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II L'adaptation du texte à une réception contemporaine

II- 1 Le format adapté à un public contemporain

3.1.1 A Instituição:

O MoMA ou Museu de Arte Moderna de Nova York foi fundado em 07 de novembro de 1929 e, pelo seu pioneirismo, pode ser considerada uma das mais importantes e transformadoras instituições culturais do século XX. Assim como o Museu do Luxembourg, em Paris, era a referência a ser copiada no século XIX, o MoMA foi o arquétipo para o século XX.

A instituição americana foi precursora em colecionar e exibir arte europeia das vanguardas33,

a estabelecer departamentos curatoriais de filmes, arquitetura e design além de ter departamento de fotografia. Se pensarmos no valor que as obras de arte moderna e contemporânea atingem nos dias atuais, fica difícil imaginar o radicalismo inicial do museu. Mas devemos retroceder no tempo para lembrar que estas obras eram de pouco interesse e importância no princípio do século passado. Comprar e expor obras de Picasso, Van Gogh e Cézanne era atitude de extremo radicalismo e risco.

Ao contrário dos demais museus de arte dos anos 1920-30, seu objetivo sempre foi educacional. Não era somente um local para observar e conhecer as diversas produções artísticas, mas também um laboratório de experimentos aberto a grande parcela da população. Sua sede desde 1932 permanece no mesmo endereço, tendo sido objeto de diversas intervenções ao longo dos anos, buscando atender as demandas de expansão da Instituição e acompanhar o desenvolvimento da sociedade. (WOLF, 2010, p.137).

O MoMA, além de possuir um dos melhores acervos do mundo, promove exposições itinerantes de renome mundial e edita publicações que se destacam pelas qualidades técnica e gráfica.

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Movimentos seminais da história da arte dos períodos anterior e posterior a 1ª guerra mundial (1914-18) como: expressionismo, cubismo, dada, surrealismo, etc.

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3.1.2 Breve histórico:

O museu possui suas origens intelectuais no “Armory Show”34 de 1913 que introduziu a

produção de vanguarda na América. Já na década de 1920, o cenário da arte moderna estava em plena agitação, em parte devido aos esforços dos artistas Katherine Dreier, Marcel Duchamp e Wassily Kandinsky em constituir a Société Anonyme35, mas também pelas diversas exposições das

vanguardas que foram realizadas em galerias e museus americanos. Direta ou indiretamente, todos eles tiveram sua contribuição para a fundação do museu.

Um dos idealizadores do Armory Show, o artista Arthur B. Davies era amigo e consultor, para aquisição de obras de arte moderna, de Lillie P. Bliss, Mary Quinn Sullivan e Abby Rockefeller. Quando se encontravam, falavam com entusiasmo sobre seu grande sonho de criar um museu de arte moderna na América. Após sua morte, as três amigas resolveram concretizá-lo. Assim, em novembro de 1929, as três, juntamente com A. Conger Goodyear, Paul Sachs, Frank Crowninshield and Josephine Boardman Crane, fundaram o Museu de Arte moderna (MoMA).

Seu primeiro diretor, Alfred H. Barr Jr., declarou:

De certa maneira o marcante Armory Show foi o real princípio do museu; todos pensavam e esperavam que a exposição de mais de mil pinturas e esculturas ocorrida em um batalhão de Nova York seria o início de uma instituição permanente. Mas talvez devido à guerra na Europa ou por Nova York não estar preparada, tal instituição não se desenvolveu 36.(WOLF, 2010,

p.136).

O museu foi incorporado como instituição educativa e suas normas e regulamentos foram elaborados pelos regentes do Departamento de Educação da Universidade do Estado de Nova York.

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Exposição Internacional de Arte Moderna foi a primeira mostra de arte da vanguarda organizada nos Estados Unidos entre 17 de fevereiro e 15 de março de 1913. Sua sede era o quartel do sexagésimo nono regimento da Guarda Nacional da cidade de Nova Iorque.

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Primeiro museu de arte experimental Americano.

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In a sense, the epoch-making Armory Show was the real beginning of the Museum; everyone thought and hoped that the exhibition of more than a thousand paintings and sculpture held in a New York armory would be the beginning of a permanent institution. But possibly because of the war in Europe, possibly because New York was not ready, no such institution developed. Tradução da autora.

