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La parcellisation-déparcellisation du travail

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LA PRESSION DU FLUX CLIENT

3.3. La parcellisation-déparcellisation du travail

Esta pesquisa está voltada à investigação qualitativa que fundamentou a dissertação em voga, contudo cabe uma avaliação mais minuciosa. Desta forma, será apresentado de maneira conclusiva todo o percurso da pesquisa à procura de respostas das indagações com relação a problemática proposta e os objetivos, também a fim de procurar reflexões mais apuradas desta pesquisa sobre a pesquisa, pois deseja-se que haja futuras investigações no intuito de detalhamentos sobre o tema abordado, deste modo considera-se mais pertinente dar seguimento à proposta, partindo de um novo prisma.

Será apresentada análise textual dos relatos e observações das professoras pesquisadas, aplicados nas Escolas de 1º e 2º anos do ensino fundamental I, do município de Alcântara - MA, no qual buscou-se analisar como o lúdico intervém na metodologia e no ensino-aprendizagem, averiguando a seriedade dos jogos na educação e no desenvolvimento dos alunos nos anos iniciais do ciclo de alfabetização no município. Outro aspecto observado durante as entrevistas foi conhecer como se dá o aprendizado por meio do lúdico na metodologia de alfabetização da criança.

Também buscou-se durante as observações em sala de aula e as entrevistas com as docentes, identificar quais os métodos pedagógicos ou técnicas utilizadas para trabalhar o lúdico nas salas de aula. Neste sentido buscou-se ainda reconhecer quais os entraves encontrados pelos

docentes para praticar o lúdico na totalidade das escolas públicas do município de Alcântara - MA.

Considerando a prática do lúdico como competência para a evolução íntegra da criança, bem como sua independência, capacidade de decisões e comportamento, o que se observou foi a utilização dos jogos e brincadeiras como instrumento pedagógico no 1º e 2º ano do ensino fundamental I. Desta forma, o brincar se resume como como um recurso para o alcance dos assuntos específicos e de competências acadêmicas.

Em tese, os professores não consideram o brincar como um método para a conquista da aprendizagem, nem ao menos como um recurso que possibilidade o desenvolvimento integral do aluno, limitando o enfoque do brincar, restringindo as possibilidades dos espaços lúdicos, a diversidade de materiais lúdicos e a disponibilidade do professor.

As reflexões contidas nesta pesquisa sobre a incorporação do lúdico nas práticas pedagógicas e quais os entendimentos das professoras do 1º e 2º anos do ensino fundamental I, das escolas do município de Alcântara-MA, concluiu-se que existe uma ação direta dos docentes nas atividades realizadas junto aos alunos, contudo não é um fato global.

A consciência sobre o jogo está pautada à iniciativa das professoras observadas, habilidade, afeto pelos alunos, reconhecimento da necessidade de aprender brincando, gosto pela ação lúdica e os benefícios para o processo de ensino-aprendizagem por meio do lúdico.

Percebeu-se que as professoras das escolas alvo desta investigação possuem diferentes entendimentos sobre o brincar, e que muitas vezes estes entendimentos são contraditórios com relação à significação da atividade desenvolvida.

Um exemplo disso é quando as professoram relatam que “o lúdico é importante para o processo ensino-aprendizagem porque a criança aprende brincando” e que “com o lúdico a criança aprende mais rápido e de forma prazerosa”. Nota-se que de maneira geral existe uma intervenção das educadoras nas práticas lúdicas com os alunos, o que pode-se verificar por meio das informações sobre a construção dos materiais utilizados nas atividades lúdicas, como: “jogos matemáticos”, “teatro de fantoches”, “cantigas de rodas para encaixe”, jogos com tampinhas” e “bingo”.

Contudo, durante a pesquisa não foi observado uma interação das educadoras junto às crianças no intuito de incentivá-las em brincadeiras e jogos fora da sala, assim como em alguns casos as brincadeiras eram dirigidas como técnica para acalmar as crianças antes do início das

aulas ou após a conclusão das aulas, também percebeu-se que o espaço físico das salas de aula não são apropriados para a execução de algumas atividades. Sabe-se que para que as práticas lúdicas funcionem efetivamente faz-se necessário que o educador configure a brincadeira em um processo coletivo, onde haja atuação dos alunos, mas também dos professores, oportunizando um convívio social e a troca de experiências durante a brincadeira, desta forma é possível construir a autonomia deste aluno, colaborando para que a criança aprenda a estruturar suas atitudes durante as brincadeiras e participe de experiências culturais e sociais nunca antes vivenciadas por elas, consequentemente transformando a criança em uma pessoa capaz de se colocar em situações fora do ambiente escolar. Ainda assim, existe a necessidade de um empenho eficaz no sentido de expandir os espaços para que o desenvolvimento das práticas lúdicas aconteça no âmbito escolar, mais precisamente no ciclo inicial de alfabetização (1º e 2º ano do ensino fundamental I), pois, para que isso se efetive, é indispensável que o professor entenda o significado de jogo, compreendendo que mesmo com regras definidas, ele pode ser flexível adequando-se a necessidade dos alunos envolvidos.

Também foi observado que não existe um acompanhamento efetivo por parte das coordenadoras pedagógicas, tanto pelas dificuldades de localização das escolas pesquisadas quanto pela ausência de efetivo suficiente para conduzir, orientar e supervisionar as atividades das docentes nas escolas no que corresponde à pratica do lúdico e ao planejamento dos jogos e brincadeiras a serem inseridos durante as aulas.

