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DANS LE CONTEXTE DE LA SOCIÉTÉ AMÉRICAINE DES

2.1 UN DYNAMISME RELIGIEUX EN CONTRASTE AVEC CELUI DE L’EUROPE DE 1945 L’EUROPE DE 1945

2.1.4 La percée imparable du catholicisme américain

A Tabela 22 apresenta os resultados dos parâmetros utlizados no modelo de simula- ção para decisão da escolha das fontes de financiamento por país ou mercado. Os resul- tados estão organizados por modelos com taxas de juro a seis meses e a dez anos. Os parâmetros dos modelos com taxas de juro a seis meses (IR6M) são apresentados nos dois primeiros blocos de colunas da Tabela 22.

Tabela 22. Parâmetros do modelo de simulação (IR6M vs.IR10Y)

País

IR6M IR10Y

2008 (Max) 2014 (min) 2008 (Max) 2014 (min)

IR PI t d IR PI t d  (d) IR t d IR t d  (d) UE ZONA EURO Áustria OE 5.12 293.8 0.05 0.42 0.39 383.2 0.01 0.76 -7.15 82% 4.26 0.06 0.35 2.26 0.01 0.75 0.45 116% Bélgica BG 5.19 309.7 0.05 0.54 0.39 624.1 0.01 0.75 -6.42 39% 4.47 0.05 0.52 2.55 0.01 0.76 -0.30 46% Finlândia FN 5.46 354.4 0.06 0.42 0.39 436.5 0.02 0.80 -10.1 90% 4.76 0.06 0.40 2.12 0.02 0.75 -1.55 87% França FR 5.12 446.7 0.04 0.52 0.39 631.1 0.01 0.74 -7.34 41% 4.22 0.05 0.52 2.35 0.01 0.74 0.42 43% Alemanha BD 4.85 225.4 0.04 0.56 0.39 348.1 0.01 0.68 -5.00 22% 3.76 0.05 0.57 1.94 0.01 0.66 0.26 15% Grécia GR 4.96 977.7 0.05 0.46 0.39 516.4 0.02 0.74 -1.03 59% 19.14 0.06 0.46 8.21 0.02 0.73 1.18 58% Irlanda IR 5.45 506.8 0.06 0.40 0.39 829.5 0.01 0.74 -0.23 85% 4.43 0.06 0.38 3.35 0.01 0.76 -0.36 97% Itália IT 5.11 218.0 0.05 0.47 0.35 222.3 0.01 0.73 -4.12 53% 4.73 0.05 0.51 3.94 0.01 0.76 -0.51 51% Holanda NL 5.12 269.4 0.05 0.53 0.39 421.5 0.01 0.76 -6.45 43% 4.26 0.06 0.55 2.23 0.01 0.74 0.44 35% Portugal PT 5.11 150.2 0.05 0.37 0.35 150.3 0.01 0.66 -4.69 77% 4.52 0.05 0.41 5.82 0.01 0.64 -0.54 55% Espanha ES 4.94 340.6 0.04 0.45 0.35 424.2 0.01 0.74 -4.65 64% 4.37 0.04 0.45 3.90 0.01 0.68 -0.54 51% UE ZONA NÃO EURO

R. Checa CZ 4.42 313.1 0.06 0.48 0.29 275.7 0.01 0.72 -6.63 50% 5.02 0.06 0.49 2.37 0.01 0.72 0.25 48% Dinamarca DK 6.43 546.9 0.05 0.34 0.48 1349 0.01 0.77 0.11 128% 4.35 0.05 0.36 2.00 0.01 0.74 0.31 104% Hungria HN 8.96 680.7 0.06 0.39 2.95 792.9 0.01 0.69 -8.03 79% 9.07 0.06 0.34 5.79 0.01 0.69 0.30 105% Polónia PO 6.74 95.7 0.04 0.41 2.67 156.5 0.01 0.71 -0.39 72% 6.37 0.04 0.43 4.31 0.01 0.70 0.44 64% Suécia SD 4.86 610.6 0.05 0.49 1.04 1454 0.01 0.75 -0.03 53% 3.36 0.05 0.46 2.50 0.01 0.75 0.18 62% R. Unido UK 6.40 333.2 0.05 0.47 0.67 583.0 0.01 0.80 -6.19 71% 4.67 0.05 0.49 3.03 0.01 0.80 0.28 64% NÃO UE Noruega NW 6.42 697.3 0.06 0.38 1.75 1230.4 0.01 0.80 8.13 109% 4.16 0.06 0.39 3.01 0.01 0.80 0.26 107% Suíça SW 2.53 518.3 0.04 0.47 -0.05 713.1 0.01 0.65 -0.25 38% 2.92 0.04 0.46 1.08 0.01 0.65 0.35 42% Hg-Kong HK 3.85 633.6 0.06 0.40 0.55 1264.3 0.01 0.73 -0.32 83% 3.25 0.06 0.46 2.02 0.01 0.73 1.34 59% Japão JP 1.08 85.8 0.06 0.46 0.21 145.8 0.01 0.78 -0.04 70% 1.52 0.06 0.41 0.74 0.01 0.78 0.61 90% EUA US 2.57 427.5 0.05 0.46 0.35 1009.7 0.01 0.78 -8.85 68% 3.18 0.06 0.48 3.00 0.01 0.83 0.21 73% Fonte: Dados trabalhados pelo autor (software: Excel). Período: 1/1/2007 a 3/1/2014.

