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2.2 Facteurs externes à la fonction d’audit interne

2.2.4 La perception de la fonction par les audités

Este ponto vai proporcionar uma visão global da forma como o inquérito foi estruturado para medir as variáveis do modelo apresentado no capítulo anterior. Este é provavelmente o maior desafio que se coloca a um investigador, pois pretende-se desenvolver medidas robustas das variáveis não observadas. A escolha de escalas de medidas pouco robustas podem inviabilizar qualquer trabalho de investigação científica. O desenvolvimento do inquérito é uma parte do processo de investigação que serve para operacionalizarmos o modelo por nós proposto.

Um questionário pode ser definido como um instrumento para recolher dados, sendo constituído por um grupo de questões que se consideram relevantes para as características e dimensão do que se deseja observar (Hoz, 1985). Tornou-se ao longo dos tempos um dos instrumentos mais usados para recolha de informação. Permite a recolha de dados fiáveis e válidos de forma simples, barata e atempada (Anderson & Arsenault, 1999).

O desenvolvimento do inquérito é uma fase do processo de investigação tendente à operacionalização do modelo e à especificação das medidas das variáveis. Como se sabe, um inquérito é um conjunto de perguntas ou de medidas cujas respostas são registadas pelo próprio respondente, ou pelo entrevistador. Na medida em que o inquérito é o elemento de recolha, visando obter informações específicas dos entrevistados, o seu desenvolvimento é da maior importância.

Nesta perspetiva, no desenvolvimento do questionário adotado para a recolha da informação, foi seguido o seguinte modelo, sugerido por Hair et al. (2009) e segundo os passos expressos no Quadro 15.

Quadro 15 – Passos para o desenvolvimento do inquérito

Passo 1:

Considerações iniciais

Esclarecer a natureza do problema de investigação e os seus objetivos; Desenvolver questões de acordo com os objetivos;

Definir a população-alvo e a estrutura da amostragem (identificação dos respondentes potenciais).

Passo 2:

Esclarecimento de conceitos

Garantir que os conceitos sejam claramente definidos;

Selecionar variáveis/ indicadores que representem os conceitos; Determinar o nível de mensuração;

Definir uma questão para superar a inabilidade ou indisposição do respondente (filtro).

Passo 3:

Tipologia de questionário

Determinar os tipos de questões que serão incluídas e a sua ordem; Verificar a redação final e a codificação das questões;

Decidir como será o agrupamento das questões e qual a extensão total do questionário;

Determinar a estrutura e a apresentação do questionário; Revisão do questionário.

Passo 4:

Pré-teste

Determinar a natureza do pré-teste para o questionário preliminar;

Analisar os dados iniciais para identificar limitações do questionário preliminar; Aperfeiçoar o questionário, quando necessário;

Rever alguns ou todos os passos anteriores, quando necessário.

Passo 5:

Administração do questionário

Identificar a melhor prática para a administração do tipo de questionário utilizado; Treinar e supervisionar trabalhadores de campo, se necessário;

Garantir o processo de organização dos questionários completados; Determinar o prazo final e os métodos de acompanhamento. Fonte: Adaptado de Hair et al. (2009)

Passos 1 e 2

Relativamente ao nosso estudo começámos por definir o problema e os objetivos a investigar, para posteriormente desenvolvermos as questões e definirmos a nossa população – alvo. Depois de esclarecermos os conceitos e recorrendo aos diversos estudos existentes procuramos encontrar as informações necessárias para as variáveis incluídas no modelo proposto no capítulo anterior, elaboradas com base na revisão da literatura. Em resultado desta análise, procuramos identificar um conjunto de indicadores usados previamente em estudos sobre orientação para o mercado, desempenho organizacional, aprendizagem organizacional e inovação.

O desenho do inquérito tinha como objetivo testar as relações causais descritas no modelo apresentado no capítulo anterior. Todas as escalas de medida utilizadas no inquérito foram na generalidade desenvolvidas e testadas em estudos anteriores realizados em organizações lucrativas as quais, de uma forma geral, têm satisfeito os padrões recomendados de fiabilidade e validade (Churchill, 1999).

