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LAURE SAULAIS, INSTITUT PAUL BOCUSE « L'architecture

Dans le document ACTES DU COLLOQUE (Page 23-26)

Na compreensão de Marconi e Lakatos (2007), há dois tipos de pesquisa, uma classificada como básica pura ou fundamental e a outra aplicada. Esta pesquisa é considerada como aplicada, pois

[...] carateriza-se por seu interesse prático, isto é, que os resultados sejam aplicados ou utilizados [...] na solução de problemas que ocorrem na realidade (MARCONI; LAKATOS, 2007, p. 20). Vergara (2007, p. 47) corrobora com essa afirmação quando sinaliza que “a pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de resolver problemas concretos, ou não. Tem, portanto finalidade prática.” Este estudo visa o interesse prático do tema, pois busca relacionar as contribuições esperadas de uma universidade para que se intensifique o conjunto de ações do Programa RHAE – Pesquisador na empresa. Ou seja, os resultados obtidos podem vir a ser aplicados na solução de problemas de gestão na universidade.

A pesquisa é considerada um estudo de caso, o propósito fundamental do estudo de caso é analisar intensivamente uma dada unidade social, fato que, de acordo com Yin (2010), consiste em uma investigação aprofundada do fenômeno em seu contexto de vida real.

Cabe ressaltar que, embora os estudos de caso sejam, em essência, pesquisa de caráter qualitativo, eles podem comportar os dados quantitativos para aclarar algum aspecto da questão investigada (YIN, 2010). Neste trabalho a abordagem é predominantemente qualitativa, sendo utilizados dados quantitativos para análise dos dados obtidos nos questionários.

Este estudo é considerado, segundo Godoy (1995), uma abordagem qualitativa, é por essa abordagem que um fenômeno pode ser

melhor compreendido no contexto em que ocorre e do qual é parte integrada, permitindo captar o fenômeno em estudo a partir das percepções e perspectivas das pessoas nele envolvidas. Estas estão envolvidas de alguma forma com o Programa RHAE – Pesquisador na empresa.

A pesquisa científica é dimensionada em três aspectos: histórica, descritiva e experimental (BEST, 1972 apud MARCONI; LAKATOS, 2007). Para eles, a pesquisa descritiva está baseada em processos de descrição, registro, análise e interpretação de fenômenos atuais, objetivando o seu funcionamento no presente. O estudo pode ser considerado descritivo, uma vez que analisa o papel das universidades no desenvolvimento tecnológico empresarial considerando as ações do programa e interpreta as contribuições das universidades dentro deste contexto.

Para tanto, a pesquisa classifica-se como exploratória, pois será realizado um estudo com objetivo de maior proximidade com o problema. De acordo com Gil (2009), o estudo é exploratório porque proporciona visão geral, do tipo aproximado, pela revisão bibliográfica, por entrevistas e estudo de caso, como pelo envolvimento dos sujeitos/organizações relacionados ao objeto de estudo. E busca maior aprofundamento com o tema com vistas a novas abordagens, permitindo formular e reformular conceitos e problemas mais precisos e específicos.

Para Vergara (2007, p. 47), a pesquisa é exploratória, “[...] pois é realizada em área na qual há pouco conhecimento acumulado e sistematizado”. O que se verifica, quando se tratam das contribuições das universidades no conjunto de ações do RHAE, sendo necessário, para alcançar os objetivos previstos, investigar diversos assuntos relacionados com o tema da pesquisa para que, dessa forma, os conhecimentos adquiridos auxiliassem na construção do conhecimento. 3.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA

O estudo ficou restrito no período de 2007 a 2009, inicialmente, porque foi a partir de 2007 que o programa passou a denominar-se “RHAE – Pesquisador na empresa”, tendo um dos objetivos principais o de inserir mestres e doutores nas empresas, depois porque, por orientação do próprio CNPq, os dados dos Editais de 2010 e 2011 não permitiriam a conclusão da pesquisa porque os projetos ainda estariam em andamento nas microempresas, nas pequenas e nas médias empresas, dificultando uma análise e conclusão dos dados pesquisados.

A pesquisa abrange a UFSC e o Programa RHAE – Pesquisador na Empresa, tendo como público-alvo, o CNPq, a UFSC, as microempresas, pequenas e médias empresas de Santa Catarina com projetos financiados pelo Programa e os bolsistas mestres e doutores egressos da UFSC e selecionados pelas empresas naquele período. 3.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA

A população da pesquisa são os Coordenadores (sócio- proprietário ou empregado) das microempresas, pequenas e médias empresas de SC contempladas com recursos financeiros do Programa RHAE Pesquisador na Empresa, os pesquisadores/bolsistas (mestres e doutores) egressos dos Programas de Pós-Graduação da UFSC selecionados por essas empresas para participar do Programa, a UFSC através da sua Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) e Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPE) e a Coordenação do Programa RHAE do CNPq.

Dividiu-se a população em duas categorias: perspectiva e percepção. Na primeira, foi ouvido o CNPq por meio da Coordenação do Programa RHAE e Direção da área. Na segunda, engloba Coordenadores (sócio-proprietário ou empregado), bolsistas e a UFSC através do Departamento de Acompanhamento de Programas/DAP/PRPG e do Departamento de Inovação Tecnológica/DIT/PRPE. O quesito perspectiva foi obtido através de entrevistas aplicadas ao CNPq. O quesito percepção foi obtido através da aplicação de questionários aos coordenadores e bolsistas e aplicação de entervista a UFSC.

Participaram das entrevistas a Coordenação do programa de Capacitação Tecnológica e Competitividade (COCTC) e Direção de Engenharias, Ciências Exatas e Humanas e Sociais que admnistram o Programa RHAE do CNPq localizados em Brasília/DF e a UFSC através Departamento de Apoio a Programas (DAP) da Pós-Graduação da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) e do Departamento de Inovação Tecnológica (DIT) da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPE).

Da aplicação dos questionários, 27 eram Coordenadores (sócio- proprietário ou empregado) de projetos “RHAE – Pesquisador na Empresa” das microempresas, pequenas e médias empresas de Santa Catarina, com projetos financiados pelo CNPq correspondentes aos Editais de 2007 a 2009 e 41 bolsistas (mestres) e 9 bolsistas(doutores) egressos dos Programas de Pós-Graduação da UFSC, são eles: Engenharia de Automação, Ciências da Computação, Design, Economia, Física, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica,

Engenharia de Produção, Farmacologia, Engenharia Sanitária, Metrologia Científica e Industrial, Odontologia, Gestão do Conhecimento e Psicologia, selecionados por estas empresas para participar do projeto RHAE Pesquisador na empresa.

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