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Atualmente quase todas as instituições têm uma parcela educativa, mas naquela época os museus eram domínio de poucos que apreciavam a cultura contida em seus espaços. No princípio, a diretoria do museu alugou uma área de 420m², divididos em seis salas, onde seriam estabelecidas as galerias para exposição, a biblioteca e os escritórios para os quatro funcionários no prédio Heckscher, na 5ª avenida.

Logo a seguir, foi divulgado folheto contendo as metas do novo museu. O propósito imediato era promover nas salas pelo menos vinte exibições pelos dois anos e meio seguintes, contendo a mais completa representação possível de grandes pintores modernos americanos e europeus, desde Cézanne até os dias atuais, mas concentradas primordialmente em artistas vivos e com mostras ocasionais de grandes mestres do século XIX. Para estas exposições, com a colaboração de artistas, colecionadores e comerciantes, procurou-se obter as melhores obras produzidas até aquele período, a fim de adquiri-las por meio de compra ou doação. Estas seriam as primeiras obras de arte moderna para compor seu acervo. A primeira exposição foi realizada com telas de pintores europeus37.

Fig.3.01. “1ª exposição do MoMA, 1929”. Fonte: Kantor, 2005, p.215.

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Exposição aberta em novembro de 1929 com telas emprestadas, pois não possuíam acervo, ocupando algumas das seis salas alugadas. As telas expostas eram de autoria de Cézanne, Gaguin, Seurat e Van Gogh.

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A primeira tela adquirida pelo museu foi “House by the Railroad” de Edward Hopper em janeiro de 1930. Pode-se interpretar esta compra como uma demonstração da importância dada pela instituição para a arte produzida no país.

Fig. 3.02 “House by the railroad”, pintura a óleo sobre tela. Edward Hopper, 1925. Fonte: Disponível em http://www.moma.org. Acesso em set. 2013.

Passados três anos de sua abertura, o museu já tinha excedido o espaço que alugava na 5ª avenida. Então, mudou-se para uma casa emprestada pela família Rockefeller, no número 11 da Rua 53 Oeste. A última exposição antes da mudança para a Rua 53 Oeste tinha como tema a arquitetura moderna internacional e foi desenvolvida pelo departamento de arquitetura recém-criado. Seus curadores foram Philip Johnson38 e Henry-Russel Hitchcock que sugeriram o título de “The

International Style”39 para o catálogo da exposição.

No mesmo ano da mudança, foi fundada a biblioteca do museu composta por mais de dois mil livros e apenas três anos depois foi aberta sua seção de filmes, posteriormente transformada no departamento de filmes.

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Arquiteto americano considerado um dos pais da arquitetura moderna e primeiro a ganha o Prêmio Pritzker considerado o mais importante prêmio da arquitetura mundial.

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Fig. 3.03. Exposição “Modern Architecture: International Exibition”, 1932. Fonte: Wolf, 2010,p.141.

Porém, não podemos esquecer que o elemento mais fundamental para um museu é seu acervo. Seria então necessário que normas e regras para sua aquisição fossem constituídas. Com este intuito o grupo de administradoresse reuniu e estabeleceu que a idade máxima das obras de arte seria de 50 anos. Permaneceriam na instituição poucas peças mais antigas com o objetivo de ilustrar o passado para melhor compreensão da arte contemporânea. Depois de 50 anos as peças seriam distribuídas, vendidas, doadas, presenteadas ou trocadas com outras instituições, mediante análise e aprovação dos administradores. Deste modo, o museu estaria permanentemente comprometido com a arte contemporânea. A formação do acervo era, portanto claramente baseado no tempo. O diretor do museu desenvolveu um diagrama em forma de torpedo onde demonstrava o ideal de coleção permanente.

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Esta política de acervo foi praticada entre 1930 e 1952 através de negociações de peças com o Museu Metropolitano de Arte (MET) e com o Museu Whitney. Se esta política tivesse sido mantida não teríamos a maior parte do acervo de arte moderna que existe atualmente no MoMA e os outros museus teriam acervos absolutamente diversos do atual.

Os primeiros dez anos do MoMA, de sua fundação até a abertura da sede própria, foram certamente os mais importantes e que definiram o que ele seria, desde a sua coleção e museologia até a estética de sua sede. (WOLF, 2010, p.152).

