D. L A FIN DE LA PRISE EN CHARGE
I. LA SPECIFICITE DES PERSONNELS
Interoperabilidade é a capacidade de um sistema (informatizado ou não) de se comunicar de forma transparente (ou o mais próximo disso) com outro sistema (semelhante ou não). Para um sistema ser considerado interoperacionalizado, é muito importante que ele trabalhe com padrões abertos. Seja um sistema de portal, seja um sistema educacional ou ainda um sistema de e-comércio, hoje em dia se caminha cada vez mais para a criação de padrões para sistemas (SILVA, 2005).
O caminho atual das tecnologias da informação é a interoperabilidade, a International Alliance for Interoperability (IAI - www.iai-international.org) define Interoperabilidade como: ação de troca de informações solucionada por uma tecnologia integrada, não importando qual a fase do empreendimento, assunto ou documento participante no ciclo de vida da construção.
Envolve a integração de informações em tempo real, on-line, compreendendo dados do empreendimento, acrescentando valor e agilidade aos parceiros e colaboradores do empreendimento (clientes, empreiteiros, fornecedores e usuários) e estendendo sua ação através de aplicações técnicas, ferramentas e sistemas.
Na cadeia produtiva, tem papel estrutural por tratar das relações entre os diversos elementos da cadeia. A interoperabilidade eficaz deve ser abrangente e flexível, porém controlada, atuando sobre os agentes, processos, produtos e serviços. Sua viabilidade depende de uma linguagem tecnológica padronizada e de uma estrutura tecnológica para operá-la.
No setor de construção civil, a interoperabilidade de informações atinge diretamente processos intensos no uso de informação: processos de projeto, de gestão e logística. Mas um consenso da indústria da construção civil é que uma normalização de terminologias é essencial para uma eficiente troca de dados, com uma definição de todas as possíveis categorias de informações, usando terminologias e estruturas de dados padronizadas (TSERG e LIN 2003).
Segundo Schreyer, Hartmann e Fischer (2005), a interoperabilidade requer que as informações fragmentadas, que são distribuídas em diferentes aplicações, sejam conectadas com outras sem interrupção num modelo flexível. Esse modelo de dados não necessita conter somente dados sobre a mesma construção, pode conter metadados que descrevem cada aplicação controlando cada objeto de dado, se objetos de mesmo nome
são usados para mais de uma aplicação. Além disso, o modelo de dados deve ser mais flexível, pois o conteúdo do modelo de projeto difere de caso para caso, já que depende dos participantes e propósitos de cada caso.
A interoperabilidade entra como um das prioridades para a Ciência, Tecnologia e Inovação, no que compete às inovações relacionadas à tecnologia da informação, como segue (FORMOSO et al,2002):
• Estabelecimento de terminologia e codificação de produtos e processos da construção civil de forma a criar condições para a troca eficaz das informações entre os agentes deste setor.
• Aumento da interoperabilidade e integração no uso de software e hardware na construção civil.
• Remoção de obstáculos para o uso de ferramentas de modelagem tridimensional, tais como CAD-3D e realidade virtual.
• Desenvolvimento de métodos e ferramentas para apoiar a implantação de Extranets de Projeto e outras tecnologias semelhantes no gerenciamento de empreendimentos.
• Desenvolvimento e implementação de sistemas informatizados para monitoramento e gestão da produção e do uso de edifícios.
Os benefícios da interoperabilidade na comunidade da construção incluem o aumento de produtividade, de vantagens competitivas, na lucratividade, além de integrar processos, ordenar o fluxo de informações, abordar grandes projetos e aumentar a capacidade produtiva. Ela também melhora a incorporação, processos colaborativos que resultam em redução de tempo, custo e retrabalho de todos os participantes envolvidos no projeto durante o ciclo de vida do empreendimento.