O papel do professor é questionar sua prática docente, uma vez que ele é o responsável em disponibilizar instrumentos no processo de ensino-aprendizagem dos alunos que têm contato com o lúdico, visto que é através das brincadeiras e jogos que o aluno aprende. Ao ter consciências dessas informações, o educador poderá incorporar muitas atividades no cenário educacional. O suporte teórico desta investigação indica que o universo do jogo não é automático, nem biológico, pois, a origem desta atividade não se deu com a evolução de instintos que estão iminentes na carga hereditária de cada ser, mas estão relacionados com as transformações nas circunstâncias de vida e de existência das crianças e dos adultos, resultantes da evolução histórica. A brincadeira é um componente da cultura, e sua essência depende da interação social e da aprendizagem. O convívio e as influências educacionais são essenciais para a disseminação, coletivização, aprendizagem, conservação e construção de brincadeiras e jogos.

É possível acreditar que o universo de pesquisa venha se expandindo ao passar dos anos e que as práticas lúdicas estejam perdendo sua característica de meramente diversão, ainda que haja lapsos no planejamento e na aplicação das atividades por vários educadores, essas práticas são extremamente necessárias para a construção de conhecimentos inovadores, assegurando a socialização e a comunicação dos alunos com as pessoas que o rodeiam e com o mundo ao qual está inserido. Por isso, a atividade lúdica deve estar incorporada nas instituições de ensino e o seu reconhecimento está relacionado à prática docente contextualizada de forma segura e embasada a esta metodologia de ensino.

Nessa perspectiva, considerando as dificuldades relatadas pelos educadores entrevistados durante esta pesquisa, como “a falta de capacitação profissional”, “ausência de apoio da equipe técnica administrativa pedagógica no planejamento e da Secretaria de Educação do Município de Alcântara - MA em oferecer formações continuadas”, assim como o que foi observado por esta pesquisadora, no que tange a dificuldade do professor correlacionar o lúdico ao conteúdo trabalhado em sala de aula, a restrição de tempo para o preparo das aulas, a necessidade de confeccionarem o material dos jogos e brincadeiras e a escassez de recursos didáticos para pesquisas e estudos, as expectativas é que esta pesquisa seja uma ferramenta geradora de mudanças viáveis no contexto educacional do ciclo inicial de alfabetização do ensino fundamental I, com base na prática lúdica, aspirando melhorar o desenvolvimento dos alunos. Ademais, deseja-se auxiliar os profissionais de educação das escolas do município de Alcântara- MA em aprimorar e modernizar a qualidade da educação na região.

Esta pesquisa trouxe reflexões relevantes à inserção de atividades lúdicas no cotidiano escolar para alunos dos anos iniciais no ensino fundamental, da mesma maneira que proporcionou uma compreensão quanto à importância de incorporar o lúdico no âmbito escolar (dentro e fora de sala de aula). No entanto, a prática do lúdico deve ocorrer sempre com objetivos estabelecidos no intuito de alcançar o desenvolvimento integral do aluno.

Buscou-se com esta pesquisa possibilitar aos docentes envolvidos uma reflexão concreta sobre a necessidade das práticas lúdicas como instrumento de aprendizagem, também, nos espaços externos à sala de aula, demonstrando que momentos como esses são favoráveis ao desenvolvimento das relações interpessoais, sociabilidade, avanço no cognitivo do aluno e da psicomotricidade, aspectos estes que colaboram para a aquisição de uma aprendizagem significativa, eficiente e prazerosa.

Também, analisou-se a influência do trabalho com o lúdico no que tange a sua relação com os índices apresentados pelo IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica que aponta as três escolas pesquisadas como as que apresentam melhor qualidade do aprendizado no município, pois, salienta-se que o lúdico deve fazer parte do desenvolvimento do aluno, visto que garante o contato direto com a sua cultura.

Portanto, ao analisar os resultados positivos da ludicidade para o desenvolvimento da criança, percebeu-se a necessidade de enfatizar que não basta conhecer o conceito do que é lúdico, é imprescindível planejar as atividades de acordo com a série, faixa etária da criança, meio ao qual está inserido, experiências anteriores, nível cognitivo, com objetivos claros, com o propósito de resultados satisfatórios, onde o aluno consiga resolver situações problemas, dificuldades do dia a dia, necessidades básicas, oferecendo um contexto educativo envolvente e interessante, cheio de significados para o aluno.

Outro ponto a se destacar é que ao desejar que o lúdico seja incorporado de forma consciente nos anos iniciais do ensino fundamental como premissa para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem, é necessário que a gestão municipal de Alcântara - MA oportunize aos docentes capacitações e formações continuadas, principalmente às escolas localizadas na zona rural do município, motivando a iniciativa das professoras dessas escolas que mesmo com algumas dificuldades por meios próprios e as vezes de maneira aleatória se utilizam de jogos e brincadeiras para incrementar suas aulas.

Considera-se, portanto, que esta pesquisa proporcionou repercussões significantes no âmbito educacional, no que tange a possibilitar à pesquisadora um olhar mais amplo na rotina escolar, além de provocar conhecimentos e auxiliar para a mudança da realidade das escolas pesquisadas, estimulando a prática do lúdico no contexto educativo.

Isto posta, os objetivos propostos nesta pesquisa foram alcançados plenamente, pois, o que foi apresentado servirá como orientação para outros estudos relacionados às práticas lúdicas no contexto educacional, uma vez que está apropriado à realidade educacional da região, logo, ao relatar sobre esses direcionamentos espera-se estar colaborando para um melhor esclarecimento da importância da atividade lúdica para o processo de ensino-aprendizagem do aluno, por compreender que o professor e a escola têm a função de encontrar novos meios de transmitir o conhecimento, transformando as condutas tradicionais em metodologias inovadoras que

valorizem atividades lúdicas na educação, pois, somente desta forma poderemos atingir uma educação exitosa e que realmente esteja relacionada com a necessidade do aluno.

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