Em decorrência da II Guerra Mundial, muitos artistas europeus imigraram para Nova York. O museu acolheu muitos deles, o que reforçou ainda mais sua tendência pela arte europeia. Muitos foram ajudados somente com a regularização dos documentos de imigração, mas outros foram empregados pelo museu, como foi o caso de Luis Buñuel que trabalhou no arquivo de filmes. Neste período, devido ao volume da imigração de artistas, Nova York passou a ser considerada a capital das artes.

Durante a guerra, a Instituição fez o possível para elevar a moral do maior número de cidadãos. Para tanto, mudou suas atividades para criar uma série de programas de restabelecimento para os soldados que tinham sido mutilados. Foram criadas pista de dança nas galerias e cantina nos jardins do museu, por sinal o lugar favorito das forças armadas em Nova York. Os departamentos de design industrial, filmes e fotografia tornaram-se mais importantes em decorrência das atividades didáticas desenvolvidas.

Com a imigração de artistas europeus, a galeria de Peggy Guggenheim se tornou o ponto de encontro e local de demonstração da arte produzida pelos surrealistas e pelos novos talentos americanos. Alfred H. Barr, diretor do MoMA, visita a galeria e fica entusiasmado com os trabalhos que vê. Na reunião seguinte com os administradores, ele propõe a compra de algumas obras, mas sua sugestão divide o grupo entre apreciadores e detratores da nova arte o que resulta em sua demissão da diretoria geral da instituição.

Em decorrência desta postura, o museu vira ponto de manifestação dos artistas por causa da falta de exposição de trabalhos de americanos e também pela predileção por determinados

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movimentos artísticos em detrimento de outros. Foram realizados piquetes nas portas do museu com a distribuição de folders, desenvolvidos por Ad Reinhardt, onde se questionava “How modern is the

Museum of Modern Art? ”.

Fig. 3.05. Folheto distribuído na porta do museu. Fonte: disponível em

<http://www.americanabstractartists.org/history/howmodern/. Acesso em set.2013.

No ano de 1944, durante a exposição “Art in progress”, acontece a primeira mudança no modo operacional dos departamentos do museu. Ao contrário da exposição inaugural, eles não estão envolvidos em conjunto no projeto. Cada um dos diferentes departamentos criou sua própria mostra, resultando em cinco diferentes títulos. (LORENTE, 2011, p.178).

Em seu vigésimo aniversário, a instituição passa por nova transformação, quando monta a exposição “Timeless Aspects of Modern Art” com curadoria de René d’Harnoncourt40. Nela, ele combina

os maiores artistas da vanguarda com arte chinesa, africana e europeia de todos os períodos, declarando publicamente sua crença de que as vanguardas não foram um momento isolado na história, mas parte integrante da arte de todos os tempos. Nesta exposição, ele inova ao buscar expor as obras com efeito dramático em galerias pintadas de cores escuras como preto, azul ou cores similares e ao não dispô-las em sequência cronológica nas galerias. (LORENTE, 2011, p.183).

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O nacionalismo que teve início na sociedade americana durante o período da 2ª Guerra Mundial ficou ainda maior nos anos da Guerra Fria, de forma que o lugar de Picasso, considerado militante ou simpatizante do comunismo, foi tomado por Pollock e pela “Escola de Nova York”. A reação contra o comunismo fez com que o Expressionismo Abstrato se tornasse símbolo de liberdade e individualismo.

Nesta época, o museu se tornou o maior divulgador do movimento artístico para o mundo servindo como propaganda dos Estados Unidos. A 1ª mostra itinerante dedicada exclusivamente ao movimento, “The New American Painting” organizada por Dorothy Miller, foi exibida em oito países europeus (na seguinte ordem: Suiça, Itália, Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, França e Inglaterra) antes de ser aberta ao público norte-americano no museu.

O MoMA passa, então, a divulgar a cultura americana, tornando-se modelo e cooperador para a fundação de outros museus de arte moderna. No Japão, ocupado pelo exército dos Estados Unidos, foi aberto um museu de arte moderna nos moldes do MoMA, inclusive tendo como exposição de abertura quadros de Cézanne.

