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LCVFY (LOCATE-AND-VERIFY) Key Function:

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LCVFY (LOCATE-AND-VERIFY) Key Function:

A segunda etapa consistiu na execução do trabalho de campo, que foi realizado entre os dias 22 e 24 de janeiro de 2019. A atividade de campo teve como propósito descrever as características geológicas, realizando análises táctil-visuais dos maciços das cicatrizes investigadas, e a coleta de amostras para realização de ensaios em laboratório. As amostras de solo e saprólito coletadas para a execução dos ensaios foram deformadas, seguindo as recomendações da norma NBR 9604 – Abertura de poço e trincheira de inspeção em solo, com retirada de amostras deformadas e indeformadas – Procedimento (ABNT, 2016). No total, foram coletadas doze amostras, sendo que cada amostra representativa de uma das cicatrizes selecionadas para o estudo. As descrições dos doze taludes com as cicatrizes de deslizamentos selecionadas são apresentadas a seguir.

Talude km 482+299

Esse talude é constituído por um saprólito de granitóide, apresenta um leve bandamento gnáissico, e possui veios de quartzo ao longo do maciço. O saprólito apresenta textura arenosa, granulometria média a grossa de coloração creme acinzentado (Figura 5.2).

É um talude de corte, apresentando 74 m de altura com inclinação de 46°, e está a 2,0 m de distância da ferrovia. Portanto, caso ocorra algum movimento de massa, irá afetar a plataforma ferroviária. Neste talude também foi verificada a presença de erosão em forma de sulcos. O tipo de movimentação esperada neste talude é o escorregamento rotacional, mas também foram verificados indícios de movimentação, como ondulações na superfície do talude em conjunto com o desalinhamento de árvores. (Silva, 2017).

Figura 5.2 – Talude km 482+299, localizado no município de Antônio Dias - MG

Talude km 493+600

O talude em questão é constituído por um saprólito de gnaisse e, geologicamente, também está inserido no Complexo Mantiqueira (CPRM, 2000). A mineralogia macroscópica verificada é composta por quartzo, feldspato, biotita e muscovita. Apresenta coloração ocre amarronzada, com textura silto-arenosa, granulometria média, é bem friável e exibe baixa coesão (Figura 5.3).

Esse talude possui 73 m de altura, inclinação de 36°, e estende-se por 135 m. Encontra- se a uma distância de aproximadamente de 5 a 10 m da ferrovia (Silva, 2017). É possível observar que o mesmo foi retaludado, e exibe cicatriz de escorregamento rotacional. Apresenta estrutura de contenção na base, e também foram verificadas erosões em forma de sulcos.

Talude km 511+670

Talude composto de saprólito de gnaisse com coloração cinza-amarronzado de textura arenosa, pertencente ao Complexo Guanhães (CPRM, 2000). Macroscopicamente, é composto por quartzo, plagioclásio e biotita. Neste talude foi observada erosão em forma de sulcos e sinais de movimentação, como ondulações na superfície do talude, e também trincas com mais de 1 m de extensão e com abertura superior a 5 cm (Figura 5.4). De acordo com Silva (2017), a distância do talude até a ferrovia é de 2,4 m, portanto, caso ocorra alguma ruptura no talude, a ferrovia será afetada. Esse talude possui 30 m altura e inclinação de 33o.

Figura 5.4 – Vista panorâmica do talude do km 511+670 (a esquerda), e em detalhe (a direita)

Talude km 513+243

Talude misto, com porções rochosas e outras com solo bem desenvolvido. A porção rochosa desse talude é composta por xistos, itabiritos e gnaisses. Tal variedade litológica

amostrado apresenta uma coloração avermelhada e com textura areno-siltosa (Figura 5.5). Apresenta 27 m de altura e inclinação de 21º (Silva, 2017). Geologicamente, esse talude encontra-se inserido no Complexo Guanhães (CPRM, 2000).

Figura 5.5 – Detalhe do solo amostrado no talude do km 513+243

Talude km 515+300

Este talude está geologicamente inserido na transição entre o Complexo Guanhães e a Suíte Borrachudos (CPRM, 2000). O material é composto por um saprólito de gnaisse, de textura silto-arenosa, e apresenta uma coloração cinza amarelada. Na extensão do talude é possível observar uma cicatriz de ruptura circular, além da presença expressiva de erosões em forma de sulcos e trincas na face do talude. Na porção superior e intermediária, o saprólito está mais alterado quando comparado com porção inferior (Figura 5.6). Macroscopicamente foi observado que esse saprólito apresenta composição mineralógica constituída por quartzo, biotita e feldspato.

Segundo Silva (2017), esse talude possui 20 m de altura, com inclinação de 31°, e está a 1,2 m de distância da ferrovia.

