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La normalisation du cinéma au nom de l’idéologie

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 115-133)

CADRE THEORIQUE ET METHODOLOGIQUE

CHAPITRE 2 Le pouvoir organisationnel

2.2. La normalisation du cinéma au nom de l’idéologie

Conforme os documentos oficiais da Educação nacional consultados, as matrizes de exames da Educação brasileira, nossa experiência profissional na docência no Ensino Básico em escolas públicas e particulares e na literatura científica pertinente aos conceitos-chave da pesquisa, produzimos as questões que compõem o quiz do jogo didático. Tais questões tratam, especificamente, da produção do espaço, da apropriação do território por meio de relações de poder, da transformação da paisagem pela relação entre sociedade e natureza, dos tipos de representação cartográfica do espaço geográfico, das escalas cartográfica e geográfica, da interpretação da representação cartográfica do espaço e do uso de TIC no ensino e na aprendizagem em Geografia. Assim, tais questões visam contribuir com a produção de conhecimentos pelos estudantes, na perspectiva do aprendizado de conteúdos programáticos e da interpretação crítica da produção do espaço geográfico em diversas escalas, inclusive, na local.

O quiz está em conformidade com os critérios de avaliação orientados pelos PCN para os terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental. Esses parâmetros destacam os seguintes critérios de avaliação concernentes à operacionalização de conceitos:

 Reconhecer conceitos e categorias, tais como espaço geográfico, território, paisagem e lugar, e operar com eles, identificando-os no espaço vivido;

 Reconhecer a importância do mapa temático para a leitura da paisagem nas diferentes escalas;

 Conceituar elementos espaciais e utilizá-los na linguagem gráfica para obter informações e representar paisagens geográficas em mapa, croqui etc;

 Conceituar os elementos caracterizadores da paisagem geográfica nas escalas urbana e rural.

Com essas orientações, acreditamos ser possível avaliar o sucesso e os desafios do processo educacional, quanto ao ensino e a aprendizagem de categorias-chave da Geografia, especificamente, no que se refere a abordagem dessas categorias dando-se conta de diferentes temporalidades que definem ritmos e processos condizentes à construção do espaço geográfico (BRASIL, 1998). Do mesmo modo, pode-se compreender diferentes escalas e tipos de representação cartográfica do espaço, assim como caracterizar elementos que identificam a paisagem na cidade e no campo, sintetizando simetrias e distinções entre estas escalas geográficas – quanto a transformação da paisagem.

A orientação da nossa proposta metodológica e didática a esses critérios de avaliação é importante porque pode contribuir com a identificação da significância do ensino e da aprendizagem em Geografia com a utilização do jogo.

Outrossim, o alinhamento da estrutura do jogo ao que é sugerido nos documentos oficiais da Educação nacional, fortalece a nossa proposta mirando a sua utilização no ensino de Geografia em escolas do Brasil, enquanto possibilidade metodológica e didática.

O GeoGame foi programado para o estudante-jogador seguir a jornada de modo autônomo, escolhendo o percurso que quiser. Assim, a ordem das questões é meramente demonstrativa, pois, a depender do percurso escolhido pelo estudante, pode-se responder primeiro a questão numerada como 5 e depois a questão 1. Por isso, a numeração das questões não equivale a nível de dificuldade, mas somente, ratificamos, a organização demonstrativa.

Conforme já destacamos, cada questão foi pensada mirando competências e habilidades orientadas para o ensino e a aprendizagem em Geografia no Ensino Fundamental. Desse modo, as questões 1, 2, 18 e 20 referem-se à interpretação da paisagem, tratando de elementos culturais e naturais e das transformações da

paisagem colocadas em baila historicamente pela ação humana. Para responder essas questões, são necessárias as seguintes habilidades:

 Identificar as características da paisagem natural e da cultural;

 Compreender os processos naturais e históricos da produção da paisagem e os da transformação da paisagem natural em cultural;

 Identificar as características da paisagem transformada pelo trabalho humano, considerando-se o desenvolvimento da agropecuária e do processo de industrialização (BRASIL, 2018);

 Identificar as modificações da paisagem no cotidiano dos discentes, dando ênfase aos aspectos socioeconômicos e culturais (BNCC, 2017);

 Entender o caráter funcional e/ou estrutural das modificações na paisagem.

A assunção a essas habilidades é importante devido ao fato de nos PCN (1998, p. 136) se destacar que “conhecer uma paisagem é reconhecer seus elementos sociais, culturais e naturais e a interação existente entre eles; é também compreender como ela está em permanente processo de transformação e como contém múltiplos espaços e tempos”. Assim sendo, é salutar que o estudante compreenda a paisagem pela totalidade das suas variáveis e processos e enquanto dimensão analítica concreta do espaço geográfico, sendo este categoria filosófica e objeto de estudo da Geografia.

