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La seconde génération

Dans le document RAPPORT FINALavril 1999L (Page 5-0)

2.1 Définition du concept

2.1.2 La seconde génération

O método ELECTRE TRI é composto por duas fases. A primeira diz respeito à definição dos parâmetros para a execução do algoritmo. A segunda consiste na parte de cálculos. Como o ELECTRE TRI não é um método de decisão em grupo, optou-se por agregar as opiniões dos tomadores de decisão com o Fuzzy-Delphi. Sendo assim, todos os especialistas podem opinar para a tomada de decisão.

Dessa forma, inicia-se a aplicação do método pela primeira fase, a de parametrização. O ELECTRE TRI possui onze parâmetros a serem definidos, mas como pretende-se usar o

Fuzzy Delphi para agregar as decisões de vários tomadores de decisão, houve a necessidade de

que dois parâmetros extras fossem definidos (conjunto de tomadores de decisão e conjunto de pesos para os tomadores de decisão). Para a Etapa 2, tem-se os seguintes parâmetros:

 Conjunto de alternativas (1): nesse caso é composto por apenas uma alternativa, ou seja, a atividade para a qual está sendo analisada a possibilidade de terceirização;

 Conjunto de tomadores de decisão (2): o conjunto de tomadores de decisão também é o mesmo definido na Seção 5.1. Sendo assim, ele é composto por três funcionários da organização (DT-1, DT-2, DT-3);

 Conjunto de pesos para os tomadores de decisão (3): nesse caso considera-se um conjunto com três valores iguais, de forma com que os tomadores de decisão tenham o mesmo peso;

 Conjunto de categorias ordenadas (4): o conjunto de categorias, da mesma forma que apresentado na Seção 5.2, também é composto por três categorias. As categorias são: C3 - Apta a Terceirização (AT), C2 - Possível de Terceirizar com Restrições (PTR) e C1 - Fazer Internamente (FI);

 Conjunto de fronteiras para as categorias (5): o conjunto das fronteiras de categorias no FlowSort-GDSS é dado individualmente por cada um dos tomadores de decisão. Como o ELECTRE TRI não suporta esse tipo de julgamento (individual) optou-se por agregar as opiniões utilizando o Fuzzy-Delphi. Para os cálculos dos valores “B”, “M”, “A” e “Desf.” foram utilizadas as Equações 12, 13, 14 e 15 respectivamente. Os cálculos são apresentados na Tabela 33;

Tabela 33 - Cálculo das fronteiras das categorias para o ELECTRE TRI

Critérios Fronteira DT-1 DT-2 DT-3 B M A Desf.

C2-7 b1 5 4 4 4 4,31 5 4,44 b2 2 2 2 2 2,00 2 2,00 C2-11 b1 6 5 5 5 5,31 6 5,44 b2 2 2 3 2 2,29 3 2,43 C2-14 b1 5 6 6 5 5,65 6 5,55 b2 3 2 2 2 2,29 3 2,43 Fonte: O autor.

 Conjunto de critérios (6): o conjunto de critérios escolhidos é o mesmo utilizado para a Seção 5.2 (C2-7, C2-11 e C2-14) e apresentados na Tabela 10;

 Escala para os valores de entrada (7) e avaliações para as alternativas (8): a escala para os valores de entrada é a mesma utilizada para o FlowSort-GDSS. Para o conjunto de avaliações das alternativas, notou-se o mesmo problema do FlowSort-GDSS, ou seja, o ELECTRE TRI não possui uma forma de obtenção de consenso para os valores de entrada sendo assim utilizado o Fuzzy-Delphi para este propósito. Os valores são os mesmos apresentados na Seção 5.2 na Tabela 23;

 Conjunto de pesos para os critérios (9): o conjunto de pesos para os critérios também já foi calculado e pode ser observado na Tabela 15 da Seção 5.1.2;

 Conjunto de limites de preferência (10) e indiferença (11): os limites de preferência (p) e indiferença (q) a serem utilizados para o cálculo do ELECTRE TRI são os mesmos utilizados para os cálculos do Flow-Sort-GDSS (ver Tabela 24 da Seção 5.2);

 Conjunto de limiares de veto (12): assim como para a aplicação do FlowSort-GDSS não serão considerados limiares de veto (v) para o problema em questão; e

Um resumo dos parâmetros definidos para que se possa executar o algoritmo do ELECTRE TRI pode ser observado na Tabela 34.