Figura 5.6 – (A) Vista para panorâmica do talude do km 515+300; (B) Detalhe da porção inferior do saprólito que constitui o talude do km 515+300; (C) Detalhe da porção intermediária no saprólito; (D) Detalhe da porção superior

Talude km 518+790

O talude localizado no km 518+790 está geologicamente inserido na Suíte Borrachudos (CPRM, 2000), e é constituído por granitóide saprolitizado de coloração acinzentada (Figura 5.7). O saprólito apresenta textura silto-arenosa, baixa coesão e exibe erosões em forma de sulcos, além de trincas espaçadas de 2 em 2 m.

De acordo com Silva (2017), esse talude apresenta 14 m de altura, 40 m de extensão, inclinação de 26º, e localiza-se a aproximadamente 3 metros da ferrovia.

A B

Figura 5.7 – Vista panorâmica do talude do km 518+790 (a esquerda), e em detalhe (a direita)

Talude km 519+900

O talude localizado no km 519+900 é constituído por gnaisse pouco alterado na porção inferior, e por um saprólito de gnaisse na porção superior. O saprólito ainda preserva algumas estruturas reliquiares da rocha de origem, apresenta coloração alaranjada, textura areno-argilosa, e o material se demonstra bem coeso. Geologicamente, esse talude está inserido no contexto geológico da Suíte Borrachudos (CPRM, 2000).

Neste talude, a superfície de contato entre o saprólito e a rocha alterada está exposta devido a ocorrência de um escorregamento no passado (Figura 5.8). Na superfície da porção onde o saprólito está exposto, também foram observadas erosões em forma de sulcos e trincas com mais de 1 m de extensão e com abertura superiores a 5 cm. Esse talude apresenta 41 m de altura, inclinação de 23º, e se estende por aproximadamente 200 m. A distância da ferrovia ao pé do talude é de 1,5 m (Silva, 2017).

Figura 5.8 – Vista panorâmica do talude do km 519+900 (a esquerda), e em detalhe (a direita)

Talude km 520+950

Esse talude é constituído por um saprólito de granitóide pertencente a Suíte Borrachudos (CPRM, 2000). Apresenta textura silto-arenosa, coloração cinza amarelada, sendo que o material exibe baixa coesão. Macroscopicamente é composto por quartzo, biotita, feldspato e muscovita.

O talude apresenta 73 m de altura e 68° de inclinação, com distância na faixa de 1 a 5 m da ferrovia (Silva, 2017), logo, caso ocorra uma ruptura, a ferrovia será afetada. Também foram observados processos erosivos evoluídos, em forma de sulcos e ravinas (Figura 5.9).

Figura 5.9 – Vista panorâmica do talude do km 520+950 (a esquerda), e em detalhe (a direita)

Talude km 521+000

Este talude é constituído por um saprólito de granitóide pertencente a Suíte Borrachudos (CPRM, 2000). Apresenta coloração rosa avermelhada, textura silto-arenosa, e exibe baixa coesão (Figura 5.10). Mineralogicamente (macroscopicamente) é composto por quartzo, biotita e muscovita. Neste talude também foram observadas erosões em forma de sulcos. Apresenta 442 m de altura e inclinação de 52º (Silva, 2017).

Figura 5.10 – Detalhe do saprólito que constitui o talude do km 521+000

Talude km 521+522

Esse ponto é constituído por um saprólito de um granitóide pertencente ao Complexo Guanhães (CPRM, 2000). Apresenta coloração acinzentada, textura silto-arenosa e exibe baixa coesão (Figura 5.11). Segundo Silva (2017), esse talude possui 64 m de altura e inclinação de 64º.

Figura 5.11 – Vista panorâmica do talude do km 521+522 (a esquerda) e em detalhe (a direita)

Talude km 524+108

Este talude é constituído por um saprólito de xisto, e está geologicamente inserido no Complexo Guanhães (CPRM, 2000). Apresenta coloração rosa amarelada, textura siltosa, e ainda exibe uma foliação reliquiar da rocha de origem (Figura 5.12). Macroscopicamente foi verificada a presença de quartzo, muscovita e biotita. Esse talude possui 19 m de altura e inclinação de 40º (Silva, 2017).

Figura 5.12 – Vista panorâmica do talude do km 524+108 (a esquerda) e em detalhe (a direita)

Talude km 535+419

sendo que o solo apresenta uma textura argilo-siltosa, e o saprólito, silto-arenosa (Figura 5.13). Esse talude apresenta altura de 56 m e inclinação de 40º (Silva, 2017).

Tanto no material da porção superior quanto no da inferior, é verificada a presença de erosões em formas de sulcos, sendo que no saprólito apresentam-se mais desenvolvidas, chegando na forma de ravinas.

Figura 5.13 – (A) Vista panorâmica do talude do km 535+419; (B) Detalhe da voçoroca; (C) Saprólito de xisto da parte inferior/intermediária; (D) Solo desenvolvido da porção superior

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