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III. DESCRIPTION ET JUSTIFICATION DU PROJET ET DU SOUS-PROJET

4. ETAT INITIAL DE L'ENVIRONNEMENT DE LA ZONE DU SOUS-PROJET

4.1. Les différentes zones d’influence du sous-projet

4.1.2 La zone d’influence intermédiaire et élargie

O padrão de cores escolhido para representar qualquer composição visual desenvolvida pelo designer é de extrema importância, e deve ser planejado com

preocupação igual ou maior que os outros fatores de composição do projeto, já que “experiências realizadas por psicólogos demonstram que as cores se relacionam diretamente com a emoção, de um modo muito mais direto e uniforme do que as formas.” (STRUNCK, 2007, p. 104).

Estando tão relacionada com as emoções, a cor é um dos elementos de preocupação principal nos materiais visuais. DONDIS (2000) diferencia o monocromático das variações tonais e o ambiente de cores em que estamos inseridos a partir de que “enquanto o tom está associado a questões de sobrevivência sendo, portanto, essencial para o organismo humano, a cor tem maiores afinidades com as emoções. [...] A cor está, de fato, impregnada de informação [...]” (p. 64).

Existem várias teorias de significados das cores e não há exatamente um único significado atribuído a cada experiência individual. Porém, socialmente lhes são atribuídos sentidos simbólicos e somente os tons em que a mesma cor pode ser representada, mostram uma grande variação da expressão que lhes é conferida, “os resultados informacionais, na opção por uma cor saturada ou neutralizada, fundamentam a escolha em termos de intenção” (DONDIS, 2000, p.66).

Além da própria cor, representada pelo círculo cromático mostrado na figura 17 e suas variações, também chamado de matiz, existem mais duas dimensões que podem ser definidas neste contexto: a saturação e o brilho.

Figura 17: Círculo cromático. Fonte: DONDIS, 2000, p.67.

O matiz é representado através de três elementos primários: o amarelo, o vermelho e o azul. Cada uma delas tem suas características próprias de se aproximar ou se distanciar do calor, ser mais ou menos ameno e, a partir de cada combinação realizada entre elas, pode-se obter uma cor diferenciada, como por exemplo, o vermelho que é suavizado ao misturar-se com o azul.

A saturação é representada pelas variações de pureza das cores, sendo uma cor saturada muito mais intensa que a menos saturada, e esta última dotada de neutralidade, o que influencia grandemente a escolha da intenção da peça gráfica. Um exemplo de escala de saturação é mostrado na figura 18.

Figura 18: Graus de saturação. Fonte: FARINA, 1997, p. 231.

O brilho é relacionado às gradações tonais, entre o escuro e o claro. A variação de tom não afeta a ausência ou presença da cor. O tom é constante neste contexto e nenhum desses elementos se modifica entre si.

Além da cor, outro elemento que é de grande importância na composição gráfica e que deve ser escolhido com total cuidado é a tipografia.

A informação tipográfica em peças gráficas delineia tanto a legibilidade de um texto como também a estruturação geral de grid escolhida para o determinado projeto, influenciando na percepção da forma da peça e na personalidade que se pretende transmitir. Muito importante é a escolha da fonte e de sua variação na aplicação nos materiais gráficos, especialmente levando-se em conta o número de

possibilidade que nos são oferecidas nos meios eletrônicos atuais, e para que esta seja realizada da melhor maneira, é necessário que o processo fisiológico e cognitivo de leitura esteja claro no trabalho do profissional.

Alguns estudos mostram que o processo de leitura é realizado a partir das seguintes etapas, segundo NEVES (2006): inicialmente se dá a percepção da exposição gráfica total, com sua disposição em caixa alta e baixa e formatos diferenciados como cursivas. Prosseguindo, há a tradução das letras nos seus respectivos sons e destes formando palavras, havendo a seguir a procura mental do significado da palavra, seguindo-se o processo até o texto chegue ao seu final.

