Na coleta de dados utilizou-se informações reais, para definir onde e como é a pesquisa. É por meio desta pesquisa que se unirá dados de técnicas especificas. Prodanov, Freitas (2013, p.96) conceituam que:
Chamamos de “coleta de dados” a fase do método de pesquisa, cujo objetivo é obter informações da realidade. Nessa etapa, definimos onde e como será realizada a pesquisa. Será definido o tipo de pesquisa, a população (universo da pesquisa), a amostragem, os instrumentos de coleta de dados e a forma como pretendemos tabular e analisar seus dados. É a fase da pesquisa em que reunimos dados através de técnicas específicas.
Gressler (2003, p.159) orienta no sentido de que “para que se possa obter esse conhecimento, é necessário buscar informações, relacionando elementos do processo, no sentido de se obter subsídios para decisões mais seguras”.
Marion, Dias, Traldi (2002, p.63) chamam a atenção no sentido de que “quanto à escolha dos instrumentos, nas pesquisas em ciências humanas há uma predominância na utilização da entrevista, do questionários e de relatórios de campo”.
A coleta de dados utilizou estudos teóricos, pesquisas bibliográficas e documentais, contou com o apoio do empresário da empresa onde forneceu informações por meio de entrevistas, fez-se o acompanhamento de visitações para coletar informações junto ao processo produtivo, para melhor desenvolver um sistema de custos. O proprietário forneceu acesso a dados e informações necessárias para o desenvolvimento do sistema de custos e gestão de resultados em sua empresa, ao mesmo tempo foi realizada conversas com os sócios obtendo esclarecimentos que contribuíram com o trabalho em estudo.
A entrevista se fez necessária para o conhecimento da dificuldade da empresa e no desenvolvimento do estudo. Para Marion, Dias, Traldi (2002, p.63) “as entrevistas, que são o procedimento mais atual no trabalho de campo, não podem ser consideradas como uma conversa despretensiosa e neutra, pois estão inseridas no contexto de uma realidade que está sendo focalizada como objeto cientifico e, portanto, tem propósito bem definido”.
Na conceituação de Gressler (2003, p.178) “a entrevista consiste em uma conversação envolvendo duas ou mais pessoas com o propósito de se obter informações para uma investigação. Contudo, não é somente uma simples conversa, mas, sim, uma conversa orientada para um objetivo definido”.
O estudo utilizou da entrevista despadronizada, ou seja utiliza-se perguntas abertas que foram respondidas no decorrer de uma conversação informal, segundo Gressler (2003) este tipo de entrevista faz com que o respondente fique mais livre para se expressar, podendo assim, o entrevistado desenvolver uma situação na direção que avalia ser a mais adequada.
A observação sistemática tem como planejamento um objetivo definido do que deseja saber, observou-se as etapas do processo, os instrumentos utilizados, para se ter evidências suficientes, atendendo o proposito estabelecido. A observação não participativa que também foi utilizada no estudo, o pesquisador apenas obserou os informantes, toma contato como integrante em estudo, mas não interfere, não se agrega a ele (PRODANOV, FREITAS, 2013). Na observação individual, que ocorreu apenas por um observador, o qual fez as suas deduções ou distorções, tirando suas conclusões ao anotar os dados.
A pesquisa possibilita uma melhor visão do problema, buscando assim de uma maneira mais ágil a solução para o mesmo.
3.2.1 Instrumentos de coleta de dados
Os instrumentos de coleta de dados foram utilizados de acordo com as necessidades que surgiam no decorrer do estudo, a fim de alcançar o objetivo do trabalho.
Na argumentação de Gressler (2003, p.160) “as informações que se busca, para serem úteis, têm que ser, portanto, válidas e precisas. Daí, ser necessário dispor de instrumentos de coletas de dados igualmente válidos e precisos”.
No conceito de Gressler (2003, p.183) “observação é uma técnica de coleta de dados para obter informações e utiliza os sentidos para captar aspectos da realidade. Não se resume em apenas a um ver ou ouvir superficial”.
Observação sistemática ao contrário da anterior tem um planejamento definido onde a autora Gressler (2003, p.186) “a observação estruturada realiza-se em condições controladas, visando atender a propósitos pré-estabelecidos”.
O conceito de Prodanov, Freitas (2013, p.104) é similar ao de Gressler “observação sistemática: tem planejamento, é realizada em condições controladas para responder aos propósitos preestabelecidos”. Ainda de acordo com os mesmo “na observação sistemática, o pesquisador, antes da coleta de dados, elabora um plano específico para a organização e o registro das informações. Isso implica estabelecer, antecipadamente, as categorias necessárias à análise da situação”.
Quanto a observância não participante o pesquisador presencia o fato mas não participa do mesmo os autores Prodanov, Freitas (2013, p.105) trazem “o pesquisador toma contato com a comunidade, o grupo ou a realidade estudada, mas sem integrar-se a ela: permanece de fora”.
Observância individual como o nome já diz é onde se utiliza apenas a presença de um observador.
Observância na vida real para os mesmos autores (p.105) “normalmente, as observações são feitas no ambiente real, com o registro dos dados à medida que forem ocorrendo, espontaneamente, sem a devida preparação”.
A entrevista despadronizada ou não-estruturada pode-se explorar o estudo de maneira mais ampla, tendo mais liberdade de expressão. De acordo com Marion, Dias, Traldi (2002, p.62) “são consideradas não-estruturadas quando o roteiro é menos dirigido”, complementando a ideia Isaac, Michael (1975, citados por GRESSLER, 2003, p.178) conceituam que “a entrevista não-estruturada, aberta ou informal dá ao respondente ampla liberdade e flexibilidade para que se expresse em seu próprio modo e ritmo”.
Esse tipo de entrevista utiliza-se de perguntas mais abertas, libertas, de uma maneira mais livre de se entrevistar.
Portanto, no estudo é útil para coleta de dados a observância não participativa, individual e a entrevista despadronizada.