Tabela 34 - Parâmetros para executar o algoritmo do ELECTRE TRI

Parâmetros

Critérios CS2-7 CS2-11 CS2-14

Avaliações dos das

alternativas 1,53 2,43 1,97

Pesos dos critérios 0,228 0,305 0,407

Categorias FI (C1) PTR (C2) AT (C3) Pesos dos TD 0,33 0,33 0,33 b1 4,44 5,44 5,55 b2 2,00 2,43 2,43 p 1 1 2 q 0 0 0 𝝀 1 Fonte: O autor.

Dessa forma, pode-se proceder à segunda fase, a de execução do algoritmo (cálculos) para cálculo do ELECTRE TRI.

Essa fase inicia-se pelo cálculo dos índices de concordância individual. Esses índices são calculados individualmente para cada um dos critérios. Para esses cálculos utiliza-se a Equação 68 e os resultados, tanto para a alternativa com relação às fronteiras (a, bh) quanto para as fronteiras com relação à alternativa (bh, a), são apresentados na Tabela 35.

Tabela 35 - Índices de concordância individual para a Etapa 2

c(a, bh) C2-7 c(a, bh) C2-11 c(a, bh) C2-14

Fronteira b1 b2 Fronteira b1 b2 Fronteira b1 b2

A-249 0 0,53 A-249 0 1 A-249 0 0,77

c(bh, a) C2-7 c(bh, a) C2-11 c(bh, a) C2-14

Fronteira b1 b2 Fronteira b1 b2 Fronteira b1 b2

A-249 1 1 A-249 1 1 A-249 1 1

Fonte: O autor.

O passo seguinte é o cálculo dos índices de concordância globais dados pela Equação 69. Eles, assim como os índices de concordância individuais, também são calculados tanto para a alternativa com relação às fronteiras (a, bh) quanto para as fronteiras com relação à alternativa (bh, a). Os resultados são apresentados na Tabela 36.

Tabela 36 - Índices de concordância globais para a Etapa 2 C (a, bh) b1 b2 0 0,77 C (bh, a) b1 b2 1 1 Fonte: O autor.

Em seguida, calcula-se os índices de discordância individuais. Esses índices, assim como os índices de concordância individuais, são calculados para cada um dos critérios definidos. Eles também devem ser calculados tanto para a alternativa com relação às fronteiras (a, bh) quanto para as fronteiras com relação à alternativa (bh, a). A equação utilizada para esse cálculo é a Equação 70 e os resultados são apresentados na Tabela 37.

Tabela 37 - Índices de discordância individual para a Etapa 2

d(a, bh) C2-7 d(a, bh) C2-11 d(a, bh) C2-14

Fronteira b1 b2 Fronteira b1 b2 Fronteira b1 b2

A-249 1 0 A-249 1 0 A-249 1 0

d(bh, a) C2-7 d(bh, a) C2-11 d(bh, a) C2-14

Fronteira b1 b2 Fronteira b1 b2 Fronteira b1 b2

A-249 1 0 A-249 1 0 A-249 1 0

Fonte: O autor.

Uma vez calculados os índices de concordância global e os índices de discordância, pode-se calcular o índice de credibilidade. Esse índice informa a confiabilidade da afirmação de que a alternativa sobreclassifica a fronteira. Ele é dado pela Equação 71. Os resultados tanto para a alternativa com relação às fronteiras (a, bh) quanto para as fronteiras com relação à alternativa (bh, a) podem ser observados na Tabela 38.

Tabela 38 - Índices de credibilidade para a Etapa 2 𝝈 (a, bh) b1 b2 0 0,77 𝝈 (bh, a) b1 b2 1 1 Fonte: O autor.

Comparando os índices de credibilidade 𝜎 com os níveis de corte (𝜆) tem-se a situação para a análise da possibilidade de terceirização da alternativa. Ela é apresentada na Tabela 39.

Tabela 39 - Análise dos resultados do ELECTRE TRI para a Etapa 2 Alocação b1 b2 b1Sa b2Sa Análise Pessimista C3 – Apta à terceirização Análise Otimista C3 – Apta à terceirização Fonte: O autor.

Como 𝜎(𝑎, 𝑏2) < λ e 𝜎(𝑏2, 𝑎) ≥ λ então "não 𝑎𝑆𝑏2" e "𝑏2𝑆𝑎" logo: "𝑏2" é preferível a “a”. Da mesma forma 𝜎(𝑎, 𝑏1) < λ e 𝜎(𝑏1, 𝑎) ≥ λ então "não 𝑎𝑆𝑏1" e "𝑏𝑆𝑎" logo: "𝑏1" também é preferível a “a”. Dessa forma, tem-se a alternativa sendo alocada na categoria C3 tanto no procedimento otimista quanto no procedimento pessimista.

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