DIAGRAMME CONTRAINTE DEFORMATION
I.3.5 La polymérisation cationique
No âmbito do seguimento do desempenho reprodutivo das vacadas de carne, podem ser avaliados uma série de indicadores que são de certo modo influenciados pelos vários fatores já anteriormente referidos. Estes indicadores, designados de parâmetros reprodutivos expressam o nível de eficiência reprodutiva dos efetivos e devem estar integrados no plano reprodutivo de cada exploração. Medidas como a taxa de gestação, distribuição dos partos ao longo da época reprodutiva e a percentagem de vitelos produzidos afetam diretamente os quilos que são produzidos por cada uma das vacas colocada em reprodução. Dentro dos vários parâmetros que existem, os seguintes são os considerados mais importantes relativamente aos bovinos de carne (Caldow et al., 2005; Engelken et al., 2007; Romão & Bettencourt, 2009b; Romão, 2014b; Parish et al., 2015).
2.2.2.1. Intervalo entre partos (IEP)
O intervalo entre partos é definido como o número de dias que decorrem entre dois partos consecutivos. É uma medida simples e eficaz que traduz o desempenho reprodutivo ao longo do ano, porque o IEP médio da vacada influencia diretamente o número de vitelos que vão ser produzidos. O objetivo que se pretende do ponto de vista produtivo e reprodutivo para uma vacada de carne é um IEP individual e médio o mais próximo possível de 365 dias
14 (Carolino et al., 2000; Madureira, 2001; Caldow et al., 2005; Romão & Bettencourt, 2009b; Vinatea & Madrigal, 2010; Diskin & Kenny, 2014, 2016; Romão, 2014b; Parish et al., 2015).
O IEP é um parâmetro que resulta da combinação de várias componentes, uma vez que representa os efeitos que estão relacionados com a vaca, o vitelo, o touro e com todo o maneio da exploração. É afetado de forma determinante por quatro períodos diferentes: duração do anestro pós-parto (intervalo parto-1ºcio pós-parto), duração do ciclo éstrico, duração do intervalo parto-conceção e ainda a duração da gestação (Carolino et al., 2000; Ball & Peters, 2004; Vinatea & Madrigal, 2010; Belo et al., 2013). A duração média de gestação de um bovino é aproximadamente 280 a 290 dias e varia principalmente devido à influência genética quer por parte da mãe, quer por parte do vitelo. Sendo assim, de modo a obter um IEP de 365 dias, uma vaca no pós-parto tem um período restrito para ficar gestante. Este período que corresponde ao intervalo parto-conceção ideal e compreende a fase de involução uterina e retorno ao cio, sendo uma componente determinante do IEP (Ball & Peters, 2004; Caldow et al., 2005; Romão & Bettencourt, 2008, 2009b).
2.2.2.2. Taxa de fertilidade
A taxa de fertilidade de uma vacada de carne é definida como o número de vacas paridas sobre o total de vacas que foram colocados à cobrição e é um parâmetro que depende diretamente do IEP médio da exploração. O objetivo passa por obter uma taxa de fertilidade de 95% (Romão & Bettencourt, 2008, 2009a, 2009b, Diskin & Kenny, 2014, 2016; Romão, 2014b).
Estudos realizados em Portugal, principalmente na região Sul do país, apresentam resultados para a taxa de fertilidade média das explorações de 74% (Belo et al., 2013) e em bovinos da raça Preta de 81,29% (Gonçalves & Rodrigues, 2002). Resultados semelhantes são encontrados por Henriques (2012) que apresenta a variação da taxa de fertilidade das diferenças raças para os anos de 2002 a 2011 (Gráfico 6).
Gráfico 6 – Evolução da fertilidade de cada raça no intervalo temporal de 2002 a 2011, no Sul de Portugal (Adaptado de Henriques, 2012).
Tabela 2 – Descrição do sistema de classificação da condição corporal em bovinos de carne (Escala de 1 – 9) (Adaptado de Richards et al., 1986) .Gráfico 9 – Variação da fertilidade anual
2.2.2.3. Taxa de gestação
A taxa de gestação corresponde ao número de fêmeas gestantes no ato do exame de diagnóstico de gestação em relação ao número de fêmeas elegíveis para uma possível gestação. É considerada uma medida representativa do sucesso da época reprodutiva. Pode ser calculada no final da época de cobrição, consoante a duração da mesma ou, como alternativa, após a realização de um programa de IA ou cerca de 30 a 60 dias após o início da época reprodutiva (Madureira, 2001; Caldow et al., 2005; Romão, 2014b; Parish et al., 2015).
Outra medida do desempenho reprodutivo é a taxa de conceção. Esta taxa corresponde ao número de fêmeas em que ocorreu conceção relativamente ao total de animais colocados à cobrição e apresenta uma relação direta com a taxa de gestação. Contudo, e uma vez que é difícil de determinar se numa fêmea após a cobrição ocorreu a conceção ou não, na maioria dos efetivos de vacas de carne este parâmetro não é calculado. Na realidade uma vaca que fique gestante e sofra mortalidade embrionária precoce, não consegue ser distinguida das fêmeas nas quais não ocorreu a conceção (Madureira, 2001; Parish et al., 2015; Perry, 2017).
2.2.2.4. Taxa de desmame
A taxa de desmame é o parâmetro reprodutivo que melhor representa a rentabilidade e o desempenho reprodutivo das vacadas de carne. Define-se como o número de vitelos desmamados sobre o total de vacas que são colocadas em reprodução. Permite avaliar num só parâmetro o sucesso ou insucesso de outros indicadores reprodutivos da vacada como a fertilidade, conceção, gestação e o período pré-desmame. É esperado que num efetivo de vacas de carne, 90 a 95% das vacas consigam produzir um vitelo viável para o desmamar (Valle et al., 1998; Madureira, 2001; Caldow et al., 2005; Dyer, 2012; Romão, 2014b). Existem ainda alguns fatores que fazem variar a taxa de desmame numa vacada de carne como distócias, doenças entéricas e respiratórias, que tendem a aumentar a mortalidade dos vitelos e um desempenho produtivo inferior, originando pesos ao desmame mais reduzidos, mesmo nos que sobrevivem e são desmamados (Engelken et al., 2007). O peso dos vitelos ao desmame também deve ser destacado. Deve-se procurar otimizar os quilos produzidos por cada vaca colocada em reprodução, por ano (Valle et al., 1998).
2.2.2.5. Idade ao primeiro parto (IPP)
A idade ao primeiro parto corresponde à idade média das novilhas no seu primeiro parto. Devido ao carácter sazonal dos partos nos efetivos de bovinos de carne, as fêmeas acabam por ter uma idade entre 2 e 3 anos ao primeiro parto. A idade de entrada na puberdade
das novilhas é um dos principais fatores responsáveis pela variação da IPP e pelo momento da conceção em vacas primíparas na sua primeira época reprodutiva (Day & Nogueira, 2013; Diskin & Kenny, 2014, 2016; Romão, 2014b; Day, 2015). Em Portugal, no panorama geral das raças autóctones, a IPP tem tendência a ser superior, uma vez que são consideradas raças menos precoces do que as raças importadas. Contudo, a IPP quer de bovinos de raças autóctones, quer de raças importadas, acaba por ser ligeiramente superior nos sistemas extensivos de produção que são praticados a nível nacional (Gonçalves & Rodrigues, 2002; Carolino, 2006 citado por Romão, 2014b; Romão, 2014b).