Além disso, nos PCN (1998) se propõe como eixo temático do terceiro ciclo – 6º e 7º anos do Ensino Fundamental – o estudo da Cartografia como um instrumento de aproximação entre os lugares e o mundo. A utilização da Cartografia no ensino de Geografia é importante porque proporciona a espacialização de fenômenos e fatos, podendo favorecer a compreensão da produção do espaço pelo estudante. Com esse sentido, afirma-se que

para a Geografia, além das informações e análises que se podem obter por meio dos textos em que se usa a linguagem verbal, escrita ou oral, torna-se necessário, também, que essas informações se apresentem espacializadas com localizações e extensões precisas e que possam ser feitas por meio da linguagem gráfica/cartográfica. É fundamental, sob o prisma metodológico, que se estabeleçam as relações entre os fenômenos, sejam eles naturais ou sociais, com suas espacialidades definidas (PCN, 1998, p. 76).

No que tange às questões 3 e 7, para resolvê-las são necessárias as seguintes habilidades:

 Interpretar mapa temático com informações demográficas, econômicas e sociais;  Analisar a distribuição territorial da população brasileira, considerando-se as

especificidades de cada região do país;

 Interpretar diferentes tipos de representação cartográfica do espaço geográfico. (ENEM);

 Analisar padrões e rupturas espaciais a partir da representação cartográfica (SAEB);

 Entender a semiologia gráfica aplicada à Cartografia.

A assunção a essas habilidades pelos estudantes significa a capacidade de leitura de diversos tipos de mapa temático, assim como de outras formas de representação cartográfica do espaço. Porém, não é de interesse do professor de Geografia que se apreenda o mapa pelo mapa, isto é, que se compreendam apenas a Cartografia como um conteúdo isolado, desconectado da Geografia. Mais do que isso, a Cartografia deve ser um instrumento que auxilie na compreensão da apropriação do território, na configuração da paisagem, na especificidade da região. Em suma, a Cartografia deve ser uma ferramenta importante para o ensino de Geografia, visando a leitura e a compreensão da produção do espaço geográfico.

A escolha da escala cartográfica mais adequada para a representação do espaço geográfico é de extrema importância, pois, por meio dessa escolha pode-se optar quanto ao que será representado e com qual nível de profundidade. A escala grande, por garantir maior detalhamento dos fatores que caracterizam o espaço, é mais adequada para a representação da escala geográfica local. A escala pequena é mais utilizada para representar o espaço de modo mais amplo. Portanto, “tanto para a pesquisa como para o ensino em Geografia é preciso ter clareza sobre a escolha do recorte e da escala com que se irá trabalhar” (BRASIL, 1998, p. 76).

Assim, para responder as questões 4, 5, 6 e 13 são necessárias as seguintes habilidades:

 Selecionar a escala cartográfica adequada para a representação espacial;

 Medir distâncias na superfície pela escala gráfica ou numérica do mapa (DCRN, 2018);

 Identificar variadas formas de representação cartográfica do espaço geográfico.

A assunção dessas habilidades possibilita ao estudante a escolha das escalas geográfica e cartográfica mais pertinentes à determinado estudo e representação cartográfica do espaço, isto é, que sejam apropriadas aos objetivos pretendidos. Tal escolha é importante porque diferentes escalas e tipos de representação cartográfica do espaço espacializam fenômenos e fatos de diversas maneiras, atribuindo olhares distintos para uma mesma situação.

Simielli (1994) destaca e ratifica-se nos PCN (1998) que uma intenção fundamental do ensino escolar de Geografia deve ser a formação do estudante enquanto leitor crítico de representação cartográfica do espaço, assim como mapeador consciente. Destaca-se que cada mapeador observa e representa o espaço de forma diferente, levando-se em consideração diversas perspectivas.

Considerando-se que os produtores de mapas vivenciam diferentes espaços da Terra e, desse modo, têm diversas maneiras de perceber o espaço, é evidente que, ao produzir representação cartográfica do espaço geográfico, eles podem expressar seus pontos de vista, colocando em tela os seus valores culturais, interesses econômicos ou geopolíticos, além de terem a oportunidade de anuir com interesses hegemônicos ou de questioná-los.

Para responder eficazmente as questões 8 e 12, são necessárias as seguintes competências e habilidades ao estudante:

 Entender a intencionalidade da representação cartográfica do espaço geográfico;  Analisar os fatores econômicos, sociais, culturais e políticos que levaram a

produção de determinado mapa;

 Relacionar tipos tradicionais e modernos de representação cartográfica do espaço;

 Reconhecer territórios nacionais e pontos de orientação em representação cartográfica do espaço.

Por ser o objeto de estudo da ciência geográfica, o espaço merece destaque no ensino escolar de Geografia, pois, a partir do seu entendimento o estudante pode analisar criticamente a realidade. Assim, orienta-se que “o espaço na Geografia deve ser considerado uma totalidade dinâmica em que interagem fatores naturais, sociais, econômicos e políticos” (BRASIL, 1998 p. 27). A análise conjunta de tais fatores proporciona ao estudante a apreensão da realidade, em diversas escalas geográficas.