Por isso, é necessário que haja conhecimento do processo de leitura para identificação das letras e das palavras, para trazer a informação mental, guardada de experiências passadas, sobre elas. “O processo de compreensão envolve codificação semântica, aquisição de vocabulário, criação de modelos mentais e compreensão das idéias do texto”. (NEVES, 2006, p. 41).

Para o armazenamento das informações textuais, existe um processo de seleção onde as idéias principais de grupos de palavras são escolhidas, estando relacionadas à memória de curto prazo. Como a memória de trabalho está em constante bombardeamento de informações, a assimilação pode depender do tempo que a idéia seja conservada naquele local, sendo facilmente recuperada quando solicitado.

As estruturas de cada tipo delineiam a personalidade do texto e do material a que está inserido. Através da análise de cada estrutura que compõe o desenho dos elementos tipográficos, pode-se classificá-los pelos estilos que representam e, com isso, obter-se uma composição em harmonia com os demais elementos presentes no produto gráfico. Existem variadas classificações de tipos, geralmente com mais ou menos categorias, conforme o autor escolhido. A seguir, apresenta-se a classificação segundo WILLIAMS (2005), que utiliza categorias básicas para a divisão dos tipos conforme: Estilo Antigo, Moderno, Serifa Grossa, Sem Serifa, Manuscrito e Decorativo.

 Estilo antigo – originados das escritas dos escribas com pena, apresenta traços angulados com contraste mediano entre grosso e fino no mesmo tipo.

Outra característica é a utilização de serifas e eixos diagonais em partes curvas, conforme figura 19 que representa a fonte Goudy.

Figura 19: Fonte Goudy, exemplo de tipografia de Estilo Antigo. Fonte: WILLIAMS, 2006, p. 132.

 Moderno – com as mudanças da vida social, um estilo mais robusto foi

instaurado, com aparência mais forte e grande contraste entre fino e grosso em seus traços, extremamente vertical e com serifas horizontais, conforme o exemplo da figura 20 que usa a fonte Bodoni em sua variação compressed.

Figura 20: Fonte Bodoni, exemplo de tipografia Moderna. Fonte: WILLIAMS, 2006, p. 133.

 Serifa grossa – com as facilitações dos modelos de impressão, os tipos tiveram de ser substituídos por traços mais constantes, mais legíveis à distância e que apresentam um eixo vertical e equilibrado, segundo a figura 21 representando a fonte Clarendon.

Figura 21: Fonte Clarendon, exemplo de tipografia de Serifa Grossa. Fonte: WILLIAMS, 2006, p. 134.

 Sem serifa – sem a apresentação de serifas, este estilo geralmente não apresenta grande variação de traços grosso e fino, além de serem uniformemente mais grossos e com eixo vertical. Um exemplo é representado pela figura 22, através da fonte Franklin Gothic.

Figura 22: Fonte Franklin Gothic, exemplo de tipografia Sem Serifa. Fonte: WILLIAMS, 2006, p. 135.

 Manuscrito – tipos com a aparência de “escritos à mão”, dificilmente podem

ser utilizados totalmente em caixa-alta, dada a sua variação e baixa legibilidade, conforme exemplo da figura 23, onde são mostradas algumas variações do estilo.

Figura 23: Fontes de tipografia Manuscrita. Fonte: WILLIAMS, 2006, p. 137.

 Decorativo – este estilo geralmente se mostra com traços diferenciados e inconstantes, e devem ser utilizados com parcimônia, dado o seu impacto visual, conforme exemplos da figura 24.

Figura 24: Fontes de tipografia Decorativa. Fonte: WILLIAMS, 2006, p. 138.

O planejamento da informação textual vem contribuir para a legibilidade da parcela escrita da composição e para a estrutura visual de todo o contexto. Realizada de forma apropriada, a composição textual facilita a leitura de seu

conteúdo, fato que na produção infográfica, é de grande valia, uma vez que o principal uso deste tipo de comunicação é a transmissão da informação de forma instantânea e dinâmica. Esta característica é reforçada quando há também um estudo da forma de representação de imagens na comunicação, culminando-se em um material de grande atratividade ao leitor contemporâneo.