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La reine Coax

Dans le document Contes d’une grand-mère (Page 86-140)

Dando início oficial aos trabalhos da SME, em 2013, o Secretário de Educação no “[...] 1º Encontro de Educadores de Limeira, [...] [que teve] como objetivo a formação, capacitação e melhoria na concepção de ensino dos professores da rede municipal” (LIMEIRA, blog oficial da SME)38

fez uma defesa em favor da escola pública, gratuita e de qualidade, destacando três pontos de atuação. Primeiro, o aspecto quantitativo, por meio da ampliação e construção de escolas, visando o acréscimo de vagas e atendimento da demanda. Segundo, o qualitativo efetivando um planejamento focado na escola em tempo e de forma integral. E o terceiro, na valorização do trabalhador da educação.

Em continuidade ao período de planejamento do ano letivo, no dia 05 de fevereiro de 2013, foi realizado um encontro com os professores39, no qual se apresentou uma retrospectiva dos trabalhos realizados em 2012, pela Comissão de

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Publicado por Educação Limeira, blog oficial da Secretaria Municipal da Educação de Limeira. 31quinta-feira jan. 2013. Disponível em: <http://educacaolimeira.wordpress.com/2013/01/>. Acesso em: 03 out. 2013.

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Educação Limeira, blog oficial da Secretaria Municipal da Educação de Limeira, 08 de fevereiro de 2013. Disponível em: <http://educacaolimeira.wordpress.com/2013/02/>. Acesso em: 15 out. 2013.

Diretrizes Educacionais (citado anteriormente), bem como o documento curricular transitório, que contempla os conteúdos a serem trabalhados, durante o ano de 2013. Conforme o secretário, este documento é uma

[...] versão preliminar do que se pretende ensinar para as crianças da rede. A compra de materiais apostilados não garantirá sucesso. Precisamos construir nosso currículo. As provas e avaliações externas não terão melhores resultados porque as crianças foram treinadas, mas porque foram de fato ensinadas e sabem os conteúdos necessários (LIMEIRA, 2013a).

Devido às fragilidades já apresentadas no item 1.1.3, tal como a falta de recursos humanos, o referido documento transitório foi construído em 40 dias, por um único ADE que, seguindo orientações do secretário e da supervisora pedagógica, organizou uma breve indicação metodológica, objetivos gerais e um rol de conteúdos para cada ano de escolaridade e disciplina do ensino fundamental. Também foi elaborado um documento para a educação infantil que, devido ao fato desta dissertação centrar-se na análise do currículo para as séries iniciais do ensino fundamental, não será aqui tratado.

Foram apresentadas, no encontro de planejamento, as principais características do novo documento:

[...] contém conteúdos explícitos e não organizados em habilidades, trabalho em espiral com aprofundamento de um ano para outro possibilitando que se retorne a um conteúdo caso seja necessário resgatar o que não foi aprendido, tentativa de garantir que os conteúdos escolhidos formem o homem transformador, organizado de forma anual e não bimestral possibilitando maior autonomia para as unidades escolares, frágil pela própria maneira de construção e aberto para contribuições das escolas (LIMEIRA, 2013a).

Após a apresentação, abriu-se a palavra aos professores que já haviam feito uma primeira leitura do documento transitório, pois tiveram contato com o mesmo, dias antes do encontro. Vale a pena a transcrição de algumas falas:

Passamos por um período histórico [referindo-se ao trabalho do Grupo de Diretrizes em 2012]. A essência da escola é o conteúdo. O registro é uma atividade meio. (Professora 1)

Precisamos de um aprofundamento dentro da Pedagogia Histórico Crítica. [...] A escola precisa de um referencial teórico. Ela deve pensar sobre seu conteúdo a partir de sua realidade [...] Algumas

práticas já foram superadas é necessário cuidado! (Professora 2) (LIMEIRA, 2013a).

