• Aucun résultat trouvé

Le consentement libre et éclairé comme condition incontournable

Dans le document Rapport du Protecteur du citoyen (Page 16-21)

Levando em consideração as oito atividades mais realizadas pelas professoras, tal como demonstrado no gráfico Tabela 20, as principais ferramentas utilizadas pelos alunos e professoras são: o navegador de internet; o editor de texto e a suíte de jogos e desenhos disponíveis no MetaSys.

Uma das grandes dificuldades em termos de utilizar o “uquinha” é seu sistema operacional, um software baseado em Linux desenvolvido pelo consórcio CCE/DIGIBRAS/METASYS. Em todo Brasil, há muitos relatos, principalmente das docentes, sobre as dificuldades que enfrentam para realizar tarefas simples no ambiente gráfico desses laptops educacionais.

Não foi por menos que um grupo de pesquisadores de Santa Catarina desenvolveu o UBUNTUCA, um sistema operacional baseado no UBUNTU, uma das versões do Linux de maior sucesso entre usuários iniciantes, com o objetivo de facilitar a utilização dos “uquinhas” por pessoas com diferentes níveis de experiência. O anúncio de um novo sistema operacional para os laptops educacionais do PROUCA foi bastante repercutido nos blogs das equipes de formação do programa, é o caso das páginas dos formadores do Ceará, que em 23 de setembro de 2011 publicou num dos relatos disponibilizados trouxe o seguinte parágrafo:

Em outro momento, os professores do LEI, Suely Teixeira e Marcílio Dias, relataram a migração do sistema Metasys para o “Ubuntuca”, versão do Ubuntu Retbook Remix 9.1. De acordo com esses docentes, a mudança tem agradado os alunos e professores que não sentiram dificuldade em utilizar os laptops com essa nova configuração. O “Ubuntuca” traz novos programas educativos, entre eles, o GCompris, além do pacote de escritório BrOffice. (BLOG UCA CEARÁ, 2011)

O UBUNTUCA parece ter sido bem sucedido onde foi implementado, recentemente foi disponibilizada a sua versão 3.3. O mais interessante é que esta mudança reavivou o espírito de troca entre muitas professoras e desenvolvedores. Vale ressaltar no software livre, os feedbacks dos usuários são de extrema importância para o melhoramento dos sistemas operacionais, e a rede criada em torno do UBUNTUCA conseguiu de alguma forma restabelecer esse elo entre criadores e usuários finais, o que parece não ter sido bem desenvolvido com o Metasys.

Em Pernambuco, com exceção de alguns testes realizados no Colégio de Aplicação, não tive notícias sobre a migração dos sistemas operacionais com o objetivo de facilitar a utilização dos “uquinhas”.

O motivo de eu ter destinado algumas linhas deste texto para tratar sobre o sistema operacional dos “uquinhas” utilizados na EGEDBA é que, de certo modo, as dificuldades de usabilidade limitam as professoras de conhecerem o potencial de muitas ferramentas que podem ser trabalhadas em sala de aula. Os alunos, geralmente, são bem mais abertos a testarem os aplicativos. As professoras, nem tanto. Isso cria uma situação em que, mesmo os estudantes tendo conhecimento de muitas aplicações, o uso pedagógico destas é limitado de acordo com as atividades propostas pelas docentes.

Para as pesquisas na internet, visita a sites, exibição de vídeos e jogos online, o aplicativo mais utilizado é o Firefox, um navegador de internet que costumeiramente acompanha as distribuições do Linux. Desenvolvido pela fundação Mozilla, esta aplicação tem grande destaque na comunidade de usuários de Software Livre, justamente por ter seu código aberto e adaptável a qualquer sistema operacional (WIKIPIDIA, 2012). Logo abaixo há uma demonstração da tela inicial do Metasys, o irefox aparece como “Navegador WEB”

Imagem 13 - Tela inicial do Metasys e o navegador de internet

Fonte: MANUAL METASYS, 2013.

Ao ser ativado, o Firefox aparece da seguinte forma na tela dos usuários:

Imagem 14 - Navegador Firefox

Fonte: MANUAL METASYS, 2013.

A partir desta aplicação, as professoras e alunos têm acesso aos sites para realizarem suas atividades na internet. De acordo com as observações, quando as professoras realizam algum trabalho de pesquisa, os sites mais recorrentemente acessados são: o Google; o Youtube e o Wikipédia. Não se pode deixar de citar também os trabalhos desenvolvidos em sites específicos, como por exemplo a visita a museus virtuais ou ao site do IBGE.

