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La question de l’intégration à l’épreuve du terrain

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 23-28)

As soluções desse grupo são baseadas no protocolo Mobile IP (Perkins, 1997) onde um túnel é criado entre o antigo PoA, chamado roteador doméstico (do inglês, Home Router), e o novo PoA, chamado roteador estrangeiro (do inglês, Foreign Router). A Figura 3.3 mostra a sinalização genérica para essa proposta. Após o handover, uma mensagem de alerta de mobilidade é enviada do novo PoA (PoA-1 na Figura 3.3) para o antigo PoA (PoA-2 na Figura 3.3), com o objetivo de criar um túnel entre os dois (Evento 5). Quando um pacote de Interesse for enviado ao antigo PoA (Evento 6), ele será redirecionado ao novo PoA através do túnel (Evento 7). Algumas propostas utilizam técnicas de otimização de caminho (Nikander P. A., 2003) para eliminar o túnel e evitar o roteamento triangular (Evento 8).

Figura 3.3 Sinalização Genérica para o Grupo I-MIP.

A proposta em Lee (2012) apresenta uma solução onde a ideia principal é redirecionar os pacotes de Interesse para um túnel entre o CR (Content Router, ou nó CCN) da rede doméstica do provedor e o CR da rede estrangeira. Os autores assumem que o CR distribui seus prefixos periodicamente para anunciar sua presença e os dispositivos CCN móveis podem detectar se o ponto de acesso foi trocado por meio da comparação entre os nomes dos CRs anunciados. As propostas desse grupo podem sofrer de problemas como o overhead de mensagens de anúncios de roteadores, alta latência de handover, o nó móvel

pode demorar a perceber a mobilidade, e roteamento triangular, uma vez que há criação de túneis.

O trabalho de Han (2014) introduz dois tipos de entrada de FIB: entrada original e entrada de mobilidade. A entrada original é a mesma da FIB do padrão CCN, enquanto a entrada de mobilidade mantém a informação do próximo salto de destino do dispositivo móvel. As entradas originais são mantidas pelo protocolo de encaminhamento, enquanto as entradas de mobilidade são mantidas pelo PMC (Publisher Mobility Support Protocol in CCN). O primeiro possui um valor de tempo de vida relativamente longo e o segundo, um tempo de vida mais curto. Para configurar o caminho do PoA antigo para o novo PoA para onde o provedor migrou, o provedor envia pacotes com os nomes reservados. A proposta utiliza uma grande quantidade de mensagens para garantir a mobilidade. Além disso, os nós CCN são modificados para armazenar os pacotes de Interesse durante a mobilidade, a fim de retransmitir para a rede de destino.

O trabalho de Hermans (2012) usa as ideias das entidades do protocolo MIP para propor soluções para a mobilidade de provedor. Como no MIP, a sua abordagem usa a âncora de mobilidade (do inglês, Mobility Anchor), mas não usa encapsulamento. Na proposta, o agente doméstico torna-se o "Home

Repository". O provedor móvel pode obter um endereço temporário na rede

estrangeira, como Care-of-Address do MIP. Na proposta, os pacotes de Interesse e de Dados são modificados, com acréscimo de alguns campos. No pacote de Interesse são acrescentados dois campos. No primeiro, o Nome de Localização (do inglês, Location Name), o qual armazena as informações de localização de origem do pacote, e no segundo, informação da ligação (do inglês, Binding Info) entre o nome do conteúdo e a localização do provedor. O esquema adiciona dois novos campos nas mensagens CCN, além de modificar o processo de roteamento. Um dos pontos negativos dessa proposta é o fato de o consumidor precisar saber da localização do provedor, indo de encontro à filosofia ICN.

Luo (2012) apresenta três propostas para a mobilidade de provedor. A primeira introduz um servidor adicional (servidor local) para fornecer gerenciamento de mobilidade e alcançabilidade. Esse servidor é semelhante ao

Home Agent do Mobile IP. A proposta também usa nomes de conteúdos

temporários, semelhantes ao Care-of-Address do MIP. A segunda proposta é semelhante à primeira, porém fornece mecanismos proativos para antecipar o

handover e reduzir atrasos no processo de mobilidade. A terceira apresenta

mensagens de sinalização especiais para atualizações das rotas. Os autores assumem alguns pré-requisitos, tais como o dispositivo móvel precisa ter mais de uma interface para se conectar em diferentes redes simultaneamente ou pode se conectar com várias redes com apenas uma interface. A topologia apresentada no trabalho possui apenas um roteador CCN que trata de todo o tráfego de rede. O trabalho toma como base várias suposições e não há avaliação da proposta. Assim, não é possível saber o desempenho da mesma. Além disso, a duplicação

sobrecarga. O trabalho de Luo (2014) é uma versão estendida de Luo (2012), porém com avaliação de QoE (Quality of Experience) entre a proposta e o padrão CCN.

O trabalho apresentado em Rao (2014a) propõe o PBMA (Proxy Based

Mobility Approach), entidade que gerencia a mobilidade do provedor de

conteúdos. Quando o provedor detecta handover iminente, ele envia um Interesse modificado com a opção "Handover Iminente". Após o recebimento do Interesse especial, o chamado home-proxy muda um estado da entrada FIB para "em mobilidade" e, em seguida, o Content Store apenas armazena os pacotes de Interesse que chegam e foram encaminhadas para o provedor. Quando o provedor finaliza a migração, envia uma mensagem "handover finalizado" para o home-proxy. Ele então atualiza a entrada na FIB, envia os Interesses armazenados em cache e avisa o consumidor da nova localização do provedor. A proposta presente no trabalho estende-se para handover Inter-domínio. Nesse caso, uma entidade chamada foreign-proxy é responsável pelo gerenciamento da mobilidade do provedor na rede estrangeira. Dois outros trabalhos dos mesmos autores apresentam ideias semelhantes, Rao (2014b) e Rao (2014c).

O artigo de Hu (2014) propõe um esquema chamado SD-PAM (Domain

Proxies based Provider Mobility Management), onde proxies agem como gateway de domínio e gerenciam todos os pacotes que passam por ele. Na

arquitetura proposta, o DP (Domain Proxy) é usado para armazenar pacotes de Interesse, enquanto o provedor está migrando para outra rede. Eles podem enviar esses pacotes após a mobilidade, evitando perdas por conta de desconexão. O cenário é dividido em domínios e cada domínio é gerenciado por um DP. Os nós CCN foram modificados para suportar a operação de armazenamento de pacotes de Interesse não satisfeitos, uma flag ligada dentro da PIT dos DP indica que essa operação está ativa. A avaliação foi feita no simulador ndnSIM (ndnSIM, NS-3 based Named Data Networking (NDN) simulator, 2017) e comparado com o CCN tradicional utilizando duas métricas: tempo de recuperação de pacotes e taxa de entrega. O esquema proposto foi classificado como I-MIP porque o DP utiliza a ideia de LMA (Local Mobility Anchor) do protocolo PMIP (Proxy-

MIP). Embora baseado em um protocolo de mobilidade mais robusto que o MIP,

como PMIP, o artigo não apresenta uma avaliação abrangente.

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