Passo 3

O inquérito foi estruturado em seis partes, apesar de poder parecer um pouco longo, está dentro do que é habitual encontrar em inquéritos do género realizados noutros trabalhos consultados e referidos ao longo do capítulo anterior. A primeira parte tem como objetivo obter alguns dados sobre o entrevistado e sobre a organização. Na segunda parte inserimos as questões relacionadas com as práticas comerciais da organização, na terceira pretendemos analisar a sensibilidade da organização para a aprendizagem. As questões relativas à inovação organizacional são inseridas na quarta parte. Nas duas últimas partes do inquérito procuramos conhecer as características da atividade onde a organização opera e o desempenho da organização em estudo comparativamente com aos seus concorrentes.

Para além destes aspetos, outros cuidados de ordem técnica estiveram envolvidos na definição e formulação das questões:

− Identificação das secções, perguntas e variáveis;

− Questões adequadas e suficientes de modo a evitar alongamento e repetições desnecessárias (Hill & Hill, 2008);

− Escolha da escala de medida das respostas a utilizar em cada pergunta. O uso de escalas faz parte do processo de medição em pesquisa sobre consumo, associando números às respostas para que estas possam ser analisadas posteriormente, por meio de técnicas estatísticas. Neste caso, como o questionário tem perguntas fechadas, foi necessário escolher conjuntos de respostas alternativas para cada uma destas perguntas. As escalas utilizadas foram as seguintes:

1. Escalas nominais – A variável “género” constitui um exemplo de escala nominal utilizada;

2. Escalas de Likert – utilizou-se esta escala composta por cinco níveis (referidas em Gwinner, Gremler & Bitner, 1998; Reynolds & Beatty, 1999);

Passos 4 e 5

É reconhecido pela literatura em geral que deveria existir sempre um pré-teste ao questionário processo de recolha de dados (Malhotra, 2009). Este autor considera que um pré-teste é um teste aos indicadores numa pequena amostra com o fim de melhorar o mesmo, identificando e eliminando os problemas.

Para assegurar a validade de conteúdo do inquérito, adoptamos alguns procedimentos. Primeiro os indicadores foram compilados após a revisão de literatura efectuada por nós sobre orientação para o mercado, aprendizagem organizacional, inovação organizacional e desempenho, tendo sido apenas retidos os indicadores que apresentavam maior fiabilidade. Depois, o inquérito foi revisto por académicos especialistas em marketing e gestão, todos familiarizados com os objetivos do nosso estudo. Finalmente, submetemos o inquérito a um pré-teste num conjunto de 5 SCM.

Apesar de todas as escalas de medida que foram utilizadas nesta pesquisa terem sido aplicadas na literatura relevante sobre marketing e gestão e, de uma forma generalizada, terem satisfeito os padrões recomendados de fiabilidade e validade (Churchill, 1979), de forma a assegurar-mos a sua adequabilidade ao contexto das SCM dado que não existem no nosso país estudos empíricos sobre esta temática, antes de procedermos à recolha efectiva dos dados fizemos um pré-teste numa pequena amostra de respondentes (Malhotra, 2009). Deste modo, de forma a garantir que o inquérito seria aplicável e que responderia aos objectivos a que nos propomos, procedeu-se ao teste da versão preliminar junto de 5 SCM52. No pré-teste constatou-se a existência de alguns problemas sobretudo ao

nível da forma e da ordem das perguntas, os quais foram corrigidos. Este passo também teve como objectivo aferir a validade de conteúdo das escalas utilizadas no inquérito.

Em suma, obteve-se a versão final do inquérito (Anexo 1)53 que constituiu o instrumento

base para a obtenção dos dados. No ponto a seguir vamos indicar a forma como foram operacionalizadas as variáveis constantes do inquérito

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