Diagnóstico de equidad en las funciones universitarias
4.2. LAS FUNCIONES UNIVERSITARIAS Y LA EQUIDAD
A seguir serão apresentadas as questões sobre a propensão à abertura de empresas, que fazem parte do Bloco II do questionário. Nesta seção aborda-se as motivações dos alunos para iniciarem ou não um negócio, as dificuldades e facilidades na abertura de uma empresa e por último os lados positivos e negativos de ser um empreendedor sob o ponto de vista dos alunos participantes da pesquisa. Como os alunos tinham a liberdade de citar mais de uma justificativa, a porcentagem ultrapassa os 100% em todas as questões.
Inicialmente os alunos foram questionados quanto ao desejo de possuir o seu próprio negócio, onde 60% dos alunos possuem a vontade de abrir uma empresa e 40% não desejam. Esses dados demonstram que o ato de empreender deve ser agregado aos conteúdos e ações trabalhadas na universidade, pois esta, forma indivíduos dotados de atitudes empreendedoras que buscam cada vez mais planejar, criar e inovar (MARTINS, 2010). O Quadro 10 apresenta os principais motivos pelos quais eles possuem ou não esse desejo.
Quadro 10- Motivos pelos quais desejam abrir ou não abrir uma empresa (UFFS)
Motivos N° de vezes em que a resposta foi citada Porcentagem de respondentes que citaram a questão Quer abrir uma empresa por desejo pessoal/ objetivo 37 31,09% Possibilidade de autonomia sendo dono de uma empresa 29 24,37%
Não tem interesse em abrir um negócio 17 14,29%
Não deseja abrir uma empresa pelas dificuldades financeiras/ dificuldades no mercado
16 13,45%
Abrir uma empresa para obter lucro 12 10,08%
Deseja aplicar os conhecimentos dentro do seu negócio/ adquirir experiência
Abrir uma empresa para contribuir com a economia/ atender as necessidades de mercado
10 8,40%
Prefere tentar um concurso público/ busca pela estabilidade 10 8,40%
Já possui um negócio 4 3,36%
Fonte: Elaborado pela autora, 2018.
Para essa questão houve um total de 119 respondentes. De acordo com o Quadro 10, das pessoas que responderam, 31,09% citaram que desejam abrir uma empresa por desejo pessoal, em muitos casos os traços de personalidade possuem grande influência na decisão de empreender, Crespam, Fonseca e Grohmann (2009) corroboram com a ideia de que o empreendedorismo acontece em função do empreendedor e da multidimensão que o cerca. Além disso, 24,37% disseram que sendo dono de uma empresa existe a possibilidade de ter autonomia no negócio e tomar as próprias decisões sem depender de ninguém. Daqueles que não desejam empreender, 14,29% responderam que não tem interesse em abrir um negócio e que não faz parte do seu sonho e objetivo de vida. Em seguida, 13,45% não querem abrir uma empresa pelas dificuldades econômicas e de mercado.
Quando perguntados sobre as dificuldades que percebem na abertura da empresa, obteve-se as seguintes respostas, visualizadas no Quadro 11. Dos 155 alunos participantes, 147 responderam à questão.
Quadro 11- Dificuldades na abertura de uma empresa (UFFS).
Motivos N° de vezes em que a resposta foi citada Porcentagem de respondentes que citaram a questão Questões burocráticas 88 59,86% Falta de investimento 48 32,65% Questões de mercado 43 29,25% Pessoas descapacitadas 25 17,01% Questão pessoal 2 1,36%
Fonte: Elaborado pela autora, 2018.
Mediante o Quadro 11, 59,86% dos respondentes disseram que a principal dificuldade na abertura de uma empresa tem a ver com as questões burocráticas, Endeavor Brasil (2017) em suas pesquisas apresenta este fator como uma das maiores limitações ao empreendedorismo, pois assim o país não consegue progredir para melhorar o ambiente de negócios. Para isso, o curso por meio de disciplinas pode mostrar caminhos para diminuir os impactos da burocracia, para que ela não se torne uma barreira tão grande que o aluno desista de empreender. Em
seguida 32,65% colocaram a falta de investimento como dificuldade, relatando que há falta de apoio financeiro e não possuem recursos próprios para investir no negócio. Observa-se que estes estudantes mostram- se receosos quanto à parte de recursos financeiros, mesmo que hoje em dia é possível que se consiga recursos através do capital disponível via dívida (bancos) e capital de risco (por meio de sócios), quando se fala em dinheiro há um grande medo de arriscar- se. Outra dificuldade foi em relação às questões de mercado (29,25%), como fidelização de clientes, permanência no mercado e concorrência, essas questões contradizem um pouco as características de um empreendedor, pois eles buscam conhecer bem a realidade e o local em que irão empreender, buscam formas de se destacar e diferenciar- se no mercado e não tem medo de fracassar e implementar suas ideias (SALIM; SILVA, 2013). E na opinião de 17,01% dos alunos é muito complicado encontrar pessoas capacitadas para manter um negócio.
