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Taux d’ablation en fonction de la fr´equence

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2.7 La caract´erisation m´ecanique de la plateforme Muse 3D

3.2.4 Taux d’ablation en fonction de la fr´equence

Kazazian (2005) descreve que o ecodesign teve a primeira definição dada por Victor Papanek22, também chamada de eco-concepção. Segundo o autor trata-se

de uma abordagem que consiste em reduzir os impactos de um produto, ao mesmo tempo em que conserva sua qualidade de uso a fim de melhorar a qualidade de vida dos usuários de hoje e amanhã. Neste sentido o termo eco-concepção expressa claramente a filosofia deste modelo de projeto de produto que considera o meio ambiente em todas as etapas de desenvolvimento do produto.

Partindo deste principio “o meio ambiente é tão importante quanto a exeqüibilidade técnica, o controle de custos e a demanda do mercado.” (KAZAZIAN, 2005,pg.36)

Stano (2001) cita que os criadores de produtos e gestores de compras desempenham um papel fundamental na empresa, têm grande influência ao nível da funcionalidade do produto e do preço, nos custos e no impacto ambiental na

21 International Organization for Standardization

22 Victor Papanek (1927-1998), designer grego radicado nos EUA, autor de “Design for the real world: Human ecology and social change” defendia a idéia de que o design deveria considerar requisitos sociais e ambientais na concepção de produtos.

produção, manutenção do produto e eliminação. O re-design dos produtos é uma das áreas de oportunidades da eco-eficiência: as empresas podem tornar-se mais eco-eficientes ao reconceberem os seus produtos.

Este é o objetivo do ecodesign ou design sustentável:

Racionalmente caminhar no sentido de manter o nível dos recursos disponíveis, em harmonia com uma evolução econômica, cultural e tecnológica. O conceito requer que uma visão sistemática em que se procura otimizar a totalidade do ciclo de vida de produtos, desde as matérias virgens, passando pelos materiais na sua forma final, componentes, produto obsoleto, até seu processamento em fim de vida. BCSD (2007)23

O ecodesign provê uma cultura de eco-eficiência, gerando produtos por meio da adoção de tecnologias limpas e da prevenção da geração de resíduos nocivos ao meio ambiente.

Ferreira (1997) cita que dentre as soluções plausíveis, do ponto de vista do design, para o encaminhamento da questão sustentabilidade, segundo as condições tecnológicas e econômicas atuais pode-se destacar:

• Balanceamento do binômio vida útil (relacionado aos interesses do usuário/consumidor) / ciclo-de-vida (interesse do produtor/distribuidor) dos produtos em geral. O ciclo de vida do produto vincula -se a características mercadológicas de descontinuidade e descartabilidade, integradas à lista de requisitos a ser atendida no design do produto

• Possibilidade de reutilização ou reciclagem de matérias-primas através da relação de troca com o consumidor/usuário final. Através de canais de comunicação e distribuição, hoje disponíveis, pode-se estabelecer procedimentos de devolução de produtos/embalagens a serem reutilizados pela indústria.

O ecodesign busca soluções sobre todo o ciclo de vida dos produtos, exige uma nova maneira de conceber. Primeiramente prevendo-se o futuro do produto a fim de reduzir o impacto ambiental por todo o ciclo de vida: fabricação, uso, fim de vida.

23 BCSD- Conselho Empresarial para o desenvolvimento sustentável. Disponível em:

Kazazian (2005) afirma que “o produto em si, vendido como um elemento independente e homogêneo é uma ilusão.” (KAZAZIAN, 2005, pg36) O autor cita que pode-se distinguir três níveis de intervenção possíveis:

• Otimização para diminuir impactos no meio ambiente;

• Evolução maior, modificando o produto para um uso semelhante; • Estratégia radical, como substituir produtos por serviços.

Em palestra apresentada no Seminário Design e Sociedade - novas práticas, materiais e modelos, a jornalista Adélia Borges24

, expõe que o design contemporâneo brasileiro trabalha basicamente em três focos: o primeiro – a reciclagem propriamente dita, o uso do material, como transformar garrafas de vidro em base de cinzeiro ou um candelabro e garrafas PET em tecidos. O segundo é utilizar o que é inútil. Cita o exemplo de Renato Imbroisi25 que usa palha com um

tecido de algodão para tear e a designer Tereza Xavier26 que usa sementes de açaí

com cristas e pedras preciosas em suas peças. O terceiro foco ou prática é a que a palestrante chamou de prática dos deslocamentos que é deslocar funções ou materiais feitos para originalmente um determinado uso para uso diferente. É o caso dos anéis de PVC, de Walter Bassivangi27 transformados em tapetes.

Estes exemplos esclarecem que associar a produção de produtos à sustentabilidade é uma prática realizada de várias maneiras, com inúmeras técnicas e com vários objetivos.

Neste estudo, a interferência do ecodesign nos uniformes profissionais em estabelecimentos de saúde prevê no projeto de produto de vestuário a inserção da preocupação ambiental no inicio do processo.

A produção de uniformes profissionais numa perspectiva sustentável, tanto dos projetos, quanto dos produtos destes decorrentes, relacionados ao setor de

24 Adélia Borges é jornalista, graduada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1973) e curadora especializada em Design Seminário Design e Sociedade -novas

práticas, materiais e modelos. Evento Holanda Hoje:

Arte, Design, Urbanismo e Responsabilidade Social. Auditório do Hotel Paulista Plaza São Paulo, 27 de março de 2003. Disponível em

http://www.cidade.usp.br/arquivo/artigos/index0503.php Acesso em 3/9/2007 11:51:49.