2.5.2.1 PADRÕES DE TROCA DE INFORMAÇÕES
O IFC – Industry Foundation Classes é um padrão para arquivos descritivos do projeto segundo a norma STEP e, como tal, baseia-se em texto, forma encontrada pela IAI para converter os desenhos de um projeto em arquivos de texto, isso para usar os arquivos de texto em outras ferramentas que necessitam das informações do desenho.
O IFC faz parte do desenvolvimento de um modelo de objetos para a indústria da construção, que recebeu empenho máximo pela IAI – International Alliance for
Interoperability (http://www.bre.co.uk/iai), criada em 1995 por algumas entidades, empresas e pesquisadores (JACOSKI e LAMBERTS, 2002).
O objetivo da IAI é disponibilizar e promover uma especificação para distribuição de dados, compatível em todos os processos e produtos. Simplificando, a IAI buscou criar um novo modelo de distribuição de dados, que trouxesse a informação a respeito das coisas, sendo elas reais (portas, paredes, aberturas, etc) ou conceitos abstratos (espaço, organização, processos, etc), que pudessem ser representados eletronicamente. Esta especificação representa um suporte à estrutura de dados, em projetos eletrônicos através de modelo orientado a objetos (JACOSKI e LAMBERTS, 2002).
A especificação de cada tipo de objetos reais como portas, janelas, e outros, é chamada de classe. O modelo IAI representa uma coleção de classes designada pelo termo “Industry Foundation Classes”. O IFC representa uma estrutura de dados, com facilidade de distribuição através de aplicativos usados pelos profissionais na indústria da construção, oportunizando ao profissional definir sua própria caracterização do objeto. Softwares já são desenvolvidos baseados na estrutura de especificação IFC, para a criação de específicas aplicações na indústria da construção. Por exemplo, um objeto pode ser criado em uma determinada aplicação pelo arquiteto, que pode transferir este objeto para ser utilizado por outro profissional em um projeto estrutural, permitindo assim uma integração na informação desde a concepção do mesmo, até seu uso acessório (JACOSKI e LAMBERTS, 2002).
A mais recente linha de pensamento na Internet é a linguagem de programação XML (eXtensible Markup Language), que é, na realidade, um refinamento da linguagem HTML utilizada até então na programação de web site. O XML é uma linguagem de estrutura de dados de forma livre em um conjunto de caracteres universais, uma linguagem que possibilita a troca de dados entre navegadores e sistemas.
Em 1998, a XML tornou-se uma recomendação (um padrão aceito) do consórcio W3C (World Wide Web Consortium). Desde então, ela vem conquistando o setor da tecnologia da informação. De acordo com Commins (2002), o padrão XML apresenta as seguintes vantagens:
• Não-patenteada: isso quer dizer que a especificação pode ser aplicada sem ser preciso pagar qualquer taxa de licenciamento;
• Independente de plataforma: isso quer dizer que um documento XML não varia em função da plataforma que o processa;
• Compatível com HTTP: a XML pode ser executada nos mesmos locais que a HTML, embora tenha uma sintaxe mais restrita que a HTML. Isso quer dizer que ela pode ser comunicada e transmitida na Web;
• Internacional: está projetada para comunicações internacionais;
• Extensível: é uma especificação aberta e, portanto, permite que novos nomes de Tags sejam definidos conforme necessário;
• Autodefinição: a utilização de nomes de elementos descritivos faz com que as pessoas consigam ler os documentos XML sem precisarem de uma especificação associada nem de ferramentas especiais;
• Ferramentas comuns: a XML é um subconjunto da SGML (Standard Generalized Markup Language), assim existem várias ferramentas disponíveis no mercado que trabalham com SGML e essas ferramentas também trabalham com XML;
• Transformação: a transformação é um recurso essencial para obter compatibilidade para a integração de aplicações corporativas e comércio eletrônico.