Na América Latina, também foco do museu, alguns modestos museus de arte moderna estavam sendo fundados através, principalmente, da iniciativa privada que atendia a solicitações de artistas e intelectuais. Então, em novembro de 1950, o museu assinou acordo mútuo de cooperação educacional e empréstimo de obras para exibições com o museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP).

Com o passar dos anos, a Arte Pop se torna o carro chefe de divulgação da arte americana para o mundo. Suas obras obtinham grande destaque no paradigma expositivo do museu, paredes brancas iluminadas por fileiras de luzes incandescentes, devido às grandes dimensões das telas pintadas em cores vivas. Proporcionalmente ao sucesso da Arte Pop, surge o ressentimento das outras manifestações deixadas em 2º plano.

Contudo no verão de 1970, ocorre um evento inesperado, um marco no cenário de resistência à arte conceitual. O museu abre a exposição “Information”, onde exibe vídeos, filmes e livros de artistas. Os trabalhos vinham de diversos países, tendo como ponto em comum a tentativa

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de estender a ideia de arte para além das categorias tradicionais. (Fonte: disponível em: <http://www.moma.org).

Fig 3.06. Catálogo da exposição “Information”, 1970. Fonte: disponível em <

http://en.wikipedia.org/wiki/Information_art e Acesso: set.2013 e fig. 3.07. Imagem interna da exposição no MoMA, 1970. Fonte: disponível em <http//blog. jerwoodvisualarts.org/?paged=7. Acesso: set.2013.

A primeira alteração relevante com relação à exibição permanente, neste período, deu-se devido a troca do curador de pinturas e esculturas. A disposição das obras não foi alterada, mas foram reduzidos os números de bancos e os espaços expositivos não tinham janelas nem corredores onde os visitantes pudessem descansar seus olhos. Os visitantes deveriam seguir itinerários pré- estabelecidos de uma sala para a outra. As obras consideradas exemplares estavam expostas separadas por neutras paredes brancas. Ver a seguir a disposição das salas de exposição permanente durante o período em que William Rubin assumiu o cargo diretor de curadoria do departamento de pinturas e esculturas.

William Rubin, em entrevista para a revista Artforum, declarou aquilo que, na época, era uma visão consensual a respeito das práticas artísticas:

As novas práticas artísticas como a arte conceitual e as earthworks, podem assinalar o fim do modernismo, o qual possivelmente era apenas um conceito histórico circunscrito; um conceito que estava ligado à pintura de cavalete, ao acervo particular e ao museu. As novas práticas artísticas pedem outro ambiente e, quem sabe, outro público. (CRIMP, 2005, p.240)

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Fig.3.08. Plantas das galerias do MoMA. Fonte: Lorente, 2011. p228.

2º pavimento à esquerda: 1 Pós –impressionismo; 2 Expressionismo; 3 Cubismo analítico; 4 Cubismo

sintético; 5 Cubismo e classicismo; 6 Expressionismo; 7 Cubismo, Cubismo fantasia e Fauvismo; 8 De Stijl e Purismo; 9 Monet: ninfeias; 10 Futurismo; 11 Matisse; 12 Construtivismo e Suprematismo; 13 Cavaleiro Azul e Orfismo; 14 Escola de Paris; 15 América latina e Primitivismo; 16 Americanos.

3º pavimento à direita: 1 Picasso desde 1930; 2 Dada; 3 Suprematismo; 4 Surrealismo e afinidades; 5

Europeus pós-guerra; 6 e 7 Expressionismo Abstrato; 8 e 9 Arte europeia e americana; 10 Brancusi; 11 a 14 Esculturas.

Na década de 1980, no entanto, devido à crise financeira, o museu teve que associar-se a um investidor imobiliário num empreendimento que associou seu espaço a um arranha-céu de 56 andares, cujas taxas seriam revertidas para o museu. A reforma também expandiu seu sistema de circulação, dobrou os espaços de galerias e aprimorou os serviços para os visitantes.

Então no início do século XXI, o museu se afilia ao PS1 Centro de Arte Contemporânea, para manter seu objetivo inicial, que era abrigar arte contemporânea dos últimos 50 anos. No acordo, o museu torna-se o único membro incorporado ao PS1, sendo que este poderia manter sua independência administrativa e artística. Esta parceria inovadora expande a área de ação das duas instituições, oferecendo para ambas amplo campo de oportunidades de colaboração em coleções, exposições, programas educativos e administração.

