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Lancement 48

Dans le document Internet des objets : Accada, YAWL (Page 48-64)

3. YAWL : La plateforme BPM 46

3.5 Fonctionnement & tutoriel d’utilisation

3.5.1. Lancement 48

Em busca de uma generalização sobre o método em design, foram levantadas possibilidades de sistematizações relativas a procedimentos utilizados no projeto. A seguir, se apresentam de forma sintética, proposições metodológicas, considerando suas racionalizações e reflexões.

Entre os autores notórios que discutem o tema relacionado à metodologia do design, encontra-se Bürdek (2006), que consegue elucidar suas origens, orientações e evoluções históricas. O ponto chave de seus apontamentos está nos anos de 1960 quando, por influência das pesquisas aeroespaciais, houve uma primeira divisão de fases do processo de projeto, proposta por Horst Rittel. As

fases recomendadas formam posteriormente desenvolvidas e detalhadas por outros especialistas, se estabelecendo em seis etapas:

a) Compreensão e definição do objetivo (ou missão). b) Coleta de informações sobre o contexto objetivado. c) Análise destas informações.

d) Desenvolvimento de conceitos e alternativas visando o objetivo. e) Avaliação das alternativas encontradas.

f) Teste e implementação da solução escolhida.

Nesta concepção encontra-se a base utilizada em grande parte do discurso de Bürdek (2006, p. 256), que afirma existir uma estrutura hierárquica nos processos de um projeto, argumentando que “o repertório metodológico a ser utilizado depende da complexidade do problema”.

Com uma visão menos abrangente, mas em direção complementar, Argan (1993) argumenta que o projeto é algo contínuo e pode ser segmentado em várias camadas que, em dado momento, podem ser aprofundadas para esclarecimentos específicos de subcategorias de afinidades. Algumas destas camadas são citadas por ele, e podem ser ordenadas da seguinte maneira:

a) Conhecimento relativo ao existente: conhecimento histórico das experiências relacionadas ao objeto;

b) Análise e crítica do existente: apreciação crítica do objeto existente, pois o projeto sempre vem em busca de mudar alguma realidade; e

c) Hipótese: é uma base de possibilidades viáveis subordinada à imaginação que estabelece a escolha de um dos caminhos dentro de tantas possibilidades do projeto.

Em uma análise concisa, observa-se que estas etapas mantêm-se no campo ideário ou mental, como definido com nível extrínseco do objeto de design, e não em sua concretização, mas têm valor substancial, na medida em que fundamentam conceitualmente a materialização do projeto, no que está sendo caracterizado neste estudo por nível intrínseco do objeto do design. A abordagem de Argan

(1993) tem ainda familiaridade com o conceito que Iida (2005, p. 35) traz, quando tem como objeto a pesquisa, em que o método se inicia com a proposição de uma hipótese (também chamada de pressuposto) a ser confirmada ou rejeitada ao final do processo.

Em sequência ao levantamento, é importante mencionar Munari (1998) por sua largar utilização no ensino de design, e que apresenta de maneira bastante ordenada e aprofundada, um método para projetar, com uma abordagem cartesiana que remonta a René Descartes, explicando que o método é algo que se pode usar na resolução de problemas.

Munari (1998, p. 10-11) diz que “o método de projeto não é mais que uma série de operações necessárias, dispostas em ordem lógica, ditada pela experiência” e tem por objetivo a racionalização de resultado e esforço. Ressalta ainda que “o método de projeto, para o designer, não é absoluto nem definitivo; pode ser modificado caso ele encontre outros valores objetivos que melhorem o processo”. Sendo assim, entende-se que o método é auxiliar no desenvolvimento do projeto, podendo sofrer flexibilizações relacionadas à melhorias e ganhos.

O ponto inicial da abordagem metodológica51 proposta em Munari (1998) é a

definição dos conceitos de problema e solução. Para ele, o início do projeto se dá a partir de um problema que é uma demanda por algo que possa ser realizado e a solução seria o atendimento a tal demanda ou a finalização do projeto. Entre estes dois pontos são colocadas doze fases, como mostrado a seguir:

a) Problema: algo a ser resolvido.

b) Definição do problema: caracterização do problema a ser resolvido em vista de um determinado tipo de solução.

c) Componentes do problema: subdivisão do problema em vários subproblemas, para melhor conhecimento do mesmo.

d) Coleta de informações: coleta abrangente de informações relativas ao

51

Utiliza-se “abordagem metodológica”, acreditando que a palavra metodologia, usualmente empregada como sinônimo, remete ao significado de estudo sobre método, e neste ponto, Munari (1998) faz menção à utilização de um método já existente, e não à sua concepção ou estudo.

problema.

e) Análise de informações: análise sistemática das informações coletadas. f) Criatividade: geração de proposições para solução do problema.

g) Materiais e tecnologias: pesquisa de materiais e tecnologias disponíveis à realização do projeto.

h) Experimentações: busca de relações úteis entre materiais e instrumentos.

i) Modelos: desenvolvimento de modelos para demonstração de possibilidades a serem empregadas no projeto.

j) Verificação: validação de resultados.

k) Desenho de construção: documentação técnica do projeto. l) Solução: materialização do objeto.

Em algumas etapas, Munari (1998) abre a possibilidade de subdivisões, quantas forem necessárias, em etapas menores, para aferições e detalhamentos específicos. Trata-se de uma disposição sequencial de fases bastante aprimorada e que pode ser reproduzida em diferentes contextos. Vale destaque ainda a demarcação específica de uma fase relacionada à criatividade, sendo esta parte fundamental do método, que acredita-se ser aspecto fundamental de inovação e distinção qualitativa no projeto de design.

Na sistematização sugerida por Löbach (2001, p. 141) – outro autor em evidência nos estudos sobre design, parte-se do princípio de que o processo de design é tanto uma ação criativa quanto uma técnica de solução de problemas. Neste sentido dividem-se quatro fases do projeto, com as indicações dialéticas entre o processo criativo e a solução de problemas:

a) Fase de preparação – Análise do problema: conhecimento, coleta e análise de informações.

b) Fase de geração – Alternativas do problema: escolha de métodos, produção de ideias e geração de alternativas.

c) Fase de avaliação – Avaliação das alternativas do problema: exame de alternativas, seleção e avaliação.

reavaliação.

De maneira simplificada, também trazendo a relação entre problema e solução, vê-se uma sucessão de operações globais que podem sofrer reformulações em vista do atendimento de demandas particulares de projeto, o que é favorecido devido à liberdade gerada pelo conceito das etapas. Por outro lado, esta abordagem torna necessária uma atividade de planejamento mais acentuada no projeto, pois não há a indicação de ações mais detalhadas como encontradas em outras nas abordagens, como Munari (1998), por exemplo.

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