Uma semana antes da realização do referido encontro de professores, a responsável pela superintendência pedagógica, até aquele momento, encaminhou uma comunicação interna às unidades escolares, em que orientava as ações que ocorreriam, na semana de 04 a 08 de fevereiro de 2013. Referente à segunda-feira dizia:

Neste dia as atividades de planejamento ocorrerão na escola. A equipe deverá tomar conhecimento da Proposta Curricular da Secretaria Municipal de Educação. O material foi enviado na semana anterior. Este momento será preparatório para o dia seguinte (05/02), portanto é necessária a realização da leitura e discussão coletiva do material, bem como o levantamento de dúvidas, questionamentos e sugestões que necessitam ser registradas para serem depositadas em uma urna no dia 05/02 (LIMEIRA, 2013 f).

Como se pode observar foi solicitado aos professores, pela superintendência pedagógica, que apresentassem dúvidas e sugestões sobre o documento transitório, denominado na comunicação interna, anteriormente citada, como “material” ou “Proposta Curricular da SME”. Todavia, pouco tempo foi disponibilizado para estudo (um dia), não se orientou a forma de registro e apenas se solicitou que tais registros fossem feitos e depositados em uma urna que estaria disponível, no dia cinco de fevereiro (dia da realização do encontro de professores).

Diante dos fatos, pelos quais se infere o caráter transitório do documento, tendo em vista a forma como foi disponibilizado às unidades escolares, houve pouco retorno escrito por parte das escolas. Os registros recebidos, por falta de padrão previamente acordado, foram difíceis de serem contabilizados. Mas apresentaram pontos importantes relacionados, tais como, falhas na organização de alguns conteúdos, como, por exemplo, escrita do nome, dentro do bloco de conteúdos da língua portuguesa relacionados à leitura e não escrita.

Houve também algumas críticas em relação à falta de detalhamento de determinados conteúdos e outros que se repetiam ao longo dos anos. Em entrevista, a coordenadora de área D comentou “Para minha área não houve muita contribuição. O documento não seguia uma ordem de progressão. Os conteúdos se repetiam durante os anos [...]”. Outra coordenadora de área complementou que

Foi um documento feito às pressas e não foi realizado por uma equipe de especialistas ou de professores, por isso foi um documento que apresentou algumas falhas, pois não houve tempo para discussões e também para revisão. [Ainda assim,] Ele contribuiu, pois sempre há um ponto de partida e como ele está já colocado na rede serviu de experiência através de uma análise dos pontos fortes e fracos (Coordenadora de área A, em entrevista, 08 de nov. de 2013).

Na visão de um Agente de Desenvolvimento Educacional,

[...] apesar de ser um rol de conteúdos esse rol trouxe segurança ao trabalho docente. [...] porque o conteúdo ele dá um norte, ele dá um caminho para o professor sobre o que ele tem que ensinar. Havia alguns discursos de que a habilidade não mostrava para o professor o que deveria ser ensinado e este rol deu segurança porque ele mostrava, era explícito sobre o que devia ser ensinado. Então eu acho que houve um ganho (ADE 1, em entrevista, 07 de mar. de 2014).

A partir deste documento, foi solicitada às escolas a tarefa de organizarem os conteúdos em bimestres e elaborarem objetivos específicos, recursos e avaliação para cada ano de escolaridade. Bimestralmente, o planejamento de cada unidade de ensino deveria ser encaminhado à Diretoria de Ensino.

Esperava-se com este documento que, além de marcar uma mudança governamental, fosse possível atender aos anseios dos professores da rede e que durante o ano de 2013, com o envio pelas escolas de seus Planos Bimestrais, ocorresse uma parceria entre unidades de ensino e SME, para a elaboração de uma proposta curricular mais consistente. Todavia, isto não foi possível, por motivos que serão explicitados, juntamente com a apresentação do contexto de produção textual da versão preliminar do currículo, na seção seguinte. Antes, porém, faz-se necessário alguns comentários sobre a Pedagogia Histórico-Crítica, orientação

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