25 Renato Imbroisi - tecelão carioca. Disponível em

http://casaejardim.globo.com/edic/ed546/dec_jeito.htm 3/9/2007 12:25:03

26 Designer de jóias Tereza Xavier. Disponível em http://www.terezaxavier.com.br/3/9/2007 12:28:43 27 http://www.cidade.usp.br/arquivo/artigos/index0503.php 3/9/2007 12:34:45

confecção de uniformes profissionais, baseados em outros valores como qualidade, funcionalidade, estética, ergonomia, riscos ocupacionais, identidade visual e usabilidade, necessitam de outros profissionais com competências técnicas estabelecidas nessas áreas. Este fato deve contribuir sensivelmente para um novo conceito de projeto de produto (uniformes profissionais), orientado para estabelecimentos de saúde.

A função do “designer de moda” assume outras atribuições em termos de criação, já que estas também têm implicações ambientais, evitando que os uniformes profissionais não se tornem um impacto ambiental negativo no ambiente de operação.

Para isso faz-se necessário um esforço extra da equipe gerencial, e da equipe de desenvolvimento, que não utiliza a dimensão ambiental dos seus produtos para um mercado potencial, pois as operações ainda estão centradas num modelo hierárquico de produção voltado para resultados financeiros, e não totalmente ambientais.

Nessa perspectiva, o ecodesign “prevê que sempre é necessário começar certo, para não precisar corrigir depois” e, isto se aplica tanto aos produtos, quanto aos seus respectivos processos operacionais. Esta expressão se reflete quando procuramos integrar o ecodesign com a produção dos uniformes profissionais, passando de uma compreensão de projeto de produto que desconsidera o ambiente de operação onde os uniformes serão utilizados, para uma gestão orientada por parâmetros de controle integrados em termos de projeto de produto de uniformes profissionais.

Para assegurarmos que seja garantida na produção dos uniformes em toda a na cadeia de produção, é necessária a implementação das seguintes etapas: levantamento do gerenciamento de processo das atividades operacionais para identificação das condições normais, anormais e de emergência; avaliação ambiental de riscos (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes) dos diferentes ambientes de operação para estabelecer se há necessidade de vinculação de uso de “tecidos técnicos”; identificar o layout do ambiente de trabalho (mapeamento e condições de uso da superfície estática e dinâmica utilizada para identificação de probabilidade de acidentes); realizar o registro da análise da tarefa e atividade com registros posturais desenvolvidos pelos funcionários nas atividades, processos e serviços desenvolvidos nas diferentes atividades, com indicação das

regiões corporais sujeitas a possíveis lesões por esforço repetitivo pelo uniforme (compressão, torção, arranhão ou corte), resultante de corte e modelagem inadequada, por movimento brusco ou acidental.

Também verificar os problemas de desempenho dos funcionários resultantes de corte, modelagem inadequada, e materiais têxteis utilizados, nos uniformes existentes por meio de mapeamento fotográfico digital; avaliação das atividades com riscos de exposição biológica e radiológica; avaliação antropométrica dinâmica (alcances e movimentos) dos funcionários relativas para o desempenho das suas atividades; avaliação da modelagem e materiais têxteis dos uniformes em face dos ambientes de operação; verificação da cor como variável de integração com os ambientes de operação e de identificação visual da empresa; seleção dos materiais têxteis, da modelagem e do corte adequados às atividades e às pessoas.

Todas as etapas anteriores seriam necessárias para garantir que os uniformes fossem produzidos adequadamente para cada instituição/ empresa, a partir das auditorias realizadas e das proposições a serem feitas em termos de projeto de produto, considerando as não conformidades. Por sua vez, a adoção de uma nova metodologia que incorpore o tripé ergonomia, usabilidade e meio ambiente para desenvolvimento de projeto de produto de uniformes profissionais promoveria para a instituições/empresas as seguintes vantagens:

• A criação de imagem corporativa fundamentada na responsabilidade social, centrada em oferecer condições de trabalho com uniformes adequados às atividades profissionais; A amortização dos investimentos na compra de uniformes, em face do nível de durabilidade, qualidade e adequação das atividades;

• A inclusão compulsória desse processo de controle como um escopo de Sistemas de Certificação de Qualidade;

• A criação de uma base de conhecimento sobre produção de uniformes profissionais, que poderá ser considerada um ativo tecnológico, como referêncial de benchmarking para os diferentes setores econômicos e de confecção;

• A redução do volume de recursos financeiros gastos na contratação de empresas que produzem uniformes profissionais, sem uma avaliação criteriosa de indicadores de desempenho das pessoas nos seus respectivos ambientes de operação;

• A criação de condições para conquista da excelência na gestão da qualidade dos procedimentos operacionais nas áreas selecionadas, a partir de uniformes profissionais;

• A adequação de normas e padrões nacionais, com vistas ao desenvolvimento dos procedimentos operacionais e uniformes profissionais, observando as especificidades regionais;

• Eliminação de problemas relativos ao desempenho das atividades realizadas; • Garantia e compatibilização do processo de produção de uniformes com

procedimentos de certificação de qualidade (ISO9000), compatibilizando requisitos conflitantes, num modelo padrão obtido numa avaliação preliminar; • O desenvolvimento de programas de capacitação para auditores internos

realizarem o controle, a documentação e o monitoramento dos processos de melhoria contínua resultantes, da mudança de procedimentos em diferentes ambientes da instituição, que tenham implicações sobre o corte e a modelagem dos uniformes profissionais;

Com o atendimento aos requisitos do projeto, espera-se que se obtenham os seguintes benefícios:

• O aumento gradativo da adoção do uniforme projetado como a vestimenta que possibilita ao funcionário o desenvolvimento de suas atividades;e,

• A caracterização do uniforme como indispensável tanto esteticamente quanto como EPI.

2.4 A integração das funções de higiene, saúde e segurança em produtos

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