O aecXML é uma linguagem baseada em XML desenvolvida para suportar a informação de arquitetura, engenharia e construção (AEC). A informação da indústria de construção civil a ser representada via aecXML – desenvolvido pelos Estados Unidos da América – contempla os processos, agentes, produtos, documentos e atributos. A Europa desenvolve o chamado bcXML por meio do projeto eConstruct (www.econstruct.org). Ambos aecXML e bcXML possuem padrão web, sendo que os mesmos reconhecem a diversidade e as particularidades locais, que existem e abrem possibilidade de conflito de informações quando usados em regiões diferentes.
Tserg e Lin (2003) apresentam o exemplo da aplicação do aecXML (Quadro 3) em um contrato com um sub-contratado, onde contêm três subprojetos: (1) o Subprojeto “P01-1-2” no qual a empresa S5 presta contas à empresa S1; (2) o Subprojeto “P01-1-2- 1” no qual a empresa S5 gerencia a empresa S9; (3) o Subprojeto “P01-1-2-2” no qual a empresa S5 gerencia a empresa S10.
QUADRO 3: Um exemplo de contrato usando aecXML, “contrato.xml”.
<?xmlversion=”1.0” encoding=”BIG5” standalone=”yes”?>
<aecXML xmlns=”x-schema:D:\ASCE\schema\Schedule_Schema.xml“>
<Projeto-ID=“P01-1-2“programacao-ID=“sch01-1-2“antecessor-Projeto= ”P01”InícioPlanejado= ”2001-02-10” FimPlanejado=”2001-04-10”>
<Name>Escavacao&Fundacao</Name>
<Participante-ID=”S1”Papel=”Superior”url=ftp://140.112.10.16/cc> Continental Compania </participante>
</Projeto>
< Projeto-ID =“P01-1-2-1“Programacao-ID=“sch01-1-2-1“antecessor-Projeto =”P01” InícioPlanejado= ”2001-02-10” FimPlanejado=”2001-03-05”>
<Name>Escavacao </Name>
<Participante-ID=”S9”Papel=”Baixo”url=ftp://140.112.10.17/se> Smart Escavador </participante>
</Projeto>
< Projeto-ID =“P01-1-2-2“Programacao-ID =“sch01-1-2-2“antecessor-Projeto=”P01” InícioPlanejado =”2001-02-28” FimPlanejado =”2001-04-01”>
<Name>Fundacao </Name>
<Participante-ID=”S10”Papel=”Baixo”url=ftp://140.112.10.18/gi> Geotecnia</participante> </Projeto>
</aecXML>
Fonte: Tserg e Lin (2003).
Com essa estrutura de organização de dados, o XML proporciona a interoperabilidade de dados coletados a partir de diferentes plataformas de coleta, como editores de texto, planilhas eletrônicas, assim os dados podem ser armazenados em bases de dados como SQL-Server ou MySQL.
Com categorias de elementos distribuídos, lingüisticamente e semanticamente padronizados, sugerem-se algumas soluções potenciais para o desenvolvimento de esquemas XML, compartilhando-os e reusando-os. A primeira solução potencial na interoperabilidade dos dados é a modelagem de elementos do esquema XML através de ontologias. As ontologias são conceituações explícitas e compartilhadas do domínio do conhecimento, os conceitos, seus atributos e relacionamentos são definidos na base da
compreensão comum. A Figura 11 mostra um exemplo de uma transação de pagamento, em que o índice-orientado de dados é dividido em três blocos: dados, tarefas operacionais e tarefas de comunicação. Os conceitos envolvidos em cada um desses blocos podem ser modelados para uma transação de pagamento, ficando prontos para serem usados em um esquema de XML para uma finalidade particular (QIN e TAFFET, 2004).
Figura 11: Um exemplo de comunicação orientada aos dados dos elementos gerados por uma coordenação dinâmica.
Fonte: (QIN e TAFFET, 2004).
As tecnologias em XML evoluem em um ritmo rápido. Assim o gargalo, na troca de informação e gestão de conhecimento, persiste no vocabulário usado para nomear os dados dos objetos (QIN e TAFFET, 2004).