Para responder acertadamente as questões 9, 11 e 15 são necessárias as seguintes competências e habilidades ao estudante:

 Entender o espaço geográfico como resultado histórico das ações humanas e relações sociais, realizadas com interação entre os objetos naturais e objetos artificiais;

 Compreender o processo de produção do espaço, atentando-se para a categoria trabalho;

 Entender a evolução da técnica, considerando-se os impactos desse processo sobre a produção do meio geográfico.

No Ensino Fundamental II, geralmente, os estudantes utilizam constantemente tecnologias da informação e da comunicação, enquanto característica atual da juventude. Assim sendo, no ensino escolar de Geografia é pertinente que o processo de ensino e aprendizagem seja potencializado com a utilização de metodologias e/ou de recursos didáticos envolvendo as TIC, fazendo dessas novas tecnologias ferramentas para a mediação do ensino no sentido da aprendizagem significativa. Assim sendo, nos PCN orienta-se que “na leitura cartográfica o professor [...] pode lançar mão dos diferentes tipos de mapas temáticos, atlas, globo terrestre, plantas e maquetes sofisticadas. Outra possibilidade [...] [seria] o exercício de utilização das fotografias aéreas e imagens de satélites” (PCN, 1998, p. 96).

A utilização do Global Positioning System (GPS), por exemplo, permite ao estudante qualificar os limites naturais de determinada localização, tendo-se em vista o fato desse sistema permitir – por intermédio de satélites artificiais – o

conhecimento de informações sobre localização geográfica, em qualquer escala da Terra.

Para responder a questão 10, o estudante deve saber as seguintes competências e habilidades:

 Conhecer as TIC associadas ao ensino e a aprendizagem em Geografia;

 Compreender a evolução dos objetos utilizados para a localização e a orientação cartográficas;

 Entender a utilização das coordenadas geográficas para fins de localização.

As anamorfoses podem fornecer informações de rápido entendimento acerca de vários elementos do espaço. Por isso, na BNCC se orienta a habilidade – importante ao estudante do Ensino Fundamental – de saber interpretar a anamorfose geográfica, de forma a proporcionar a análise, a síntese e a apresentação de dados e informações sobre diversidade, diferença e desigualdade sociopolítica e/ou geopolítica mundial.

Destarte, para responder corretamente a questão 14 do jogo didático são necessárias as seguintes competências e habilidades:

 Compreender a função e o uso de anamorfose geográfica na representação de fato, fenômeno e/ou informação (SAEB);

 Relacionar a representação cartográfica com o fato e/u fenômeno existente;  Apreender indicadores demográficos e econômicos de país representado

cartograficamente;

 Identificar aspectos da realidade econômico-social de país ou região, considerando-se fato e/ou fenômeno representado (ENCCEJA);

 Relacionar a apresentação da anamorfose com a representação cartográfica de país.

Além de compreender fatos e/ou fenômenos representados cartograficamente, orienta-se como essencial que o ensino escolar de Geografia leve em consideração o território, pois, o seu entendimento “implica também

compreender a complexidade da convivência, nem sempre harmônica, em um mesmo espaço, da diversidade de tendências, ideias, crenças, sistemas de pensamento e tradições de diferentes povos e etnias” (PCN, 1998). Dessa maneira, é salutar que o estudante atente para as múltiplas identidades, culturas, tendências e interesses que coexistem em determinado espaço, reveladoras de relações de poder.

Assim, a análise do território – enquanto espaço apropriado por diversos e desiguais agentes sociais, cujas ações revelam diferentes níveis de força ou de poder – é imprescindível para o entendimento crítico da produção do espaço geográfico. Desse modo, destacamos, abaixo, as competências e habilidades para se solucionar as questões 16, 17 e 19, assim como, em seguida, a questão 17 do jogo didático.

 Identificar os agentes sociais que produzem o território;  Analisar as relações de poder que estabelecem o território;

 Entender a apropriação destacada do território por determinados agentes ou grupos sociais;

 Refletir sobre a produção do território por meio do poder jurídico-político;  Compreender a territorialização de aspectos econômicos, sociais e culturais.

Diante do exposto, sublinhamos que as questões do jogo didático fazem parte da dinâmica do recurso didático proposto, mas também contribuem com a etapa avaliativa no processo de ensino e aprendizagem em Geografia, especificamente, quanto a leitura e interpretação crítica de representação cartográfica do espaço. Por serem questões fundamentadas em competências e habilidades orientadas por documentos oficiais da Educação brasileira, essa avaliação visa a aprendizagem significativa, cuja essência e a compreensão da totalidade da produção do espaço para a formação cidadã.

Figura 15: Questão 17 do GeoGame

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