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Fig.3.09. Vista e planta do MoMA PS1. Fonte: disponível em <http://galleristny.com/2012/12/a-dome- for-regular-volks-ps1-vw-will-erect-dome-in-the-rockaways/vw-dome-at-moma-ps1-2012-photo-elk- studios. Acesso: maio 2013.

Por fim, temos a construção da nova sede, finalizada em novembro de 2004, concebida pelo arquiteto japonês Yoshio Taniguchi. Durante a intervenção, o museu fechou suas portas em Manhattan e mudou-se para o prédio do QNS em Queens, Long Island de junho de 2002 a setembro de 2004. A nova sede possui 59.000 m² de área remodelada, sendo que suas áreas técnicas foram modernizadas e seu espaço expositivo ampliado.

3.1.3 A sede:

Fig.3.10 Esquema gráfico do crescimento nas diferentes intervenções. Fonte: disponível em < http://www.moma.org Acesso em out.2013.

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Em fevereiro de 1936, os administradores compraram o imóvel em que estavam e mais três outras casas adjacentes, onde seria construído o novo prédio do museu com jardim para esculturas na parte posterior. Almejavam, com a arquitetura moderna de sua sede, reafirmar a missão da instituição.

O diretor do museu, desde a sua fundação, Alfred Barr Jr. afirmava para o grupo de administradores que a melhor opção seria a contratação de um destacado arquiteto modernista europeu41 para a concepção da sede. No entanto, o grupo não queria contratar um estrangeiro para

esta missão e optou por contratar os arquitetos Edward Durrel Stone e Philip Goodwin, este último membro do grupo de administradores. O diretor, extremamente desapontado com a decisão do grupo, decidiu retirar-se do comitê de construção.

A nova sede foi concebida em estilo moderno bem de acordo com as obras expostas do International Style39. A entrada principal era marcada por marquise em formato de cauda de piano. A

transparência das paredes de vidro junto à entrada principal, descentralizada da fachada, convidavam os transeuntes a entrar no espaço. No último pavimento do prédio foram reservadas salas e terraço para os membros do museu. Por fim, a parte posterior se abria para o jardim de esculturas que permanece até os dias atuais.

Fig.3.11. Sede moderna do MoMA: Entrada Rua 53 e marquise. Fonte: Wolf, 2010.p.145.

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A novidade não se restringia às fachadas da edificação, os interiores, com área triplicada, estavam integrados e tinham espaços extremamente flexíveis devido às paredes removíveis. Todos os objetos e mobiliário eram de estilo moderno. Também foi surpreendente o fato de que não possuía pátio interno, mas jardim para expor esculturas, o que acabou por se tornar uma das características do Estilo Internacional. Os críticos mais duros costumavam se referir ao museu como um monumento ao individualismo.

Na primeira metade do século XX, a típica edificação para museus seguia a tradição iniciada com a conversão do palácio real do Louvre em espaço público de exposição, ou seja, um grande prédio com proporções palacianas no estilo arquitetônico greco-romano. O prédio do MoMA foi o primeiro a contestar esta tradição ao apresentar uma arquitetura mais próxima à coleção exibida. (WOLF, 2010, p.147).

A exposição inaugural denominada “Art in our time” foi organizada em sequência cronológica. Ali todos os departamentos estavam representados como se fosse uma grande retrospectiva dos primeiros dez anos da instituição.

Fig.3.12. Jardim posterior e foto interna da exposição “Art in our time”. Fonte: Wolf, 2010.p.143 e p153.

O museu torna-se o maior divulgador da estética modernista tanto na arquitetura quanto no design de mobiliário. Pela primeira vez, muitos americanos tinham acesso ao mobiliário modernista

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como objeto de uso e não como peça de exposição. De seus corredores, chega-se a vários planos livres de galerias, onde a disposição de painéis móveis define o espaço.

Muitas intervenções foram realizadas na sede entre 1950 e 1970 e todas tiveram como autor Philip Johnson, que também era diretor do departamento de Arquitetura e Design. Algumas das intervenções tiveram como objetivo atualizar arquitetonicamente a fachada, pois ela deveria ser