ e ‘José Sócrates defendeu ontem na RTP que o próximo Governo deverá ser maioritário’. O Jornal de Notícias foca também a entrevista do primeiro-ministro demissionário ontem na RTP, com o título ‘Sócrates volta a

45 atacar Cavaco’. Além disso destaca a notícia ‘Maioria dos restaurantes não pagou impostos’. No Diário de Notícias, como principal destaque têm ‘Governo vai aplicar cortes previstos no PEC para 2011’. O jornal I destaca os censos 2011, com o título ‘Presos contam como trabalhadores para o Instituto Nacional de Estatística. No Correio da Manhã temos ‘Governo nomeia boys do PS’ e ainda ‘Famosos da TVI vão para a selva’, referindo-se ao novo reality-

show do canal. Relativamente ao desporto nacional, O jogo tem o título ‘Hulk quer bingo!’,

pensando já no jogo contra o Spartak para a Liga Europa. E o jornal Record dá ênfase à lesão de Nuno Gomes ‘Adeus também a Nuno’, avançado foi operado ao menisco e dificilmente voltará a vestir a camisola das águias.

Hoje, na tua academia poderás visitar na Biblioteca Central a exposição ‘Estórias Republicadas: Impressões que fazem a história de cinco séculos de publicações da Universidade de Coimbra’, e ainda a XV Feira de Minerais da UTAD, no Museu de Geologia, que decorre hoje e amanhã.

O teu diário fica por aqui. Voltamos amanhã. Tem um bom dia.”

Diário 2

“Olá, bom dia, bem-vindos a mais um diário.

Hoje começamos pelo jornal Diário de Notícias que tem em destaque ‘Uma em cada sete famílias já não consegue pagar as dívidas’, mais de 14% dos 4,6 milhões de famílias que têm dívidas à banca já estavam em incumprimento em Março. No que diz respeito às empresas, este número sobe para 22% segundo os últimos dados do Banco de Portugal. A imagem tem em destaque ‘Portas não quer governar com PS de Sócrates’. O jornal Público fala numa segunda de oito sondagens, Público, TVI e Intercampus, que registam subidas do PS e CDS e descidas do PSD, CDU e Bloco de Esquerda, com o título ‘Sondagem dá maioria absoluta a PS e CDS mas Portas rejeita coligação com Sócrates’. O Correio da Manhã fala em ‘Medo da crise aumenta depósitos’, ritmo de aforros crescem em Março a uma média de 16 milhões de euros por dia. Para além disso, a imagem realça ‘Cerco em esquadra acaba em confrontos’, meia centena protesta contra detenção de cinco jovens em Odivelas. O jornal I destaca a entrevista aos Homens da Luta, que hoje participam no Festival da Eurovisão, ‘Estamos numa marcação homem a homem’. Há muitos anos que um Festival da Eurovisão não interessava a tantos portugueses. Na imprensa desportiva, o jornal A bola destaca as

46 declarações de Luís Filipe Vieira, ‘Plantel foi insuficiente’ e afirma que o futuro é com Jesus, ‘É minha convicção que voltaremos a ganhar com ele’. O jornal Record tem em grande destaque ‘Vieira puxa as orelhas a Jesus’, presidente do Benfica exige mais trabalho e menos conversa na próxima época. Na imprensa desportiva regional, o Desportivo Trasmontano dá ênfase a segunda Gala do desporto. ‘Adesão superou as expectativas’ e ainda ‘Sport Clube de Vila Real sagra-se campeão de Juvenis’.

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6 - Apreciação crítica do relatório de estágio

Neste estágio aperfeiçoei algumas das minhas aptidões e apliquei conhecimentos adquiridos ao longo do meu segundo ciclo de estudos. Acredito ter desempenhado de forma aplicada todas as funções que me foram atribuídas, tentando sempre ser o mais correta possível.

Considero que o estágio realizado nos Serviços de Audiovisuais da UTAD foi muito enriquecedor, tanto porque me permitiu realizar uma grande diversidade de tarefas, como também porque tive a oportunidade de ir analisando os meus progressos, possibilitando-me uma contínua evolução na qualidade dos meus trabalhos.

Apesar de ter desempenhado várias tarefas, a maioria do meu trabalho centrou-se na emissão da UTAD TV como assistente de realização e na produção de peças para o jornal universitário, na função de jornalista. No entanto, não fui obrigada a cingir-me apenas a esse domínio e, assim não descurei o meu interesse em aprofundar conhecimentos sobre programas de edição, sobre câmaras e filmagem. A edição de imagem, tarefa que eu pretendia aprender ao longo do estágio, ficou um pouco de parte, pelo facto de, no que diz respeito à edição, nos Serviços de Audiovisuais ser mais trabalhado o vídeo, e por isso não me foi possível praticar a imagem tanto quanto queria. Os Diários de imprensa foram uma tarefa inesperada – a apresentação sempre foi uma função que nunca pensei vir a desempenhar, mas não podia deixar passar a oportunidade de realizar uma nova experiência que considero uma mais-valia para o meu futuro profissional.

O material utilizado durante o estágio, que inclui câmaras de filmar, computadores preparados com programas de edição, microfones e equipamento de som, esteve sempre ao dispor nos Serviços de Audiovisuais. Tive oportunidade de usufruir desse equipamento sempre com sentido de responsabilidade, uma vez que se trata de material caro e frágil, requerendo assim muito cuidado na sua utilização.

A grande autonomia que os Audiovisuais proporcionam aos estagiários é de extrema importância, pois estimula o espírito de iniciativa, criatividade e a responsabilidade em fazer um bom trabalho.

Houve também muitos dias em que não tinha nenhum trabalho na agenda, e nestas ocasiões aproveitava o tempo para filmar com as câmaras profissionais, editar algumas imagens e vídeos, apenas para praticar e ganhar confiança, e sempre que possível com a ajuda

48 dos técnicos. Sublinho aqui a disponibilidade e paciência dos técnicos, que nunca se mostraram indisponíveis para esclarecer as minhas dúvidas e, apesar de enfrentarem muito trabalho no seu dia a dia, sempre me ajudaram a manusear o equipamento técnico e transmitiram os seus conhecimentos na área audiovisual, que foram muito úteis no decorrer do estágio.

No enquadramento teórico deste relatório de estágio, faço uma reflexão sobre o jornalismo da atualidade, que é sem dúvida um jornalismo multimédia. Demonstro que hoje em dia o jornalista tem de ser capaz de trabalhar para todos os meios de comunicação e saber manusear alguns instrumentos técnicos que se tornaram indispensáveis na vida de um profissional da comunicação. A Internet revolucionou o jornalismo, todos os meios de comunicação - seja rádio, televisão ou imprensa – possuem o seu respetivo site para informar um público que se vem tornando cada vez mais exigente ao longo dos tempos. Posto isto, o jornalista, no caso da imprensa, que antes apenas escrevia e às vezes tirava fotografias, agora tem que fotografar, filmar e editar o seu vídeo para acompanhar o seu texto na Internet.

Durante o meu estágio, adquiri conhecimentos na área audiovisual e pude pôr em