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Large strain uniaxial tension

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3.3 Rheology of the PVB

3.3.2 Large strain uniaxial tension

A análise dos dados na pesquisa qualitativa fundamentalmente consiste em identificar padrões recorrentes na forma de temas ou categorias (MERRIAM, 1998). Para os fins deste estudo, escolhi a análise temática por ser um método flexível que alicerça a análise qualitativa e fornece uma ferramenta útil que potencialmente provê uma rica, detalhada e complexa descrição de dados (BRAUN; CLARKE, 2006).

Assim, as entrevistas foram transcritas e transpostas para o

software AtlasTi, por meio do qual realizei o primeiro estágio da análise

Quadro 10 – Protocolo da análise temática utilizada Passos da análise temática Descrição do processo 1. Familiarização com os dados

Transcrição dos dados; leitura e releitura dos dados, com anotações das ideias iniciais.

2. Geração dos códigos iniciais

Codificação das características interessantes dos dados, de forma sistemática em todo o seu conjunto, agrupando dados relevantes para cada código.

3. Procura por temas Agrupamento de códigos em temas potenciais, reunindo todos os dados relevantes para cada um dos temas potenciais.

4. Revisão dos temas Verificação dos temas de trabalho em relação aos extratos codificados (Nível 1) e todo o conjunto de dados (Nível 2), gerando um “mapa” temático da análise.

5. Definição e denominação dos temas

Análise contínua para refinar as especificidades de cada tema e a história geral que a análise diz; geração de definições e nomes claros para cada tema.

6. Produção do relatório de pesquisa

Seleção de exemplos de extratos vivos e convincentes, análise final de extratos selecionados, relacionando a análise com a questão de pesquisa e literatura, produzindo um relatório acadêmico da análise.

Fonte: Adaptado de Braun e Clarke (2006).

Inicialmente foram gerados 780 códigos para uma escola e 310 para a outra. Com a eliminação de sobreposições, para produzir uma visão mais coerente dos padrões dos dados, foram firmados 285 códigos para a EBIAS e 217 códigos para a EBALV.

Para executar os passos 3, 4 e 5 da análise temática, retornei à literatura para ter bem claro o que eu procurava nos dados, para poder organizá-los. Primeiramente analisei o conceito de prática de liderança

adotado neste trabalho, para identificar quais são as práticas de cada escola: um conjunto de ações que envolvem influência e ocorrem grupalmente, para o alcance de um objetivo comum (NORTHOUSE, 2004). Essas ações são contextualizadas e fazem sentido somente dentro de espaços específicos de inteligibilidade (CUNLIFFE; HIBBERT, 2016), em que há o interesse por onde, como e por que o trabalho de liderança é organizado e realizado (RAELIN; RAELIN, 2011). E, em seguida, analisei os elementos que compõem cada prática: o que é feito (ação); como é feito (modo); por que é feito (motivo) e onde é feito (contexto), que consistem nas categorias de análise desta pesquisa. As práticas de cada escola foram, então, analisadas e descritas de acordo com essa orientação: pela análise temática, foram encontradas as práticas de liderança de cada escola, as quais foram descritas utilizando- se também as categorias de análise constatadas na literatura da liderança como prática (pessoas, ação, modo, motivos e contexto).

O primeiro estágio consistiu na análise de cada escola (intraescola), seguido pelo segundo estágio que consistiu na análise entre escolas. No segundo estágio, realizei nova análise temática utilizando como base os dados analisados no primeiro estágio e comparando-os. A comparação é considerada uma das principais ferramentas intelectuais (DEY, 2005; TESCH, 1990) e me possibilitou aprofundar o conhecimento obtido.

Nessa comparação procurei identificar similaridades e diferenças, para refinar o poder discriminativo das categorias/temas, e para descobrir possíveis padrões (TESCH, 1990; DEY, 2005) entre as duas realidades que estudei.

Observei as descrições de cada escola comparativamente, para verificar possíveis associações entre as práticas como um todo e entre os elementos que as compõem, procurando estabelecer interligações que levassem a uma análise mais abrangente dos dados (capítulo da análise comparativa).

A fim de expor a aderência do método aos objetivos que elaborei para este estudo, o quadro 11 traz a consolidação do exposto sobre o método utilizado nesta tese, no que se refere à realização de cada objetivo específico.

Quadro 11 – Estratégia, método e resultado para cada objetivo específico

Objetivo Específico

Método Estratégia Resultado

a) Identificar as práticas de liderança em cada escola. Análise temática. Observação. Entrevistas. Rol de práticas de cada escola e suas definições. b) Descrever as práticas de liderança de cada escola estudada. Levantamento bibliográfico (base conceitual). Análise temática. Revisão integrativa. Observação. Entrevistas. Descrição das práticas e seus elementos. c) Comparar as práticas de liderança das escolas estudadas. Confronto das realidades: similaridades e diferenças. Análise comparativa das descrições. Compreensão das práticas de liderança das escolas. d) Analisar as contribuições das práticas para o estudo da liderança em escolas públicas brasileiras e para a abordagem da liderança como prática. Confronto entre as realidades e destas com a perspectiva teórica. Síntese comparativa. Compreensão das características mais marcantes das práticas de liderança em escolas.

Fonte: Elaborado pela autora com base em dados primários (2017).

Para manter o foco, delimitei o estudo no escopo de compreender a realidade social da escola, com enfoque sobre as práticas de liderança e as relações que ocorrem nessa esfera. Isso significa que o nível de análise é o processo de liderança, materializado nas práticas que identifiquei e que envolve um grupo específico (indivíduos que fazem parte do processo, isto é, a equipe pedagógica na EBIAS e a equipe gestora na EBALV). Consequentemente, o nível de análise não é a organização ou o indivíduo. Nesta pesquisa o processo de liderança da

escola, em vez de ser considerado individual, é o locus apropriado para se estudar a prática da liderança (SPILLANE; HALVERSON; DIAMOND, 2001; GRONN, 2002).

O olhar que me orientou no processo de pesquisa foi organizacional e não educacional. Ou seja, meu objetivo foi observar as práticas de liderança que ocorrem em cada escola. Não abordei o processo didático (de ensino-aprendizagem) ou as práticas de liderança que ocorrem no âmbito da sala de aula, entre os professores e os alunos. Procurei estudar as práticas de liderança, e não os processos pedagógicos, de ensino, que ocorrem em sala de aula.

Dessa forma, direcionei a observação para a dinâmica das relações nas práticas de liderança das escolas estudadas. Procurei descrever as práticas e identificar seus elementos. Neste trabalho, não tive o objetivo de tecer qualquer tipo de relação de causa e efeito, seja entre componentes, seja entre as práticas de liderança.

A comparação entre as realidades escolares estudadas teve o objetivo de ponderar sobre as práticas encontradas, a fim de compreendê-las melhor e não de fazer qualquer tipo de julgamento de valor, nem de estabelecer o que é certo ou errado.

Para completar a fase pós-campo, as descrições de cada escola foram ajustadas e validadas pelos entrevistados em fevereiro de 2017, e este relatório atualizado foi encaminhado à banca para análise.

Em seguida à defesa da tese, os dados do estudo serão compartilhados. A versão final do relatório será entregue na biblioteca universitária, e os resultados serão apresentados à GFP (Gerência de Formação Permanente) e a cada uma das escolas participantes (devolutiva e processo de saída do campo), em formato ainda a ser definido e combinado.

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