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Le coefficient de frottement

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Résultats d’essais

3.1 Analyse des résultats

3.1.1 Le coefficient de frottement

A família é um sistema que opera através de padrões transacionais, isto é, de regras oriundas das interações repetidas entre os indivíduos e diretamente influenciada pelo ambiente cultural.

O sistema familiar é um conjunto de exigências funcionais implícitas ou não que organiza os modos pelos quais os membros da família interagem entre si e com as outras pessoas e sistemas. Com relação aos cuidados à saúde, a família é a grande definidora dos cuidados, sendo que 70 a 80% dos cuidados à saúde adotados pelas pessoas são escolhidos a partir da influência da família (MELO et al., 2005; KLEINMAN, 1980).

A família é a grande unidade cuidadora, tanto nos momentos de saúde como nos momentos de doenças.

De acordo com Tavares e Trad (2009), os cuidados oferecidos às pessoas com câncer foram divididos em cinco categorias:

1. Provisão de suporte emocional - forma mais abstrata de cuidado, contudo o mais imediato e obrigatório dos papéis familiares;

2. Compartilhamento de responsabilidades para tomada de decisão.

Esta participação efetiva dos familiares implica a necessidade de aprender e avaliar novas e difíceis informações;

3. Realização de procedimentos específicos em relação à administração de medicamentos, curativos, oferecimento de ajuda para desenvolver atividades físicas, dentre outros;

4. Cuidados com os gastos financeiros;

5. A manutenção de estabilidade em meio às mudanças, que dizem

respeito à continuidade do desenvolvimento do ciclo vital da família que, na maioria dos casos de doenças crônicas, apresenta tendência à fixação de sua dinâmica, adoção rígida do padrão de enfrentamento e associação entre cronicidade física e psicológica, que se manifesta no viver em função da doença.

Nas famílias com pessoas com diagnóstico de câncer, geralmente um membro assume o papel de cuidador principal. A função de cuidador da família concretiza-se através de uma missão de proteção e socialização dos indivíduos.

É importante observar que as relações familiares normalmente ficam abaladas após o aparecimento da doença. Quando a estrutura familiar é sólida, a união surge e traz à tona sentimentos de carinho, cuidado, atenção, respeito e amor, que podem estar esquecidos ou pouco demonstrados. Entretanto, essa forma positiva de influência familiar pode não estar presente em todos os casos (RIBEIRO; SOUZA, 2010).

O cotidiano do cuidador familiar é diretamente influenciado pela demanda de cuidados e necessidades com a saúde da pessoa doente, o que consequentemente pode alterar sua qualidade de vida.

Tanto o comprometimento psicobiológico da doença como o estigma ainda presente nesta podem privar o cuidador de sua sociabilidade cotidiana e interromper o curso normal da vida para os enfermos e seus familiares (SALES et al., 2010).

O cuidado diário é exaustivo; a sobrecarga que o cuidador tem, com sua estafante e estressora atividade de cuidados diários e ininterruptos, requer que o diagnóstico e as intervenções de enfermagem abranjam a orientação para:

• Os fazeres e cuidados;

• A compreensão da doença e tratamentos;

• O envolvimento de outros familiares para o revezamento dos

cuidados;

• O suporte de apoio às necessidades emergenciais;

• A hospitalização, quando da necessidade da pessoa doente ou do próprio cuidador para um período de descanso.

Vale lembrar que a hospitalização também representa o momento de ensino e aprendizagem para o cuidado (RIBEIRO; SOUZA, 2010).

Ressalta-se ainda que o comportamento e as necessidades do cuidador familiar se manifestam no período de adoecimento da pessoa com câncer, desde o diagnóstico, passando pelo tratamento inicial, recidiva da doença, novo tratamento, sucessivas internações até o encaminhamento para os cuidados paliativos. Essa etapa final, em geral, é árdua e penosa, ainda que motivada pela esperança de cura, mas também com desilusões, sofrimentos e importante carga de trabalho dispensada à pessoa.

Estas vivências tendem a se intensificar com a evolução da doença (RIBEIRO; SOUZA, 2010). Cabe à equipe de saúde e em especial aos enfermeiros dirigir a atenção profissional também ao familiar.

O enfermeiro é o profissional que está mais próximo do cuidador e da pessoa com diagnóstico de câncer, portanto, é do enfermeiro que se espera a atenção ao cuidador.

Tanto os enfermeiros da área hospitalar e especialidades quanto da atenção básica devem considerar o cuidador familiar como foco do cuidado domiciliar (SILVA, C.; SILVA, J; CAMPOS, 2007). Ainda, as famílias assumem parcela significativa de responsabilidade para preservar a vida do doente, de maneira adequada as suas próprias possibilidades, aos seus padrões culturais, às necessidades particulares de cada indivíduo e às condições do meio em que vivem. Logo, conhecer a funcionalidade familiar é prerrogativa para a qualidade do cuidado e a satisfação do cuidador e da pessoa com DCNT (MARTINI et al., 2007; PAVARINI et al., 2006).

Palavra do profissional

Você considera que a participação da pessoa com DCNT nas decisões e soluções de problemas da família pode tornar-se reduzida? Há perda de autonomia e da liberdade nas decisões? Já pensou a respeito? Então vamos entender melhor como isso acontece.

Na maioria das vezes sim, algumas perdas podem ser observadas na medida em que ocorre:

• Reestruturação familiar e redefinição de papéis, o que nem sempre é vivenciado como bom;

• Experiência de fragmentação e perda de autonomia sobre o próprio corpo;

• Uma funcionalidade familiar na qual os familiares se concentram de modo excessivo no cuidado com a pessoa doente relegando aspectos biopsicossociais da vida familiar e elegendo o cuidador principal daquele indivíduo;

• Perda da autonomia nas práticas cotidianas ou nas resoluções de problemas familiares e domésticos e perda do espaço individual dos sujeitos (não há momentos de reserva e de isolamento). (ARAÚJO; PAÚL; MARTINS, 2011).

Saiba mais

ARAÚJO, I.; PAÚL, C.; MARTINS, M. Viver com mais idade em contexto familiar: dependência no autocuidado. Rev. Esc. Enferm. USP, São Paulo, v. 45, n. 4, ago. 2011. Disponível em:

<http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v45n4/v45n4a11.pdf>. DUARTE, Y. A. O. Família: rede de suporte ou fator estressor: a

ótica de idosos e cuidadores familiares. 2001. Tese (Doutorado) - Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2001.

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