Na outra linha de atividades mais comumente trabalhadas em sala de aula, como a produção e digitação de textos, o aplicativo mais utilizado é o Kword, um software integrante da suíte Koffice, desenvolvido inicialmente em 1998 (WIKIPÍDIA, acesso 2013). Na imagem abaixo temos a foto da tela do referido aplicativo:

Imagem 15 - Editor de texto KWord

Fonte: MANUAL METASYS, 2013.

Como é possível observar na imagem anterior, o layout do Kword é bem similar ao Microsoft Word, um dos editores de textos mais utilizados em todo o mundo. Em geral, as professoras e os alunos não têm dificuldades para realizar suas atividades com o Kword, a única limitação enfrentada quando criam textos ou digitam algum material fornecido pelas professoras é o salvamento dos conteúdos. Embora a escola, junto a Secretaria Municipal de Educação tenha distribuído

pendrives para as professoras salvar as produções de seus estudantes, tal como

nos relatou a gestora TC_09, na prática, a ação de carregar o pendrive no sistema operacional, salvar o arquivo, e depois descarregar o pendrive, se mostrou inviável. A lentidão dos “uquinhas” para efetivar tal processo inviabiliza a manutenção de um atualizado “caderno digital”, ou seja, um espaço para os alunos registrarem suas produções. Este talvez seja um dos pontos a ser melhor trabalhado na escola: a construção de uma solução que permita uma ampla visualização dos registros digitais elaborados pelos estudantes, sobrepondo assim as limitações de velocidade e armazenamento do “uquinha”.

Nesse sentido, Feenberg (2002) chama atenção para o fato de que os agentes governamentais têm uma visão substantiva no que diz respeito à produção e implementação das novas tecnologias, ou seja, a crença de que uma solução

técnica pode contribuir para a solução de uma dada demanda. Na verdade, desde sua concepção, as tecnologias carregam uma série de dispositivos ideológicos que, de algum modo, reproduzem as instâncias sociais. No caso do PROUCA foi notório o interesse do Governo Federal em oferecer laptops de baixo custo para crianças de baixa renda das escolas públicas no Brasil. Nesse sentido, o baixo custo pode ser traduzido como uma tecnologia limitada para quem enfrenta uma série de limitações sociais. Advogo que antes computadores baratos e inseridos num contexto pedagógico inovador, do que a ausência das novas tecnologias e práticas pedagógicas desatualizadas. Mas faço a seguinte pergunta: não seria possível a disponibilização de ferramentas com uma qualidade próxima às utilizadas pelas pessoas com maior poder aquisitivo? Ou seja, o Governo poderia laptops mais potentes para crianças de escolas públicas?

Na terceira linha de atividades mais efetivadas pelas professoras da Emídio Dantas, jogos educativos e desenho digital, a suíte Edusyst é a mais utilizada. Tal suíte se constitui num conjunto de aplicativos educacionais. É neste conjunto de aplicações que se encontram os jogos educativos e ferramentas para pintura e desenho. Aplicações como Homem Batata, Tux Paint e Tux Typing são as mais utilizadas pelos estudantes. Vale a ressalva de que a utilização desses aplicativos se dá, principalmente, quando a escola enfrenta algum problema com a conexão de internet. Outro fator é que o público que demonstra maior interesse por essas ferramentas são os alunos do Grupo IV ao Grupo V, ou seja, os mais novinhos.

Imagem 16 - Imagens das aplicações Homem Batata, Tux Paint e Tux Typing

Foi possível observar que, embora as professoras da EGEDBA encarem positivamente o uso das novas tecnologias e procurem organizar atividades pedagógicas específicas para quando seus alunos utilizam os “uquinhas”, o conhecimento sobre as aplicações e ferramentas possíveis de ser trabalhadas no Metasys é bastante limitado.

Uma das principais explicações para tal ocorrência é o fato do referido sistema operacional ser pouco conhecido e não existirem muitos materiais sobre seus recursos facilmente acessíveis. Outra explicação é que os “uquinhas” são muito pequenos, o que causa desconforto para os adultos o utilizarem de forma imersiva.

Dans le document Rapport du Protecteur du citoyen (Page 16-21)

Documents relatifs