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TITRE II - LE PROJET DE RENOUVELLEMENT URBAIN

Article 6. La stratégie de relogement et d’attributions

O sistema de gerenciamento avaliado apresenta pontos positivos e negativos. Em termos positivos, uma alternativa analisada que merece ser replicadas em outras instituições é o processo de reparo e reutilização de equipamentos em outros setores.

Sendo realizada principalmente para os equipamentos de informática, os quais correspondem à aproximadamente metade dos EEEs da instituição, a triagem de equipamentos permite verificar se os mesmos podem ser aproveitados em outros setores ou se as peças podem ser aproveitadas em outros equipamentos. Como resultado, é possível reduzir os gastos com aquisição de novos equipamentos, além de minimizar o impacto ambiental da sua produção e descarte.

Esse procedimento, porém, possui limitações. Quando considera-se EEEs em geral, identifica-se uma variedade muito grande na instituição, tendo sido levantados 414 tipos de EEEs, sem considerar variações de modelos e marcas. Isso significa que não é viável armazenar peças de reposição para todos os tipos de equipamentos, sendo necessário se estabelecer os equipamentos mais utilizados na instituição para tal.

No caso dos EEEs de informática, existe uma maior homogeneidade, porém, questões como a rápida obsolescência, com o crescimento exponencial da capacidade de processamento deste, e mudanças nos tipos de conexões limitam em muito o seu aproveitamento. Por isso torna-se importante que a universidade tenha cadastradas as demandas computacionais de diferentes setores, permitindo remanejar equipamentos de locais com maior demanda computacional para as menos exigentes. Por outro lado, diversos problemas foram

79 evidenciados, tanto em termos de armazenamento dos REEEs quanto de destinação e disponibilidade de informações.

Os problemas de armazenamento de REEEs na universidade estão relacionados à recente problemática deste tipo de resíduo e à elevada vida útil dos EEEs (quando comparados com outros tipos de resíduos), o que implica na necessidade de um planejamento à longo prazo. Uma das grandes deficiências que se observou durante este estudo foi a carência de um sistema de controle dos REEEs gerados.

O SISACAD, sistema de informações utilizado na UCS, foi projetado para trabalhar com a gestão de EEEs e não de REEEs. Como resultado, existe um rígido controle na instituição acerca dos equipamentos adquiridos, mas nenhuma informação referente ao que é descartado. Em tese, todo EEE deveria ter sua posição atual na universidade cadastrada no sistema e, quando descartado, ter baixa no sistema. Em termos práticos, porém, esse procedimento não se efetiva. Verificou-se que somente 25,2 % dos EEEs possuíam informações acerca da sua localização. Da mesma forma, o montante de equipamentos com informação de baixa no sistema não condiz com o observado nos descartes da instituição, denotando problemas também neste sentido. Ressalta-se porém que a instituição vem realizando um recadastramento de todos os equipamentos iniciado durante o ano de 2014 justamente com o objetivo de suprir essas falhas.

Outro reflexo da não inserção das informações acerca dos REEEs no SISACAD é a ausência de um tratamento diferenciado para diferentes tipos de REEEs. Enquanto os resíduos gerados nas categorias 1 a 4 (grandes e pequenos eletrodomésticos, equipamentos de informática e de consumo) podem, em sua maioria, serem reciclados de forma convencional, as demais categorias, em especial os aparelhos médicos e instrumentos de monitoramento, apresentam elementos que demandam um tratamento diferenciado, sendo necessário o envolvimento do fabricante neste processo.

Desta forma, o fato de ter sido constatado que estes equipamentos são coletados em conjunto aos demais levanta preocupações sobre a efetividade da sua reciclagem. Uma vez que não existe um procedimento para que estes equipamentos sejam destinados de forma diferenciada, ou mesmo de contato ao fabricante para verificar como se deve proceder para tal, a alternativa torna-se a destinação dos diversos REEEs misturados. Como agravante, uma vez que certos equipamentos possuem vida útil elevada (aproximadamente 10 anos), não há garantias de que a empresa responsável pela venda do equipamento ainda está em operação.

Em termos práticos, evidenciou-se também que certos equipamentos tendem à exceder a vida útil prevista devido à sua acumulação, especialmente nos setores que trabalham com

80 pesquisa, onde se verificou que em muitos laboratórios os pesquisadores optavam por guardar equipamentos obsoletos mesmo após sua substituição. Isto pode ser atribuído principalmente à duas situações:

1. Dificuldade de obter novas verbas de pesquisa: Como os recursos para realização de pesquisa são usualmente obtidos através de editais públicos, nem sempre os pesquisadores conseguem verbas para substituição de seus equipamentos. Desta forma, estes preferem manter equipamentos antigos guardados para o caso dos equipamentos modernos apresentarem defeito;

2. Editais nem sempre preveem verbas para manutenção: Outra justificativa apresentada foi a ausência de recursos financeiros nos editais para a reposição de peças e reparos de equipamentos. Impossibilitados de realizar o conserto, muitos pesquisadores acabam precisando recorrer à equipamentos antigos que estejam funcionais;

Enquanto nenhum desses problemas pode ser atribuído diretamente à instituição, sendo uma característica do sistema de pesquisa brasileiro, os resultados são visíveis. Enquanto 13,3 % dos EEEs da instituição são instrumentos de monitoramento, nas duas coletas analisadas estes correspondiam à somente 4,2 %. Apesar desta situação de acúmulo não se resumir apenas aos instrumentos de monitoramento, visto os elevados custos e sua maior utilização em pesquisas, é nessa categoria que esse efeito é mais perceptível.

Porém, como pode ser observado na Figura 6 à Figura 9, o acúmulo de REEEs estende- se também a outras categoriais, incluindo aos equipamentos de informática e telecomunicações, o que resultou nos diversos depósitos de REEEs anteriormente citados. Uma vez que estes depósitos ocupam áreas que poderiam estar sendo utilizadas para outros fins, a principal justificativa verificada entre os gestores para a destinação destes REEEs foi justamente a necessidade de liberação de espaço físico para outros fins. Ou seja, a gestão de REEEs vem ocorrendo de forma corretiva, e não preventiva.

Um maior controle na aquisição dos EEEs e seus processos até tornarem-se REEEs, além de procedimentos adequados para acúmulo e destinação destes é necessário para que ocorra o correto gerenciamento deste tipo de resíduo na instituição, assegurando que estes possam atingir elevados valores de recuperação de materiais na sua reciclagem.