Referente às facilidades na abertura de uma empresa, obteve-se um total de 71 pessoas que responderam.
Quadro 12- Facilidades na abertura de uma empresa (UFFS).
Motivos N° de vezes em que a resposta foi citada Porcentagem de respondentes que citaram a questão Questões de mercado 21 29,58%
Facilidade de ideias/ fazer o que gosta 21 29,58%
Facilidade de crédito 18 25,35%
Autonomia na tomada de decisões/flexibilidade 10 14,08%
Não vê facilidades 6 8,45%
Outra 2 2,82%
Pessoal capacitado 1 1,41%
Fonte: Elaborado pela autora, 2018.
De acordo com o Quadro 12, quanto a percepção sobre as facilidades de abrir uma empresa, 29,58% dos alunos citaram as questões de mercado e outros 29,58% evidenciaram as facilidades de ideias e fazer o que gostam, esse motivo é muito relacionado com as características de um empreendedor, Dornelas (2015) aponta que o empreendedor consegue facilmente produzir boas ideias e estas são geradas daquilo que todos conseguem ver sem poder identificar algo prático para transformá-las em oportunidade. Já 25,35% citaram a facilidade concessão de crédito. Estes dados contrastam muito o quadro anterior que abordava as dificuldades de abrir uma empresa, pois alguns dos itens mais citados como dificuldades (questões de mercado e parte de investimento financeiro), aqui são vistos como facilidades, ou seja, cada aluno possui sua percepção.
Em relação à percepção dos lados positivos de ser um empreendedor, os alunos tiveram as seguintes opiniões, destacadas no Quadro 13.
Quadro 13- Lados positivos de ser um empreendedor (UFFS).
Motivos N° de vezes em que a resposta foi citada Porcentagem de respondentes que citaram a questão
Independência/ autonomia/ flexibilidade 92 69,70%
Reconhecimento/ experiências 42 31,82%
Inovar/ mudar 21 15,91%
Lucros 13 9,85%
Gerar empregos 4 3,03%
Não vê pontos positivos 1 0,76%
Fonte: Elaborado pela autora, 2018.
Dos 132 alunos que responderam, 69,70% citaram que o lado positivo de ser um empreendedor tem a ver com a independência, autonomia e flexibilidade, 31,82% disseram que o empreendedor é privilegiado pelo reconhecimento e experiências que adquire, afirmando esses dados, Mendes (2009) cita que o empreendedor possui valores individuais que orientam sua conduta e estes necessitam sentir-se mais livres, por isso a busca pela felicidade, liberdade, plenitude, excelência, autonomia, independência e sentido de realização e reconhecimento. Ainda 15,91% citaram a possibilidade de inovação e mudança como lados positivos e 9,85% relatam que os lucros que um empreendedor pode vir a conseguir são bastante positivos, contrariando a afirmação de Dornelas (2015), que diz que os empreendedores não tem como objetivo principal ganhar dinheiro, eles acreditam que o dinheiro é consequência do sucesso.
Quando indagados sobre os lados negativos de ser um empreendedor os alunos tiveram as seguintes respostas, visualizadas no Quadro 14. Para essa pergunta 126 pessoas responderam.
Quadro 14- Lados negativos de ser um empreendedor (UFFS).
Motivos N° de vezes em que a resposta foi citada Porcentagem de respondentes que citaram a questão Muita responsabilidade 89 70,63% Medo de falência 35 27,78% Falta de incentivo/burocracia 15 11,90% Dificuldades financeiras 13 10,32%
Demanda muito tempo 9 7,14%
Concorrência 8 6,35%
Não observa nenhum ponto negativo 1 0,79% Fonte: Elaborado pela autora, 2018.
Mediante o Quadro 14, a resposta que a maioria (70,63%) dos alunos citou como dificuldade foi a responsabilidade excessiva que um empreendedor possui, opondo-se à literatura, onde vários autores citam que o empreendedor possui o desejo pela responsabilidade. Relaciona-se também a questão da responsabilidade com a idade dos respondentes, pois há um público predominantemente jovem com até 21 anos e a maturidade dos alunos influencia o comportamento, talvez por isso pouco mais de 70% tenham apontado o fator “muita responsabilidade” como lado negativo. Seguidos por medo de falência (27,78%), falta de incentivos e burocracia (11,90%) e dificuldades financeiras (10,32%), representando as respostas mais significativas. Quanto ao medo da falência faz- se a seguinte reflexão, “os alunos estão cursando administração, onde estão sendo preparados para gerenciar suas futuras empresas ou as empresas dos outros, porque então, com todo esse preparo, eles ainda possuem o medo de falir uma empresa?” pensa- se que a instituição possui grande influência nesse aspecto, pois diante desses dados deve- se reavaliar os métodos de ensino, buscando relativizar esta questão, sem esquecer que o meio interfere no processo de aprendizagem. Pode-se também justificar esse medo de falência, por haver no curso muitos alunos jovens, onde sua maturidade ainda será desenvolvida ao longo do curso.