Notas: IR6M – tx. juro a 6 meses; IR10Y – tx. juro a 10 anos; PI – Índice bolsista; t - desvio-padrão; d – expoente fracionário do FIGARCH/FIEGARCH. Os valores apresentados referem-se à

Para as taxas de juro a dez anos (IR10Y), os parâmetros encontram-se nos dois blo- cos finais de colunas. Uma vez que os valores observados para PI não se alteram, os parâmetros utlizados nos modelos com taxa de juro a dez anos são iguais aos utilizados nos modelos com taxa de juro a seis meses, apenas aparecendo uma vez nas colunas da Tabela 22. São exceções os casos da Grécia e da República Checa.

Em cada caso, registámos os valores dos parâmetros observados em duas datas dis- tintas. A primeira corresponde à data em que ocorreu o máximo da variância condicio- nada após 1/1/2007, ou seja, a data da maior intensidade de risco desde o início da últi- ma grande crise financeira. Na Tabela 22 esta data é designada por 2008 (Max), tendo ocorrido em Outubro ou Novembro de 2008, exceto no caso da Grécia no modelo com taxa de juro a dez anos, que ocorreu em 13/3/2012. O valor correspondente de PI é 380.09. No caso da República Checa, a data de referência nos modelos com taxa de juro a dez anos é 28/10/2008 (30/10/2008 no caso dos modelos IR6M) a que corresponde um valor de PI de 249.65. Os registos relativos a Novembro de 2008 referem-se aos EUA. Os dos restantes mercados são relativos ao mês de Outubro.

A segunda data corresponde à última observação registada na amostra, ou seja, 3/1/2014, quando os mercados estavam bem mais estáveis do que no auge da crise. Na Tabela 22 é designada por 2014 (min). Embora nalguns casos não corresponda exata- mente ao valor mínimo da variância condicionada após 1/1/2007, está geralmente muito próximo desse valor. O que valorizámos neste caso foi obter um retrato da situação mais recente observada na nossa amostra.

Quanto aos parâmetros em si, utilizámos quatro nos modelos relativos a 2008 (Max) e seis nos modelos relativos a 2014 (min). Metade dos parâmetros referem-se a medidas de rendibilidade e a outra metade a medidas de risco. Em todos os modelos foram utili- zadas as seguintes medidas de rendibilidade: IR (taxa de juro) e PI (índice bolsista rela- tivo). De igual modo, as medidas de risco comuns a todos os modelos são: t (desvio-

padrão condicionado) e d (índice fracionário indicativo do grau de persistência).

Para além destes parâmetros, nos modelos relativos a 2014 (min) utilizaram-se ain- da os seguintes:  (declive da relação de longo prazo nos modelos VEC no período pós- crise) e (d) (variação percentual do grau de persistência do período pré-crise para o período pós-crise). O primeiro é uma medida de rendibilidade e o segundo uma medida

de risco. Os parâmetros  são os indicados nas Tabelas 13 e 14 (capítulo 4), tomando obviamente o sinal simétrico. Os parâmetros d são os que estão reportados nas Tabelas 19 e 20 (capítulo 5).

Os valores reportados das taxas de juro (IR) e dos índices bolsistas (PI) foram obti- dos na base de dados original utilizada neste estudo, para as datas correspondentes. Uma nota em relação aos índices bolsistas: uma vez que as pontuações dos índices diferem entre os diferentes mercados (i.e., a unidade de medida é diferente), optou-se, para faci- litar a comparação, por utilizar um índice relativo onde a base 100 corresponde ao pri- meiro registo observado após a data inicial da nossa amostra, ou seja, após 6/1/1986.

Por exemplo, no caso da Áustria, a base 100 corresponde a 6/1/1986. A data a que corresponde a maior variância condicionada (após 1/1/2007) é 17/10/2008. Nesse dia, o índice bolsista relativo da Áustria atingiu 293.83 pontos, isto é, o valor do índice era quase o triplo do valor inicial à data de 6 de Janeiro de 1986. Em 3/1/2014 este índice registava 383.16 pontos, quase quadruplicando o valor inicial de 1986. Idêntica análise pode ser feita em relação aos restantes países examinados.

Podemos também efetuar uma comparação do valor relativo da capitalização de ca- da bolsa em relação ao momento inicial. Por exemplo, o índice bolsista da Noruega que em 3/1/2014 valia, em termos relativos, 1230.4 pontos, valorizou três vezes mais desde o início do seu registo na amostra do que o índice da Áustria. E assim sucessivamente. Note-se que, de um modo geral, os índices bolsistas tenderam a crescer entre Outubro 2008 e Janeiro 2014. As exceções foram a Grécia e República Checa, que diminuíram, e Itália e Portugal que mantiveram valores semelhantes.

Finalmente, importa referir que a dispersão dos valores dos parâmetros de rendibili- dade é, em geral, superior ou muito superior à dispersão dos valores dos parâmetros de risco, em particular no que respeita aos índices bolsistas. A relativa homogeneidade que se observa na dispersão dos valores dos parâmetros de risco dificulta a interpretação dos fatores de distância entre mercados no que ao risco diz respeito. Daí, a consideração do valor do ranking de cada país permitir classificar os mercados com maior clareza. Como será visto mais à frente, os parâmetros de risco desempenham, mesmo assim, um papel crucial no processo de avaliação.